“Flugplatz” (“lugar do vôo”) é o nome deste trecho no circuito de Nürburgring – apropriadamente, aliás. Local favorito de dez entre dez fotógrafos, era garantia de instantâneos sensacionais, como este de Mike Spence em um BRM, na prova de 1967. Interessante ver como a suspensão trabalhava muito naqueles carros. E como o capacete do inglês era bonito. Eu achei demais (clique para ampliar)!
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
FOTO DO DIA – GP DA ALEMANHA DE 1967
“Flugplatz” (“lugar do vôo”) é o nome deste trecho no circuito de Nürburgring – apropriadamente, aliás. Local favorito de dez entre dez fotógrafos, era garantia de instantâneos sensacionais, como este de Mike Spence em um BRM, na prova de 1967. Interessante ver como a suspensão trabalhava muito naqueles carros. E como o capacete do inglês era bonito. Eu achei demais (clique para ampliar)!
MINIATURAS – COLEÇÃO LOTUS
O César Pedrini nos enviou este trio de Lotus “John Player Special”, que traz um belo exemplo da evolução dos carros de Fórmula 1 em uma década e meia. Embaixo, o Lotus 72 de Emerson Fittipaldi, um modelo que revolucionou a categoria e deu as diretrizes a serem seguidas a partir de então, com a aerodinâmica como cerne principal de desenvolvimento. No centro, outro conceito inovador introduzido por Colin Chapman, o 79 – primeiro carro-asa e campeão da temporada de 1978 com Mario Andretti (“Anderetti?”). Em cima está o 97T, carro das primeiras vitórias de Ayrton Senna e construído por Gerard Decarouge já numa era pós-Chapman.
Todas as miniaturas são da Minichamps, na escala 1:43. Clique para ampliar!
terça-feira, 30 de outubro de 2007
TV BLOGO – GPL BRASIL MOSPORT
A TAÇA DO MUNDO É NOSSA
Impossível ficar alheio à indicação do Brasil como sede da Copa do Mundo de No Brasil, a meu ver, o ideal seria aproveitar o evento para também investir em infra-estrutura e, principalmente, apostar no evento para alavancar a indústria do turismo no País – para mim, a solução de todas as mazelas econômicas e sociais daqui. Hoje em dia, o planeta está vendo o surgimento de milhares de paraísos artificiais, como Dubai, e o pior é que a resposta do turista internacional (o que gera mais renda) está sendo positiva. Com tanta natureza exuberante, o governo tem uma chance de ouro de melhorar a estrutura para recebê-los, um enorme cartaz para divulgar nossas atrações e a obrigação de preparar o brasileiro em geral para receber bem o estrangeiro. Afinal, não há propaganda mais eficiente que a boca-a-boca – e é justamente esta que tem praticamente matado o turismo no Brasil, já que o turista assaltado em Copacabana virou parte permanente da paisagem do Rio de Janeiro, por exemplo.
Mas se for virar um enorme oba-oba da autopromoção e da roubalheira, temo que vamos perder aí uns sete anos importantes de desenvolvimento. Uma derrota que nenhum título mundial compensaria.
MINIATURAS – FERRARI F2001

Aquela corrida foi disputada ainda sob o impacto dos acontecimentos do dia 11 de setembro, e a equipe italiana, patrocinada pela Philip Morris, utilizou um bico de carro preto em sinal de luto. Michael Schumacher, já campeão, estava mais agitado do que nunca, teve um fim de semana irreconhecível e chegou em quarto lugar. Disseram na época que ele havia jurado que não subiria ao pódio, pois não estava com espírito para a cerimônia. A prova marcou também a primeira das sete vitórias de Juan Pablo Montoya na F-1.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
PERGUNTAR NÃO OFENDE
CAMPEÃO DO GPL BRASIL!!!

Claro que aproveitei o instante de glória para entornar umas garrafas de champanhe francesa e dar vexame abraçado a umas dançarinas de can-can. Como o GPL te leva de volta a
Mais que o troféu, fica de saldo positivo uma grande temporada que, em 14 etapas disputadas até agora, apresentou nove vencedores diferentes. Muitos começaram com o GPL neste ano – o que não é o meu caso – e estão crescendo, então a tendência é de o nível subir constantemente, o que vai ser muito legal.
Quem quiser entrar na brincadeira, entre no nosso fórum e informe-se com o povo lá. Vamos ter um campeonato de Mod65 em breve.
MINIATURAS – McLAREN MP4-14
A miniatura da foto foi enviada pelo Emerson Figueira, mais um novo colaborador do blog. Foi feita pela Hot Wheels na escala 1:23.
domingo, 28 de outubro de 2007
FESTA VERMELHA

OS CARROS DOS FILMES

sábado, 27 de outubro de 2007
MINIATURAS – FERRARI 156

sexta-feira, 26 de outubro de 2007
FOTO DO DIA – GP DA FRANÇA DE 1962

Nesta F-1 atual das montadoras, todo mundo fala em Audi, Volkswagen, mas ninguém lembra da Porsche. Ia ser muito legal se ela voltasse.
DIÁRIO DE UMA DERROTA

MINIATURAS – LIGIER-MATRA JS5

A bela miniatura da foto é do Caíque Pescarolo. Também quero uma dessas para mim! Qual a marca e a escala, Caíque?
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
FOTO DO DIA – GP DA FRANÇA DE 1964

HORA DE UNIR FORÇAS

Depois da controversa temporada da DTM,
Conversando com Mario Theissen na última semana, peguntei-lhe o que ele acharia se houvesse uma espécie de fusão entre as duas categorias. “Do ponto de vista esportivo, seria fantástico”, respondeu. Mas ressaltou possíveis dificuldades para criar um regulamento que deixe os carros no mesmo nível.
No passado, mais especificamente nos anos de 1995 e 1996, houve uma categoria assim. A ITC (International Touring Car Championship) tinha Mercedes, Opel e Alfa Romeo (como o 155 da foto acima) fazendo corridas atrativas e com ótimos nomes. O título da temporada de 96, inclusive, foi decidido em Interlagos – havia pouquíssimo público, o que foi uma pena. As corridas foram eletrizantes.
Seria sensacional ver um verdadeiro Mundial de Turismo com o que há de melhor em carros deste tipo. Acredito que a tendência seja mesmo a de uma fusão entre a turma da DTM e a do WTCC. Resta torcer para que, caso ela ocorra, os donos da F-1 não sintam sua habitual inveja de quem faz um grande campeonato e tratem de sabotar a categoria.
MINIATURAS – JAGUAR R1

O fato é que a evolução da equipe a partir do R1 da foto acima foi lenta e gradual demais. Após cinco temporadas – marcadas por uma administração turbulenta e confusa, na qual chefes-de-equipe e pilotos eram trocados a cada dia –, a Ford vendeu o time para a Red Bull e foi cuidar da sua vida. Neste período, coube ao divertido Irvine conseguir os dois únicos pódios do time: Mônaco-2001 e Monza-2002. No fim daquele ano, o irlandês deixou a categoria. Reapareceu para uma visita neste ano, também em Monza, praticamente irreconhecível, de cabelo comprido e com alguns quilos a mais.
Para mim, a única saudade deixada pela Jaguar está na pintura do carro: gostei muito da adoção do British Racing Green com elementos
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
FOTO DO DIA – GP DA SUÉCIA DE 1975
Um instantâneo sensacional da prova vencida por Niki Lauda: Ronnie Peterson em sua posição preferida (corrigindo uma traseirada), seguido de perto por Mark Donohue e Tony Brise. Estes dois últimos perderiam a vida antes do Natal daquele ano. Peterson morreria após o GP da Itália de 1978. Nesta prova, Donohue foi o quinto colocado, Brise ficou em sexto. Correndo em casa, Peterson terminou em nono lugar. Clique para ampliar!
TV BLOGO – O ERRO DE HAMILTON
CONGELOU. E DAÍ?
Nada como terminar uma temporada com o tradicional “Pacotão do Max”. Na minha avaliação inicial, é mais uma série de medidas desastrosas revestida em uma pletora de boas intenções. Eu vejo o corte de custos como uma coisa muito positiva, mas o presidente da FIA já deveria ter aprendido que não adianta restringir (ou congelar) os investimentos em uma área. A sanha competitiva deste povo faz com que o dinheiro que seria empregado nos motores termine canalizado em outro setor, o da aerodinâmica. Assim, os carros tendem a ficar mais e mais dependentes de ar limpo para que sejam rápidos – e as ultrapassagens tendem realmente à extinção.No final, os custos não vão diminuir, mas as corridas devem ser ainda mais chatas. Será possível que ele não tenha percebido isto?
MINIATURAS – FERRARI F310B
No último domingo, conversei bastante com Aldo Costa, o projetista do F2007 – um homem orgulhoso por acabar de ver um carro que desenhara levar um piloto a um título mundial. O italiano é o sucessor de Rory Byrne, o gênio sul-africano responsável pelos carros da Ferrari na enxurrada de títulos ganhos na “Era Schumacher”.Byrne entrou na equipe no final de 1996 e sua primeira tarefa foi pegar o projeto do F310, de John Barnard, para fazer algumas modificações, em especial na parte de aerodinâmica. Batizado de F310B, a máquina de 1997 teve uma melhora substancial na performance. Michael Schumacher venceu cinco corridas naquele ano e levou a briga até a última corrida, em Jerez de la Frontera, quando realizou uma manobra controversa em cima em cima de Jacques Villeneuve. Perdeu a compostura e a moral – algo que só recuperaria tempos depois, quando comandou as ações da categoria no novo milênio.
Na foto acima está uma miniatura do F310B na escala 1:20, fabricada pela Tamiya. O ótimo trabalho de montagem foi executado pelo Marcos Smirkoff.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
O INÍCIO DO FIM

MINIATURAS – RENAULT ALPINE 442 e RS01
Um retrato deste período está nesta dupla dinâmica enviada pelo José António, do blog “Quatro Rodinhas”. À esquerda, este lindo protótipo batizado de A442, que correu nas 24 Horas de Le Mans de 1976 – e que venceria a prova de 1978 depois de sofrer uma evolução e ser re-batizado de A442B. À esquerda, o Renault RS01, de 1977, carro que marcou a estréia da marca na Fórmula 1. As miniaturas estão na escala 1:43 e foram fabricadas pela Ixo e pela Quartzo, respectivamente.
Uma combinação de cores extremamente feliz. É uma pena que a Renault, nesta sua “segunda era” na Fórmula 1, tenha descartado o amarelo-e-preto.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
A AJUDA DE MASSA

Na verdade, a questão que deve ser colocada é: Massa claramente abdicou da vitória ou Räikkönen pôde se dar ao luxo de acelerar só quando precisava para superá-lo?
Me parece que a segunda opção é a mais realista. O brasileiro fez seu último pit stop na volta 50. Na passagem anterior, havia cruzado a linha de chegada 1s487 à frente do companheiro de equipe. A soma de seus tempos de In- e Outlap é de 2min52s421. Da entrada à saída dos boxes, Massa levou 26s974.
Räikkönen parou na volta 53. Gastou 26s166 no mesmo trecho e a diferença de oito décimos em relação à Massa é irrisória e pode ser creditada á necessidade de receber menos combustível que o brasileiro, pois parou três voltas depois. Mas a soma de tempos de suas In- e Outlaps é de 2min50s984.
Vale lembrar que o finlandês pisou fundo nas duas voltas em que teve pista livre pela frente, girando em 1min12s7. Mas Massa também deu tudo de si nas voltas seguintes à sua parada final, fazendo em 1min12s9. Isto mostra que o brasileiro tentou sim voltar à frente do companheiro na parte final da corrida, mas não conseguiu. Por muito pouco, como as imagens da tevê mostraram.
Pode se argumentar que a estratégia escolhida pela Ferrari para o finlandês era mais vantajosa. Mas, afinal, era ele quem estava disputando o título. De qualquer forma, não enxerguei com tanta clareza assim uma ajuda de Felipe Massa. Para mim, o campeão passou a maior parte da corrida apenas controlando sua diferença para o brasileiro. E executou com perfeição sua tarefa nas quatro voltas que decidiram o vencedor em Interlagos, entre a 50 e a 53.
Simples assim.
MINIATURAS –FERRARI D50
A bela miniatura da foto foi enviada pelo Mario Bessa.
GENTE COMO A GENTE

Lá pelas tantas, chegou o novíssimo campeão da Fórmula 1. Visivelmente embriagado, pulou o balcão do bar, cigarro no canto da boca, e passou a servir os convidados. Grande Kimi. Pode ser fechado pra burro e não ter a menor eloqüência em seu discurso. Mas acelera pra caramba (é pago para isso) e encerra a enfadonha linha dos politicamente corretos que há tempos assola a categoria.
Sim, Kimi exagera na balada e dá vexame. Como eu, você ou seu vizinho.
(As fotos acima são famosas e de uma noite na Finlândia. Um colega meu tirou fotos dele na noite de hoje, mas eu jamais as publicaria. Hoje é um dia que Räikkönen merece comemorar uma grande conquista. E o que ele faz em seu tempo livre, é problema dele!)
domingo, 21 de outubro de 2007
O BUSTER KEATON DAS PISTAS
Kimi Matias Räikkönen é o campeão mais enigmático da Fórmula 1. Extremamente fechado, de pouquíssimas palavras, o piloto da Ferrari parece uma fortaleza impenetrável. Nenhuma emoção transparece em sua expressão facial, na vitória ou na derrota. Assim, não foi nenhuma surpresa sua primeira fase após conquistar o título de 2007: “Não tenho palavras”.O finlandês é genuinamente reservado. Quem conta mais sobre isso é seu irmão, Rami. “Mesmo em casa, no conforto da família, ele nunca abre a boca. Sorri, fica feliz de estar em nossa companhia, mas gosta mesmo é de ficar quieto no seu canto. E depois de uns dias sempre some, sem se despedir ou avisar que vai embora. Ele é assim mesmo”. Mesmo na infância, Kimi fazia o estilo caladão. Rami, um ano mais velho, conta que tinha de atuar como tradutor. “Quando chegávamos em algum lugar e lhe faziam uma pergunta, Kimi murmurava algo ininteligível. Só eu, pela proximidade, entendia e tinha de explicar qual era a resposta”.
A linguagem com que o filho mais novo dos Räikkönen melhor se expressava era a do acelerador. Ele começou na kartismo de seu país em 1988, aos nove anos de idade, e já disputava provas internacionais aos doze. Em 1998, enquanto seu compatriota Mika Häkkinen vencia seu primeiro título da Fórmula 1, Kimi vencia a principal categoria de kart da Finlândia.
Nos anos de 1999 e 2000, o piloto fez 23 provas de Fórmula Renault, vencendo o título britânico da categoria. Ao final daquela temporada, fez um teste na equipe Sauber e impressionou profundamente o dono da equipe. “Ele sentou-se no carro e já virou tempos positivos. E não ficava bufando dentro do capacete como a maior parte dos novos pilotos”, comentou Peter Sauber na época.
Naturalmente, ele ganhou um cockpit na equipe. Sua relativa inexperiência gerou muitas críticas na pré-temporada de 2001, o que levou a FIA a liberar sua super-licença com uma ressalva, ela só seria confirmada após um período de observação da sua pilotagem nas quatro primeiras corridas naquele ano. Ele marcou um ponto logo na estréia, encerrando qualquer discussão. “Mas meu sonho é correr pela Ferrari”, chegou a declarar naquele ano. Mas acabou mesmo contratado pela McLaren para substituir Hakkinen, que se aposentara, em 2002.
Foi um ano difícil, especialmente pela péssima confiabilidade de seu carro. Mas Räikkönen mostraria sua força em 2003, quando brigou pelo título com o experiente Michael Schumacher até a última prova daquele ano, perdendo o título por apenas dois pontos. Em 2004, o finlandês voltou a sofrer com uma McLaren pouco competitiva e ficou em sétimo, mas terminou como vice-campeão no ano seguinte, após bela batalha com Fernando Alonso. No ano passado, Räikkönen foi o quinto colocado – lembrando que a McLaren não venceu nenhuma corrida.
Mas o “cometa gelado” nem ligou. Já tinha contrato assinado com a Ferrari para substituir Michael Schumacher. Sua estréia na equipe italiana foi com vitória, mas depois o piloto sucumbiu na primeira metade do ano, com dificuldades para se adaptar à performance dos pneus Bridgestone. Quieto, como gosta, trabalhou duro para reverter o quadro. E encerrou o ano com uma recuperação alucinante que o levou ao primeiro lugar na tabela. Com seis vitórias em 17 corridas, uma conquista mais que merecida.
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Não percam a cobertura completa da corrida na próxima edição da revista RACING, nesta terça-feira nas bancas. Vale a pena! Por hoje é só, obrigado pela audiência e amanhã tem mais histórias deste fim-de-semana histórico em Interlagos.
UM INGLÊS FELIZ
Encerrada a corrida em Interlagos, a grande comunidade inglesa da Fórmula 1 ainda tentava assimilar o choque da incrível maneira com que Lewis Hamilton perdera um título praticamente ganho. Mas havia um que contrastava com o resto. De boné vermelho da Ferrari e ligeiramente embriagado de champanhe, Dave Robertson (no centro da foto) era a imagem da alegria. “Hoje é o dia mais feliz da minha vida”.O empresário de Kimi Räikkönen não poupou críticas à McLaren e a seu piloto inglês. “Kimi merecia mais do que ninguém este título. Depois de toda aquela merda de escândalo de espionagem, ganhou o piloto e a equipe certos. Hamilton não merecia ser campeão. No ano passado, Ron Dennis queria colocá-lo para correr nas etapas finais do ano, mas fizeram um teste com os pneus Michelin e ele foi horroroso. Neste ano, com os Bridgestone, de repente ele andava mais que todo mundo. Mas era questão de adaptação. Você pode ver que, a partir da metade do campeonato, ele começou a andar mais atrás do que na frente do Kimi e do Fernando. Não querendo diminuir Lewis, tenho certeza que um dia ele será campeão do mundo, mas esta é a verdade”.
Para Robertson, o casamento de Räikkönen com a Ferrari está apenas começando. “Esta é uma equipe de verdade, não a McLaren. Foi na Ferrari que Kimi sempre quis correr e é aqui o seu lugar. Ele não é controlado como era antes, ama seus engenheiros e tem o melhor companheiro de equipe da sua carreira”, analisou. E ainda cutucou de novo os pilotos da McLaren. “Você vê Hamilton ou Alonso elogiarem suas equipes, mas no fundo todo mundo sabe que eles adorariam correr aqui. Não tem jeito: a Ferrari não só tem um apelo fenomenal, como é a melhor equipe do grid. Eles sabem disso”.
O novo campeão do mundo também demonstrou apreço por sua nova casa. “Eu prefiro ser campeão pela Ferrari que por qualquer outra equipe”. Ao que parece, sua famosa queda por excessos nas saídas noturnas deve permanecer inalterada. “O título não muda nada. Acho que as pessoas podem me olhar de maneira diferente e escrever mais besteiras sobre mim e o que eu faço. Mas não vou me preocupar com isto, vou continuar tocando minha vida do jeito que eu quero e ponto final”. Sobre a comemoração do título no domingo à noite em São Paulo, Räikkönen deu uma resposta genuína. “Não sei se vou dançar samba. Provavelmente, não vou estar em condições de dançar. A única certeza é que faremos uma grande festa”.
HISTÓRIA SEM FIM

Enfim, uma pataqüada que envolve a própria FIA, dona de dois termômetros diferentes cujos mostradores não batem. Não vai dar em nada a apelação.
E ainda tem gente que fala que Ron Dennis é um esportista, que prefere perder um título a ganhar roubando, etc. Ok, ok...
ONNEA, KIMI
ÚLTIMO RUMOR
Mas ainda é rumor, quando oficializar, avisarei.
NÃO ACABOU
KIMI CAMPEÃO

No final das contas, a McLaren perdeu um título que não podia perder, motivadas por uma série de erros – o principal deles sendo o não conseguir administrar a rivalidade interna de seus pilotos de uma maneira aceitável.
Assim, o ano 2007 termina com a Ferrari como campeã de Construtores e de Pilotos. Imaginem só a cara de Ron Dennis.
Para mim, o melhor é que acabou, com um campeão cuja única crítica que pode ser feita é a de ter começado mal o ano. No fim, fez-se justiça ao maior vencedor da temporada.
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Vou estar a mil nas próximas horas, mas trarei hoje ainda mais notícias legais de Interlagos. Não percam!
PONTES DE COMANDO
sábado, 20 de outubro de 2007
VINGANÇA

Este mundial – de Fórmula 1 – vai deixar cicatrizes até mesmo onde não deveria.
MAIS UMA PARA A LISTA

É uma vergonha gigantesca. A manobra de Hamilton feita na Descida do Lago não pareceu mesmo mal-intencionada. Mas atrapalhou o finlandês. “Perdi um tempo precioso por causa disso”, declarou Räikkönen. Vale lembrar: na última corrida na China, Sebastian Vettel perdeu cinco posições no grid por atrapalhar Heikki Kovalainen por um incidente infinitamente menos claro do que este. Alonso na Hungria também, em um lance bem mais abstrato.
Como Fernando Alonso já jogou a toalha e Räikkönen precisa de um milagre para reverter a situação, Hamilton só precisa mesmo chegar ao final amanhã – uma tarefa ridiculamente fácil diante da gigantesca confiabilidade do MP4-22.
Quem fez o resumo da ópera foi um jornalista alemão. “É o Schumacher negro. Acha que pode muito mais do que os outros”. Com os comissários sempre livrando sua cara, parece mesmo. O alemão provou ao longo de sua carreira ser mesmo um excepcional piloto. Mas há uma diferença básica: no campeonato de 1994, o alemão e sua equipe viveram um ano controverso e cheio de suspeitas. Mas foram punidos também, e pesadamente: Schumacher chegou a ficar suspenso por duas provas.
Hamilton em 2007:
1) Abriu-se uma investigação sobre um suposto jogo de equipe em Mônaco, que teria lhe prejudicado. Não houve conseqüências.
2) Foi rebocado por uma grua da caixa de britas para a pista em Nürburgring. Não sofreu nenhuma punição por isso, mas a FIA mudou depois a regra exigindo que os pilotos saiam do carro em uma situação como aquelas.
3) A FIA abriu investigação sobre o incidente no treino classificatório em Hungaroring. Alonso e McLaren dão a mesma versão sobre o ocorrido, Hamilton dá uma versão diferente. O espanhol é punido com a perda de cinco posições no grid.
4) Sua pilotagem atrás do Safety Car em Fuji é investigada após aparecer um vídeo no You Tube mostrando uma atitude errática que resultou em acidente de outros competidores. Apesar de 21 pilotos criticarem sua pilotagem, Charlie Whiting o absolve.
5) O incidente de hoje. Não coloco nesta lista a questão dos pneus ocorrida ontem por julgar que, neste caso, realmente não havia a necessidade de punir desportivamente, um erro da equipe em um treino livre que não resultou em nenhum tipo de vantagem.
6) A McLaren é considerada culpada no escândalo de espionagem e perde os pontos no Mundial de Construtores, enquanto seus pilotos são anistiados. Para mim, o ato mais incompreensível de todos.
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Precisava de tanta ajuda assim?
GRID DEFINIDO?

Ou não? Na coletiva de imprensa após o treino, a temperatura subiu quando a jornalista francesa Anne Giuntin, do jornal L’Equipe, perguntou a Lewis Hamilton se ele achava que atrapalhar Kimi Räikkönen no treino classificatório era uma maneira esportiva de ganhar o título. “Eu fiz o meu melhor para não atrapalhá-lo. Depois até pedi desculpas”. A jornalista contra-atacou. “Você acha que a Fórmula 1 é isto: atrapalha, pede desculpas e está tudo bem?” Hamilton fechou a cara. “Não vou responder sobre isso”. Räikkönen comentou o incidente ocorrido na freada da reta oposta de seu jeito. “Acho que atrapalhou um pouco, mas isto não muda nada”.
Pode mudar se a Ferrari decidir entrar com um protesto. O fato é que a tarde aqui promete. Vou correr para ouvir os personagens e volto depois. Enquanto isso, opine: você viu a manobra e acha que foi proposital (ou, pelo menos, prejudicial)?
UM AUTÓGRAFO ESPECIAL
Felipe Massa não nega autógrafos. Ainda mais para pessoas que lhe são muito especiais. Em Interlagos, seu pai Titônio Massa está trajando um boné diferente: com o logotipo da Ferrari, mas nas cores amarelo e verde. Na aba, o filho fez questão de deixar a sua marca (clique para ampliar).FÓRMULA UNA
SÁBADO – TREINO LIVRE

Quem vai fazer a pole? Eu aposto em Hamilton, com uma estratégia de parar nos boxes antes de todo mundo.
A FONTE DA BMW
Acostumados que estamos a poços de vaidade como Ron Dennis, Flavio Briatore ou Norbert Haug, conversar com Mario Theissen é uma surpresa mais que agradável. No papo ontem em uma churrascaria paulistana, o chefão da equipe BMW Sauber mostrou que sucesso não está necessariamente ligado à arrogância. É a constatação que tirei após mais de meia hora de uma conversa agradável e bilateral, na qual o entrevistado também demonstra um sincero desejo em saber e entender mais do país do entrevistador. Theissen é um cara completamente apaixonado e com uma visão muito inteligente do que faz. É também um dos poucos do paddock que sabe que o mundo vai muito mais além das catracas eletrônicas de Bernie Ecclestone.A íntegra da entrevista estará num futuro próximo aqui no blog e em outras mídias também. Mas um dos pontos mais interessantes diz respeito à formação de novos pilotos para a equipe, lembrando que a BMW perdeu Vettel para a Toro Rosso e vai perder Glock para a Toyota, algo que a própria resposta de Theissen confirma. “Nossa reposição é feita com a Fórmula BMW. Já formamos nomes como Nico Rosberg, Adrian Sutil, Sebastian Vettel e Timo Glock. Temos uma ótima relação com todos eles e, no caso dos dois últimos que já correram com a gente, não vejo porque eles não possam voltar para a BMW no futuro”.
Para aumentar ainda mais a qualidade deste celeiro de talentos, a marca alemã fechou um acordo com Bernie Ecclestone e a categoria fará a preliminar da Fórmula 1 na temporada que vem: a F-BMW asiática correrá naquele continente; a européia (que junta a partir de 2008 os campeonatos alemão e britânico) na Europa; e a americana, baseada nos Estados Unidos, estará em Montreal e encerrará seu campeonato em Interlagos.
Esperto, o Doutor Theissen. Com uma amostragem tão grande de pilotos de todo o planeta, será muito fácil garimpar novos talentos para a equipe de Fórmula 1. Como em outras áreas, a BMW opta pelo caminho diferente - e tem se dado muito bem com isso.
TRÊS FINAIS ÉPICOS

sexta-feira, 19 de outubro de 2007
OS INTOCÁVEIS

O problema é que Hamilton, na sua curtíssima carreira na F-1, acabou sempre beneficiado por situações controversas: a punição dada a Fernando Alonso no treino do GP da Hungria, que na prática representa exatamente a vantagem atual do inglês na tabela; a não-punição a Hamilton após sua pilotagem errática atrás do Safety Car; e a punição dada a Robert Kubica no meio do GP do Japão por ter tido um acidente com o piloto da McLaren. Isto sem falar no escândalo de espionagem.
Assim, é fácil!
A FÓRMULA 1 NA SUA MÃO

A brincadeira, claro, sai cara. O aluguel custa R$ 200 para os três dias ou R$ 150 só para o domingo. E só é feito com o uso de cartão de crédito, que serve como uma espécie de caução. Mas quem for a Interlagos e puder gastar uma soma destas, pode ir com fé: vale a pena.
E AGORA?

Claro que a imprensa já começou a atuar e a encher os sites com suposições sobre a punição. Os espanhóis esperam que eles percam dez posições no grid de largada. Os ingleses acham que eles terão um jogo a menos de pneus para a classificação.
Eu acho que esta história vai render apenas uma multa.
BERNIE CONTRA-ATACA

Mister E não é um homem de jogar palavras ao vento. Vale lembrar que a idéia de uma equipe utilizar o carro de outra surgiu de Max Mosley, numa tentativa de reduzir os custos da categoria. O desejo de Bernie de contar com mais montadoras vai totalmente na contramão disto. Como se vê, o “dono do circo” não hesita mesmo em restringir o espaço que seu ex-parceiro insiste em tentar conquistar.
Para encerrar, Ecclestone elogiou bastante a reforma feita em Interlagos, um sinal positivo que antecipa a renovação de contrato que deve ser anunciada amanhã, com o GP do Brasil indo até
PRIMEIRAS DE SEXTA-FEIRA

Ao que parece, o asfalto agradou, mas os pilotos só vão falar mais tarde, pois são como dentistas: só atendem com hora marcada.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
SABÃO À VISTA

A terra da garoa deve mesmo cumprir um papel importante nesta decisão de título.






