domingo, 31 de agosto de 2008

FOTO DO DIA – GP DA BÉLGICA DE 1974

A quinta etapa do Mundial de 1974, disputada no circuito de Nivelles, marcou a estréia da equipe Token na Fórmula 1. O projeto do RJ02, pilotado na foto por Tom Pryce, foi inicialmente desenvolvido pela equipe Rondel, que tinha em Ron Dennis um de seus sócios. Mas a crise do petróleo de 1973 espantou o patrocinador e o carro foi passado para a frente, sendo completado com o dinheiro de Tony Vlassopoulo e Ken Grob – daí o nome da equipe.

O RJ02 foi um fracasso retumbante, só participaria de mais uma corrida oficial do Mundial antes de desaparecer. O que nos leva à pergunta: se Ron Dennis tivesse entrado na F-1 com uma equipe nova e um carro ruim no meio dos anos 70, teria tido o mesmo sucesso que tem hoje? Acho que entrar assumindo a McLaren, com os dólares da Marlboro e as idéias de John Barnard, foi muito mais negócio.

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Mais um detalhe curioso dessa prova, o cartaz, abaixo. Em primeiro lugar, belo, como eram os cartazes de antigamente. Mas é também premonitório, ao retratar o carro de Emerson Fittipaldi com o número 1. O brasileiro só tinha a corrido com o 5 até então, mas venceria a prova em Nivelles e, no final do ano, se sagraria o campeão da temporada.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

MINIATURAS – FERRARI 310B

Vencer em Spa-Francorchamps é sempre especial e seis pilotos conseguiram fazer isso por três vezes ou mais: Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Ayrton Senna, Michael Schumacher, Damon Hill e Kimi Raikkonen. Com seis triunfos, o alemão é quem mais ganhou no circuito e uma das vitórias mais marcantes foi em 1997, quando sobrou correndo em pista molhada.


Seu carro era o F310B, retratado na bonita miniatura acima. Cliquem na imagem e reparem os detalhes no motor! A peça é do Marcos Smirkoff e foi fabricada pela Tamiya, na escala 1:20.

UM CAMPEÃO QUE SE VAI

Phil Hill, campeão mundial de 1961, morreu ontem aos 81 anos de idade, por complicações decorrentes do mal de Parkinson. Vi ele uma vez, em 2001, mas foi algo tão fortuito que nem ficou guardado na superfície da memória – e é engraçado como nessas horas a gente relembra do momento em detalhes. Foi no paddock da extinta Fórmula 3000 em Hungaroring, no motorhome onde todos comiam. Ele estava lá acompanhando o filho Derek Hill, piloto apenas mediano que tentou, mas não conseguiu chegar na Fórmula 1.

Quando Phil apareceu no lugar, fiquei admirado de ver um campeão do mundo - é o mais antigo que já vi até hoje. Mas não me animei a ir falar com ele, um septuagenário de aspecto frágil, os sinais da doença já começando a aparecer, completamente deslocado num ambiente bem distante do automobilismo que conhecera na Europa, quatro décadas antes.

Fui bobo. Deveria ter ido lá e mostrado meu apreço e respeito, acho que ele teria gostado. Vai ficar na memória apenas um olhar que transmitia muita força - o mesmo que eu via nas fotos. E fica o desejo de que ele descanse em paz. Se você quiser, mande também uma mensagem de condolências no site dele.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

FOTO DO DIA – GP DA BÉLGICA DE 1967

A última temporada de Jackie Stewart na equipe BRM foi muito difícil, com o escocês terminando o mundial apenas na nona colocação, colecionando abandonos ao longo do ano: foram nove, em onze provas disputadas. Sua melhor corrida em 1967 foi o GP da Bélgica, uma grande performance que o levou ao segundo lugar no final.


Mas bem que poderia ter sido uma vitória. Jim Clark liderou até a 12ª volta, quando passou a ter problemas com o motor Cosworth e foi várias vezes aos boxes. Stewart assumiu a ponta e controlava com segurança sua vantagem para Dan Gurney, até que o câmbio da BRM passou a falhar. O piloto tinha de segurar a alavanca com uma mão para que as marchas não saltassem, enquanto girava o volante com a outra. O norte-americano se aproveitou para descontar a vantagem e assumir a ponta na 21ª das 28 voltas da corrida, garantindo ao final a primeira e única vitória da equipe Eagle na Fórmula 1.

O FURO DA REGRA

A Honda completou quase 300 quilômetros de testes em Barcelona antes do GP da Europa, em Valência, no meio das férias de verão da categoria. E a Ferrari andou sozinha em Monza na última terça-feira, um dia antes do início oficial dos testes coletivos na F-1 na pista italiana. Em uma época cheia de restrições à testes (30 mil kms por ano, 15 shakedowns de 50 km no máximo e 12 dias de testes aerodinâmicos em linha reta), pode isso?

Sim, pode. Porque, adivinhem, as equipes encontraram uma brecha no regulamento para burlar a restrição. Cada uma delas tem o direito a quatro dias de testes com um piloto novato, cujas sessões e quilometragens não contam para estas restrições. As únicas exigências: quem se senta no cockpit não pode ter participado de nenhum GP e nem ter feito mais de quatro dias de testes coletivos na vida.

A idéia é dar experiência para novos nomes, mas a prática é bem diferente. Em Barcelona, o piloto Luca Filippi (foto) da GP2 avaliou uma nova suspensão traseira e novos amortecedores. O resultado foi considerado positivo e as novidades já foram usadas na última corrida. Em Monza, a Ferrai andou na terça-feira com Andrea Bertolini, que avaliou novos componentes e testou a durabilidade do motor. Aos 34 anos, o italiano não tem nada de novato, mas seu perfil encaixa nas exigências da FIA.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

TV BLOGO – RIO DE JANEIRO 1965


Tem muita gente bacana trabalhando na recuperação e digitalização dos parcos filmes de corridas antigas no Brasil. Uma idéia que merece todo nosso apoio e nos permite ver imagens sensacionais como estas acima, do GP IV Centenário do Rio de Janeiro, 1965, com vitória do Camillo Christófaro, de Ferrari. O vídeo é do Paulo Faria, de Juiz de Fora (MG) e a dica veio do seu xará Paulo Peralta, do Bandeira Quadriculada.

Obrigado aos dois!

FOTO DO DIA – GP DA BÉLGICA DE 1965

O pole Graham Hill lidera a turma na Eau Rouge após a largada, mas a vitória ficaria com Jim Clark, encoberto na imagem atrás do compatriota (clique para ampliar). Na época, boxes e largada eram ali mesmo, na descida para a curva mais famosa da F-1 atual. Agora é lá cima, antes da La Source.

Ah, Uma pista em que as curvas têm nomes, sinal inequívoco que se trata de um traçado com tradição!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

TV BLOGO – FRANK ZAPPA


"Montana", para quem quiser ser o magnata do fio dental!

O GP MAIS VELOZ DA HISTÓRIA

A Fórmula 1 se prepara agora para correr em duas pistas de alta velocidade. A partir de hoje, as equipes testam no circuito de Monza. Pista que recebeu a corrida de maior média horária na história da categoria. Durante muitos anos a marca ficou com a corrida de 1971, antes do traçado receber as primeiras chicanes, quando Peter Gethin venceu com 242,620 km/h de média. O recorde só foi quebrado em 2003, também em Monza, com a vitória de Schumacher com 247,585 km/h.

Mas o Grande Prêmio mais rápido da história foi o da foto acima. O “VI Internationales Avus Rennen”, em maio de 1937, foi vencido pelo alemão Hermann Lang com a incrível média de 261,67 km/h. O principal responsável por isto foi o circuito berlinense, com mais de 19 quilômetros de extensão e apenas duas curvas, sendo uma delas inclinada. Mas os carros de Mercedes-Benz e Auto Union, em versão Streamliner, também eram máquinas de voar baixo. Sorte de Lang, que foi o único com um carro desta forma a chegar até o final, o Mercedes-Benz W25K-M125, dentre os quatro que largaram.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

AINDA VALÊNCIA

- Desde a época de Jean Todt, o chefe da Ferrari dá uma entrevista coletiva aos domingos, no final da tarde, no motorhome da equipe. Quem se senta ao microfone agora é Stefano Domenicali, que é bem mais aberto no contato do que era o francês, mas responde com a mesma firmeza e inteligência. Depois da corrida de ontem, em Valência, era visível a atitude passional dos jornalistas italianos, cobrando Domenicali pela má fase de Kimi e exigindo uma atitude em relação ao status dos pilotos na equipe. O chefe defendeu o campeão do mundo (corretamente, diga-se) e disse estar confiante que Kimi voltaria a mostrar o que sabe “daqui até o Brasil” – indicando que não interferiria a favor de um ou de outro até lá.

Hoje, o “La Stampa”, jornal que pertence ao grupo Fiat, estampou a manchete acima. Na pesquisa online da Gazzetta dello Sport, 64% dos internautas exigem que a Ferrari jogue todas as suas fichas em Massa desde já. A pressão lá dentro, e quem já foi para a Itália sabe bem como é, não deve estar mole.

Que sinuca, Stefano!

- Rubens Barrichello teve um péssimo final de semana, lembrando um pouco o calvário do ano passado, mas uma coisa eu tenho de admitir: quando ele fala em dedicação total ao trabalho e reafirma seu desejo de ficar na F-1 por mais tempo, é com sinceridade. Todos os dias ele se mostrava genuinamente chateado com os problemas no acerto do carro. E, no domingo, ficou mais de duas horas em reunião com os engenheiros depois da prova, o que tem sido praxe sua o ano inteiro, aliás. Nesta hora, mais da metade dos pilotos da categoria já está voando para casa.

E Ross Brawn gosta muito dessa atitude...

- A Toro Rosso definiu sua combinação para 2009, mas não os nomes: quer um piloto experiente, para ajudar a desenvolver um carro completamente diferente por conta do novo regulamento; e um novato, que combine com a marca e que tenha potencial de mercado para o futuro.

Hoje a equipe confirmou a intenção de testar Sebastien Buemi para avaliar suas chances de ser o novato da dupla, ao mesmo em que Bruno Senna negou o rumor de que já teria assinado com o time. Lembram da historinha do “na STR, um é o do Berger, o outro é o da Red Bull”? Assim, o interesse em Buemi faz sentido, afinal a vaga aberta por Vettel é justamente aquela da empresa – e Buemi faz parte do programa de jovens pilotos bancado por ela.

Mas há também o rumor de que o piloto experiente da equipe em 2009 seria Takuma Sato, substituindo Sébastien Bourdais. Por trás, estaria o interesse de expandir as vendas da Red Bull no Japão, que não consegue decolar. Sato seria um tiro certeiro nesta estratégia.

Mas a vaga do Bourdais não seria a “do Berger”? Pois é. Mas acordos são fáceis de se fechar, especialmente entre sócios de representação igual na empresa (50/50) e que falam o mesmo idioma.

Buemi? Sei.

domingo, 24 de agosto de 2008

E MAIS UMA DERRAPADINHA

A Ferrari comemorou neste final de semana o 100° Grande Prêmio de Felipe Massa na Fórmula 1. Como no caso do recorde de Rubens Barrichello, há controvérsias, já que o piloto não largou no GP dos EUA de 2005, a “corrida da vergonha” em Indianápolis, quando recolheu o carro aos boxes na volta de apresentação como fizeram todos os pilotos que corriam com pneus Michelin.

Até aí, tudo bem, cada um comemora onde bem entende. Só é engraçado que a Ferrari se contradiz: o famoso e respeitado “Grand Prix Guide”, feito pelo jornalista suíço Jacques Deschenaux, pago pelo Marlboro e distribuído pela própria Ferrari, não considera aquela prova como GP disputado para Massa. De acordo com a publicação, o brasileiro só completaria a marca na Bélgica, em duas semanas.

Bom, se não conseguem nem fazer um motor funcionar por duas corridas, imagina se atentariam para esse detalhe.

O PREÇO A PAGAR

Na Hungria, a Ferrari disse que o problema que afetou o motor de Felipe Massa tinha sido uma válvula defeituosa, o brasileiro chegou até a afirmar que “é um problema que ocorre uma vez a cada dez anos”. Não precisou mais do que duas semanas para acontecer de novo.


Embora os motores estejam congelados, a “rádio paddock” diz que tanto Ferrari como McLaren conseguiram extrair alguns cavalos a mais de suas unidades fazendo alterações em peças periféricas com o pretexto de aumentar a confiabilidade, sempre com o consentimento da FIA. No caso dos motores Mercedes, o trabalho foi bem feito e rendeu o desempenho superior nos finais de semana de Silverstone e Hockenheim. a Ferrari, não está conseguindo fazer o motor funcionar duas corridas.


É por isso que hoje, aqui em Valência, Massa e Stefano Domenicali não descartaram a possibilidade do brasileiro usar o “coringa” a que tem direito e correr com motor novo na Bélgica. Kimi tinha gasto o tal do “coringa”. E, como se diz no jargão do buraco, perdeu com o morto na mão.

MASSA VENCE, FERRARI DERRAPA

Para dissipar qualquer dúvida, Felipe Massa apelou para o gestual. Ao estacionar seu carro nos boxes do lindo circuito de Valência, depois de ganhar o GP da Europa, o brasileiro subiu na carenagem, a mão direita com o dedo indicador apontando para cima. “Eu sou o número um”, era a mensagem que tinha um destinatário muito claro.

Mas a Ferrari parece indecisa e tropeçando nos seus próprios erros. A equipe vai perdendo pontos importantes enquanto não se decide se aposta suas fichas em apenas um piloto para brigar com Lewis Hamilton pelo título da temporada. Em Valência, mais um motor foi para o espaço antes da corrida terminar. Desta vez, foi o de Kimi Raikkonen.

Antes da quebra, o finlandês já gastara sua cota de erros no final de semana. Ele foi mal na classificação mais uma vez, perdeu uma posição na largada e, em seu último pitstop, acelerou antes da hora e atropelou um mecânico. Um desempenho que gerou muitas cobranças pela passional imprensa italiana.

Os mesmos jornalistas, e o paddock da Fórmula 1 em geral, não se cansaram de elogiar o trabalho perfeito de Felipe Massa. O brasileiro, depois de sofrer um doloroso golpe no GP da Hungria, chegou em Valência como se estivesse em uma missão. Classificou-se com pouca gasolina para largar na frente e acelerou forte depois da largada para abrir vantagem para o resto. Sem nenhum Safety Car para atrapalhar, fato inédito na temporada para circuitos de rua, Massa ganhou fácil. E fez também a melhor volta.

Para o piloto, foi uma vitória olímpica. Felipe Massa, o tempo todo no clima dos jogos em Pequim, comparou seu primeiro lugar à conquista de uma medalha de ouro e fez questão de elogiar aos atletas do Brasil que subiram ao alto do pódio na Ásia. E deu um recado, dizendo que tinha a medalha, mas que ainda faltava o “troféu de ouro”.

Não será fácil prevalecer contra o inglês Hamilton nesta briga. Mesmo correndo com febre, o inglês fez um bom trabalho e correu pensando no título, somando mais um bom resultado com um segundo lugar. Mais contido, menos pensando em show, o piloto parece ter aprendido com os erros que fizera em 2007.

São exatamente estas lições do ano passado que apressam uma decisão da Ferrari. Na ocasião, era a dupla da McLaren que brigava entre si e perdia muitos pontos, o que deu a chance de Raikkonen ser campeão. O quadro se inverteu agora, e os problemas de confiabilidade do time italiano tornam o quadro ainda mais delicado. Um quadro que também se parece muito com o Mundial de 1986, quando a Williams bobeou e Alain Prost levou o título correndo por fora.

Depois de batizar a incrível pista de Valência com, diga-se, uma das corridas mais chatas da temporada, a Fórmula 1 se prepara para acelerar fundo. Serão duas provas em pistas velozes: o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps; e o da Itália, em Monza. Se a Ferrari massacrar a McLaren, pode até manter sua briga interna em aberto. Mas basta um pequeno deslize e o time corre o risco de praticamente enterrar as chances de seus pilotos e as suas também. No Mundial de Construtores, a McLaren vai chegando. Está com apenas oito pontos de desvantagem. Nas últimas duas corridas, a Ferrari massacrou na pista, mas somou 16 pontos. A McLaren fez 27, ganhando onde mais importa: na tabela.

TV BLOGO – MARINA DE VALÊNCIA


A largada é daqui a pouquinho, mas ainda deu tempo para curtir (e gravar) o visual da marina. Bonito demais!

A CIDADE DO RIO SECO

Estive em Valência por um punhado de dias no ano 2000, uma das paradas de uma mini-turnê espanhola durante umas férias com minha namorada (hoje, esposa). Não foi um lugar que me impressionou, parecia que faltava uma identidade à cidade. Gostei mais de outras atrações dentro (ou perto) da Comunitat Valenciana, como a charmosa vila litorânea de Peñíscola, cujo centro histórico era um castelo medieval; e o parque de diversões Port Aventura, uma espécie de Hopi Hari espanhol, que com montanhas-russas muito mais radicais - a maior delas, “Dragon Khan”: nunca me esqueci do nome nem da experiência vivida nela.


Hoje, Valência tem uma identidade. Se chama Ciutat de les Arts i les Ciències, um complexo de museusainda não inteiramente finalizado – de arquitetura belíssima e instigante. Ele foi montado no antigo leito do rio Turia, desviado para fora da cidade no início dos anos 60 depois de décadas de enchentes que chegavam até a cinco metros de água nas ruas.


Na época, cogitou-se a construção da uma enorme avenida no lugar, mas, ainda bem, venceu a idéia de tornar a área um parque de sete quilômetros de extensão que corta a cidade em duas. Já era algo interessante, mas o complexo arquitetônico inaugurado em 2005 (é o mesmo utilizado pela McLaren no lançamento do carro do ano passado, se vocês lembram) deu o toque final à esta excelente iniciativa.


Valência tem também a marina reformada inicialmente para receber a America’s Cup e que agora abriga um dos mais belos circuitos da Fórmula 1. O encontro de estaleiros antigos e modernos foi administrado com muito bom gosto e o lugar oferece uma bela vista para curtir um fim de tarde, com uma praia urbana bem ao lado.


Depois de viver anos à sombra de Madri e Barcelona, esta cidade resolveu aproveitar as riquezas que gera como um importante centro industrial para se mostrar ao mundo – e a corrida de hoje será a maior propaganda que ela fez. Mas o que encanta mesmo é o chamado “rio seco”, um importante exemplo de como o espaço público deve fazer jus ao nome e ser o que é, público. Seria bom se a minha São Paulo tentasse ser um pouco mais desse jeito.

sábado, 23 de agosto de 2008

VEXAME

Para quem não viu: o final da corrida da GP2 foi muito bizarro.Giorgio Pantano, que largou na pole e comandou a corrida toda, ficou sem gasolina antes da última curva. Álvaro Parente, Bruno Senna e Karun Chandok, também – o brasileiro ainda conseguiu se arrastar até a linha de chegada para terminar em nono lugar.

Fontes diferentes do paddock apontam que um curto período de Safety Car no início da prova livrou a categoria de um vexame histórico. Sem ele, quase a totalidade dos pilotos não teria completado as 34 voltas previstas. Com a queda de temperatura hoje em Valência, o consumo aumentou muito em relação ao registrado ontem e os cálculos foram pro espaço. Quem terminou, foi no limite. Surpresas que uma pista nova no calendário pode provocar. Por mim, podiam colocar duas ou três a cada ano – desde que, claro, tirassem duas ou três também. Excesso de provas, aliás, levou a FIA a criar um sistema de rotação no Mundial de Rali, o que está dando muito pano pra manga. Mas isto é assunto pra outro dia.

Em tempo, dificilmente o mesmo quadro se repetiria com a F-1 amanhã. A prova deve ser com temperaturas em torno de 30°C e tempo seco. Foi o que o Berger me garantiu hoje. Mesmo assim, a corrida promete ser interessante, especialmente na largada. Não percam. Até lá!

CACHORRADA

No treino livre de ontem à tarde, alguns torcedores invadiram as áreas de escape da pista, antes de serem reprimidos pela polícia. Por trás do ato, estava um protesto. Muitos dos lugares das tribunas 11 (na entrada da ponte) e 18 (ao final da reta mais longa do circuito) simplesmente não permitem que seus ocupantes vejam a pista. Muros situados próximos a estas arquibancadas acabam bloqueando completamente a visão. “Pagar 420 Euros para apenas ouvir os carros de Fórmula 1 é um absurdo”, reclamou uma torcedora.


Para protestar, uma turma resolveu invadir a área de escape da pista, de onde pelo menos poderiam ver os carros. Depois que a polícia controlou a situação, os organizadores se comprometeram a devolver o valor dos ingressos à estes torcedores.


Como a anta que planejou as arquibancadas não se deu conta disso antes?