sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

VEXAME!

no ar, no GP Total, uma coluna discorrendo sobre os carros que mais decepcionaram na história da F-1, à luz do desempenho inicial do RA108. Lembra de mais algum? Confira e comente!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

QUANTO VALE O SHOW II?

Na segunda-feira ficamos sabendo quanto ganham os pilotos. Hoje, vamos conhecer a estimativa da revista “Kicker” de quanto as equipes vão gastar nesta temporada. Vale lembrar da proposta de um teto máximo para o ano que vem e o valor que foi comentado foi algo em torno de 100 milhões de Euros. Confira:

Toyota - € 290 milhões
Ferrari - € 270 milhões
BMW Sauber - € 250 milhões
McLaren - € 240 milhões
Renault - € 225 milhões
Honda - € 200 milhões
Williams - € 170 milhões
Red Bull - € 150 milhões
Force India - € 85 milhões
Toro Rosso - € 80 milhões
Super Aguri - € 80 milhões

Alguns fatos chamam a atenção. A Toyota continua sendo a que mais gasta, com parcos resultados. A Honda é a montadora que menos gasta e a Williams não é tão econômica quanto muita gente (eu, pelo menos) imaginava. E Dietrich Mateschitz poderia, quem sabe, obter melhores resultados se corresse apenas com uma equipe, com um orçamento concentrado de equipe de ponta.

Mas o grande barato é tirar a média e ver o quanto foi gasto por ponto conquistado. Pegando os valores deste ano com os pontos somados em 2007, o quadro seria o seguinte:

Force India/Spyker - € 85 milhões gastos por ponto conquistado
Honda - € 33,333 milhões
Toyota - € 22,308 milhões
Super Aguri - € 20 milhões
Toro Rosso - € 10 milhões
Red Bull - € 6,25 milhões
Williams - € 5,152 milhões
Renault - € 4,412 milhões
BMW Sauber - € 2,475 milhões
Ferrari - € 1,125 milhão
McLaren - € 1,1 milhão

Como se vê, com a óbvia exceção da Toyota, o investimento feito é proporcional ao sucesso alcançado nas pistas.

Sei lá, no fundo eu acho que as idéias socialistas de Marx Mosley podem até tornar a F-1 mais interessante.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

TV BLOGO – COMPARANDO UMA DÉCADA


O Rafael Chiarinelli deu esta ótima dica: um vídeo com Martin Brundle comparando a Benetton B191 com a Ferrari F2000. Apesar de separados por dez temporadas, os carros têm o mesmo pedigree, que ambos foram projetados por Rory Byrne. Impressionante como o avanço tecnológico de um para o outro é gigantesco. Confira!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

E AÍ, TEM JEITO?

É a pergunta que Jenson Button parece fazer ao seu engenheiro Andrew Shovlin na foto realizada hoje, durante o teste coletivo das equipes de Fórmula 1 em Barcelona. Ontem, com Rubens Barrichello e Alexander Wurz ao volante do RA108, os tempos foram novamente desesperadores, chegando a ser até 1,5 segundo mais lento que os carros da Force India. Da Force India!!!

Mas a Honda parece muito com o São Paulo Futebol Clube num certo sentido – e permitam-me aqui abrir um longo parêntese no assunto Fórmula 1. Nos cinco anos que atuei como repórter no Jornal da Tarde, deu para perceber as gritantes diferenças no dia-a-dia dos clubes paulistanos. No Palmeiras e, principalmente, no Corinthians, a tensão aumentava horrores quando o time vinha de uma série de resultados ruins, chegando a ficar insustentável em algumas ocasiões. Mas no CT da Barra Funda do SPFC, tudo era sempre tranqüilo, mesmo quando as coisas em campo iam de mal a pior. E olha que estou falando de um período em que o tricolor não ganhava nadinha de nada, logo após a saída de Telê Santana. Mas bastava mencionar a palavra crise, que o dirigente, jogador ou técnico respondia com sua pergunta com outra: “Crise? Que crise? Aqui não tem crise”.

Dos gramados às pistas, a Honda age de forma parecida. Mesmo depois do vexame de 2007 e do péssimo início deste ano, os membros da equipe mantêm a calma e a serenidade. Um colega meu esteve conversando com um engenheiro agora na Espanha e este afirmou que a única preocupação da equipe no momento é com a confiabilidade do novo sistema hidráulico e da suspensão dianteira, que tem uma nova geometria. Por isso, os carros nunca estão indo para a pista com menos de 50 quilos de combustível. Num cálculo grosseiro, se seus pilotos treinassem em condições de classificação poderiam girar pelo menos 1,5 segundo mais rápidos.

Depois de encerrados os testes de Barcelona, a Honda alugou a pista de Jerez com exclusividade e colocará à prova, finalmente, o pacote aerodinâmico que utilizará na Austrália. sim, segundo esta fonte, seus pilotos vão experimentar o carro em condições parecidas às do treino classificatório. que não terão nenhum adversário como referência. De um jeito ou de outro, em Melbourne é que saberemos se a Honda vai começar o Mundial de 2008 pensando em pontuar com regularidade. Ou se já vai estar pensando em 2009.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

QUANTO VALE O SHOW?

O conteúdo dos contratos na Fórmula 1 é sagrado e não pode ser revelados nem sobre tortura. Por isso, é sempre interessante quando surge uma lista com os salários dos pilotos, como a publicada pelo semanário alemão “Kicker” e reproduzida abaixo. Ainda que os valores são apenas estimados com base em informações extra-oficiais, a lista serve ao menos para dar uma luz no valor de cada piloto no mercado e também na maneira com que o próprio mercado funciona: como os veteranos ganham muito mais do que jovens promessas, ainda que andem atrás delas a maior parte do tempo. Os valores são anuais e dados em Euros, confira!

Fernando Alonso – 29 milhões

Kimi Räikkönen – 20 milhões

Lewis Hamilton – 12 milhões

Felipe Massa – 11 milhões

Jarno Trulli – 6 milhões

Jenson Button – 6 milhões

Rubens Barrichello – 6 milhões

David Coulthard – 5 milhões

Nick Heidfeld – 4 milhões

Nico Rosberg – 4 milhões

Heikki Kovalainen – 4 milhões

Mark Webber – 3 milhões

Timo Glock – 2 milhões

Robert Kubica – 1,2 milhão

Nelsinho Piquet – 1 milhão

Sébastien Bourdais – 1 milhão

Takuma Sato – 1 milhão

Kazuki Nakajima – 0,5 milhão

Sebastian Vettel – 0,5 milhão

Anthony Davidson – 0,5 milhão

Giancarlo Fisichella – 0,5 milhão

Adrian Sutil – 0,4 milhão


ADENDO: O Rodolfo de Medeiros me mandou um estudo com o valor dos salários acima calculados em real e por tempo. É sensacional, confira abaixo (clique para ampliar)!

E meus pais me mandando prá escola...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

MINIATURAS – MERCEDES-BENZ W196 STREAMLINER

Hans Herrmann, uma das lendas do automobilismo alemão, completa hoje 80 anos de idade. Ele era o piloto mais jovem da Mercedes-Benz no retorno da marca à Fórmula 1, em 1954. Foi num carro igual ao do modelo acima, mas com o número 22, que ele estreou com uma flecha de prata no GP da França daquele ano, no velocíssimo circuito de Reims. O número 4 foi usado naquela corrida por seu compatriota Karl Kling (e esta miniatura da minha coleção foi feita pela Brumm, na escala 1:43).

Na verdade, a carreira de Herrmann começou e terminou com um carro Porsche. A imagem mais famosa da sua trajetória é a mostrada abaixo, quando ele chegou apenas um segundo e meio atrás do vencedor Jacky Ickx nas 24 Horas de Le Mans de 1969, depois de um intenso duelo nas voltas finais. No ano seguinte, ele não deixou escapar a chance e venceu com um 917, correndo em parceria com o inglês Richard Attwood. Ao descer do pódio, aos 42 anos de idade, anunciou que estava deixando as pistas. O alemão soube fazer uma despedida em grande estilo como poucos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

MINIATURAS – LOLA T93

Será que é hoje? O mundo do automobilismo aguarda com ansiedade o anúncio da fusão entre IRL e Champ Car, que durante anos encantaram o mundo quando eram mesmo apenas uma categoria, a Fórmula Indy. A cisão aconteceu em 1996, quando o dono de Indianápolis, Tony George, resolveu fundar a IRL, levando consigo a prova das 500 Milhas e atraindo um bando de pilotos de segunda classe. O primeiro campeonato terminou empatado (!), com o título dividido entre os memoráveis (?) Buzz Calkins e Scott Sharp.

Mas Tony George sabe muito bem fazer negócios: nestes dez anos, casou a venda de ingressos de sua categoria com a Nascar, cresceu a receita do bolo e acabou minando a rival Champ Car ao tirar dela as equipes mais tradicionais, como Penske, Ganassi e Green. A última grande que resistiu foi a Newman-Haas, cujos donos devem ter se entediado com o domínio absoluto exercido nos últimos anos, correndo diante de arquibancadas vazias.

A torcida é para que esta nova categoria volta a ser o que era a Fórmula Indy: grande e fascinante, como na época em que a Newman-Hass tinha um “Red Five” reservado para Nigel Mansell – sim, que em 1993 era o campeão da Fórmula 1. O inglês e Emerson Fittipaldi proporcionaram um duelo histórico na pista de Cleveland e Mansell terminou aquele ano como campeão com a Lola T93, representada acima no lindo modelo enviado pelo Lucas Carioli e fabricado pela Tamiya na escala 1:20.

Mansell, Emerson, Mario Andretti, Raul Boesel, Bobby Rahal e Al Unser Jr. Esta era a turma que andava na frente na época. Junte as conquistas de todos para se ter uma idéia da grandeza que era a categoria. Será que com esta nova fusão, o quadro pode se repetir? Será que os Estados Unidos voltarão a ter uma categoria de monopostos capaz de rivalizar com a Fórmula 1? Espero que sim.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

FOTO DO DIA – CAN-AM 1971

que estamos falando dos primórdios da McLaren, nada como lembrar a plataforma onde a equipe fazia muito sucesso na época. Na foto, original de 1971, Peter Revson comanda os ajustes do espelho retrovisor no belo M8F, desenhado por Gordon Coppuck. O norte-americano venceria o campeonato daquele ano, o último da série dominado pela McLaren. Clique na imagem para ampliar!

REGI

Deve ser mais ou menos nestes dias que se completam dez anos do primeiro trabalho que tive o privilégio de fazer junto com Reginaldo Leme, o livroHistória do Automobilismo Brasileiro”. Desde então, nosso relacionamento profissional se estreitou e, nos últimos oito dos dez Anuários AutoMotor Esporte, atuei como coordenador editorial, além é claro de contribuir com diversos textos.

Neste período, conheci também a pessoa Reginaldo Leme, nos tornamos parceiros em partidas de tênis e visitas ao Morumbi para torcer pelo nosso tricolor e, acima de tudo, batemos ótimos e descontraídos papos sobre diversos assuntos, Fórmula 1 inclusive. Seguindo a mesma linha, um ótimo e descontraído papo foi o que o colega Bruno Vicária teve com ele. Histórico mesmo. Se você ainda não leu, confira aqui que vale a pena!

MINIATURAS – McLARENs

Muitos identificam a McLaren com o vermelho e branco da Marlboro, cores com as quais a equipe venceu nada menos que nove mundiais de Pilotos. Outros a vêem com o prateado da era Mercedes-Benz atual, um período que também ficará marcado por muito sucesso na história da equipe. Para mim, no entanto, a McLaren sempre foi e sempre será laranja, sua cor original, a cor idealizada por Bruce McLaren, o homem, o fundador.

Na imagem acima está a bela coleção do César Pedrini, composta de modelos na escala 1:43 da Minichamps e da RBA Collectibles. Dois carros são do período inicial da equipe, os outros sãoedições especiais” utilizadas em testes na era Ron Dennis. Pena que ele não levou a idéia em frente. Tem gente que sabe dizer qual o nome de cada modelo? Clique na imagem para ampliar!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

UM NOVO CAMPEÃO

Com duas corridas nos dois últimos domingos, o GPL Brasil coroou seu campeão do campeonato do mod 65. Numa reprodução da vida real, a temporada foi completamente dominada pela Lotus, que colocou seus dois pilotos na disputa pelo título. No final, Thiago Lemos (à frente) levou a melhor sobre Raoni Frizzo, numa disputa acirrada entre dois dos melhores nomes da turma que enriqueceu demais nossa comunidade. Agora, é hora de medir forças no sensacional mod 67, num campeonato que inicia brevemente.

Quer acompanhar momentos das provas finais? Então vejo o vídeo da corrida nas ruas de Leipzig aqui, e a finalíssima no templo sagrado de Monza aqui.