quarta-feira, 31 de outubro de 2007

FOTO DO DIA – GP DA ALEMANHA DE 1967

“Flugplatz” (“lugar do vôo”) é o nome deste trecho no circuito de Nürburgring – apropriadamente, aliás. Local favorito de dez entre dez fotógrafos, era garantia de instantâneos sensacionais, como este de Mike Spence em um BRM, na prova de 1967. Interessante ver como a suspensão trabalhava muito naqueles carros. E como o capacete do inglês era bonito. Eu achei demais (clique para ampliar)!

MINIATURAS – COLEÇÃO LOTUS

O César Pedrini nos enviou este trio de Lotus “John Player Special”, que traz um belo exemplo da evolução dos carros de Fórmula 1 em uma década e meia. Embaixo, o Lotus 72 de Emerson Fittipaldi, um modelo que revolucionou a categoria e deu as diretrizes a serem seguidas a partir de então, com a aerodinâmica como cerne principal de desenvolvimento. No centro, outro conceito inovador introduzido por Colin Chapman, o 79 – primeiro carro-asa e campeão da temporada de 1978 com Mario Andretti (“Anderetti?”). Em cima está o 97T, carro das primeiras vitórias de Ayrton Senna e construído por Gerard Decarouge já numa era pós-Chapman.

Todas as miniaturas são da Minichamps, na escala 1:43. Clique para ampliar!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

TV BLOGO – GPL BRASIL MOSPORT


Demorou, mas saiu o vídeo da 13ª etapa do GPL Brasil, a que antecedeu a conquista do título. O circuito de Mosport é um dos mais difíceis do jogo, uma verdadeira montanha-russa no interior canadense, e propiciou, com folgas, a melhor corrida do ano. Confira só nas imagens acima e também a frenética troca de posições no gráfico de voltas abaixo (clique para ampliar)! O vídeo é mais uma produção do Rica Ramos .

A TAÇA DO MUNDO É NOSSA

Impossível ficar alheio à indicação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. A notícia, a princípio, é boa: principalmente pela tradição e pela paixão que temos no futebol. Resta saber o que vai se fazer com esta oportunidade. Vale dar o exemplo de Barcelona, que mudou completamente sua cara quando recebeu os Jogos Olímpicos de 1992 e soube investir com inteligência, investindo bem em sua infra-estrutura e renovando completamente pontos críticos e decadentes da cidade.

No Brasil, a meu ver, o ideal seria aproveitar o evento para também investir em infra-estrutura e, principalmente, apostar no evento para alavancar a indústria do turismo no País – para mim, a solução de todas as mazelas econômicas e sociais daqui. Hoje em dia, o planeta está vendo o surgimento de milhares de paraísos artificiais, como Dubai, e o pior é que a resposta do turista internacional (o que gera mais renda) está sendo positiva. Com tanta natureza exuberante, o governo tem uma chance de ouro de melhorar a estrutura para recebê-los, um enorme cartaz para divulgar nossas atrações e a obrigação de preparar o brasileiro em geral para receber bem o estrangeiro. Afinal, não há propaganda mais eficiente que a boca-a-boca – e é justamente esta que tem praticamente matado o turismo no Brasil, já que o turista assaltado em Copacabana virou parte permanente da paisagem do Rio de Janeiro, por exemplo.

Mas se for virar um enorme oba-oba da autopromoção e da roubalheira, temo que vamos perder aí uns sete anos importantes de desenvolvimento. Uma derrota que nenhum título mundial compensaria.

MINIATURAS – FERRARI F2001

O Alexandre Ribeiro (que também tem um blog) não se contenta em comprar as miniaturas – ele gosta de dar uma cara especial a elas. Nesta F2001, ele retirou os decalques com os patrocinadores, pegou tinta e pincel e a deixou na configuração utilizada no GP da Itália de 2001. O resultado, vocês podem conferir, ficou excelente (clique na imagem para ampliar).

Aquela corrida foi disputada ainda sob o impacto dos acontecimentos do dia 11 de setembro, e a equipe italiana, patrocinada pela Philip Morris, utilizou um bico de carro preto em sinal de luto. Michael Schumacher, já campeão, estava mais agitado do que nunca, teve um fim de semana irreconhecível e chegou em quarto lugar. Disseram na época que ele havia jurado que não subiria ao pódio, pois não estava com espírito para a cerimônia. A prova marcou também a primeira das sete vitórias de Juan Pablo Montoya na F-1.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Com o título prestes a ser definido com uma etapa de antecipação (em um campeonato que, na prática, tem apenas quatro provas de duração), a Stock Car bem que podia repensar a “genial” idéia do playoff. Na Nascar, a coisa pode até funcionar, mas é preciso levar em conta que lá são realizadas quase 50 etapas por ano e que a distribuição de pontos é astronômica. Aqui, fazer uma decisão de quatro corridas para um campeonato de doze é uma grande bobagem que só serve para impedir recuperações espetaculares como a promovida por Giuliano Losacco há dois anos. “É uma maneira artificial porque dá chance ao piloto que teve condições de brigar o ano inteiro, não premia a regularidade", foi o que disse o líder Cacá Bueno ao colega Victor Martins.

Se até ele pensa assim, porque não mudar? Escuto o argumento de que a idéia é ter o máximo de pilotos disputando o título até o fim (no ano passado, seis chegaram à etapa final com chances). Mas, num campeonato curto como este? Não era melhor fazer três campeonatos com quatro corridas cada? Pelo menos assim haveriam mais disputas. Porque as duas do playoff deste ano foram de dar aquele soninho num domingo de manhã.

CAMPEÃO DO GPL BRASIL!!!

Ganhar é bom. Ser o campeão de um certame disputado e divertido é melhor ainda. Ontem à noite, garanti o título da temporada inaugural do GPL Brasil com um terceiro lugar no circuito de Rouen-Les-Essarts. Claro que tive meu momento Lewis Hamilton: larguei bem pela primeira vez em todo o ano, mas esqueci dos pneus frios e acabei batendo no hairpin ainda na primeira volta. Minha sorte é que o meu rival na briga pelo título, o Edu Gaensly, resolveu me acompanhar e ficou por lá também. Voltei à prova na frente dele, um resultado que me garantia o troféu. Daí para a frente, o segredo foi se manter na pista (eu até podia colocar o câmbio no neutro que não teria problema – como o processo é todo mecânico, engatar a primeira é tarefa rápida). Terminei em terceiro, atrás do vencedor Otávio Silveira e do velocíssimo Leo Menegucci (confira no vídeo abaixo: a volta onboard pela pista é dele). Ainda herdei a terceira posição do estreante Raoni Frizzo, que teve o mais temido dos problemas mecânicos: o de conexão com a Internet.

Claro que aproveitei o instante de glória para entornar umas garrafas de champanhe francesa e dar vexame abraçado a umas dançarinas de can-can. Como o GPL te leva de volta a 1967, a chatice do “politicamente correto” não se aplica aqui. A festa foi grande principalmente por saber que repetir o feito no ano que vem vai ser praticamente impossível: com tantos nomes bons que estrearam no meio desta temporada, sou um campeão cuja queda é mera questão de tempo. Parabéns também ao Edu, que valorizou demais a disputa pelo título, é um grande piloto e um grande cara.

Mais que o troféu, fica de saldo positivo uma grande temporada que, em 14 etapas disputadas até agora, apresentou nove vencedores diferentes. Muitos começaram com o GPL neste ano – o que não é o meu caso – e estão crescendo, então a tendência é de o nível subir constantemente, o que vai ser muito legal.

Quem quiser entrar na brincadeira, entre no nosso fórum e informe-se com o povo lá. Vamos ter um campeonato de Mod65 em breve.


MINIATURAS – McLAREN MP4-14

Foi em 1999 a única vez que um piloto finlandês foi campeão ostentando o número 1 em seu carro. Em uma temporada emocionante, Mika Häkkinen conquistou o bicampeonato na prova final, no Japão, superando Eddie Irvine por apenas dois pontos. Mika que causou o maior sorriso de Kimi Räikkönen no último domingo, em Interlagos, quando cumprimentou o novíssimo campeão. Nestes oito anos, a identidade visual dos carros da McLaren permaneceu focada no prateado, mas eu gosto mais do aspecto do carro de Häkkinen do que o atual, com muito vermelho e aquele cromado brega. E você?

A miniatura da foto foi enviada pelo Emerson Figueira, mais um novo colaborador do blog. Foi feita pela Hot Wheels na escala 1:23.

domingo, 28 de outubro de 2007

FESTA VERMELHA

A Ferrari comemorou hoje em Mugello os dois títulos conquistados na Fórmula 1 nesta temporada. Com a presença de Michael Schumacher e direito a muitos zerinhos dos pilotos da equipe, parece ter sido um grande evento. O que mais me fascina, claro, é o “Historic Challenge”, com Ferraris e Maseratis antigas. Acho incrível também o programa “Corse Clienti” da Ferrari, no qual F-1s recentes são vendidos a ricaços, com a turma de Maranello cuidando de toda a manutenção e assistência. Um bom exemplo de como faturar em cima da tradição da marca. Se eu tivesse grana (mas muita grana), também estaria lá: correndo com uma Maserati dos anos 50.

OS CARROS DOS FILMES

Qual o carro que John Travolta e seus amigos enceraram em uma cena clássica do filme “Grease”? E qual o utilizado por Steve McQueen nas perseguições antológicas de “Bullit”? As respostas à estas e outras perguntas do gênero você encontra no IMCDb – o Internet Movie Cars Database. Ali você pesquisar os carros pelo nome do filme ou pela marca, entre outras opções. Um ótimo passatempo para um domingão como o de hoje. Confira!

sábado, 27 de outubro de 2007

MINIATURAS – FERRARI 156

Hoje vamos com mais um carrinho da minha coleção. A Ferrari 156 foi apelidada, por motivos óbvios de “nariz de tubarão”. A máquina dominou a temporada de 1961, principalmente pela qualidade do motor V6, leve e potente. Pela numeração, o carro da foto é o utilizado por Phil Hill no GP de Mônaco daquele ano, em que o norte-americano ficou em terceiro lugar. O projeto do 156 é de Carlo Chiti. A miniatura foi comprada em um posto Shell, “Made in China” e escala 1:35.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

FOTO DO DIA – GP DA FRANÇA DE 1962

O circuito de Rouen é palco da única vitória da Porsche na Fórmula 1. Na corrida de 1962, Dan Gurney se aproveitou dos problemas que afligiram seus adversários e assumiu a liderança na parte final para garantir o primeiro triunfo em sua passagem na categoria – com uma volta de vantagem sobre o segundo colocado. O americano ficava apertadinho no cockpit, olhem só.

Nesta F-1 atual das montadoras, todo mundo fala em Audi, Volkswagen, mas ninguém lembra da Porsche. Ia ser muito legal se ela voltasse.

DIÁRIO DE UMA DERROTA

Está no ar no GP Total minha nova coluna, discorrendo sobre o comportamento da McLaren e de Lewis Hamilton nas últimas corridas do ano – e como tudo isso resultou num gigantesco gol contra. Concorda? Discorda? Leia e dê sua opinião!

MINIATURAS – LIGIER-MATRA JS5

O primeiro carro da Ligier na Fórmula 1 marcou época, especialmente pela enorme tomada de ar atrás do piloto – sua marca inconfundível. O JS5, desenhado por Gerard Decarouge era também um carro promissor, com o qual Jacques Laffite obteve bons resultados na temporada de 1976, como um segundo lugar em Zeltweg e uma pole-position em Monza. A partir daí, o piloto francês se manteria fiel à equipe por quase toda sua carreira, com exceção de duas temporadas passadas na Williams, em 83 e 84. A última prova de Jacques Laffite foi o GP da Inglaterra de 1986, quando se machucou bastante após um acidente na largada.

A bela miniatura da foto é do Caíque Pescarolo. Também quero uma dessas para mim! Qual a marca e a escala, Caíque?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

FOTO DO DIA – GP DA FRANÇA DE 1964

Jack Brabham contorna o temível grampo de Rouen-Les-Essarts. Temível para quem joga GPL, já que ali é que rolam as grandes confusões nesta pista. Neste domingo, o GPL Brasil (que está com um fórum novo) faz a penúltima etapa do ano. Tenho onze pontos de vantagem na tabela para meu perseguidor mais direto, o Edu Gaensly, que corre de Ferrari. Tem gente dizendo que eu já ganhei. Mas esse filme, eu já vi outro dia...

HORA DE UNIR FORÇAS

Depois da controversa temporada da DTM, em que Audi e Mercedes-Benz bateram cabeça dentro e fora das pistas, a tradicional categoria do turismo alemão viu-se de repente enfraquecida. O patrocinador principal saltou fora no final da temporada e mesmo a campeã Audi já questiona se vale a pena participar da categoria. Por outro lado, é inegável que, aos poucos, o Mundial de Turismo (o WTCC) está crescendo e se tornando um certame bastante atrativo.

Conversando com Mario Theissen na última semana, peguntei-lhe o que ele acharia se houvesse uma espécie de fusão entre as duas categorias. “Do ponto de vista esportivo, seria fantástico”, respondeu. Mas ressaltou possíveis dificuldades para criar um regulamento que deixe os carros no mesmo nível.

No passado, mais especificamente nos anos de 1995 e 1996, houve uma categoria assim. A ITC (International Touring Car Championship) tinha Mercedes, Opel e Alfa Romeo (como o 155 da foto acima) fazendo corridas atrativas e com ótimos nomes. O título da temporada de 96, inclusive, foi decidido em Interlagos – havia pouquíssimo público, o que foi uma pena. As corridas foram eletrizantes.

Seria sensacional ver um verdadeiro Mundial de Turismo com o que há de melhor em carros deste tipo. Acredito que a tendência seja mesmo a de uma fusão entre a turma da DTM e a do WTCC. Resta torcer para que, caso ela ocorra, os donos da F-1 não sintam sua habitual inveja de quem faz um grande campeonato e tratem de sabotar a categoria.

MINIATURAS – JAGUAR R1

No início da temporada de 2000, Eddie Irvine era o vice-campeão mundial que havia deixado a Ferrari para ganhar rios de dinheiro na estreante equipe Jaguar. Apostar no playboy irlandês para liderar a nova aventura da Ford (dona da marca) na Fórmula 1 foi, sem dúvida, uma escolha obviamente errada. Irvine se esforçou, conseguiu até um quarto lugar no GP de Mônaco daquele ano, mas não era um motivador. Nem um desenvolvedor de projetos.

O fato é que a evolução da equipe a partir do R1 da foto acima foi lenta e gradual demais. Após cinco temporadas – marcadas por uma administração turbulenta e confusa, na qual chefes-de-equipe e pilotos eram trocados a cada dia –, a Ford vendeu o time para a Red Bull e foi cuidar da sua vida. Neste período, coube ao divertido Irvine conseguir os dois únicos pódios do time: Mônaco-2001 e Monza-2002. No fim daquele ano, o irlandês deixou a categoria. Reapareceu para uma visita neste ano, também em Monza, praticamente irreconhecível, de cabelo comprido e com alguns quilos a mais.

Para mim, a única saudade deixada pela Jaguar está na pintura do carro: gostei muito da adoção do British Racing Green com elementos em vermelho. A miniatura da foto foi enviada pelo Guilherme Rosa e é da Hot Wheels, na escala 1:24.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

FOTO DO DIA – GP DA SUÉCIA DE 1975

Um instantâneo sensacional da prova vencida por Niki Lauda: Ronnie Peterson em sua posição preferida (corrigindo uma traseirada), seguido de perto por Mark Donohue e Tony Brise. Estes dois últimos perderiam a vida antes do Natal daquele ano. Peterson morreria após o GP da Itália de 1978. Nesta prova, Donohue foi o quinto colocado, Brise ficou em sexto. Correndo em casa, Peterson terminou em nono lugar. Clique para ampliar!

TV BLOGO – O ERRO DE HAMILTON


Não dá para afirmar com certeza absoluta, mas o vídeo abaixo deixa a nítida impressão de que Lewis Hamilton realmente apertou sem querer o botão que deixa o câmbio em ponto morto (neutro), o que acontece mais ou menos no terceiro segundo do vídeo. Confira! A dica foi do sempre atento Herik, companheiro de BH.

CONGELOU. E DAÍ?

Nada como terminar uma temporada com o tradicional “Pacotão do Max”. Na minha avaliação inicial, é mais uma série de medidas desastrosas revestida em uma pletora de boas intenções. Eu vejo o corte de custos como uma coisa muito positiva, mas o presidente da FIA já deveria ter aprendido que não adianta restringir (ou congelar) os investimentos em uma área. A sanha competitiva deste povo faz com que o dinheiro que seria empregado nos motores termine canalizado em outro setor, o da aerodinâmica. Assim, os carros tendem a ficar mais e mais dependentes de ar limpo para que sejam rápidos – e as ultrapassagens tendem realmente à extinção.

No final, os custos não vão diminuir, mas as corridas devem ser ainda mais chatas. Será possível que ele não tenha percebido isto?

MINIATURAS – FERRARI F310B

No último domingo, conversei bastante com Aldo Costa, o projetista do F2007 – um homem orgulhoso por acabar de ver um carro que desenhara levar um piloto a um título mundial. O italiano é o sucessor de Rory Byrne, o gênio sul-africano responsável pelos carros da Ferrari na enxurrada de títulos ganhos na “Era Schumacher”.

Byrne entrou na equipe no final de 1996 e sua primeira tarefa foi pegar o projeto do F310, de John Barnard, para fazer algumas modificações, em especial na parte de aerodinâmica. Batizado de F310B, a máquina de 1997 teve uma melhora substancial na performance. Michael Schumacher venceu cinco corridas naquele ano e levou a briga até a última corrida, em Jerez de la Frontera, quando realizou uma manobra controversa em cima em cima de Jacques Villeneuve. Perdeu a compostura e a moral – algo que só recuperaria tempos depois, quando comandou as ações da categoria no novo milênio.

Na foto acima está uma miniatura do F310B na escala 1:20, fabricada pela Tamiya. O ótimo trabalho de montagem foi executado pelo Marcos Smirkoff.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

TV BLOGO - COMO É DIFÍCIL PERDER


Humoristas espanhóis já tripudiam em cima da “tristeza” de Alonso.

O INÍCIO DO FIM

O jornal Marca, como de costume, caprichou nos infográficos da Fórmula 1. Agora eles fizeram um estudo da primeira volta de Lewis Hamilton em Interlagos, quando ele caiu da segunda para a oitava posição. Confira aqui!

MINIATURAS – RENAULT ALPINE 442 e RS01

Há pouco menos de uma década, BMW e Toyota utilizaram a prova das 24 Horas de Le Mans como principal laboratório de desenvolvimento do motor que pretendiam empregar em pouco tempo na Fórmula 1. O caminho, na verdade, não era novo: a Renault havia feito o mesmo nos anos 70, quando trabalhava no turbo que mudaria a cara da Fórmula 1 na década seguinte.

Um retrato deste período está nesta dupla dinâmica enviada pelo José António, do blog “Quatro Rodinhas”. À esquerda, este lindo protótipo batizado de A442, que correu nas 24 Horas de Le Mans de 1976 – e que venceria a prova de 1978 depois de sofrer uma evolução e ser re-batizado de A442B. À esquerda, o Renault RS01, de 1977, carro que marcou a estréia da marca na Fórmula 1. As miniaturas estão na escala 1:43 e foram fabricadas pela Ixo e pela Quartzo, respectivamente.

Uma combinação de cores extremamente feliz. É uma pena que a Renault, nesta sua “segunda era” na Fórmula 1, tenha descartado o amarelo-e-preto.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A AJUDA DE MASSA

É óbvio que Felipe Massa jamais chegaria à frente de Kimi Räikkönen na corrida de ontem, na configuração em que ela foi disputada na maior parte do tempo – com Fernando Alonso em terceiro e Lewis Hamilton (bem) abaixo da quinta colocação. Mas o discurso do piloto brasileiro após a prova e o da maior parte da imprensa brasileira hoje não deve ser levado ao pé da letra.

Na verdade, a questão que deve ser colocada é: Massa claramente abdicou da vitória ou Räikkönen pôde se dar ao luxo de acelerar só quando precisava para superá-lo?

Me parece que a segunda opção é a mais realista. O brasileiro fez seu último pit stop na volta 50. Na passagem anterior, havia cruzado a linha de chegada 1s487 à frente do companheiro de equipe. A soma de seus tempos de In- e Outlap é de 2min52s421. Da entrada à saída dos boxes, Massa levou 26s974.

Räikkönen parou na volta 53. Gastou 26s166 no mesmo trecho e a diferença de oito décimos em relação à Massa é irrisória e pode ser creditada á necessidade de receber menos combustível que o brasileiro, pois parou três voltas depois. Mas a soma de tempos de suas In- e Outlaps é de 2min50s984.

Vale lembrar que o finlandês pisou fundo nas duas voltas em que teve pista livre pela frente, girando em 1min12s7. Mas Massa também deu tudo de si nas voltas seguintes à sua parada final, fazendo em 1min12s9. Isto mostra que o brasileiro tentou sim voltar à frente do companheiro na parte final da corrida, mas não conseguiu. Por muito pouco, como as imagens da tevê mostraram.

Pode se argumentar que a estratégia escolhida pela Ferrari para o finlandês era mais vantajosa. Mas, afinal, era ele quem estava disputando o título. De qualquer forma, não enxerguei com tanta clareza assim uma ajuda de Felipe Massa. Para mim, o campeão passou a maior parte da corrida apenas controlando sua diferença para o brasileiro. E executou com perfeição sua tarefa nas quatro voltas que decidiram o vencedor em Interlagos, entre a 50 e a 53.

Simples assim.

MINIATURAS –FERRARI D50

Em 1956, Juan Manuel Fangio sagrou-se campeão do mundo em sua temporada de estréia pela Ferrari, um feito repetido ontem por Kimi Räikkönen (e em 1979 por Jody Scheckter). O carro do argentino era este, a Ferrari D50, adquirida pelo Comendador Enzo do espólio da equipe Lancia. O título do argentino só veio na última corrida e ele contou com a ajuda do companheiro de equipe Peter Collins para ser campeão. Uma situação em certa medida parecida com a que Kimi viveu em Interlagos.

A bela miniatura da foto foi enviada pelo Mario Bessa.

GENTE COMO A GENTE

São quase cinco da manhã e acabo de voltar da festa de encerramento da temporada, promovida pela Red Bull (sim, tomei umas a mais, afinal mereço: a cobertura foi pesada. Não, nada de galinhagem, sou muito bem casado e amo minha Claudinha).

Lá pelas tantas, chegou o novíssimo campeão da Fórmula 1. Visivelmente embriagado, pulou o balcão do bar, cigarro no canto da boca, e passou a servir os convidados. Grande Kimi. Pode ser fechado pra burro e não ter a menor eloqüência em seu discurso. Mas acelera pra caramba (é pago para isso) e encerra a enfadonha linha dos politicamente corretos que há tempos assola a categoria.

Sim, Kimi exagera na balada e dá vexame. Como eu, você ou seu vizinho.

(As fotos acima são famosas e de uma noite na Finlândia. Um colega meu tirou fotos dele na noite de hoje, mas eu jamais as publicaria. Hoje é um dia que Räikkönen merece comemorar uma grande conquista. E o que ele faz em seu tempo livre, é problema dele!)

domingo, 21 de outubro de 2007

O BUSTER KEATON DAS PISTAS

Kimi Matias Räikkönen é o campeão mais enigmático da Fórmula 1. Extremamente fechado, de pouquíssimas palavras, o piloto da Ferrari parece uma fortaleza impenetrável. Nenhuma emoção transparece em sua expressão facial, na vitória ou na derrota. Assim, não foi nenhuma surpresa sua primeira fase após conquistar o título de 2007: “Não tenho palavras”.

O finlandês é genuinamente reservado. Quem conta mais sobre isso é seu irmão, Rami. “Mesmo em casa, no conforto da família, ele nunca abre a boca. Sorri, fica feliz de estar em nossa companhia, mas gosta mesmo é de ficar quieto no seu canto. E depois de uns dias sempre some, sem se despedir ou avisar que vai embora. Ele é assim mesmo”. Mesmo na infância, Kimi fazia o estilo caladão. Rami, um ano mais velho, conta que tinha de atuar como tradutor. “Quando chegávamos em algum lugar e lhe faziam uma pergunta, Kimi murmurava algo ininteligível. Só eu, pela proximidade, entendia e tinha de explicar qual era a resposta”.

A linguagem com que o filho mais novo dos Räikkönen melhor se expressava era a do acelerador. Ele começou na kartismo de seu país em 1988, aos nove anos de idade, e já disputava provas internacionais aos doze. Em 1998, enquanto seu compatriota Mika Häkkinen vencia seu primeiro título da Fórmula 1, Kimi vencia a principal categoria de kart da Finlândia.

Nos anos de 1999 e 2000, o piloto fez 23 provas de Fórmula Renault, vencendo o título britânico da categoria. Ao final daquela temporada, fez um teste na equipe Sauber e impressionou profundamente o dono da equipe. “Ele sentou-se no carro e já virou tempos positivos. E não ficava bufando dentro do capacete como a maior parte dos novos pilotos”, comentou Peter Sauber na época.

Naturalmente, ele ganhou um cockpit na equipe. Sua relativa inexperiência gerou muitas críticas na pré-temporada de 2001, o que levou a FIA a liberar sua super-licença com uma ressalva, ela só seria confirmada após um período de observação da sua pilotagem nas quatro primeiras corridas naquele ano. Ele marcou um ponto logo na estréia, encerrando qualquer discussão. “Mas meu sonho é correr pela Ferrari”, chegou a declarar naquele ano. Mas acabou mesmo contratado pela McLaren para substituir Hakkinen, que se aposentara, em 2002.

Foi um ano difícil, especialmente pela péssima confiabilidade de seu carro. Mas Räikkönen mostraria sua força em 2003, quando brigou pelo título com o experiente Michael Schumacher até a última prova daquele ano, perdendo o título por apenas dois pontos. Em 2004, o finlandês voltou a sofrer com uma McLaren pouco competitiva e ficou em sétimo, mas terminou como vice-campeão no ano seguinte, após bela batalha com Fernando Alonso. No ano passado, Räikkönen foi o quinto colocado – lembrando que a McLaren não venceu nenhuma corrida.

Mas o “cometa gelado” nem ligou. Já tinha contrato assinado com a Ferrari para substituir Michael Schumacher. Sua estréia na equipe italiana foi com vitória, mas depois o piloto sucumbiu na primeira metade do ano, com dificuldades para se adaptar à performance dos pneus Bridgestone. Quieto, como gosta, trabalhou duro para reverter o quadro. E encerrou o ano com uma recuperação alucinante que o levou ao primeiro lugar na tabela. Com seis vitórias em 17 corridas, uma conquista mais que merecida.

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Não percam a cobertura completa da corrida na próxima edição da revista RACING, nesta terça-feira nas bancas. Vale a pena! Por hoje é só, obrigado pela audiência e amanhã tem mais histórias deste fim-de-semana histórico em Interlagos.


UM INGLÊS FELIZ

Encerrada a corrida em Interlagos, a grande comunidade inglesa da Fórmula 1 ainda tentava assimilar o choque da incrível maneira com que Lewis Hamilton perdera um título praticamente ganho. Mas havia um que contrastava com o resto. De boné vermelho da Ferrari e ligeiramente embriagado de champanhe, Dave Robertson (no centro da foto) era a imagem da alegria. “Hoje é o dia mais feliz da minha vida”.

O empresário de Kimi Räikkönen não poupou críticas à McLaren e a seu piloto inglês. “Kimi merecia mais do que ninguém este título. Depois de toda aquela merda de escândalo de espionagem, ganhou o piloto e a equipe certos. Hamilton não merecia ser campeão. No ano passado, Ron Dennis queria colocá-lo para correr nas etapas finais do ano, mas fizeram um teste com os pneus Michelin e ele foi horroroso. Neste ano, com os Bridgestone, de repente ele andava mais que todo mundo. Mas era questão de adaptação. Você pode ver que, a partir da metade do campeonato, ele começou a andar mais atrás do que na frente do Kimi e do Fernando. Não querendo diminuir Lewis, tenho certeza que um dia ele será campeão do mundo, mas esta é a verdade”.

Para Robertson, o casamento de Räikkönen com a Ferrari está apenas começando. “Esta é uma equipe de verdade, não a McLaren. Foi na Ferrari que Kimi sempre quis correr e é aqui o seu lugar. Ele não é controlado como era antes, ama seus engenheiros e tem o melhor companheiro de equipe da sua carreira”, analisou. E ainda cutucou de novo os pilotos da McLaren. “Você vê Hamilton ou Alonso elogiarem suas equipes, mas no fundo todo mundo sabe que eles adorariam correr aqui. Não tem jeito: a Ferrari não só tem um apelo fenomenal, como é a melhor equipe do grid. Eles sabem disso”.

O novo campeão do mundo também demonstrou apreço por sua nova casa. “Eu prefiro ser campeão pela Ferrari que por qualquer outra equipe”. Ao que parece, sua famosa queda por excessos nas saídas noturnas deve permanecer inalterada. “O título não muda nada. Acho que as pessoas podem me olhar de maneira diferente e escrever mais besteiras sobre mim e o que eu faço. Mas não vou me preocupar com isto, vou continuar tocando minha vida do jeito que eu quero e ponto final”. Sobre a comemoração do título no domingo à noite em São Paulo, Räikkönen deu uma resposta genuína. “Não sei se vou dançar samba. Provavelmente, não vou estar em condições de dançar. A única certeza é que faremos uma grande festa”.

HISTÓRIA SEM FIM

Ron Dennis não desiste. A McLaren apelou da decisão dos comissários de prova e o resultado oficial do Grande Prêmio do Brasil só deve sair por volta do dia 10 de novembro. O resumo da ópera: o regulamento prevê que a gasolina utilizada nos carros não pode ter uma temperatura dez graus abaixo da temperatura ambiente. Como eles não tem como medir a temperatura com os carros em movimento, elas medem pelas amostras que restam dentro da bomba de gasolina nos boxes, após cada parada. No caso dos carros de BMW e Williams, a gasolina estava de 11 a 13°C mais fria. O problema é que a medição da temperatura ambiente foi a dos monitores oficiais da FIA, e ela era muito discrepante da aferida pela France Meteo, uma empresa contratada pela própria FIA e pelas equipes – e que foi utilizada como base por elas para controlar a temperatura ambiente.

Enfim, uma pataqüada que envolve a própria FIA, dona de dois termômetros diferentes cujos mostradores não batem. Não vai dar em nada a apelação.

E ainda tem gente que fala que Ron Dennis é um esportista, que prefere perder um título a ganhar roubando, etc. Ok, ok...

ONNEA, KIMI

Acabou, nenhuma penalidade será atribuída aos pilotos de BMW e Williams.

Às 21h47, finalmente: parabéns, Kimi!

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Mais tarde, mais dois posts. Amanhã, muito mais. Não percam!

ÚLTIMO RUMOR

O resultado da corrida será oficializado, sem penas para BMW e Williams. Alguém deve ter ligado para o Bernie, que resolveu impedir mais danos à imagem da categoria.

Mas ainda é rumor, quando oficializar, avisarei.

NÃO ACABOU

Representantes de BMW e Williams foram convocadas agora a dar explicações aos comissários de prova. Parece que o problema estaria na gasolina. Três pilotos das equipes citadas terminaram a prova à frente de Hamilton.

Mais essa agora?

KIMI CAMPEÃO

Ontem à noite, no programa da Rádio GP, disse que eu tinha um sentimento de que alguma coisa aconteceria com Hamilton nesta prova e que Kimi Räikkönen sairia de Interlagos como o campeão da temporada. Me baseei em dois pontos. Um de ordem técnica: a Ferrari deu indícios no sábado de que andaria mais veloz que a McLaren na corrida, ainda mais com temperaturas muito altas. A outra, foi de motivo abstrato: eu nunca havia visto um clima no paddock paulistano tão xoxo como neste ano. Três pilotos disputando o título e o clima nos bastidores completamente morno, desinteressante. Algo me dizia que a corrida ofereceria alguma ação.

No final das contas, a McLaren perdeu um título que não podia perder, motivadas por uma série de erros – o principal deles sendo o não conseguir administrar a rivalidade interna de seus pilotos de uma maneira aceitável.

Assim, o ano 2007 termina com a Ferrari como campeã de Construtores e de Pilotos. Imaginem só a cara de Ron Dennis.

Para mim, o melhor é que acabou, com um campeão cuja única crítica que pode ser feita é a de ter começado mal o ano. No fim, fez-se justiça ao maior vencedor da temporada.

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Vou estar a mil nas próximas horas, mas trarei hoje ainda mais notícias legais de Interlagos. Não percam!

PONTES DE COMANDO


Já estou em Interlagos faz tempo, mas hoje é um dia difícil, com muita coisa para escrever. Para aquecer antes da prova, imagens da ponte de comando das equipes que estão na briga pelo título. Quem vocês acham que comemorará ao final da prova?

Eu aposto: as duas.

sábado, 20 de outubro de 2007

VINGANÇA

A inglesada conseguiu convencer a FIA a liberar o sinal da final do Mundial de Rugby nas tevês da sala de imprensa em Interlagos. Assim que o jogo terminou, com a vitória da África do Sul sobre o time da Rainha, os jornalistas espanhóis irromperam em aplausos e gritos.

Este mundial – de Fórmula 1 – vai deixar cicatrizes até mesmo onde não deveria.

MAIS UMA PARA A LISTA

A Ferrari resolveu não protestar o incidente ocorrido entre Kimi Räikkönen e Lewis Hamilton no treino classificatório. “Fizemos uma consulta informal aos comissários da FIA sobre isso. Eles disseram que não havia elementos para se iniciar uma investigação”, foi a justificativa de Luca Colajanni, assessor da equipe italiana.

É uma vergonha gigantesca. A manobra de Hamilton feita na Descida do Lago não pareceu mesmo mal-intencionada. Mas atrapalhou o finlandês. “Perdi um tempo precioso por causa disso”, declarou Räikkönen. Vale lembrar: na última corrida na China, Sebastian Vettel perdeu cinco posições no grid por atrapalhar Heikki Kovalainen por um incidente infinitamente menos claro do que este. Alonso na Hungria também, em um lance bem mais abstrato.

Como Fernando Alonso já jogou a toalha e Räikkönen precisa de um milagre para reverter a situação, Hamilton só precisa mesmo chegar ao final amanhã – uma tarefa ridiculamente fácil diante da gigantesca confiabilidade do MP4-22.

Quem fez o resumo da ópera foi um jornalista alemão. “É o Schumacher negro. Acha que pode muito mais do que os outros”. Com os comissários sempre livrando sua cara, parece mesmo. O alemão provou ao longo de sua carreira ser mesmo um excepcional piloto. Mas há uma diferença básica: no campeonato de 1994, o alemão e sua equipe viveram um ano controverso e cheio de suspeitas. Mas foram punidos também, e pesadamente: Schumacher chegou a ficar suspenso por duas provas.

Hamilton em 2007:

1) Abriu-se uma investigação sobre um suposto jogo de equipe em Mônaco, que teria lhe prejudicado. Não houve conseqüências.

2) Foi rebocado por uma grua da caixa de britas para a pista em Nürburgring. Não sofreu nenhuma punição por isso, mas a FIA mudou depois a regra exigindo que os pilotos saiam do carro em uma situação como aquelas.

3) A FIA abriu investigação sobre o incidente no treino classificatório em Hungaroring. Alonso e McLaren dão a mesma versão sobre o ocorrido, Hamilton dá uma versão diferente. O espanhol é punido com a perda de cinco posições no grid.

4) Sua pilotagem atrás do Safety Car em Fuji é investigada após aparecer um vídeo no You Tube mostrando uma atitude errática que resultou em acidente de outros competidores. Apesar de 21 pilotos criticarem sua pilotagem, Charlie Whiting o absolve.

5) O incidente de hoje. Não coloco nesta lista a questão dos pneus ocorrida ontem por julgar que, neste caso, realmente não havia a necessidade de punir desportivamente, um erro da equipe em um treino livre que não resultou em nenhum tipo de vantagem.

6) A McLaren é considerada culpada no escândalo de espionagem e perde os pontos no Mundial de Construtores, enquanto seus pilotos são anistiados. Para mim, o ato mais incompreensível de todos.

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Precisava de tanta ajuda assim?

GRID DEFINIDO?

Felipe Massa na pole position, seguido pelos três postulantes ao título, nesta ordem: Lewis Hamilton (107 pontos), Kimi Räikkönen (100) e Fernando Alonso (103). Assim estarão as duas primeiras filas do grid de largada do GP do Brasil de 2007, a prova que decidirá o campeão da temporada.

Ou não? Na coletiva de imprensa após o treino, a temperatura subiu quando a jornalista francesa Anne Giuntin, do jornal L’Equipe, perguntou a Lewis Hamilton se ele achava que atrapalhar Kimi Räikkönen no treino classificatório era uma maneira esportiva de ganhar o título. “Eu fiz o meu melhor para não atrapalhá-lo. Depois até pedi desculpas”. A jornalista contra-atacou. “Você acha que a Fórmula 1 é isto: atrapalha, pede desculpas e está tudo bem?” Hamilton fechou a cara. “Não vou responder sobre isso”. Räikkönen comentou o incidente ocorrido na freada da reta oposta de seu jeito. “Acho que atrapalhou um pouco, mas isto não muda nada”.

Pode mudar se a Ferrari decidir entrar com um protesto. O fato é que a tarde aqui promete. Vou correr para ouvir os personagens e volto depois. Enquanto isso, opine: você viu a manobra e acha que foi proposital (ou, pelo menos, prejudicial)?

UM AUTÓGRAFO ESPECIAL

Felipe Massa não nega autógrafos. Ainda mais para pessoas que lhe são muito especiais. Em Interlagos, seu pai Titônio Massa está trajando um boné diferente: com o logotipo da Ferrari, mas nas cores amarelo e verde. Na aba, o filho fez questão de deixar a sua marca (clique para ampliar).

FÓRMULA UNA

As modelos da Red Bull realmente chamam a atenção por onde passam no paddock.

São dezoito delas em Interlagos, todas finalistas (uma por corrida) do prêmio de Fórmula Una do ano. A do centro da foto é a escolhida no GP da Europa, a alemã Sarah Sarrachi. Ela contaria com a sua torcida?

SÁBADO – TREINO LIVRE

Sol forte, 29 graus, Interlagos está bem diferente do clima frio e chuvoso de ontem. Faltam poucos minutos para começar o treino de classificação e sessão livre realizada pela manhã aponta para uma disputa acirrada em todo o fim-de-semana. Felipe Massa, Lewis Hamilton e Kimi Räikkönen ocuparam as três primeiras colocações. Fernando Alonso foi mal, ficou em oitavo, e é a única incógnita para o treino agora.

Quem vai fazer a pole? Eu aposto em Hamilton, com uma estratégia de parar nos boxes antes de todo mundo.

A FONTE DA BMW

Acostumados que estamos a poços de vaidade como Ron Dennis, Flavio Briatore ou Norbert Haug, conversar com Mario Theissen é uma surpresa mais que agradável. No papo ontem em uma churrascaria paulistana, o chefão da equipe BMW Sauber mostrou que sucesso não está necessariamente ligado à arrogância. É a constatação que tirei após mais de meia hora de uma conversa agradável e bilateral, na qual o entrevistado também demonstra um sincero desejo em saber e entender mais do país do entrevistador. Theissen é um cara completamente apaixonado e com uma visão muito inteligente do que faz. É também um dos poucos do paddock que sabe que o mundo vai muito mais além das catracas eletrônicas de Bernie Ecclestone.

A íntegra da entrevista estará num futuro próximo aqui no blog e em outras mídias também. Mas um dos pontos mais interessantes diz respeito à formação de novos pilotos para a equipe, lembrando que a BMW perdeu Vettel para a Toro Rosso e vai perder Glock para a Toyota, algo que a própria resposta de Theissen confirma. “Nossa reposição é feita com a Fórmula BMW. Já formamos nomes como Nico Rosberg, Adrian Sutil, Sebastian Vettel e Timo Glock. Temos uma ótima relação com todos eles e, no caso dos dois últimos que já correram com a gente, não vejo porque eles não possam voltar para a BMW no futuro”.

Para aumentar ainda mais a qualidade deste celeiro de talentos, a marca alemã fechou um acordo com Bernie Ecclestone e a categoria fará a preliminar da Fórmula 1 na temporada que vem: a F-BMW asiática correrá naquele continente; a européia (que junta a partir de 2008 os campeonatos alemão e britânico) na Europa; e a americana, baseada nos Estados Unidos, estará em Montreal e encerrará seu campeonato em Interlagos.

Esperto, o Doutor Theissen. Com uma amostragem tão grande de pilotos de todo o planeta, será muito fácil garimpar novos talentos para a equipe de Fórmula 1. Como em outras áreas, a BMW opta pelo caminho diferente - e tem se dado muito bem com isso.

TRÊS FINAIS ÉPICOS

No ar, minha coluna para o GP Total, no qual eu discorro sobre as três árias possíveis nesta operística decisão de título. Você pode escolher a que melhor soa aos seus ouvidos. Leia lá e comente aqui!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

OS INTOCÁVEIS

Acertei. As equipes de Lewis Hamilton, Jenson Button e Takuma Sato receberam mesmo uma multa pela infração ao regulamento no treino da manhã: 15 mil Euros. Ah! E não terão direito a utilizar o segundo jogo de pneus para chuva que usaram erradamente naquela sessão. Ou seja, ao invés de quatro, terão apenas três à disposição. Não deve chover nem na classificação, nem na corrida. Sinceramente? Por esta infração, achei a punição acertada. Foi um erro da equipe e a vantagem obtida foi mesmo irrisória.

O problema é que Hamilton, na sua curtíssima carreira na F-1, acabou sempre beneficiado por situações controversas: a punição dada a Fernando Alonso no treino do GP da Hungria, que na prática representa exatamente a vantagem atual do inglês na tabela; a não-punição a Hamilton após sua pilotagem errática atrás do Safety Car; e a punição dada a Robert Kubica no meio do GP do Japão por ter tido um acidente com o piloto da McLaren. Isto sem falar no escândalo de espionagem.

Assim, é fácil!

A FÓRMULA 1 NA SUA MÃO

O preço é salgado, mas é um belo brinquedinho. Uma das grandes novidades da F-1 nesta temporada também vai dar as caras em Interlagos. O Kangaroo TV é um aparelhinho alugado nas corridas e que permite a quem está nas arquibancadas acompanhar tudo muito mais de perto. Além de um Live Timing (que mostra não só a classificação e as diferenças de tempo entre os pilotos, como o tempo de cada um em cada setor da pista), o serviço oferece quatro canais distintos, sendo que em um deles você pode ver a câmera instalada no carro do piloto que preferir. E o áudio também traz um sem número de diálogos via rádio entre pilotos e equipe. A sensação de imersão no meio dos acontecimentos é fascinante.

A brincadeira, claro, sai cara. O aluguel custa R$ 200 para os três dias ou R$ 150 só para o domingo. E só é feito com o uso de cartão de crédito, que serve como uma espécie de caução. Mas quem for a Interlagos e puder gastar uma soma destas, pode ir com fé: vale a pena.

E AGORA?

Lewis Hamilton foi o mais rápido do treino da tarde em Interlagos, no qual a dupla da McLaren reverteu o domínio apresentado pela Ferrari na manhã. Mas o fim-de-semana do inglês pode estar seriamente comprometido. Três pilotos utilizaram dois jogos diferentes de pneus de chuva no treino da manhã: Hamilton, Jenson Button e Takuma Sato. Isto é proibido pelo regulamento e os três serão ouvidos em breve pelos comissários.

Claro que a imprensa já começou a atuar e a encher os sites com suposições sobre a punição. Os espanhóis esperam que eles percam dez posições no grid de largada. Os ingleses acham que eles terão um jogo a menos de pneus para a classificação.

Eu acho que esta história vai render apenas uma multa. E você?

BERNIE CONTRA-ATACA

Bernie Ecclestone resolveu dar as caras na sala de imprensa e dar algumas notícias: a Prodrive não corre em 2008 e possivelmente desistiu da idéia de correr na F-1; ele (Bernie) é contra as equipes-clientes na categoria; e disse que “uma ou duas montadoras” poderão ocupar a 12ª vaga disponível no grid – algo que desejava.

Mister E não é um homem de jogar palavras ao vento. Vale lembrar que a idéia de uma equipe utilizar o carro de outra surgiu de Max Mosley, numa tentativa de reduzir os custos da categoria. O desejo de Bernie de contar com mais montadoras vai totalmente na contramão disto. Como se vê, o “dono do circo” não hesita mesmo em restringir o espaço que seu ex-parceiro insiste em tentar conquistar.

Para encerrar, Ecclestone elogiou bastante a reforma feita em Interlagos, um sinal positivo que antecipa a renovação de contrato que deve ser anunciada amanhã, com o GP do Brasil indo até 2014. A foto acima do apertado paddock, porém, mostra que mais obras devem ser feitas para adequar o circuito ao padrão da F-1 atual.

PRIMEIRAS DE SEXTA-FEIRA

Daqui a pouquinho, o segundo treino livre começa em Interlagos. O primeiro teve domínio da Ferrari, com Kimi Räikkönen em primeiro e Felipe Massa em segundo. A sessão ocorreu sob pista molhada e muita gente nem se aventurou na pista, incluindo Fernando Alonso. Lewis Hamilton ficou em quinto, mas foi o que mais andou dentre os candidatos ao título.

Ao que parece, o asfalto agradou, mas os pilotos só v
ão falar mais tarde, pois são como dentistas: só atendem com hora marcada.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

SABÃO À VISTA

Uma garoa fina caiu sobre Interlagos no final da tarde de hoje, e a previsão da equipe Honda aponta que o mesmo deve acontecer amanhã e no sábado. Embora o treino de classificação e a corrida devam ocorrer em pista seca, a união de água com asfalto novo prejudica sensivelmente o processo de “emborrachamento” da pista. Isto torna o acerto dos carros mais difícil e aumenta a possibilidade de rodadas ao longo de todas as sessões.

A terra da garoa deve mesmo cumprir um papel importante nesta decisão de título.

NEM TCHUNS

Marco Canseco, do jornal espanhol Marca, perguntou aos 22 pilotos do grid por quem torceriam na decisão do título. Apenas um se absteve na resposta.

“Eu não sei”, foi o que disse Kimi Räikkönen.

FOTO DO DIA – QUINTA-FEIRA

“Guarda um lugar lá para mim, hein?”