quarta-feira, 30 de abril de 2008

A MIL POR HORA

O colega Rodrigo Mattar, comentarista do SporTV, esvaziou de vez o seu saco de gatos e partiu para uma nova empreitada. Seu blog agora tem novo endereço e novo nome: A Mil por Hora – o que, no fundo, combina demais com seu dono. Não deixem de visitar regularmente.

A imagem que ilustra este post serve para identificar um Rodrigo que é doente pelo Fluminense. E aí, camarada, escale esse time nos comentários!

TV BLOGO – ZANDVOORT 1955


Quando eu era pequeno, via filmes e fotos do passado e achava que o mundo não tinha cores. Na ótica da minha lógica infantil, foi só por volta de 1970 que as cores surgiram no mundo, meio que por milagre. Antes, era tudo em preto-e-branco. Ainda bem que existem vídeos como este acima, indicação do Mateus Kronbauer. Em cores, o GP da Holanda de 1955, mais um passeio do W196 da Mercedes naquele ano. Mas a prova tem um significado muito maior: foi realizada apenas uma semana depois da tragédia das 24 Horas de Le Mans. E dá para sentir um pouco nas expressões dos homens-forte da época, como Alfred Neubauer, que o clima ainda estava bem pesado.

terça-feira, 29 de abril de 2008

MINIATURAS DE PAPEL

Sei que muitos dos internautas que visitam este blog são fãs por miniaturas de carros de corrida, mas acho que nem todos sabem que, além dos carros prontos e dos kits para montar (Tamiya, Revell, etc.), há também a possibilidade de reproduzir em papel os carros de Fórmula 1 que marcaram nossas vidas.

O fato de ser um material barato e frágil pode dar a falsa impressão de que se tratam de modelos simples e fáceis de montar. Longe disso: o nível de detalhes é impressionante e o processo de trabalho é longo e trabalhoso – e, exatamente por isso, muito divertido. Um dos leitores mais antigos deste espaço, o Fabiano Pedroso, é um entusiasta dos modelos de papel e até criou um blog para ilustrar passo a passo a construção do Williams FW14B. Confira que está ficando muito bom!

FOTO DO DIA – HOCKENHEIM 2008

No último final de semana, o circuito de Hockenheim recebeu a 4ª edição do Jim Clark Memorial, um evento que reúne diversos carros antigos. No 40º aniversário do acidente fatal do piloto escocês, os administradores do local inauguraram um novo monumento em homenagem a Clark. O resultado, você vê na imagem acima. Clique para ampliar!

FANGIO, POR MOSS

Muito interessante a participação de Stirling Moss em um programa da Radio Four da BBC na última semana. O tema foi a carreira do grande Juan Manuel Fangio, seu maior rival e, em suas palavras, “uma figura paterna para mim”. Clique aqui para ouvir o MP3, ou baixe o arquivo para ouvir no seu iPod.

TV BLOGO – SOMETHING


Segunda-feira de manhã, indo para o Aeroporto de Barcelona, escuto essa música na rádio. Desde então, ela não me sai da cabeça. Que fique por muitos dias...

George Harrison rules!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

MÉDICO DA FAMÍLIA

as equipes mais ricas da Fórmula 1 tem um médico próprio presente em todas as corridas. O da McLaren, vejam , é finlandês. O Dr. Aki Hintsa, que na foto conversa com Lewis Hamilton, coordenou com o médico da FIA Gary Harstein o trabalho de resgate de Kovalainen no domingo e passou a noite no hospital acompanhando a evolução do piloto.

Foi um grande susto e a presença de uma lona azul encobrindo o resgate passou a impressão de que o piloto poderia estar seriamente machucado (aliás, imperdível a coluna de hoje da Alessandra Alves no GP Total, abordando muito bem este tema). A batida foi forte, superior a 25 g. Mas, no final das contas, o número quase torna o acidente inofensivo quando comparado ao impacto sofrido por Robert Kubica no GP do Canadá do ano passado: 75 g. Ontem, Kovalainen teve sorte. Há quase um ano, Kubica vivenciou um milagre.

A FACE DO TERROR

Eu ainda estava ontem no autódromo, trabalhando a mil por hora para cumprir meus prazos, quando minha esposa me liga, com a voz grave e visivelmente abalada:

- Está trabalhando muito? Então se prepara porque você vai trabalhar mais ainda. A polícia daqui achou um caso parecido com o da Natascha, que pior.

Para mim, era inconcebível um caso pior que o de Natascha Kampusch, a jovem austríaca que ficou presa em cativeiro durante oito anos, até escapar de seu algoz, há cerca de um ano e meio. Eis que surge ontem a terrível história de Elisabeth Fritzl. Seu pai, o senhor da foto acima, começou a abusar sexualmente da menina quando ela tinha apenas 11 anos.Quando fez 18, ele a colocou em um cativeiro construído nos fundos da garagem de sua casa e disse à esposa e à polícia que a filha tinha fugido de casa. Isto foi em 1984. Nos últimos 24 anos, ele a manteve em cativeiro e teve sete filhos com ela (repetindo, a própria filha). Um morreu no parto, três foram “adotados por ele” e outros três foram mantidos presos pela vida toda, sem jamais conhecerem o que é a luz do sol.

Existem crimes que chocam, outros que revoltam. Mas, pela primeira vez, me vejo aterrorizado diante de um crime. Aterrorizado por saber que um ser humano é capaz de fazer algo desta dimensão à própria filha. Mais aterrorizado ainda ao ouvir de quem o conhecia que se tratava de uma pessoa tranqüila, simpática e amigável. No fundo, era cruel e afeito a atrocidades.

domingo, 27 de abril de 2008

INJUSTIÇA

Não a vitória de Kimi Räikkönen, claro. Foi um desempenho incontestável, melhor até que o de Felipe Massa no Bahrein pelo fato de ter feito a pole. O finlandês desponta como grande favorito ao título numa disputa que parece ser exclusiva da Ferrari. Aliás, a próxima edição da revista Racing trará uma matéria com a opinião de vários especialistas sobre as chances de Felipe Massa prevalecer nesta briga. Será que elas existem? Há opiniões muito interessantes sobre o assunto. Terça-feira nas bancas!

O que é injusto é a fama de beberrão do finlandês. Pois, cerca de 40 minutos após a corrida, com depoimentos e informações colhidos no paddock, finalmente tive tempo para um rápido “pit stop”. Quando lavava as mãos, chegou um mecânico da Ferrari e despejou mais da metade da garrafa de champanhe na pia do lado. Depois dizem que Räikkönen é uma esponja.

Ou será que era a garrafa do Massa?

ORGULHO NACIONAL

É um destes detalhes interessantes da Fórmula 1: em todas as corridas da temporada, um mecânico da BMW Sauber coloca caprichosamente um adesivo no lugar onde os carros da equipe fazem seus pit-stops. Nele estão as bandeiras dos pilotos (Alemanha para Nick Heidfeld e Polônia para Robert Kubica) e da equipe – metade da bandeira suíça para a turma de Hinwil da Sauber; e a outra metade com a bandeira da Baviera, para a turma de Munique da BMW.

Espere aí, orgulho nacional e bandeira bávara? Isso mesmo, assim como os catalães acham sua região maior que seu país, o mesmo vale para a turma lá do sul da Alemanha.

sábado, 26 de abril de 2008

UM SÉCULO DE HISTÓRIA

O automobilismo na Espanha está fazendo aniversário – e um muito especial. Há cem anos, em abril de 1908, foi disputada a primeira competição entre carros no país. Foi a Subida do Monte Igueldo, perto da cidade basca de San Sebastián. Foi na verdade uma espécie de treino para a primeira prova internacional em território espanhol. A Copa Catalunha ocorreu em 28 de maio daquele ano e atraiu a nata do automobilismo da época, um esporte que ainda engatinhava, como o próprio automóvel. O vencedor da contenda disputado no circuito de Baix Penedès, com 27,888 quilômetros, foi o local Giosué Giuppone, com um Lion Peugeot e uma média de 57,141 km/h. Nos anos seguintes, o evento seria dominado pelo francês Jules Goux, um dos grandes nomes das corridas pré-I Guerra Mundial. A Copa Catalunha tinha largada na cidade de Sitges, que em 1923 inauguraria um circuito oval, retratado na imagem acima.

PIQUET À VONTADE

Nelson Piquet é conhecido por dizer o que pensa e não se preocupar com o que pensam nele. Ontem, ele deu uma ótima entrevista aqui no circuito da Catalunha, que você pode conferir na íntegra neste link do Lancenet. Bem-humorado, proporcionou um raro momento de “incorreção política” no mundinho quadrado da Fórmula 1. Vale a pena conferir.

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Aliás, já deixo um aviso aos internautas: odeio moderar comentários, mas odeio mais ainda as discussões inócuas de “Piquet versus Senna”. Dá para discutir muito bem o conteúdo da entrevista sem partir para ataques pessoais. Comentários que eu considerar ofensivos a um ou a outro, a seus fãs, ao blog, a mim ou a quem quer que seja, serão apagados. Sei que é um tema que desperta paixões, mas vamos manter a discussão num nível agradável, ok? Obrigado!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

"QUEM, EU?"

O programa oficial do GP da Espanha traz uma excelente matéria listando as 10 vitórias mais inesperadas da história da Fórmula 1. Confira abaixo a lista:

1) GP da Argentina de 1958 – Stirling Moss derrotando uma armada de Ferraris de fábrica com um Cooper de Fórmula 2 com motor traseiro, a primeira de um carro deste tipo na categoria.

2) GP da França de 1961 (na foto acima) – O estreante Giancarlo Baghetti prevalece contra nomes como Jim Clark e Dan Gurney em uma corrida em que as outras Ferrari, bem superiores na pista de Reims, quebraram.

3) GP dos EUA de 1970 - A primeira vitória de Emerson Fittipaldi em sua quarta corrida na F-1, assumindo a liderança a oito voltas do fim quando Pedro Rodriguez teve de parar nos boxes.

4) GP da Itália de 1971 – Peter Gethin vence a batalha do vácuo por apenas 0s01.

5) GP de Mônaco de 1972 – Jean-Pierre Beltoise brilha na chuva com uma pouco competitiva BRM.

6) GP da Áustria de 1975 – Também com chuva, a primeira e única vitória de Vittorio Brambilla.

7) GP da Argentina de 1977 – Na estréia da equipe Wolf na Fórmula 1, seu piloto Jody Scheckter se aproveita dos problemas alheios, assume a ponta a seis voltas do fim e vence.

8) GP do Japão de 1989 – A primeira e única vitória de Alessandro Nannini veio depois que Ayrton Senna foi desclassificado por “cortar a chicane” após a colisão com Alain Prost.

9) GP do Canadá de 1991 – Nelson Piquet vence depois que Nigel Mansell desliga acidentalmente a chave-geral de seu carro quando acenava para o público. Era a última volta e o inglês tinha uma vantagem de mais de um minuto.

10) GP do Brasil de 2003 – Numa corrida caótica, Giancarlo Fisichella vence com uma decadente Jordan, mas só leva o troféu duas semanas depois.

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Ótima lista! Você incluiria mais alguma corrida nela? Eu tenho duas ótimas sugestões, mas vou esperar para ver se alguém as citam nos comentários.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

TEMPORADA DOS MOTORHOMES

Na abertura da temporada européia, eu acabei abrindo também a sala de imprensa. Fui o primeiro a chegar aqui no Circuito da Catalunya e já deu tempo para curtir um pouco dos motorhomes das equipes. Eu adoro a arquitetura deles, e a temporada 2008 trouxe algumas novidades. Confira abaixo:

Ferrari – o mesmo do ano passado, ainda moderno e eficiente. Ao lado da Red Bull, é a única equipe que se lembra de alimentar os pobres e famintos jornalistas.

BMW Sauber – O Guggenheim dos motorhomes. Eu gosto muito.

Renault – O mesmo há três anos, já está um tanto ultrapassado. Mas a equipe tem outras prioridades para investir, notadamente no carro.

Williams – Parece um hospital, mas tem um certo charme. Difícil é ser convidado para entrar lá.

Red Bull/Toro Rosso – O Morumbi dos motorhomes: belo, espaçoso e acolhedor. E com um interior completamente renovado neste ano.

Toyota – Um belo exemplo de simplicidade, com um resultado bonito sem apelar para tamanhos monstruosos. E fazem a melhor comida do paddock.

Honda – Dois andares quase sempre vazios, pois a equipe não gosta muito de estranhos lá dentro.

Super Aguri – Um ótimo termômetro do estado da equipe: motorhome sem patrocinadores, minúsculo, quase uma década parado no tempo.

Force India – O único inteiramente novo neste ano. Achei o visual agressivo demais, não combina muito com a imagem que eu tinha da equipe. Mas é imponente. Ron Dennis, o vizinho, não deve ter gostado muito, pois acabou ofuscando o seu.

McLaren – Carinhosamente apelidado de “Estrela da Morte” pelo visual extremamente Darth Vader. Mas é bonito, mais por dentro que por fora.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

FOTO DO DIA – GP DA ESPANHA DE 1976

Niki Lauda chegou em segundo nesta corrida em Jarama, mas acabou declarado vencedor depois que o carro de James Hunt foi considerado fora do regulamento. Dois meses depois, com Lauda disparado na liderança do Mundial, a FIA resolveu devolver a vitória do piloto inglês. Era apenas o início de uma tensa batalha entre Ferrari e McLaren, que seria temperada pelo acidente quase fatal sofrido pelo austríaco em Nürburgring.

Como curiosidade, o fato de Lauda ter corrida este GP da Espanha com duas costela quebradas. O motivo? Dias antes, o piloto capotou com um trator na fazenda da família!

terça-feira, 22 de abril de 2008

BEM ME QUER, MAL ME QUER

Luca Montezemolo não quer Fernando Alonso, segundo matéria publicada hoje no Gazzetta dello Sport. Ele disse preferir uma dupla de pilotos que seja equivalente e trabalhe em conjunto. Pode parecer sandice. Afinal, uma equipe que eventualmente juntasse Kimi Räikkönen e o espanhol teria aqueles que, na minha opinião, são os melhores pilotos da F-1 atual. Maspara entender perfeitamente o ponto de vista do presidente da Ferrari. Se Alonso e McLaren entraram em colisão no ano passado, parece que o bicampeão e a Renault estão em sintonias diferentes após apenas três corridas. Embora o piloto negue, há indícios demais de que há uma cláusula de performance em seu contrato com o time de Flavio Briatore. Que, pelos resultados até agora, dificilmente será contemplada (imagino que seja algo como a equipe terminar o ano entre as três primeiras colocadas).

Assim, Alonso assiste de bermuda e chinelos o barco francês afundar, enquanto namora a Ferrari (e a BMW, e a Red Bull, Toyota...). Com isso, demonstra claramente uma falta de dedicação ao seu empregador (que lhe paga bem, aliás). Imagine se a Ferrari, recém-saída de um período vencedor baseado em um piloto que era sinônimo de trabalho, iria querer um sujeitinho marrento, ainda que extremamente talentoso com o volante.

Eu ainda acho que Alonso vai parar na BMW, mas também vejo como grande a possibilidade de Mario Theissen se desanimar com um muitas vezes mais genioso que genial Fernando Alonso. Se sua falta de entusiasmo com a Renault persistir, ele corre o risco de ver a equipe centrar seus esforços no novato Nelsinho Piquet – que inevitavelmente terá seu desempenho melhorando de forma gradativa até o final da temporada. Se eu fosse o espanhol, vestiria a camisa da Renault com todas as forças e buscaria ser o modelo de inspiração para motivar a equipe a voltar ao topo em 2009. Talento para fazer um bom carro, seus técnicos têm. Dinheiro, o espanhol pode ajudar a arrumar. É uma combinação que poderia dar certo, não acham?

FOTO DO DIA – GP DA ESPANHA DE 1975

Dois campeões mundiais e dois que se tornariam depois lideraram o protesto dos pilotos contra as péssimas condições de segurança no circuito de Montjuic. Na sexta-feira, apenas dois carros treinaram: Jacky Ickx, que não era membro da GPDA, e Vittorio Brambilla. Enquanto isso, a imprensa cercou o motorhome da McLaren e ouviu uma análise profética de Jody Scheckter. “Se houver um acidente, ele envolverá espectadores. É claro que eu quero correr, mas não acho que deveríamos correr. Nãosegurança. espero que não sejamos forçados a correr contra nossa própria vontade por pressões exteriores. Se o fizermos, e alguém morrer, teremos de nos sentar no fim do dia e admitir que tudo não valeu a pena”.

As pressões vieram: dos organizadores nas equipes, das equipes nos pilotos. Apenas Emerson Fittipaldi, que era o líder do Mundial, foi firme, dando apenas uma volta no treino e não largando no domingo. Seu irmão Wilsinho e também Arturo Merzario deram apenas uma volta na corrida e abandonaram em protesto. A tragédia anunciada aconteceu na 25ª volta, quando uma asa se quebrou no carro do alemão Rolf Stommelen, que liderava a prova, e o bólido voou em direção ao público. Três fiscais e um fotógrafo morreram na hora, o piloto quebrou perna, pulso e duas costelas. Não é difícil imaginar a dimensão do que poderia ter acontecido se o carro tivesse pegado fogo, algo corriqueiro na época.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

FOTO DO DIA – GP DA ESPANHA DE 1974

A chegada mostrada acima no circuito de Jarama é mais uma cheia de significados. Foi a 50ª vitória da Ferrari na Fórmula 1 e a primeira das 25 conquistadas por Niki Lauda. O sujeito vibrando na foto junto à bandeirada é Luca Montezemolo, hoje o presidente da Ferrari e de mais um monte de associações. Lauda venceu a corrida apesar de ter o mostrador de rotações quebrado no início da prova e feito todas as mudanças de marcha “no ouvido”. Hoje, ele tem uma orelha a menos e é comentarista da tevê alemã – nem sempre simpático, mas quase sempre com observações inteligentes e, o mais raro, diretas.

ARTISTAS DAS PISTAS

Quem não se encanta com as diversas obras de arte inspiradas em corridas que são criadas por gente extremamente talentosa? Aqui mesmo no blog há o link para o trabalho do Bruno Mantovani. Temos também os quadros do Paulo Solaris, desenhos do Michael Turner e por vai. Hoje, fui parar no site do belga Jacques Breuer, que mistura fotografia, photoshop e pintura para criar e vender quadros como este acima. O resultado é impressionante, clique para ampliar!