terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL E ATÉ 2009!

É até óbvia a conclusão de que este 2008 vai ficar guardado como um dos anos mais especiais da minha vida. Concretizar um objetivo é sempre gratificante e foi o que aconteceu fazendo a cobertura de uma das temporadas mais legais da história da Fórmula 1. E vivendo um período de intensa harmonia na vida pessoal, que é algo a que dou muito valor e só tenho a agradecer todos os dias pela esposa, família e amigos que tenho.

Fica registrado aqui meu muito obrigado pela companhia nesta deliciosa jornada chamada vida. Aos leitores do blog (os que comentam, os que só visitam, os que também têm blogs), aos colegas do AutoMotor, da Band, do Lance, da Racing, do Tazio, do meio automobilístico, aos companheiros de corridas virtuais de GPL por todo o planeta, aos meus amigos de toda a vida, a minha querida e amorosa família, a minha companheira que me apoiou e suportou com a força de um Atlas ao longo de todas estas viagens.

Dentre os presentes que Papai Noel poderia me trazer, o mais legal veio de um sujeito que nunca vi na minha vida. Claudio Lessa escreveu esta coluna no site “Direto da Redação” no dia do GP do Brasil de Fórmula 1. Ao invés de comentar a decisão eletrizante que acabara de ocorrer, ele preferiu discorrer sobre a qualidade da transmissão das corridas pelas rádios do grupo Bandeirantes. Foi uma atitude espontânea, um atestado de um trabalho cujo resultado realmente ficou muito bom. Por isso, além de desejar boas festas para todos, encerro o ano reforçando a sugestão do Lessa de acompanhar a F-1 em 2009 por um ângulo diferente, mais informativo e emocionante.

Chegou a hora de recarregar as baterias. Nos vemos no comecinho do ano que vem, até lá!

SE ORIENTE, RAPAZ!

A música do Talking Heads levada ontem ao ar veio à minha cabeça depois de tanto passado nos últimos dias lendo o blog do meu amigo Carlos Dufour. Para encurtar a história: ele é argentino e morou em vários lugares do globo (incluindo São Paulo) trabalhando com tecnologia de celulares. Neste 2008, resolveu viver a vida de forma um pouco diferente. Em junho, pegou um avião em Madri, onde mora, até Istambul. Chegando , montou sua bicicleta e saiu pedalando rumo ao Oriente!


Nestes sete meses de viagem, Carlos passou por Turquia (na foto acima, ele está na Capadócia), Irã, Índia, Nepal, Camboja, Laos, Tailândia, Malásia e Cingapura, até resolver que o seu ciclo pessoal não estaria completo se não fizesse a sua Argentina natal de bicicleta. É que ele está agora, em algum lugar da Patagônia.

A aventura do amigo serve também de mensagem, um monte de mensagens, nestes tempos bicudos. De como é possível rodar o planeta gastando pouco dinheiro, consumindo pouca energia não-renovável e conhecendo de perto lugares, pessoas e realidades tão diferentes. E de como esse olhar tão de perto do mundo torna mais fácil na hora de olharmos para dentro de nós mesmos.


Aproveite esses dias mais tranqüilos e dê uma passada no blog para curtir mais da aventura. Para um espírito de globetrotter como eu, cada página serviu como inspiração para ir atrás dos meus sonhos geográficos. Que ficaram cada vez mais pertos, agora que ficou claro que basta planejamento e disposição para viajar muito gastando pouco. E não há nada melhor na vida do que viajar.


Gracias, amigo!

SÓ NO SAPATINHO?

Passamos as últimas semanas discutindo a tempestade econômica que afeta o esporte a motor e, vejam só, acabamos deixando de lado a parte mais legal da coisa, a esportiva. Os testes realizados em dezembro cristalizaram algumas tendências que devem ditar o início da próxima temporada. Uma delas diz respeito ao KERS, que a menos de cem dias da abertura do Mundial 2009 continua dando mais dor-de-cabeça do que a energia extra prevista. Desenvolver um dispositivo confiável até aberto parece cada vez mais difícil.

Mas o que mais me chamou atenção foi a questão dos pneus slicks. Pela configuração aerodinâmica dos carros e pela própria natureza dos compostos, os bólidos estão com excesso de aderência na frente. Com isso, os pneus estão tendo um desgaste excessivo depois de poucas voltas, especialmente os traseiros. E os engenheiros sabem que simplesmente fazer uma nova geometria de suspensão não resolverá a questão.

Ao que parece, lidar com isso vai ficar a cargo dos pilotos. Todos admitem que o comportamento dos carros mudou. Nick Heidfeld foi além. Para ele, o carro em 2009 terá de ser acertado pensando mais no desgaste dos pneus do que na eficiência aerodinâmica, como era o caso neste ano.

Em tempos de corte de custos, vai se dar bem na pista quem souber poupar melhor os pneus na maneira de dosar o pé no acelerador.

MINIATURAS – BENETTON B191

Quem não gostaria de ter essas duas em casa? A dupla brasileira da Benetton em 1991, Roberto Moreno e Nelson Piquet, reproduzida em escala 1:18 da Minichamps. As miniaturas são do César Pedrini e têm um significado histórico que todo mundo conhece: Moreno daria lugar para um tal Michael Schumacher nas últimas corridas do ano, numa época em que trocas de pilotos no meio da temporada não eram comuns. Piquet se encheria (e, talvez, sentiria o tamanho da encrenca que arrumaram para ele) e sairia da F-1 no final do ano. Triste roteiro humano em torno de uma máquina tão bela.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

TV BLOGO – TALKING HEADS


“(Nothing But) Flowers” é uma música feita há vinte anos que, de forma irônica, trazia uma letra ecologicamente inversa: o sujeito lamentava o fim dos carros, das estradas, dos estacionamentos, que deram lugar a oásis, campos de flores, florestas. Vale a pena relembrar dela nos tempos atuais, de crise da indústria automobilística e de verdades inconvenientes sobre o clima no planeta. Será que não produzimos carros demais? Será que precisamos tanto deles? Fica de prelúdio para retomarmos amanhã esse assunto, com a incrível aventura de um grande amigo meu.


Ah! E fica a dica para quem não conhece Talking Heads. Uma banda com um som nem sempre fácil de digerir, mas que figura fácil no que de melhor foi produzido nos anos 80.

UMA DÉCADA DE ORGULHO

Não é fácil medir o tamanho do desafio. Um livro de 405 páginas, capa dura e edição luxuosa, trazendo o que de melhor aconteceu na temporada nas pistas do Brasil e do Mundo. Todo o esforço empregado, as noites adentro trabalhadas viram fumaça quando se o resultado final. Porque todas as dez edições do Anuário AutoMotor Esporte em que eu trabalhei (de 17 que já foram produzidas), a maior parte delas coordenando uma equipe que não merece nenhum adjetivo abaixo de fabulosa, repetem o que foi esse Mundial da Fórmula 1: as incertezas seguem até a última volta, a última curva, até a última matéria cruzar a linha de chegada. Depois, é olhar para trás, correr os dedos pelas páginas e suspirar: ficou sensacional!


O “filho está na gráfica e deve ficar pronto nas primeiras semanas de janeiro. O “filho”, na verdade, tem muitos pais: todo mundo que se dedicou de corpo e alma no fechamento de tantas páginas. É do Luiz Vicente, que pilota com destreza e energia a criação gráfica e montagem de todas as páginas do livro. É do “Comando da Madrugada”, formado por Beto Miranda, Carsten Horst, Geraldo Tite Simões, Miguel Costa Jr. e Tiago Mendonça, a redação mais maluca e apaixonada por velocidade do planeta. É do Flavio Gomes, Rodrigo França (recém-casado com a Dani, parabéns) e Cassio Cortes, que escreveram e editaram uma porção de páginas com a competência de sempre. É dos Alexandres Grünwald e Kacelnik, do Bruno Vicaria, do Claudio Tigur, do Dinho Leme, de tantos fotógrafos de primeira do Brasil (principalmente) e do mundo, do pessoal das assessorias de tantas categorias, todos colaborando demais para o produto final. É da Daniele Leme e da Fabiana Rossi, que garantem um entrosado bate-bola entre a ala comercial e a editorial. E, claro, do Reginaldo Leme, que comanda tudo com uma empolgação contagiante e com a sabedoria de quem entende como poucos neste país de automobilismo. O prêmio recebido pela associação dos cronistas esportivos está aí para mostrar isso.


Nós todos temos orgulho de criar um produto que não ornamenta milhares de estantes por , mas serve principalmente de consulta, um instantâneo eterno de um período determinado do esporte, que vai ser folheado e vai ajudar as gerações futuras.


Aos “pais da criança”, meu muito obrigado por ajudar na materialização do projeto. Assim que ele estiver à venda, o aviso de onde comprar estará aqui no blog. Não é orgulho de pai besta, mas eu garanto que vale a pena!

domingo, 21 de dezembro de 2008

BLOG DO LUIZINHO

Também não posso deixar de registrar o surgimento de um blog para homenagear o grande Luiz Pereira Bueno, um dos melhores pilotos que surgiram no Brasil. A bela iniciativa é do Dú Cardim e do Ronaldo Nazar. Vou aproveitar minha programada “arrumação de fim de ano” na próxima semana para pescar algum material nas revistas antigas para contribuir com eles. Luizinho merece!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

FOTO DO DIA – GP DA ÁFRICA DO SUL DE 1985

Nigel Mansell parecia até misturar um pouco de ceticismo à sua alegria no pódio em Kyalami. Afinal, a sua segunda vitória na Fórmula 1 chegava apenas treze dias depois da primeira. Justo, ele, que tinha esperado tanto tempo até quebrar a barreira da vitória. Mas a realidade era mesmo essa. No final da temporada de 1985, o conjunto Williams-Honda começou a sobressair frente aos demais. Ali começou uma era relativamente longa de domínio dos propulsores japoneses.

Ah! Para quem não viveu os anos 80, a mocinha ali no pódio representa com perfeição o estilo das mulheres na época. Põe um Huey Lewis and The News de fundo e a viagem no tempo fica completa...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

FALA MOCO

O Alexandre Carvalho enviou por e-mail três páginas de uma entrevista de José Carlos Pace à revista Veja, publicada menos de duas semanas antes de sua vitória no GP do Brasil de 1975. Confira o material nas imagens abaixo, clicando para ampliá-las. Chama a atenção ele dizer que encontrou na F-1 um clima de camaradagem muito menor do que esperava. Falou também do medo de morrer e das suas chances de vencer uma corrida (que logo se concretizaria). Ótimo presente, Alexandre, obrigado!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ENCRUZILHADA

Conversei com Lucas Di Grassi, que ainda corre atrás de algum cockpit para 2009 – e deve entrar no novo ano sem nada acertado. Confira o papo aqui, ele falou coisas interessantes sobre os rumos de sua carreira e do próprio automobilismo em tempos de crise. Lucas é um excelente piloto, fez uma grande temporada na GP2 e ainda não desistiu da F-1. Ver Sébastien Buemi passando o funil e ele (ainda) não, é de doer.

TV BLOGO – WHO THROWS A SHOE, HONESTLY?


Eis um jornalista para se admirar. O calçado em direção a Mister President foi um protesto bizarro, mas justificado para um sujeito que criou uma guerra por motivos fictícios, com o único intuito de encher o bolso das empresas dos caras da sua turma com bilhares de dólares (boa parte deles, também fictícios). No fundo, essa crise começou ali. Quem não se lembra da falência da Enron?

Mas o mais legal de tudo é a semelhança do episódio ocorrido no Iraque com a cena final do ótimo “Austin Powers”. Pena que, na vida real, o objeto não acertou o alvo. Confira!

FOTO DO DIA – GP DOS EUA-LESTE DE 1984

A Honda não hesitou em deixar a Spirit e trabalhar com a Williams na temporada de 1984. A equipe de Sir Frank estava mesmo precisando de um motor turbo e os japoneses, de um time vencedor. O casamento, na verdade, começou na última corrida do ano anterior e foi coroado com a vitória de Keke Rosberg no GP dos EUA – Meio-Oeste, disputado em um circuito de rua no centro de Dallas, no qual o calor simplesmente derretia o asfalto. Assim, o finlandês se juntou a Michele Alboreto e Nelson Piquet como os únicos capazes de interromper a hegemonia da dupla da McLaren naquele ano. Na foto acima, Rosberg está em Detroit – outro circuito de rua norte-americano farsesco. Foi a etapa anterior à vitória no Texas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

FOTO DO DIA – SPIRIT HONDA 201C

A Honda voltou à Fórmula 1 uma década e meia depois de sua primeira saída. E como fornecedora de motores da pequena equipe Spirit, com quem mantinha estreita cooperação desde 1981, com um motor para um carro de F-2. A reestréia aconteceu no GP da Inglaterra com o carro acima (embora com uma pintura diferente, predominantemente branca), o Spirit 201C, equipado com o motor RA163E, um V6. Foi uma maneira da marca japonesa de voltar de forma low profile. O melhor resultado foi um sétimo lugar no GP da Holanda, posição que não dava pontos na época. Mas o primeiro passo estava dado e a ascensão dos propulsores japoneses ao topo seria devastadora. Clique para ampliar!

SUGESTÕES DE NATAL

O Natal está chegando e muita gente ainda não sabe que presente dar – e, às vezes, nem o que pedir para o Papai Noel. Pois o blog entra no espírito natalino e sugere alguns bons presentes. Dos caríssimos ao baratinhos, você vai encontrar alguma coisa bacana. Vale frisar que não tenho nenhuma ligação comercial com os presentes sugeridos. São apenas lembranças e presentes que eu compraria para mim mesmo. Confira!


1) Capacete do Heidfeld

O clube do alemão Nick Heidfeld colocou no eBay o capacete que o piloto da BMW Sauber utilizou em algumas das corridas finais de 2007. Autêntico mesmo, vem até com aquelas sujeirinhas que vão se acumulando ao longo da prova. O leilão termina amanhã e você terá que colocar a mão fundo no bolso se quiser tê-lo. O preço ultrapassa os 1500 Euros.


2) Equipe Honda

Quem nunca sonhou em ter uma equipe de Fórmula 1? Agora, você pode até presentear seu amigo secreto com uma. Vem com carro de 2009, túnel de vento e supercomputador, tudo novinho em folha. Acompanha também um gênio da estratégia, uma eterna promessa e um piloto de testes muito capaz. Interessado? Escreva para Nick Fry em: Honda Racing F1 Team, Brackley, Northants. NN13 7BD, United Kingdom. E despeça-o logo em seguida!


3) Ingresso para o GP do Brasil 2009

Para não ter dores de cabeça de última hora, você pode garantir desde o ingresso para a corrida de Fórmula 1 em Interlagos do ano que vem. A venda está funcionando no site oficial do evento desde segunda-feira. Depois do espetáculo inacreditável ocorrido neste ano, você vai perder a próxima?


4) Livro do Tite

A redação do anuário AutoMotor Esporte ganhou neste ano um reforço de pesomosca, quando se mede na balança, mas pesado quando se escuta o volume de risadas. Geraldo “Tite” Simões entende de moto como poucos, tem uma escrita deliciosa e histórias de fazer até Ron Dennis arrancar os cabelos de tanto dar risada. Não de motos ou motociclismo, mas da vivência do autor nos boxes da Fórmula 1 (Jacarepaguá, anos 80. Precisa dizer mais?) e no mundo do rali. Se rir é o melhor remédio, melhor arrumar uma prescrição médica antes de comprar este “O Mundo é uma Roda”.


5) Miniaturas DDR

Hendrik Medrow começou a recriar os bólidos do automobilismo na Alemanha Oriental por puro prazer. Ficou tão bom que começaram a chover pedidos e a diversão logo virou negócio. Há carros de turismo e também diversos monopostos. os preços não são muito socialistas. Mas vale pela raridade dos modelos retratados. A beleza deles (dos originais claro, não da recriação), porém, é bastante discutível...


6) Porsche RS Spyder

Encerrando a lista, o presente mais legal de tudo: um vencedor das 24 Horas de Le Mans. Sim, e da edição 2008! Foi com esse Porsche RS Spyder que a equipe holandesa Van Merksteijn venceu a categoria LMP2. Mas a crise apertou e eles resolveram colocar o bólido à venda. E o pacote vem completo, com peças de reposição, ferramentas, computadores de telemetria e por vai. Entre neste site para os detalhes. E se prepare para dar uma pechinchada, porque o precinho não deve ser camarada.


7) Amor

É um presente meio batido, podem argumentar. Mas infalível para trazer felicidade em tempos de Natal. E não custa nada. Basta um sorriso, um abraço, um beijo, tudo feito com sinceridade e vontade. Ligue para um amigo, um parente, mesmo para um desafeto, experimente o efeito devastador de um gesto de afeto. Um presente, aliás, que deve ser distribuído todos os dias do ano. Não se esqueça disso nunca. E tome, aqui vai um pouquinho, prá você!