sexta-feira, 30 de maio de 2008

FOTO DO DIA – GP DO CANADÁ DE 1967

Seria algo inconcebível hoje em dia: a Fórmula 1 corre no Canadá em 27 de agosto, volta para a Europa para a prova de Monza em 10 de setembro e atravessa o Atlântico mais uma vez para corridas nos Estados Unidos e no México, três semanas depois. Mas foi assim na estréia na categoria no Canadá, que conseguiu seu evento dentro das comemorações do centenário do país.

Choveu em Mosport no dia da corrida e a maioria dos pilotos afirma que nunca haviam pilotado num asfalto tão escorregadio. Dá para ver o trabalho que tiveram pela foto acima: Dan Gurney segura sua Eagle no limite da pista, seguido por David Hobbs e por Bruce McLaren, que estreava o primeiro F-1 com seu nome, o M5A, na ocasião.

Não havia limite pré-estabelecido de duas horas na época. Assim, a vitória ficou com Jack Brabham, depois de McLaren andar forte, de Denny Hulme liderar a maior parte das voltas e de Jim Clark abandonar a prova com problemas no motor quando era o ponteiro. As 90 voltas do percurso foram cumpridas em duas horas e quarenta minutos.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

NOVO SIMULADOR – iRACING

O mercado deve receber em junho um novo simulador de corridas. O iRacing tem pedigree, trazendo a assinatura de David Kaemmer, o “pai” do GPL e de diversos games da Nascar publicados pela extinta Papyrus. A meta é trazer uma simulação perfeitaou muito próxima disso – e manter a comunidade integrada que o menu do jogo fica no browser, e não dentro do próprio programa.

Hoje finalmente eu tive tempo para experimentar a versão Beta, que está disponível para alguns milhares de gamers escolhidos pelos criadores do jogo. É ainda a primeira impressão, mas de fato o realismo da física dos carros é bem bacana. Eles são difíceis de controlar, mas dão prazer de pilotar – no GPL também é assim. estou confuso ainda com a navegação no menu do jogo, mas os sinais gerais são promissores. Até agora, achei mais bacana que o rFactor. Mas, claro, não é um GPL...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

terça-feira, 27 de maio de 2008

PEDRINHO MORREU NA PRIMAVERA

Este é o título de um documentário em homenagem ao locutor e piloto (ou melhor, o contrário) Pedro Carneiro Pereira. Se você é gaúcho, sabe muito bem quem ele é. Se não sabe, veja o filme aqui.

Um belíssimo trabalho!

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Falando em Pedrinho e também em Tarumã, aguardem: em breve, uma versão da pista estará disponível para o GPL. Eu já dei umas voltinhas e está ficando muito boa, tchê!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

OBRIGADO, GIGANTE!

Na correria do trabalho ontem, nem consegui render homenagem àquele que considero o maior esportista que o Brasil já teve. Talvez daqui a algumas décadas o país conseguirá compreender o tamanho dos feitos obtidos por Gustavo Kuerten. Comecei a acompanhar tênis numa época em que ter um brasileiro entre os 50 melhores do mundo era motivo de festa. Quando um jogador do país passava a primeira rodada de um Grand Slam era um grande feito, se passava de duas era quase um gênio.

Guga conseguiu muito mais do que isso, tri em Roland Garros, campeão do Masters (derrotando Sampras e Agassi) e número um do mundo por quase um ano inteiro. E tudo isso sem perder a simpatia e o sorriso. É um cara que merecia um monumento, mas vendo como se maltratam os monumentos nas cidades brasileiras, melhor ficarmos mesmo com a memória dele varrendo da quadra grandes nomes do tênis mundial com aquele backhand fora-de-série.

Obrigado, obrigado e obrigado por tudo, Guga. Você é um gigante!

A CORRIDA DAS ESTRELAS

Correndo para pegar o avião, queria destacar apenas o fato desta corrida em Mônaco ter sido a das estrelas – e não digo isto pelo glamour ou pela presença de nomes de Hollywood no paddock. Apenas acho que, pela enésima vez, brilhou a estrela de dois pilotos que parecem ser “iluminados”: Lewis Hamilton, incrível vencedor de uma corrida em que destruiu uma das rodas na sexta volta, sem conseguir danificar a suspensão (!) e pilotou depois de forma irretocável; e Felipe Massa, que apesar de erros sai de Monte Carlo como vencedor diante do final de semana desastroso (para não dizer excretório) de seu companheiro de equipe.

Brilharam também duas estrelas do futuro: Robert Kubica e Sebastian Vettel, ao lado de Hamilton os dois maiores talentos naturais desta nova geração da categoria.

Não brilhou a estrela de Adrian Sutil, coitado, que fazia uma corrida excepcional e abandonou, inocente, após um enorme erro de cálculo do finlandês da Ferrari. Acho que desde a corrida da Áustria em 2002 eu não terminava uma corrida com tamanha sensação de injustiça.
E já que citei Barrichello sem ter falado seu nome, vale o registro da boa prova do piloto brasileiro, um dos poucos a não cometer erros na tarde de ontem. Foi uma corrida tão louca que até o mais sem estrela de todos conseguiu fazer brilhar a sua.

domingo, 25 de maio de 2008

FOTO DO DIA – 500 MILHAS DE INDIANÁPOLIS DE 1965

Mesmo estando aqui em Mônaco, impossível não lembrar que hoje tem 500 Milhas de Indianápolis. Eu não gosto de corridas em ovais, mas esta é sensacional. Não digo isto pela tradição apenas, mas principalmente pelas características da pista: um oval diferente, desafiador, cheio de segredos, velocíssimo sem ser uma auto-estrada sonolenta como os chamados “Superspeedways”.

E se nos referirmos à tradição, é sempre bom lembrar dos anos da “invasão européia”. Em 1965, esta era a primeira fila do grid: A. J. Foyt (embaixo), Jim Clark (no meio) e Dan Gurney (em cima). O escocês venceu, com um pé nas costas, liderando 190 das 200 voltas realizadas. No mesmo ano, foi também campeão mundial na Fórmula 1 (clique na imagem para ampliar).

Não é preciso dizer muito mais coisas sobre ele, né?

A LOGÍSTICA DE MÔNACO

Basta um passeio a pé pelas ruas de Mônaco para ficar admirado com a realização de uma corrida de Fórmula 1. O circuito nas ruas de Monte Carlo vai inteiramente contra a cartilha dos autódromos modernos: é estreito demais, sem áreas de escape e cheio de irregularidades no asfalto. Um cenário que impressiona e assusta até mesmo o mais experiente dos pilotos.

- Correr aqui é uma insanidade. Em que pese a tradição e o glamour, para mim, Mônaco não deveria fazer parte do calendário – diz Rubens Barrichello, da Honda.

Mas é difícil imaginar uma Fórmula 1 sem o GP de Mônaco – e vice-versa. A corrida é o principal evento para o pequeno Principado da família Grimaldi e mobiliza completamente a cidade. A instalação de toda a estrutura começa dois meses e meio antes da prova, sendo preciso duas semanas para desmontá-la. Todo o trabalho fica a cargo do Automóvel Clube de Mônaco, um órgão ligado diretamente à administração do Principado.

OS NÚMEROS

3340 metros é a extensão do circuito

1100 toneladas de arquibancadas

22 postos de fiscais de pista

32 câmeras de supervisão em cada posto

590 fiscais de pista

500 extintores de incêndio

33 quilômetros de guard-rails

20000 metros de cabos

200 bombeiros

6500 pneus de proteção

10 guindastes para a remoção de carros

2 helicópteros médicos

40 paramédicos

40 enfermeiros

40 ambulâncias

UMA LOJA EM NICE

Será que é da Silvana, esposa do Rubinho?

sábado, 24 de maio de 2008

FOTO DO DIA – GP DE MÔNACO DE 1937

Trifeta da Mercedes-Benz no GP de Mônaco daquele ano, com vitória de Manfred Brauchitsch, seguido de Rudolf Caracciola (liderando o grupo na imagem acima) e Christian Kautz. Fica também a dica de um vídeo (em japonês!) sobre as duas vitórias seguidas das flechas de prata no Principado, em 36 e 37, na dica do Mateus Kronbauer.

A PEQUENA VITÓRIA DE MASSA

Não acreditem um pio no que falam os pilotos da Fórmula 1 depois do treino classificatório. Mais do que suas palavras, as informações mais importantes são depreendidas da expressão facial que eles têm depois do treino e como o rosto reage a cada pergunta.

Hoje aqui em Mônaco, Felipe Massa irrompeu a sala de imprensa para a entrevista coletiva levitando em cima de uma nuvenzinha. Uma alegria incontida bem diferente do piloto preocupado na Turquia, quando também largou na frente. Para mim, é claro: ele está mais pesado que Kimi e vai para a corrida de amanhã com um par de ases na manga. Já as expressões do finlandês e de Hamilton, em contrapartida, eram a imagem da derrota e da decepção, respectivamente.

O problema de Massa é a chuva, que deve cair antes da corrida, mas não durante. Pela sua expressão quando se toca no assunto, ele sabe que esta pole tão significativa hoje pode representar uma gotinha no oceano que deve cair na riviera francesa amanhã. Largar na pole e eventualmente sair à frente na primeira curva é importante pela questão da visibilidade e para ter uma chance menor de se envolver em qualquer tipo de enrosco (ainda mais com o companheiro de equipe ao lado). Mas, no molhado, chegar ao final não vai ser mole.

Acho que teremos uma corrida bem interessante.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

FOTOS DO DIA – GP DE MÔNACO DE 1936

Ah, Mônaco com chuva! Já em 1936, os pilotos sofriam no piso molhado do Principado, como mostra a imagem acima: a Mercedes de Von Brachitsch e a Alfa Romeo de Giuseppe Farina ficaram na chicane logo na primeira volta; Bernd Rosemeyer rodou com sua Auto Union, e ficaria pelo caminho depois, batendo antes da Massenet (foto abaixo). O vencedor daquele ano foi Rudolf Caracciola.

E BRUNO VAI CHEGANDO…

Me lembro de ter visto um vídeo há quatro anos que mostrava as primeiras voltas de uma corrida da Fórmula 3 Inglesa em Donington Park. Bruno Senna fez uma manobra afoita, acabou saindo da pista sozinho e abandonando a disputa. Para mim, na época, os anos em que ele esteve longe do kart, enquanto todos os seus adversários ganhavam experiência em corrida, seriam um empecilho decisivo no desenrolar de sua carreira.

Já no ano seguinte eu mudei de idéia e, depois de hoje, parece óbvio que ele vai chegar na Fórmula 1, muito provavelmente no ano que vem. Desde o primeiro contato que tivemos, fiquei admirado com sua maturidade e inteligência, além de sua maneira genuinamente atenciosa com a imprensa e também com os fãs.

Como é comum nestes casos, Bruno não gosta muito das comparações com o parente famoso. Mas hoje, quando eu perguntei o que Ayrton Senna significava para ele, o piloto deu uma pista dos motivos de sua impressionante evolução desde a citada corrida de Donington.

“Desde pequeno eu me impressionava da maneira como ele encarava o automobilismo. Aprendi bastante com essa forma de se dedicar totalmente a um objetivo. Não eu que tenha mudado por causa disso. Minha família tem essa natureza e isso funcionou bem para mim, graças a Deus”.

Que os torcedores não esperem que Bruno Senna seja uma espécie de Messias que “vai reerguer o nome do Brasil na Fórmula 1”. Muito menos que tenha uma trajetória minimamente parecida ao do tio Ayrton, um fenômeno óbvio desde suas primeiras corridas na categoria. Mas podem esperar esta dedicação absoluta que ele citou, algo que o está levando muito longe e que, por incrível que pareça, não é presente em muitos dos pilotos que chegam na categoria.

VIVE LA DIFFERENCE

Rumores não faltam na Fórmula 1 e o mais quente no momento diz respeito ao futuro de Nelsinho Piquet. Pessoalmente, não acredito que suas performances permaneçam estagnadas no patamar que estão – e nem que a Renault vá tirá-lo antes do final da temporada. A meu ver, o risco de Nelsinho se refere apenas ao ano que vem, e ele teria mais ou menos até o GP da Alemanha para mostrar serviço e entrar com cartas razoáveis na mesa de negociação.

Os candidatos a uma eventual vaga na equipe, de acordo com o que saiu na imprensa, seriam Takuma Sato (improvável), Lucas di Grassi (possível) e Romain Grosjean (provável). É neste último que reside a maior curiosidade. No automobilismo, Grosjean é francês. Mas ele nasceu em Genebra e tem nacionalidade suíça. Para um colega da imprensa helvética, o piloto teria admitido que se sente mesmo um suíço, mas que tirou sua licença na federação francesa porque seria “bom para a carreira”.

Pelo jeito, ele tinha razão. Há tempos que imprensa e torcedores franceses sonham com um piloto local correndo pela Renault e a chance que isto aconteça com o "estrangeiro" Grosjean num futuro próximo é boa.

Garoto esperto, só não vale aparecer com a camisa da seleção suíça durante a Eurocopa que vai começar em breve em seu país de coração...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

DIRETO DA CHICANE

Deu para passar uma parte deste segundo treino livre com o nariz espetado na cerca junto a chicane de Monte Carlo, uma boa oportunidade para ver o trabalho dos pilotos a pouquíssimos metros de distância. Quem já fez o mesmo de algum dos muitos pontos de Interlagos encostados na pista sabe muito bem como isso é impressionante: a capacidade de reaceleração dos carros, o trabalho dos pilotos em cima das zebras, etc. Fernando Alonso foi quem mais me chamou a atenção, domando com maestria uma Renault com uma traseira muito indócil, tanto que acabou batendo de leve em outra curva, a Saint-Dévote.

Grande experiência, já valeu a viagem!

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Sobre o resultado do dia, me parece que o favoritismo atribuído por alguns a Lewis Hamilton nesta pista é justificado. Mas qualquer avaliação fica turvada pela possibilidade de chuva no sábado e no domingo. Se isso se confirmar, o leque de possibilidades para a corrida fica incrivelmente aberto.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O DIFERENCIADO KIMI

Rápida e deliciosa conversa hoje com Jacky Eckelaert, engenheiro belga da Honda e que trabalhou com Kimi Räikkönen no ano de estréia do finlandês na Sauber, em 2001. Ele nos contou que Kimi parou nos boxes no meio da corrida de Mônaco, com um problema de falta de potência no motor.

“Ele entrou nos boxes com o motor falhando e desceu do carro. Fui olhar os dados da telemetria e percebi que um dos sensores tinha dado problema e estava acusando, de forma errônea, que uma das rodas estava girando em falso. Com isso, o controle de tração automaticamente cortava a potência do motor”, relembra.

Eckelaert sabia que podia simplesmente desligar o sensor e sugeriu que Kimi voltasse à pista – sem controle de tração. “Já havíamos perdido quatro voltas no processo, mas poderia ser que sobrassem poucos carros ao final da prova e, como era a primeira corrida dele em Mônaco, e ainda faltavam umas sessenta voltas, seria importante para ele acumular experiência. Só falei para ele ter cuidado, porque qualquer erro na hora de acelerar, resultaria num acidente”.

Neste momento, o belga faz uma pequena pausa para suspirar. E continua: “Ele foi até o final e ainda fez a sexta melhor volta da corrida, sem o controle de tração! É um grande piloto”, elogiou.

E quem seríamos nós para duvidar?

UMA VOLTA (QUASE COMPLETA) EM MÔNACO

O mais legal desta corrida é a oportunidade de percorrer, a pé ou de carro, um traçado tão repleto de história. Foi o que eu fiz hoje, confira algumas imagens:

Largada

Saint-Dévote

Massenet

Mirabeau

Loews (“Grand Hotel Hairpin” é o cacete!)

Portier

Túnel

Chicane

Tabac

... depois eu me perdi admirando os iates e esqueci de tirar fotos da piscina e da Rascasse – e também dos barcos. É cada mansão flutuante!

FOTO DO DIA – GP DE MÔNACO DE 1935

O domínio dos carros alemães nos anos 30 começou a ficar evidente na edição de 1935 do GP de Mônaco. Os carros prateados da Mercedes-Benz tomaram para si a primeira fila, mas os de Rudolf Caracciola (2) e Manfred Von Brauchitsch (6) ficaram pelo caminho com problemas mecânicos. Restou a Luigi Fagioli (4) salvar a honra da marca e vencer a prova.

GILLES EM MÔNACO

Normalmente, os lugares nas salas de imprensa lembram um jogo de batalha naval (B-3, água; J-22, afundou um jornalista japonês). Mas aqui em Mônaco, os móveis da sala de imprensa têm um visual antigo, lembrando a casa da minha avó, e os lugares são identificados apenas por números. Fiquei com o mítico 27, com o qual Gilles Villeneuve ganhou aqui em 1981.

É uma bobagem, eu sei. Mas uma coisa pequena que ganhou o meu dia...

MINIATURAS – BUGATTI T59

De volta depois de um dia sem conseguir acessar Internet (e depois vêm me falar do “glamour” das coberturas de F-1. Se soubessem os apertos que a gente passa...), e com um miniatura para dar continuidade na nossa viagem aos anos 30. O César Pedrini enviou esta bela reprodução da Bugatti T59 com a qual Tazio Nuvolari obteve o terceiro lugar no GP da Espanha de 1934, miniatura da Brumm (sempre a Brumm para fazer ótimas peças), na escala 1:43. Essa, quando eu achar, eu compro!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

FOTO DO DIA – GP DE MÔNACO DE 1934

Não é de hoje que a Ferrari domina as ações nas pistas. Muito antes do “Commendatore” fabricar suas próprias máquinas, ele era o responsável pela equipe de fábrica da Alfa Romeo. Em 1934, a vitória ficou com o carro de número 20, do francês Guy Moll.

E o público podia chegar ali pertinho para ver e estudar os carros. Hoje em dia...

A DANÇA DA CHUVA

Acima você a previsão do tempo para o final de semana em Mônaco (conferir isto é um hábito que, depois do surpreendente frio que passei na Turquia, incorporei no meu cerimonial pré-viagens). A expectativa de água no Principado é algo que faz o terror dos pilotos e a alegria dos torcedores. Historicamente, Mônaco com chuva é uma corrida em que tudo pode acontecer. Por isso, não dá para descartar uma vitória da Honda ou quem sabe do bom de água Sebastian Vettel, na estréia do novo carro da Toro Rosso.

Para se ter uma idéia do significado de chuva no circuito, vale a pena conferir minha coluna de hoje no GP Total, relembrando o final maluco da corrida de 1982. E olhe que, na ocasião, bastaram algumas gotinhas...

GROßER PREIS VON WIEN 2008

Como prometido, as fotos de um pequeno evento que juntou carros de enorme significado histórico. As estrelas da festa foram os Abarth, em homenagem ao centenário de nascimento de Carlo Abarth (como era conhecido, mas cujo nome de batismo era Karl Abarth, austríaco de Viena). Jóias raras, menos de uma dezena foi fabricada desses modelos, que hoje valem uma fortuna. Mas houve espaço para outras marcas e máquinas também. Confira nas fotos abaixo.


Abarth 1000SP

Um outro Abarth
Abarth 1000TC

Abarth-Simca 1300
O Mini Cooper e sua "mecânica"
Ferrari Dino GTLancia FulviaLotus Elan S2 (e a lojinha de miniaturas)

Um Fórmula Junior

E a Maserati 350S (faltou um babador...)

Vale registrar também mais um campo histórico do automobilismo que se vai. O campo aéreo de Aspern, há anos desativado, vai dar lugar à construção de uma nova área residencial da cidade de Viena. Digamos que este GP de Viena foi a despedida de um lugar que sediou até mesmo uma corrida de Fórmula 1, em 1961 e não válida pelo campeonato, vencida por Stirling Moss.

domingo, 18 de maio de 2008

FOTO DO DIA – GP DE MÔNACO DE 1933

Naquele ano, a briga pela vitória ficou restrita a Achille Varzi e Tazio Nuvolari, com vantagem para o primeiro. Tazio viu o motor de sua Alfa pegar fogo na última volta, recebeu assistência indevida e foi desclassificado. O restou brigou por posições intermediárias. Mas, com um visual destes, não ligou muito para isto, não.

sábado, 17 de maio de 2008

FOTO DO DIA – GP DE MÔNACO DE 1932

Esta é a mais bela foto que eu vi de Tazio Nuvolari, usando cada centímetro disponível para fazer a curva Tabac a caminho de sua única vitória no principado. Demais!

JORGE LETTRY

Imprescindível registrar que um personagem importantíssimo do automobilismo nos deixou ontem. Jorge Lettry, ao centro da foto acima junto dos pilotos da Vemag, foi um grande chefe de equipe e uma fonte inestimável das histórias riquíssimas das corridas no Brasil dos anos 60, quando o cenário nacional era vibrante e capaz de lotar autódromos simplesmente pelo apelo que carros e pilotos tinham com o público.

Quem quiser mergulhar mais nos personagens desta época deve fazer uma visita ao Bandeira Quadriculada, do amigo Paulo Peralta, e também aos registros de Anísio Campos no Óbvio, para uma deliciosa viagem baseada em fotos, vídeos e muitas histórias.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

MINIATURAS – PENSKE PC-23

Maio é um mês no qual só se fala das 500 Milhas de Indianápolis. A prova tem tradição, sobreviveu aos anos de IRL, especialmente os primeiros, e aos poucos volta a crescer. Mas o charme da prova não está apenas na tradição, mas também no próprio oval, que tem vários segredos sim.

Acima está uma miniatura do Penske com o qual Al Unser Jr venceu a prova – e, depois, também o campeonato – de 1994, feita pela Minichamps na escala 1:18. A colaboração é do Alexandre Bisolotti.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

FOTO DO DIA – GP DE MÔNACO DE 1931

Para a turma que está curtindo essa viagem ao passado, vale o registro da festa dos locais, em 1931, com a vitória do monegasco Louis Chiron (a gente sabe muito bem o que é um brasileiro vencendo a corrida de F-1 em casa, não é verdade?).

E você sabia que em Mônaco já teve bonde?

GRANDE PRÊMIO DE VIENA

O campo aéreo de Aspern tem história, afinal dois campeões do mundo, os dois austríacos, estrearam no automobilismo correndo lá. Para ver um pouco mais sobre a história das corridas em Viena (e também para ver ótimos carros em ação), confira este vídeo! No final de semana, será minha vez de conferir os carros antigos que estarão andando na edição 2008 do GP de Viena. Aguardem fotos...

DESEJO DE VINGANÇA

Os chefes de equipe da Fórmula 1 não pretendem encontrar com Max Mosley no paddock de Mônaco e até designaram alguns funcionários para vigiar os passos do dirigente e evitar um encontro com ele. A princípio para evitar um dano na imagem. Mas pode haver muito mais por trás disso.

Mosley contratou o conselheiro de segurança do premiê inglês Gordon Brown para chefiar uma investigação sobre quem estaria por trás do escândalo que o assombra. Irritado com as críticas recebidas dentro da Fórmula 1, Max teria também pedido ao investigador um relatório sobre todos os “podres” dos chefes de equipe da categoria.

Informações dão conta que, numa prévia da votação que vai ocorrer no dia 3 de junho, Mosley constatou que tem o apoio de mais de 50% das federações. Sentindo-se fortalecido, estaria disposto a revelar o que descobriu sobre os outros, jogando caca no ventilador ao custo da própria Fórmula 1.

Pelo jeito, a temperatura vai esquentar em Mônaco.

PILOTANDO AS LENDAS II

Fãs da Fórmula 1 antiga e do GPL podem também curtir um pouco do passado brincando de autorama. Um dos conjuntos vendidos pela Scaletrix traz um duelo entre a Lotus de Jim Clark e a Eagle de Dan Gurney. Pena que o Natal esteja tão distante...