segunda-feira, 30 de junho de 2008

OS PRIMÓRDIOS DA BMW

Na minha coluna de hoje no GP Total, um pouco mais de uma história que tem esse carro acima como personagem, sobre a primeira grande vitória internacional da BMW. Boa leitura!

TV BLOGO – IRON MAIDEN


Não sei se vocês têm a mesma mania que eu: toda vez, antes de ir a um show, escolher uma música que quer muito que seja tocada, aquela que dará sentido a todo o espetáculo. Claro, é normal se decepcionar e nem por isto o show fica ruim: fui em três turnês do Paul McCartney e ele nunca tocou “For no One” (que foi composta por ele, então caberia no setlist); nem ouvi Neil Young tocar “Old Man” ao vivo.

Por isso, numa passagem do Iron Maiden por Viena, dei risada de mim mesmo ao ir ao local do show esperando ouvir “22 Acacia Avenue” – uma música antiga e claramente fora da lista de grandes sucessos da banda. Quando o riff das guitarras começou, pelo meio do show, fiquei tão emocionando que liguei do celular para um amigo maidenmaníaco no Brasil para que ele escutasse também. A conta no fim do mês foi cara, mas valeu a pena pelo momento mágico. Nunca fizeram uma música tão legal para homenagear um... ahnnn... bordel.

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Ah propósito, “Avenida das Acáciasera o nome que seria dado à Avenida Paulista, não fosse um arroubo bairrista de última hora de seu idealizador, o engenheiro Joaquim Eugênio de Lima. Esse blog também é cultura!

TV BLOGO – GENTLE GIANT


Foi meu amigo de colégio Sérgio Dantas quem me apresentou ao maravilhoso rock progressivo do Gentle Giant, isto lá por volta de 1990. Dezoito anos depois, encontrei o colega no paddock de Montreal como convidado na equipe Renault (! - small world, isn't it?). De lá para cá, deu tempo para comprar toda a discografia da banda, que eu recomendo a todos que curtem este gênero musical. Para um exemplo, uma ótima versão ao vivo de “Playing the Game”. Não tem o mesmo impacto da versão de estúdio, que é homérica. Mas dá para ter uma idéia da qualidade dos caras. Deleitem-se!

GRACIAS, ESPAÑA!

“Acho que ganhou o melhor. Às vezes isto não acontece, mas neste campeonato foi assim. É bom para o futebol”. Na mosca a análise do atacante Fernando Torres. No final, a Eurocopa premiou um futebol que busca o gol ao invés do irritante (mas eficiente) pragmatismo do onze alemão. A festa ontem em Viena foi linda e, para mim, foi um privilégio de poder participar dela. Pena que o torneio acabou. Foram 22 dias que ficarão marcados na história desta cidade.

domingo, 29 de junho de 2008

TV BLOGO – DONOVAN


O amigo do Paul McCartney, o rei da folk música britânica, Donovan não é uma uninimidade. Mas é um som bacana demais de se escutar, e isto é o que importa, afinal. São muitas músicas boas, a começar pelo maior hit de todos, “Atlantis”. Tão bonita que se salvou até na versão em português, feita por Ronnie Von.

TV BLOGO – DEEP PURPLE


O que não falta no Deep Purple é música que serve de trilha sonora para qualquer vídeo sobre corridas. Além das óbvias “Speed King” e “Highway Star”, que falam exatamente sobre velocidade, outros temas também fazem lembrar uma corrida. Deve ser pela qualidade do “rockorquestra” da banda, que em sua composição mais famosa teve cinco músicos geniais, do vocalista ao baterista. É por isso que aqui deixo a linda “Child in Timeem uma versão “arrasa quarteirão”. O início lento, como que antecipando uma largada, e que culmina num delicioso duelo de solos e frases de guitarra e órgão, como se fosse uma verdadeira disputa por posições. Esses caras são demais!

sábado, 28 de junho de 2008

TV BLOGO – DAVID BOWIE


Dia 3 de homenagem aos súditos da rainha que fazem este blog cantar e dançar. Este aqui é um dos favoritos da minha esposa, que tem quase todos os seus CDs. Eu também acho David Bowie bacana demais, sendo “Young Americans” a minha favorita, fruto de uma boa parceria do cantor com o guitarrista Carlos Alomar (que rendeu também “Fame”, com o auxílio luxuoso de John Lennon fazendo backing vocals).

TV BLOGO – THE CURE


Talvez a turma mais jovem não imagine que isto aconteceu um dia, mas o Brasil passou a figurar com firmeza no roteiro dos grandes nomes da música internacional no final dos anos 80, início dos 90. Antes, a aparição de um nome de porte por aqui era motivo de festa, com Van Halen, Police, Kiss e Metallica, sem falar no Rock in Rio I, sendo alguns dos precursores.

Lista completada com justiça pelo The Cure, que causaram frisson quando passaram no Brasil em 1986. Ou foi em 85? Bem, a memória falha, certo mesmo foi a decepção que eu senti por não conseguir ir ao show porque era ainda um pirralho imberbe. Na noite em que eles se apresentavam em São Paulo, fiquei em casa ouvindo meus discos, em especial a minha música favorita, “The Forest”. Sonzeira!

Se por acaso você foi naquele show, fique à vontade para contar sua experiência!

FOTO DO DIA – GP DA INGLATERRA DE 1961

Quem já foi para a Inglaterra sabe muito bem como chove em cima daquela ilha. Mas, pensando bem, são poucas as provas de F-1 no país que ficaram marcadas por um aguaceiro. A de 1975 é a mais famosa delas, mas a pista também esteve bem molhada no GP da Inglaterra de 1961, disputado no circuito de Aintree. De qualquer jeito, foi um passeio para os carros da Ferrari, que ocuparam as três posições do pódio na vitória de Wolfgang von Trips.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

TV BLOGO – CREAM

Para encerrar este segundo dia de jornada pelo reino musical da Inglaterra, Cream com a ótima “Strange Brew”, com um penteado impagável para Eric Clapton. Esta é uma banda que acabou cedo demais, já que tinham qualidade de sobra para se manter fazendo mais música boa nos anos 70. Mas reclamar do quê, depois de um legado que inclui “Sunshine of Your Love”, “I Fell Free” e “White Room”?

TV BLOGO – CAT STEVENS


Se um dia eu fizer uma lista dos 50 discos que eu mais gosto, “Tea for Tillerman” vai ser um dos primeiros para se anotar. Para mim, é um amontoado de canções que eu adoro, incluindo esta “On The Road To Find Out” – que fala de como às vezes é bom sair por aí para descobrir mais sobre si mesmo. Para mim, uma filosofia de vida. Para Cat Stevens, provavelmente também. Porque, nas suas viagens, até de nome ele trocou...

OS CARROS DE PARRY THOMAS

O post sobre a corrida de Brooklands rendeu, graças às informações encontradas pelo companheiro de GPL Brasil e jornalista Raoni Frizzo (valeu, Raoni!). O “Thomas Special” citado na foto foi uma construção do engenheiro inglês John Godfrey Parry Thomas, que era um daqueles loucos que corriam atrás de recordes de velocidade nos anos 20. Ele construía seus próprios bólidos, como os três da imagem acima, enviada pelo Raoni: o Babs, o Leyland-Thomas e o Flatiron.

Thomas morreu em 1927 a bordo do Babs, quando tentava quebrar a barreira de 200 milhas por hora. O Flatiron foi vendido e usado por Harold Purdy no GP da Inglaterra em Brooklands, como mostra a imagem abaixo - pelo passado de seu construtor, dá para entender a aerodinâmica refinada para a época. Outro piloto, Bummer Scott, também correu naquela corrida com um carro designado como “Thomas Special”: seria um outro Flatiron (existiram dois?) ou talvez o Leyland-Thomas?

O legal de ir atrás destas coisas é que sempre dá vontade de saber mais...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

SEPARADOS NO NASCIMENTO

Belíssima vitória agora há pouco da Espanha sobre a Rússia pelas semifinais da Eurocopa. Além de um ataque eficiente, o time espanhol se destacou pela defesa segura, liderada por Puyol, um verdadeiro “cão de guarda” na defesa. A imagem acima explica bem essa característica...

TV BLOGO – BLACK SABBATH


Continuando nossa viagem musical pela ilha, com aqueles que justificadamente são chamados de pais do Heavy Metal. É só ouvir o riff da parte final de “Sabbath Bloody Sabbath” – minha favorita – para saber o porquê.

Vamos, pode ficar chacoalhando a cabeça em frente ao micro, ninguém está vendo!

TV BLOGO – THE BEATLES


Ah, Inglaterra! Impressionante como a nossa cultura musical (ou a minha, pelo menos) é influenciada pela quantidade absurda de bons sons que saíram daquela ilha. São tantos que, de hoje até o dia da corrida, o blog vai trazer, em dose dupla, música britânica de qualidade. Claro que não poderíamos escolher outro artista que não Beatles para começar esta jornada, com a lindíssima “In My Life”. Depois seguimos com o resto, em ordem alfabética. Apertem os cintos e boa viagem!

FOTO DO DIA – GP DA INGLATERRA DE 1927

Acima, a largada do segundo e último GP da Inglaterra disputado no circuito de Brooklands. Na verdade, a prova inglesa sofreria um hiato de mais de duas décadas, voltando a ser disputada apenas em 1948. Notem, quase no centro da imagem, um carro diferente do resto: é o “Thomas Special” de Harold Purdy, o único carro que enfrentou um exército de Bugattis e Delages na prova. A vitória voltou a ficar com um piloto francês: Robert Benoist, com um Delage 155B (na foto abaixo), completou as 125 voltas previstas em 3h49min14s6, a uma média de 137,74 km/h.

Três horas e 49 minutos de prova! Os caras não tinham moleza...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

MINIATURAS – CARCARÁ

Belíssima homenagem do pessoal da Automodelli ao Jorge Lettry, o grande chefe de equipe brasileiro que nos deixou recentemente. Nesta novíssima miniatura, ele está junto do Carcará, projeto da DKW-Vemag que ele liderou para registrar o recorde brasileiro de velocidade, isto lá em 1966.

Lettry Forever! É isso aí!

A VOLTA DA FÓRMULA 2?

Para quem está olhando de fora, a briga entre Max Mosley e Bernie Ecclestone continua divertidíssima. A intenção da FIA em recriar a Fórmula 2 no ano que vem como uma forma barata de preparar pilotos para a F-1 é um tiro no coração de Ecclestone e seu parceirão Flavio Briatore.

A dupla fatura horrores com a caríssima GP2 e, em nome de maximizar os lucros, chega até a interferir nos pilotos escolhidos por cada equipe – como foi o caso do brasileiro Diego Nunes, que iria fechar com a FMS, mas foi “gentilmente convidado” a abrir mão da vaga para que Briatore encaixasse um piloto seu de última hora.

Uma F-2 custando 200 mil Euros por temporada é realmente uma provocação para o playground financeiro que é a GP2. Mas eu fico em dúvida se haverá tempo hábil de colocar uma categoria deste porte para funcionar até o ano que vem.

E fica também o devaneio do saudosista: uma Fórmula 2 com equipes e pilotos que também disputam a Fórmula 1. Como na foto acima, com Ronnie Peterson a bordo de uma Lotus 74 na corrida de Nivelles, em 1973.

BRIGA BOA

Esta é apenas a sexta vez em 59 campeonatos disputados que o Mundial de Fórmula 1 tem quatro líderes diferentes. Está sendo mesmo uma temporada emocionante, pelo menos nesta primeira metade. Quais foram os outros anos? Confira nesta matéria que está na edição impressa no Lance de hoje e publicada no Lancenet.

ALÔ PIPOQUEIRO


Esqueceu de pagar a conta de gás? Acabou a energia elétrica e o microondas não funciona? Sem problemas! Na hora de fazer sua pipoquinha, use o telefone celular!

Da série bizarrices do mundo moderno. Imagine só o que o aparelho não está fazendo com o seu cérebro enquanto você telefona?

INVASÃO TURCA

Daqui a pouco, Alemanha e Turquia vão se enfrentar pelas semifinais da Eurocopa e os tedescos devem massacrar os restos mortais de um time cheio de jogadores suspensos ou contundidos. Mas não vai faltar torcida para as turcos, donos da maior colônia estrangeira na Alemanha e também na Suíça (local do jogo) e na Áustria (co-organizadora do evento).

A foto acima mostra um prédio na Alemanha nesta semana. Quem é brasileiro e nunca foi para lá pode estranhar, mas é assim mesmo. Se os turcos operarem mais um milagre, tadinho do sujeito da janela do meio...

terça-feira, 24 de junho de 2008

FOTOS DO DIA – GP DA INGLATERRA DE 1926

A história do GP da Inglaterra (para nós; GP da Grã-Bretanha, para o povo da lá) começou em 1926, no circuito oval de Brooklands. Oval, na construção, porque para frear a velocidade da época, improvisaram a chicane na imagem de baixo. A vitória ficou com os franceses Louis Wagner e Robert Sénéchal, com um Delage.

NOVA PISTA PARA TESTES?

O Nardò Technical Center é um grande centro de testes utilizado pela indústria automotiva européia, principalmente a FIAT, pertencente a uma companhia privada chamada Protótipo Group. Situado no sul da Itália, perto da cidade de Lecce, foi construído no local, no final do ano passado, um traçado misto atendendo todos os requisitos de segurança exigidos pela FIA para a Fórmula 1. Seus donos agora entraram com um pedido de homologação do circuito para receber testes da categoria.

O único desenho traçado que eu consegui achar foi o que está na HP do site. Mas parece bacana. O que acham?

domingo, 22 de junho de 2008

LÍDER, SEM OBA-OBA

A pessoa menos interessada no fato de um brasileiro voltar a liderar um Mundial de Fórmula 1 depois de 15 anos era o próprio Felipe Massa. Claro que é um feito agradável e é sempre bom estar no topo da tabela. Mas o piloto não pretende se deixar levar por qualquer clima de oba-oba e sabe muito bem que o campeonato está muito disputado. E que vai ficar assim por muito mais tempo ainda.

O momento pode ser completamente favorável a ele. Nas seis últimas corridas, ele somou 48 pontos. No mesmo período, Robert Kubica conseguiu 38, Kimi Raikkonen, 32 e Lewis Hamilton, apenas 24. Mas, com o sistema de pontuação atual, basta um erro ou mesmo um azar e o todo o trabalho feito minuciosamente durante meses vai por terra. Massa sentiu isto na própria pele: saiu da briga pelo título do ano passado depois de uma falha mecânica em Monza; e saiu deste ano do GP da Malásia execrado pelo paddock depois de duas provas consecutivas errando e não marcando pontos.

O grande mérito do piloto brasileiro foi se reerguer desde então. A partir do Bahrein, Massa parece ter entendido qual a maneira de chegar ao seu objetivo e está completamente concentrado nele – não só na hora de pilotar, mas também nas entrevistas, na relação com a equipe no motorhome e com os mecânicos na garagem. Trabalhando com a paciência de uma formiga, ontem ele aceitou de bom grado o sorriso da sorte, não se furtando em admitir que, até a metade da corrida, Raikkönen andou muito melhor e ele já tinha se conformado com o segundo lugar.

O Grande Prêmio da França serviu também para indicar que a Ferrari deve andar muito forte nas muitas pistas de alta velocidade que a F-1 vai visitar nos próximos dois meses. Mas nada de imaginar que a briga pelo título será exclusiva entre Massa e Raikkonen: com Hungaroring e duas novas pistas de rua, a chance de Hamilton e Kubica estarem ainda vivos na briga até as últimas corridas do ano é muito grande. Como no ano passado, o campeão pode ser definido por um detalhe. Como a sorte, que aparece com mais freqüência para aqueles que mais trabalham por ela.

A corrida teve espaço também para o brilho de outros pilotos que não estão na briga pelo título. Jarno Trulli conseguiu um improvável pódio para a Toyota na corrida seguinte à trágica morte do homem que montou a equipe, Ove Andersson. Para isso, teve que lutar como um leão contra um excelente Heikki Kovalainen, que largou em décimo e deu show a corrida inteira. Destaque também para Nelsinho Piquet, que fez uma corrida regular pontuada por um único erro. Nada que o impedisse de somar seus primeiros pontos e, mais do que isso, recuperar um pouco de sua credibilidade dentro do paddock da F-1.

sábado, 21 de junho de 2008

LAPSO FREUDIANO

Em todas as corridas do ano, a Ferrari distribui um guia para a imprensa com informações completas sobre a equipe, a temporada e também do extenso passado histórico do time. Na edição do GP da França, porém, a assessoria de imprensa de Maranello cometeu um erro curiosíssimo. Na lista dos pilotos que venceram corridas pela Ferrari, resolveram incluir o nome de Robert Kubica, que ganhou o último GP do Canadá pela BMW Sauber (clique na imagem para ampliar)!

Pode ter sido mera distração, mas deve ter um fundo psicológico nisto tudo. Freud explica.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

TV BLOGO – SERGE GAINSBOURG


Feio que dói, Serge Gainsbourg ganhou fama internacional com uma música (ótima, aliás) cheia de gemidinhos de sua Jane Birkin: “Je T’aime... Moi Non Plus”. Mas a qualidade de sua obra é extensa, como mostra o vídeo acima da clássica “La Javanaise”, e vale a pena mergulhar nela. Confiram também nesse site, uma turma que anda fazendo uma releitura do trabalho nele aqui (ou melhor, aí) no Brasil.

Só para ir entrando no clima da corrida no domingo...

SÓ PORQUE EU FALEI...

... que era um devaneio, tivemos esta notícia hoje, já publicada lá no Tazio:

A cidade de Rouen pode sediar o Grande Prêmio da França a partir de 2009, de acordo com anúncio feito por uma associação de empresas da região da Normandia (EDEN – l’Espace dês decidéurs des entreprises normandes). De acordo com o comunicado da EDEN, o grande triunfo da cidade é sua localização. “Instalada á beira do rio Sena, a meio caminho entre o mar e Paris, Rouen se encontra a menos de 350 quilômetros de grandes capitais como Londres e Bruxelas, e a menos de 100 quilômetros de Paris”, indicou o documento.

No passado, já foram realizados cinco GPs da França no mítico circuito de Rouen-Les-Essarts, nos anos de 1952, 1957, 1962, 1964 e 1968. Mas as instalações da pista foram destruídas e a EDEN estuda agora três locações para receber o projeto: um circuito no meio da cidade (o preferido), um na região do porto e um circuito permanente próximo ao aeroporto.

Outros possíveis locais para abrigar a corrida francesa são a região da Euro Disney, o hipódromo de Evry e a base aérea de Melun-Villaroche.

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Vai, Rouen!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

OS RECORDES DE MAGNY-COURS

Na sala de imprensa de Magny-Cours há um interessante quadro com os recordes da pista para diferentes tipos de monopostos, de carros de turismo e de motos. Está tudo um pouco desatualizado, já que as marcas são todas de 2003, antes da reforma que mudou a chicane na parte final da volta. Mas mesmo assim, é uma oportunidade rara de comparar a performance de diferentes categorias. Clique para ampliar.

Ah, a sala de imprensa de Magny-Cours! Apenas às 16h45 da quinta-feira que conseguiram fazer a Internet funcionar. Assim, fica difícil argumentar contra os que querem tirar a corrida daqui...

terça-feira, 17 de junho de 2008

MINIATURAS – PESCAROLO JUDD

Grande colaboração do Ricardo Divila: uma miniatura do carro projetado por ele mesmo que disputou as 24 Horas de Le Mans do ano passado. Ele a recebeu de presente agora, na edição deste ano, quando novamente a equipe de Henri Pescarolo (e Divila) foi a melhor depois das poderosas Audi e Peugeot. “Ganhamos na categoria gasolina... que não existe!”, escreveu. Mestre Divila, não sei se ainda estás na França ou se voltou para o Japão, mas vou para Magny-Cours na esperança de encontrá-lo.

Aliás, vou viajar amanhã cedo, espero conseguir atualizar o blog, mas se não der, voltamos na quinta, direto do circuito!

A VITÓRIA DA REGULARIDADE

Minha coluna do GP Total dá uma olhada nos anos em que o campeão da Fórmula 1 não foi o piloto com mais vitórias na temporada – uma situação que teria se repetido agora com Robert Kubica, caso o Mundial tivesse terminado no Canadá.

Será quepara ele se segurar até o final do ano?

FOTO DO DIA – GP DA FRANÇA DE 1957

Uma bela e rara foto colorida do automobilismo dos anos 50. No difícil circuito de Rouen-Les-Essarts, Juan Manuel Fangio caminha para a terceira de suas quatro vitórias na temporada de 1957. Um clique mágico de um tempo muito diferente do de hoje: o fotógrafo quase dentro da pista, o público amontoado num gramado e a enorme quantidade de faixas ocupando um pequeno espaço em um barranco.

Rouen abrigou sua última corrida em 1993. Hoje, parte do circuito é usada como via pública, incluindo o hairpin da imagem acima. Mas a área dos boxes, as arquibancadas e a torre de cronometragem foram abaixo. Fica registrada a sugestão ao ACF: recuperar e reformar a pista para substituir Magny-Cours. Imaginem só o que não teria de ultrapassagens na freada da Scierie...

AS PISTAS DA F-1

Sem querer, trombei hoje com esse site que traz a localização de diversas pistas da Fórmula 1, atuais ou não, dentro do Google Maps. Ainda que falta colocar um montão delas (Reims, Montjuic, Riverside, Avus, etc), vale a pena uma visita.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

TV BLOGO – CÓRDOBA


O ponto alto da história do futebol austríaco leva o nome “Córdoba”. Foi nesta cidade argentina, durante a Copa de 1978, que a seleção do país encerrou um tabu de 47 anos sem vencer sua maior rival, a Alemanha. Até hoje, os jogadores que estiveram em campo naquela vitória por 3 a 2 são reverenciados como heróis e a narração do terceiro gol é provavelmente o áudio mais escutado e repetido no país nos últimos 30 anos.

Eu moro aquimais de sete e nunca consegui entender porque se dá tanto valor a um jogo que não valia nada – a Áustria cumpria tabela naquela altura e o resultado, no máximo, impediu que a Alemanha disputasse o jogo de 3° e 4° lugares contra o Brasil. No fundo, viver de um triunfo que ficou no passado é criar um lastro que impede o futebol daqui de avançar. Não é à toa que a seleção austríaca virou nos últimos anos uma espécie de pateta do continente, tomando muitas goleadas, não conseguindo se classificar para os grandes torneios e sofrendo de absoluta insegurança. Não me esqueço há uns três anos quando vi na tevê o capitão do time dizendo que empatar com a Moldávia fora de casa era um bom resultado. Moldávia!

Hoje, a Áustria tem uma chance de ouro de enterrar o significado de Córdoba, reconquistando o respeito dos adversários e, principalmente, de si próprios. E reescrevendo a história. Basta derrotar a Alemanha. Claro, no papel, o time de Ballack e Podolski ganha fácil, de 3 a 0 ou mais. Mas vocês não têm idéia da dimensão que este jogo tomou: não se fala de outra coisa na cidade, o ar parece eletrizado, há uma nação inteira – e as outras nações da Europa, fora a Alemanha, também – à espera de um milagre.

E eu vou torcer e sofrer junto deles. Se o milagre acontecer, vai ser a maior festa que este pequeno país no meio do continente viu. Caso contrário, vamos continuar vivendo dos gols de Córdoba. Pelo menos, o segundo foi um golaço!

sábado, 14 de junho de 2008

FOTO DO DIA – LE MANS 1969

O pau já está comendo no circuito de Sarthe, com a expectativa de uma boa briga entre Peugeot e Audi. O lindo carro francês mostrou nos treinos ser o mais veloz, mas no teste absoluto de resistência que é esta prova, isto não significa muita coisa. Que o diga o pessoal da Alpine: em 1969, alinharam quatro modelos A220, mas nenhum conseguiu chegar ao final, como fica provado na foto acima do carro de Jean-Claude Andruet e Henri Grandsire (o amigo do Fritz d’Orey). Ou seria uma chaleira azul?