sexta-feira, 31 de agosto de 2007

VALE A PENA APOSTAR EM MASSA?

Esta é a pergunta que eu faço, e tento responder, na minha coluna desta sexta-feira no GP Total. Leia e coloque sua opinião aqui!

O 27 EM CÍRCULOS

Jacques Villeneuve resolveu seguir os passos de Juan Pablo Montoya e vai correr na Nascar, para se divertir e engordar sua conta bancária. Deve comer o pão que o diabo amassou nas primeiras corridas, vai receber um monte de “totós de boas-vindas” dos adversários, quem sabe até depois consiga se estabelecer como um bom piloto da categoria.

Eu, que detesto corridas em ovais e acho que a Nascar vai contra tudo o que gosto no automobilismo, lamento mesmo a escolha do número 27 para estampar seu carro. Número imortalizado pelo pai Gilles em seus anos de Ferrari na Fórmula 1. Tudo bem, Jacques usava este número em seus tempos de Fórmula Indy, gosta de andar em ovais e venceu as 500 Milhas de Indianápolis. Mas eu associo o 27 sempre a derrapagens controladas nas curvas, a correções sobre-humanas de saídas de traseira. Na Nascar, o carro anda em círculos, em quarta marcha e com o acelerador a fundo. Não tem a cara do Gilles...

MINIATURAS – MATRA MS630

Demorou, mas valeu a pena! O Caíque me enviou nesta semana fotos da sua coleção de Matras, dos mais variados tipos e modelos. Aqui estão dois MS630. À esquerda, o carro utilizado pela dupla Pescarolo/Servoz-Gavin na edição de 1968 das 24 Horas de Le Mans. À direita, o carro do ano anterior, pilotado por Pescarolo/Jassaud. Lindos, lindos, lindos... Escala e fabricantes, peço a gentileza do Caíque especificar nos comentários.

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Está chegando no meu e-mail muita coisa legal, de novos e de antigos leitores. Obrigado a todos pela participação e em breve a miniatura de vocês também estará aqui!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

TV BLOGO ESPECIAL – JACKIE STEWART 4



Encerrando a série deste incrível documentário sobre a vida de Jackie Stewart, sua vida pós-Fórmula 1, a aventura da Stewart Grand Prix e a luta do filho Paul contra o câncer. Não perca a chance de ver e de comentar!

Durante o GP da Espanha deste ano, não perdi a chance de tirar uma foto com o ídolo. Não sou chegado a tietagens, mas ele merece toda reverência do mundo.

GPL COM MOTOR DIANTEIRO

Novos mods para o glorioso Grand Prix Legends vão progredindo em computadores espalhados pelo mundo. Não que eles sejam necessários, dado o grau de imersão e dificuldade do jogo original, mas sempreprazer pilotar um carro diferente, especialmente algum modelo pelo qual se nutre paixão especial.

Eu não vejo a hora de sair o Mod 1951, para sentar numa F375 e correr com o pseudônimo “Chico Landi”, revivendo a estréia de um piloto brasileiro na categoria, em Monza (que, aliás, completará 56 anos no próximo dia 16 de setembro). Na foto acima, dá para se ter uma idéia do tamanho da diversão: Talbot, Ferrari, BRM e a Alfetta de Fangio, provavelmente preparando-se para dar uma volta em todo mundo. Sempre fiquei curioso para saber as reações daqueles carros de Fórmula 1 com motor dianteiro. Espero que caprichem na física na hora da programação.

A caminho também, duas outras jóias: 1937 (Auto Union, Mercedes-Benz, Alfa Romeo) e 1955, também tendo as flechas prateadas da Mercedes como destaque. E o Mod 1966, que deve sair, provavelmente, ainda este ano.

“no mercado”, existem outros três mods: 1965, 1969 e Thundercars, uma categoria de fantasia, com carros no estilo USAC dos anos 60 e pintura inspirada na Fórmula Indy do início da década de 90. Vale a pena experimentá-los!

FOTO DO DIA – CIRCUITO DI GARDA DE 1950

O automobilismo pós-II Guerra na Europa é repleto de imagens sensacionais. Esta é uma delas, sem sombra de dúvida (clique para ampliar). No X Circuito di Garda, uma prova de Fórmula 2, Alberto Ascari coloca uma volta sobre um carro Osca enquanto rumava para a vitória. O trecho, numa rua apertada da cidade italiana, ilustra bem a (falta de) segurança do esporte nesta época. Tranqüilos mesmo, os espectadores ali na janela.

MINIATURAS – ANOS 50

Há dois domingos atrás, o Wander José se reuniu com seus amigos lá em Hong Kong para animadas corridas de autorama. A pista, como vocês podem ver, de primeiríssima qualidade e cheia de detalhes. Imagine como as disputas devem ter sido divertidas. Os carros, bem, o Wander me mandou diversas fotos e tem F-1 de quase todas as décadas, um mais bonito que o outro. Os que eu mais gostei foram estes dos anos 50.

De cara, identifiquei quatro deles: o prateado com o número 10 é o Mercedes-Benz W196 (o número chegou a ser usado por Fangio e por Moss). Com o número 1 é a Maserati 250F de Fangio, já tão celebrada neste espaço. O verdinho de número 10 é a Vanwall 4 de Stirling Moss. Last, but not least, a lindíssima Ferrari F375, com o número 12, do “Touro dos Pampas” José Froilán González.

Me ajudem com o resto: que carro é o número 4 (uma Ferrari, claro, mas qual o modelo, é o F500)? E o 7 e o 26? Clique na imagem para ampliar!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

TV BLOGO ESPECIAL – JACKIE STEWART 3



E aqui mais um capítulo do excelente documentário sobre a vida de Jackie Stewart. Hoje, muita participação de Emerson Fittipaldi e sua triste despedida das pistas. Não perca!

RÁDIO GP – 19ª EDIÇÃO

No ar, com um dia de atraso, mais uma edição da Rádio GP. Com apresentação de Flávio Gomes e presenças de Ivan Capelli e Victor Martins (este, parcialmente), discutimos sobre os GPs da Turquia de F-1 e de GP2, mais IRL e outras trivialidades.

E preparei mais um desafio ao Capelli. Ficou legal, você acertaria?

FOTO DO DIA - GP DA ITÁLIA DE 1957

Fangio fazendo o contra-esterço e o fotógrafo registrando. O argentino pilotava muito, mas acabou completamente ofuscado por Stirling Moss na prova que encerrou a temporada de 1957 e teve de se contentar com o segundo lugar. Moss, que já havia vencido a prova anterior, em Pescara, confirmava a ascenção da equipe Vanwall – o time iria dominar o ano seguinte e se tornaria a primeira equipe inglesa a ser levada a sério na história dos grandes prêmios.

MINIATURAS – McLARENs MP4-4 e MP4-6

Com a disputa interna na McLaren comendo solta, fica impossível não lembrar dos anos de Senna e Prost na equipe: muita intriga, muito ódio e muito sucesso nas pistas também. O André Luiz Ferreira da Cunha, entusiasta das miniaturas e que possui este ótimo blog, me enviou os carros da equipe das temporadas 1988 e 91, quando Prost já havia saído da equipe. À esquerda, Alain Prost com o MP4-4; à direita, Ayrton Senna com o MP4-6 (clique para ampliar). Fabricantes e escala, peço para o André especificar nos comentários.

Eu gosto mais das linhas do primeiro. E vocês?

terça-feira, 28 de agosto de 2007

TV BLOGO ESPECIAL – JACKIE STEWART 2




Segue o excelente especial sobre a carreira do grande Jackie Stewart. Neste capítulo, o auge da carreira dele, com sua entrada da equipe Tyrrell. Mais um programa que nãopara perder! Assista e comente, um material incrível desses não pode passar em branco...

GPL BRASIL – MÔNACO

Recorde de participantes, pré-qualificação, ânimos exaltados nos bastidores, teve de tudo na nona etapa do GPL Brasil. A corrida de Mônaco marcou uma excelente estréia dos pilotos da Honda, que fizeram dobradinha com Léo Menegucci em primeiro e Rodrigo Suardi em segundo lugar.

Eu fiz minha pior corrida do ano, de longe. Sem me acertar com a pista e sem acertar o carro, tudo o que estava conseguindo era acertar os adversários que tivessem pelo caminho quando rodava. Para não estragar a corrida de mais ninguém, resolvi sair da prova no meio. Minha liderança na tabela, que já foi gigantesca, está agora em apenas 10 pontinhos. Aiaiaiai...

Confira as imagens da prova em mais um super vídeo do intrépido Rica Ramos!

LEX LUTHOR NAS PISTAS

O envolvimento de atores com automobilismo não é nenhuma novidade. Paul Newman e Steve McQueen são os exemplos mais conhecidos disto: estrelaram filmes sobre o esporte e depois passaram a participar regularmente de corridas. Nos anos recentes, o ator Jason Priestley de “Beverly Hills, 90210” também ficou famoso no automobilismo, após sofrer um grave acidente em um treino da Indy Pro Series (do qual, aliás, se recuperou).

Uma carreira ao volante menos conhecida é a de Gene Hackman. O maior vilão do Super-Homem fez algumas provas, por hobby, da IMSA nos anos 80. Mais especificamente, ele correu nas 24 Horas de Daytona e nas 6 Horas de Riverside em 1983 e 1984. Sem muito jeito para a coisa, e com companheiros também aventureiros, acabou se classificando sempre no final do pelotão. Na foto acima, ele está em Riverside, em 83, ao volante de um Toyota Celica (clique para ampliar).

Hackman nunca fez um filme sobre automobilismo, mas protagonizou uma cena antológica no filme “Operação França”, quando perseguiu, de carro, um trem do metrô. Será que foi ali que ele pegou gosto pela velocidade?

MINIATURAS - EAGLE INDY500 1968

Alguém viu meu babador por aí?

A miniatura de hoje é especialíssima: esta é a Eagle construída e pilotada por Dan Gurney nas 500 Milhas de Indianápolis de 1968, na qual ele obteve o segundo lugar. A Eagle é meu carro favorito no GPL e este modelo da Indy não difere muito do que Gurney usou na F-1. O kit AMT na escala 1:24 pertence e foi montado pelo Marcos Smirkoff. Sendo um da turma dos perfeccionistas, ele próprio moldou o pára-brisas, em acetato. Clique para ampliar!

Marcos, se um dia faltar espaço na sua casa e você tiver que se desfazer de alguma coisa, me escreve, viu? Esta jóia ficaria em ótimas (e incrivelmente felizes) mãos! (Pelo menos eu tentei, né?)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

TV BLOGO ESPECIAL – JACKIE STEWART

Caro internauta, reserve um tempo para ver o vídeo acima. É a primeira parte de um documentário sobre a vida de Jackie Stewart. O material é sensacional e traz uma visão completa desta grande personalidade do automobilismo. Sem apelar para o pieguismo gratuito, sem louvar o que não deve ser louvado. a abertura, os primeiros dois minutos, com os acordes iniciais de “Shine on You Crazy Diamond”, farão o seu dia valer a pena!

Nestes anos cobrindo a Fórmula 1, conversei com ele umas três ou quatro vezes. Jackie foi sempre amável e extremamente simpático e, sem exceção, sempre fez uma tirada ótima e gargalhou à vontade dela. Um sujeito que viveu uma grande vida, que é feliz com ela e que não se esconde atrás de seus feitos, mas faz questão de dividi-los em um bom papo com quem se empolgue por eles. No último GP da Espanha, ele estava no paddock e não resisti a fazer uma foto a seu lado. Odeio tietagem, mas Sir Jackie é realmente uma pessoa muito especial, uma espécie de “beatle” da F-1. Merece toda a reverência do mundo.

Deleite-se e comente o que achou do vídeo aqui. Nos próximos dias, eu posto as outras partes do documentário

TV BLOGO – ECKELSTEINS

Antes das transmissões das corridas deste ano, a tevê alemã RTL tem exibido uma animação de um bar chamado “Eckelsteins” (uma clara brincadeira com “Ecclestone”), no qual Michael Schumacher tem passado seu tempo livre. O primeiro episódio foi ao ar já no GP da Austrália.

Schumacher lê tarô (“Chuva... espero que o Alonso acabe na caixa de brita. As sete mães... bem, o Flavio adora badalar. O cavalo bêbado... pode ser que Kimi tenha mais dificuldades que o esperado”).

Depois, ele recebe uma ligação de Bernie a poucos minutos da largada, reclamando de uma Ferrari estacionada na frente do Safety Car. Se faz de desentendido, toma uma bronca e depois diz que vai lá tirar o carro. O final... bem, vocês vêem aí no vídeo.

Já me acostumei a ver os episódios. Além da animação de qualidade, as vozes são ótimas. O cara que imita o sotaque do Schumacher manda muito bem!

FOTO DO DIA - GP DA ITÁLIA DE 1923

Monza, uma senhora de 85 anos, continua exalando uma atmosfera mágica. Estive pela primeira vez no ano passado, na corrida em que Michael Schumacher anunciou sua aposentadoria. No fim daquela tarde, com a copa das árvores que cercam o circuito filtrando os raios de sol que batiam no chão, saí para um passeio pelos arredores da pista, admirando e sentindo toda a história que o circuito registra. História que começou a partir de 1922 e que foi contada por carros como estes Sunbeam (#4, de Albert Guyot), Duesenberg (#5, de Jimmy Murphy) e Voisin (#3, de Eugeni Silvani) - clique para ampliar.

Senhores, o lugar é de arrepiar...

MINIATURAS - BAR-SUPERTEC 001

Inaugurando a semana com mais uma peça da minha coleção. Este é o BAR 001 com Ricardo Zonta ao volante, num modelo da Minichamps na escala 1:43 (clique para ampliar). A pintura do carro, não tem jeito, ou se adora, ou se odeia. A equipe, que estreava na F-1 em 1999, quis fazer dois carros com duas pinturas diferentes – uma para Lucky Strike, outra para 555 –, uma prática até comum no automobilismo norte-americano. A FIA não deixou, e a solução encontrada foi esta.

Eu gostava, achava diferente e interessante. Mas o carro era um lixo!

domingo, 26 de agosto de 2007

NELSINHO CHEGA E ENCERRA RUMORES

O colega Victor Martins já havia dado a notícia há muito tempo atrás, e as últimas quentinhas do paddock em Istambul confirmam: a Renault vai anunciar em Monza, no fim-de-semana do GP da Itália, que Nelsinho Piquet correrá na equipe em 2008, ao lado de Heikki Kovalainen. Assim, já não restam mais dúvidas sobre a composição das principais equipes para o ano que vem: McLaren, Ferrari e BMW ficam como estão e a Renault manda embora Giancarlo Fisichella para dar lugar ao brasileiro (e pinta aí uma boa chance para Lucas di Grassi subir ao posto de piloto reserva e de testes). O veterano italiano deve então pendurar as sapatilhas; ou torcer para que Briatore se acerte com Frank Williams para correr ao lado de Nico Rosberg no lugar de Alexander Wurz. Seria trocar seis por meia dúzia, mas se o cheque for gordo...

Conheci Nelsinho no GP da Áustria de 1998, no motorhome da Supertec, fornecedora de motores que pertencia a – e é mesmo mera coincidência – Flavio Briatore! Trocamos algumas palavras vendo uma das sessões de treinos livres pela televisão e, então com 13 anos de idade, era mais do que clara sua determinação em chegar um dia na Fórmula 1. Querer desmerecê-lo por ter tido o caminho até pavimentado com a ajuda do pai é injusto. Se ele não fosse bom, tanto Piquet não iria investir tanto assim como as portas não se abririam. Criticá-lo por sua maneira seca e desinteressada nas entrevistas também seria incorreto. Ele é no fundo muito, muito tímido. Olhando no site dele, descubro que sua data de nascimento, 25 de julho, é o dia do motorista. Tomara que seja um bom sinal. Nascido em Heidelberg, ele terá o privilégio de ter dois GPs em casa: o de Interlagos, no GP da sua nacionalidade; e o de Hockenheim, realizado ali do lado da cidade mais charmosa da Alemanha. Boa sorte para ele!