
quinta-feira, 31 de julho de 2008
ALALAÔR

APRENDENDO VALÊNCIA
ALONSO TIRA SARRO
A renovação de contrato de Heikki Kovalainen com a McLaren foi o assunto do dia aqui em Hungaroring. Com direito a ironia por parte de seu antecessor na equipe. O espanhol Fernando Alonso provocou o finlandês, dizendo que jamais se sujeitaria a fazer o papel de segundo piloto.- Se ele continuar fazendo tudo que lhe for pedido, vai ficar na McLaren para sempre. Não me lembro de uma corrida em que ele tenha se classificado com menos combustível que Hamilton. Vimos também como ele teve de dar passagem em Hockenheim. Se eu estivesse lá estaria fazendo este papel também. Prefiro chegar em quinto ou sexto com a Renault do que ter de chegar em quarto ou quinto pela McLaren.
Certas feridas demoram para cicatrizar...
TV BLOGO – JETHRO TULL
quarta-feira, 30 de julho de 2008
A PISTA QUE NUNCA EXISTIU

O FUTURO DE FISICHELLA

O
MINIATURAS – WILLIAMS FW22
terça-feira, 29 de julho de 2008
TV BLOGO – TESTES DO NOVO FÓRMULA 2
DONINGTON SUBIU NO TELHADO?

TV BLOGO – FIO-TERRA
Sem demagogias, acho boa a idéia da Fórmula 1 buscar uma maneira de recuperar a energia desprendida das freadas para reutilização. Assim, a categoria reforça seu trabalho de laboratório de pesquisas para a indústria automobilística e, quem sabe, encontra uma solução válida para a crise energética. Mas me parece uma sandice implementar este sistema já no ano que vem. Vamos ver o que o povo vai dizer lá na Hungria sobre o assunto.
Valeu, Gustavo!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
CIRCUITO DA GÁVEA 1954

MINIATURAS – BMW F1.06
A
domingo, 27 de julho de 2008
AUSTRO-KAIMANN
Aproveitando a agradável visita de parentes, levei meu sobrinho neste final de semana para conhecer o Museu Técnico de Viena, que traz um apanhado interessante de ciências e de engenharia. E o passeio ficou ainda mais especial quando meus olhos encontraram um legítimo Austro-Kaimann Mark IV, um Fórmula Volkswagen do final dos anos 60. Esses carros antigos de categorias menores embalam os meus sonhos! Um dia...
sexta-feira, 25 de julho de 2008
TV BLOGO – CAN-AM 1967
A ANTIGA RIVAL
quinta-feira, 24 de julho de 2008
CENTENÁRIO DO AUTOMOBILISMO NO BRASIL


FOTO DO DIA – GP DA HUNGRIA DE 1936

Foi a
MINIATURAS – LOTUS 49C
O modelo é feito pela Quartzo, na escala 1:18 – e se pintar na minha frente um dia, vai ser difícil resistir à tentação de comprá-lo. Clique para ampliar!
quarta-feira, 23 de julho de 2008
TV BLOGO – OS CAMPEÕES DO PASSADO
A CURVA TARZAN EM ZANDVOORT

Outra história curiosa é a da primeira curva de Zandvoort, a da foto acima. Antes da construção da pista, o terreno era ocupado por uma série de hortas privadas. Um dos jardineiros se recusava a vender o seu lote, até que as autoridades propuseram batizar uma das curvas da pista em sua homenagem. O sujeito, um holandês alto e musculoso, aceitou. Desde que utilizassem o apelido pelo qual era conhecido: Tarzan.
terça-feira, 22 de julho de 2008
O AMULETO DE NELSINHO

No
Imagino
segunda-feira, 21 de julho de 2008
FOTOS DO DIA – GPs DA ALEMANHA DE 1986 E 87

AS RETAS DE HOCKENHEIM
O Luciano Schettini fez uma ótima contribuição, mandando essa foto do estado atual das retas do traçado antigo de Hockenheim. Achei a imagem fortíssima: por um lado, uma cara de cemitério, de túmulo de um circuito histórico. Por outro, a vida brotando nas entranhas do asfalto. Um contraste muito interessante. Clique para ampliar – e obrigado, Luciano!domingo, 20 de julho de 2008
DRAMATIK PUR
A Fórmula 1 possui uma lógica sólida e aparentemente imperturbável. Mas com 20 bólidos cruzando um traçado com velocidades acima de 300 km/h, basta um pequeno contratempo para introduzir caos, drama e emoção na ordem deste universo. Foi isto que aconteceu no Grande Prêmio da Alemanha. Até a volta 35, era uma das corridas mais chatas da temporada, com Lewis Hamilton caminhando impávido para uma vitória tranqüila. Foi quando Timo Glock escapou na saída de uma curva após uma quebra da suspensão e bateu forte. Os destroços de sua Toyota se espalharam pela reta dos boxes e o Safety Car foi acionado. E o andamento da corrida sofreu uma reviravolta completa. Onze dos 19 pilotos aproveitaram a neutralização para trocar pneus e reabastecer pela última vez. Os outros oito permaneceram na pista, incluindo o líder Hamilton e também Nick Heidfeld, que parariam novamente. E, atrás deles, Nelsinho Piquet, que tinha acabado de fazer sua única visita aos boxes.
Foi um incrível golpe de sorte do piloto brasileiro, que no dia anterior era a própria imagem da desolação, escondido dentro do motorhome da Renault depois de um desempenho ruim no treino de classificação. Quando Hamilton e Heidfeld foram aos boxes, ele assumiu a liderança da prova, algo que jamais passou pela sua cabeça de manhã, quando chegara ao autódromo.
Nelsinho Piquet só não venceu porque Hamilton, depois do claro erro estratégico da McLaren, não estava disposta a dar sopa para o azar. Com uma determinação impressionante, o inglês aproveitou-se do fato de ter o melhor carro da pista e retomou a liderança a oito voltas do final como se retomasse um direito seu que tivesse sido usurpado.
Mas o segundo lugar foi um prêmio para o trabalho perfeito realizado pelo brasileiro na corrida. Ironia do destino, este foi o primeiro pódio da Renault neste ano, um objetivo que o companheiro Fernando Alonso buscava com tanta intensidade e cuja possibilidade já tinha descartado. E deve servir como uma injeção de autoconfiança para Nelsinho. Em boa hora, porque ela já estava completamente abalada pelas dificuldades que ele vinha enfrentando neste seu ano de estréia na Fórmula 1.
Na briga pelo título da temporada, o brasileiro Felipe Massa conseguiu com o 3° lugar minimizar os danos de um final de semana ruim da Ferrari. Por um lado, ele tem bons motivos para se preocupar com o ótimo momento vivido por Lewis Hamilton, o primeiro piloto a vencer duas corridas seguidas neste ano. Mas o fato de ter feito na Alemanha um trabalho infinitamente melhor que o de Kimi Raikkonen deve ser comemorado. Porque, com o crescimento de Hamilton, a Ferrari deve acelerar a escolha de um dos pilotos para esta disputa. E, no momento, o pêndulo balança firmemente para o lado de Massa.
DE ARREPIAR
A corrida acontece só daqui a pouco, mas o melhor do final de semana até agora aqui em Hockenheim foi, disparado, a demonstração com os BMW M1 Procar. Não só pela presença de Niki Lauda na pista, além de Marc Surer, Christian Danner e outros nomes da velha guarda. Mas pela beleza dos carros e, principalmente, pelo ronco de seus motores. Rouquíssimos, um som delicioso de ouvir.
TV BLOGO – WIR SIND HELDEN
HONDA 2009 - II
HONDA 2009

Também atrelado a isso: com Red Bull e Honda confirmando suas duplas para 2009, isto só pode significar que já sabem onde Fernando Alonso vai correr no ano que vem. Eu ainda apostaria na combinação Renault-09 e Ferrari-2010. Mas tem gente suspeitando que ele possa parar na BMW, com Kubica na McLaren e Kovalainen de volta para a Renault. Será?
TREM BÃO
Até o momento, estou na música de número 209. É muito. Porque este GP da Alemanha tem sido diferente das etapas anteriores. Aqui, tenho a possibilidade de ser recebido na casa do pai de um amigo (ou, melhor dizendo, o marido alemão de uma amiga brasileira, mas que virou amigo também pela sempre agradável convivência), um abrigo que já tinha utilizado nas coberturas de 2005 e 2006. O pai também é um cara muito bacana, gosta de contar piadas e me chama de “austríaco”. Ele mora a poucos quilômetros do circuito, na pacata cidade de Waghäusel. Pela localização, é um lugar onde vale a pena quebrar a rotina de carros alugados ou vans da organização que passam em portas de hotéis. Meu meio de locomoção, aqui, tem sido o trem.
O grande barato de viajar com as locomotivas é que você acaba deixando de se preocupar com o relógio e com o ritmo frenético do trabalho. Sua medida de tempo passa a ser um sagrado folheto de papel, a planilha de horários dos trens. É ela – e só ela – que vai ordenar suas prioridades. E eu jamais poderia imaginar como isso é bom.
A duração da viagem de Waghäusel até Hockenheim é de sete minutos, são apenas duas paradas. E os maquinistas devem ser todos suíços. Na quinta-feira, calculei mal e cheguei na estação às 8h49, bem a tempo de ver o trem das 8h48 indo embora, chacoalhando feliz em direção ao norte. Aliás, os deslocamentos a pé até as estações de trem são mais longos que o próprio trajeto entre as cidades. Em Waghäusel, demoro 12 minutos da casa até a Bahnhof. E, em Hockenheim, são vinte minutos contadinhos no relógio entre a plataforma e o quartel do corpo de bombeiros – é ali que fica o estacionamento da imprensa, de onde saem as vans para levar-nos à pista que, você leitor do blog já sabe, fica do outro lado da Autobahn.
Todo este ritual, embalado pelas músicas do iPod, tem sido gostoso demais. De manhã cedo, o passeio por Waghäusel é tranqüilizante, um vilarejo residencial cheio de casas onde pulsam vidas silentes. Ver algum morador é um acontecimento, algo que só acontece se eles estiverem tirando ervas-daninhas do jardim. E ainda te cumprimentam com um “Guten Tag”, o semblante levemente curioso em saber o que faz ali aquele sujeito de passo apressado e cara de árabe (sim, o cavanhaque, eu sei).
No final do dia, esgotado pelo trabalho, às vezes tenho de recorrer a um motorista de táxi para não ser deixado para trás pelo maquinista suíço. É uma loteria. Na sexta, peguei um enorme salafrário, que acionou bandeira 4 (!) e ainda deu uma volta gigantesca para chegar na Banhof e faturar uns Euros a mais. Mas ontem, minha chofer foi uma mulher figuríssima, que falava pelos cotovelos da sua paixão em ser taxista, e da glória que sentiu no dia em que teve Fritz Walter em pessoa como passageiro. Fritz Walter, que sensacional!
São experiências aparentemente insignificantes, todas vividas fora do autódromo. Mas que, juntas, fazem deste GP da Alemanha uma cobertura completamente diferente das demais. Variedade é sempre bom para dar um tempero diferente neste ritmo insano, deliciosamente insano, do trabalho. Hoje é domingo, a jornada já está acabando e já fica o gostinho de “quero mais” para a próxima corrida. Vamos ver quantas músicas do iPod ela vai permitir. Em Budapeste, de carro, deve ser bem menos que aqui. E infinitamente menos que na Austrália, uma viagem na qual só o vôo consome quase a bateria toda do aparelho. Haja música!