terça-feira, 30 de junho de 2009

TV BLOGO – GP DO CANADÁ DE 1970

No último domingo, as rodas do GPL Brasil giraram em um circuito pouco ou nada conhecido dos fãs de Fórmula 1. Saint-Jovite, aos pés do Mont Tremblant, em Québec, sediou apenas duas corridas da categoria: uma em 1968, vencida por Denny Hulme, e outra dois anos depois, a do vídeo acima, com triunfo de Jacky Ickx. É uma pista bastante desafiadora, com muitas mudanças de nível, curvas de todos os tipos, daquelas que fazem piloto e máquina trabalharem bastante.


Ficam as imagens acima como testemunho de uma época diferente, quando Max Mosley era apenas um chefe de equipe iniciante, Bernie Ecclestone gerenciava carreira de pilotos e Luca Di Montezemolo era estudante direito em Roma. Dias melhores, em suma.

FOTO DO DIA – GP DA ALEMANHA DE 1966

Concentração total. É o que mostra o olhar de Jochen Rindt ao contornar a famosa curva Karussel. O velho Nordschleife em Nürburgring exigia isso mesmo na busca por um bom resultado. Foi o que o austríaco conseguiu, terceiro lugar atrás de Jack Brabham e John Surtees. Curiosamente, essas três colocações se repetiram na tabela ao final do campeonato.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

MINIATURAS – FITTIPALDI FD01

que falamos no carro do Wilsinho, vale mostrar aqui a miniatura enviada pelo Luiz Iritani do FD01, na escala 1:20 – se eu não me engano, produzida por ele mesmo. Um belo trabalho, tanto de quem fez a miniatura como de quem projetou o carro, com linhas bem interessantes. Um dia terei o meu modelo – e vou pedir para o Divila assinar!

MÁ NOTÍCIA

O André Parazzoli deu a dica num comentário abaixo: cancelaram a corrida de F-1 Históricos em Interlagos. É o que está no site oficial da categoria, onde se alega que o principal patrocinador do evento, a Globo, não conseguirá financiá-lo. O site da organização ainda não oficializou a notícia, imagino que isso deva acontecer hoje.

Uma grande pena. Foi-se para muitos de vocês a chance de ver de perto carros como uma Ferrari 312T ou uma Tyrrell 002, acelerando e brigando por posições. Até mesmo uma exibição de Wilson Fittipaldi com o FD01 estava nos planos! Espero que o contratempo não impeça que a prova aconteça no país num futuro próximo.

Para quem tiver (muita) bala na agulha, porém, sempre há uma alternativa...

domingo, 28 de junho de 2009

TV BLOGO – THE WHO: YOU BETTER YOU BET

Caramba, ontem eu ouvi essa música e me dei conta queanos não fazia isso! Para me certificar de não cometer a mesma heresia novamente, coloco ela aqui hoje, para deleite dos amantes de um bom rock and roll. Mesmo sem Keith Moon, um som honesto, decente e com um ótimo astral. Confira!

sábado, 27 de junho de 2009

SESSÃO DE CINEMA: TRIO AT THE TOP

Pessoal, para animar o sábado de vocês, aqui vai uma grande dica. Preparem a pipoca, diminuam a luz da sala e cliquem neste link para assistir a um sensacional documentário sobre o trio de neozelandeses que tomou a Fórmula 1 de assalto nos anos 60: Bruce McLaren, Denny Hulme e Chris Amon. O vídeo está dividido em sete partes e pode ser visto em tela cheia, com imagens incríveis da época e detalhes de uma história muito bacana, de uma turma que deixou um país no canto do planeta para brilhar no principal campeonato de automobilismo do mundo. Confira e depois comente: qual dos três é o seu “kiwi” favorito?

Boa diversão!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

TV BLOGO – MICHAEL JACKSON

Não vou ser hipócrita aqui e escrever que a música perdeu muito com a morte de Michael Jackson. Não acho. A partir de “Bad”, e isso foi em 1987, tudo o que ele produziu era isso mesmo aos meus ouvidos: ruim. E sua presença na mídia se tornou sempre um motivo incontestável para mudar de canal ou de estação. Não gosto, parece que seu talento desapareceu junto de sua melanina.


Antes disso, porém, via o garoto como um dos bons artistas da Motown. Era o guri talentoso dos irmãos Jackson. Que emendou depois uma dupla de discos muito bons nas mãos de um verdadeiro gênio da música. “Off the Wall” e “Thrillersão o que são porque o produtor Quincy Jones pegou um cantor competente (na época, ainda era) e vestiu-o com uma roupagem sonora elegante, riquíssima. Um trabalho digno de um George Martin, mas na versão disco/pop norte-americana.


O melhor exemplo disso está na música acima. Aproveite que não é um clipe, feche os olhos e atente para a belíssima arquitetura criada por seqüenciadores, guitarra, percussão e sopros. Chique demais, funk de fraque!


Pena que o cantor deixou de lado esse caminho para se tornar um produto, com uma etiqueta (“King of Pop”), um pobre ser humano confuso e mal orientado num mar de dinheiro e fama. A música, a boa música, não era mais prioridade e ficou esquecida no passado. Hoje, ao pensar nele, o legado que quero lembrar é o dessa música: Don't Stop 'Til You Get Enough.

A VOLTA DO MORTO-VIVO

Michael Jackson morreu, mas o cadáver político de Max Mosley levantou da tumba. Depois de acordar ontem e ver as manchetes esportivas de todos os diários europeus destacarem sua derrota - ou, no caso dos italianos, a vitória da “Ferrari”(!?!) -, o inglês subiu nas tamancas e exigiu uma retratação, sob a ameaça de repensar seu futuro frente à FIA. Especialmente a fala de Montezemolo para a tevê italiana, celebrando a importância de não ter um “ditador” no comando do esporte irritou Mosley, que também desmentiu a informação de que Michel Boeri assumiria suas funções até outubro. Informação dada pelo próprio Montezemolo.

A paz durou um dia.

No fundo, ficou uma ridícula guerra de egos. Entre Mosley e Montezemolo, não entre FIA e FOTA, que fique claro. Triste que o esporte fique refém de vaidades tão desimportantes. Ridículo, insisto. Melhor seria ter rachado de uma vez.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O CASTELO DE WINDSOR

Um dos nomes por trás da equipe norte-americana da Fórmula 1 é Peter Windsor, que circula pelos paddocks da categoria há mais de três décadas. Seu sonho sempre foi ter sua própria equipe: em 1989, tentou comprar a Brabham mas não conseguiu; em 1993, se juntou a um empresário japonês para criar um time, mas faltou dinheiro. Com a USF1, parece que o sonho vai virar realidade. Nesta conversa que tive com ele, ficou claro que Windsor é um cara muito inteligente, de raciocínio rápido. Capaz de se dar bem numa posição ocupada por pessoas de similares capacidades. Mas confesso que me incomoda a falta de informações mais concretas sobre os planos da equipe: pilotos, patrocínio? Para mim, ele não disse. Resta aguardar qual será o formato e o potencial desse castelo construído "inteiramente com tecnologia norte-americana", como foi destacado.

TV BLOGO – MONTY PYTHON: IT’S THE ARTS

Para os amantes de música barroca alemã... Dica do Luiz Vicente.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

DETALHES

Os detalhes que surgem em cima do encontro de hoje em Paris dão uma noção clara do tamanho da derrota política sofrida por Max Mosley. O presidente da FIA deixará o cargo em outubro, mas até lá não vai exercer seu poder quando o assunto for Fórmula 1 – nesta área, seu cargo será assumido pelo presidente do senado da entidade, Michel Boeri (detalhe: que também é o presidente do Automóvel Clube de Mônaco, uma das mais importantes federações que se aliaram com a FOTA desde o início). Max está fora.

Mais: a partir de agora, qualquer mudança nos regulamentos técnico e esportivo da categoria passarão em primeiro lugar pelo crivo dos grupos de trabalho da FOTA, depois pela comissão de F-1e finalmente pelo Conselho Mundial. Ou seja: sem a aprovação dos grupos de trabalho, não há nem discussão. Não era justamente isso que Mosley queria impedir, para continuar ditando seus desejos como bem entendesse?

Resta saber o que fazer com o KERS. Nos bastidores, as conversas avançam para que ele deixe de existir – seria mais uma idéia do dirigente indo para o ralo.

A verdade é que, na guerra de advogados, o avvocato acabou prevalecendo sobre o lawyer.

TV BLOGO – NEIL YOUNG: LONG MAY YOU RUN

As viagens: serão estes os momentos que virão à memória quando lembrar dela. Encarando, valente, uma tempestade na Eslovênia. Aguardando, paciente, uma fila interminável para a balsa na volta das férias em uma ilha croata. Enfrentando, altiva, a neve e as forças da gravidade, atolada na subida de uma montanha em Salzburg.

Acompanhou-me também pelas andanças na Fórmula 1. Estava em Hungaroring quando Jenson Button comemorou sua primeira vitória; ou em Monza quando Michael Schumacher anunciou que estava deixando as pistas.

Nos últimos anos acusou sinais da idade, necessitando de cuidados regulares. Mesmo assim, só caía adoecida em casa. Quando púnhamos o pé na estrada, sempre se manteve impávida. Atendimento em lugares estranhos, em países diferentes, ela nunca conheceu.

Nesta semana, depois de quase uma década, despedimo-nos de nossa querida Skoda Felicia. Motor de Golf, veloz, robusta, gostosa de conduzir. Que vai agora passar os seus dias finais em outra família, ajudando a traçar as linhas de outras histórias. Long may you run!

XEQUE-MATE

Ontem, Max Mosley anunciava numa carta às federações que se via impelido a concorrer à reeleição na FIA diante da ameaça representada pela FOTA. Hoje, anunciou que não concorre, selando a paz entre as duas entidades. Sua saída do comando da FIA representa muito mais do que uma vitória de egos pessoais dos senhores Montezemolo e/ou Briatore. Representa o fim de um caminho perigoso que Mosley queria impor no regulamento esportivo da Fórmula 1. De acordo com as primeiras informações que surgem aqui na Europa, o Mundial de 2010 não terá um teto no orçamento e possivelmente o mesmo regulamento de 2009 – se o fim do reabastecimento será mantido, isto ainda não está claro. Em troca, as equipes se comprometeram a assinar um Pacto de Concórdia até 2012.


O nome forte para suceder Mosley você leu aqui: Ari Vatanen. Deve vencer, mas não será o único a concorrer não. Michel Boeri, presidente do senado da FIA, aparece também com chances pequenas nesta disputa.

terça-feira, 23 de junho de 2009

A DECAPITAÇÃO DOS CHEFES

Apesar da temperatura amena que fazia em Silverstone no domingo pela manhã, consegui surfar. A onda, daquelas gigantescas, havaianas, se formou quando Max Mosley deixou o motorhome da FIA, seguido por um guarda-costas. Em torno dos dois, um mar de jornalistas. Enquanto a massa ia andando, o dirigente ia respondendo a uma bateria de perguntas em tom conciliatório – tom que foi mudado hoje, aliás. Na crista da onda, eu acompanhava o ritmo do grupo, o braço esticado ao máximo para captar algumas palavras do inglês. Como toda onda, esta perdeu força após um tempo e se dissipou. À minha frente apareceu Heinz Prüller, com mais de quatro décadas de experiência na Fórmula 1. Que ria: “se tem uma coisa que o Mosley adora é toda essa atenção”.

As conhecidas vaidades e a ânsia de poder do presidente da FIA não nos permitem dar crédito ao seu discurso de “defensor dos interesses da entidade contra a maldosa luta pelo ‘nosso’ poder por parte das montadoras descomprometidas com a F-1”. Ora, afinal esse mesmo senhor simplesmente destruiu há poucos anos o Mundial de Rali e espantou marcas que há muitos anos marcavam presença naquele campeonato – e justamente dentro de um triste sistema de agradar o maior número possível de presidentes de federações para se perpetuar no poder máximo.

É óbvio também que os homens da FOTA têm outros interesses do que apenas encerrar um dos muitos longos reinados de um dirigente que o esporte registra. Mas o quadro atual aponta que a única medida possível para a não divisão da F-1 seria a troca de comando da FIA.

Por coincidência, estava lendo no último final de semana um livro de contos do grande Ítalo Calvino. Um deles, “A decapitação dos chefes”, fala de um país onde a classe dirigente tem prazo de validade: quando ele expira, é feita uma grande festa e suas cabeças são cortadas em praças públicas.

Só os chefes podem ser decapitados, por isso não se pode querer ser chefe sem querer ao mesmo tempo o corte do machado. (...) Isso é o poder, essa espera. Toda a autoridade de que se usufrui é apenas o prenúncio da lâmina que assobia no ar, e se abate com um corte seco, todos os aplausos são apenas o início daquele aplauso final que acolhe a cabeça rolando pelo oleado do palanque”.

Seja qual for o desfecho dessa intensa e aborrecida disputa, fica a dica de Calvino para prevenir outras: criar um sistema que limite o poder dos futuros presidentes da FIA, da FOM e da própria FOTA. Porque a perpetuação dos mesmos nomes incorre neste sério risco: o desejo de ver uma cabeça rolando, mas que seria cortada à força.

domingo, 21 de junho de 2009

CREDENCIAL – GP DA INGLATERRA

Silverstone 2009: despedida (?), torcida, guerra nos bastidores. Quer entender o domínio da Red Bull? Saber mais detalhes sobre a cisão entre a FIA e a associação das equipes? Aperte o play (ou clique no ícone da corrente para baixar o arquivo) e confira esta edição do Credencial.

PIECE OF CAKE

O título do post é a expressão inglês paramoleza”. Como foi a vitória de Sebastian Vettel hoje em Silverstone. Em condições frias no início do verão europeu (16 graus de temperatura ambiente!) e com algumas modificações inspiradas de Adrian Newey, a Red Bull viveu um dia de Brawn GP e sobrou em relação às concorrentes. Mesmo Mark Webber passou Rubens Barrichello no primeiro pitstop e voou depois quando teve pista livre. O brasileiro fez o melhor que pôde com o equipamento da Brawn, foi melhor que Button o final de semana todo mas saiu com um lucro pequeno, muito menor do que precisava para imaginar uma recuperação significativa na tabela a curto prazo.


O GP foi uma corrida chata, mas como sempre com destaques interessantes, como a grande prova de Massa, Nelsinho na frente de Alonso, Hamilton e a McLaren andando muito atrás. Comente, opine, pergunte: vamos ouvir os personagens do paddock e voltamos depois para mais uma edição do Credencial. Até lá!

(Foto Beto Issa)

sábado, 20 de junho de 2009

VETTEL SENSACIONAL

Quatro voltas. Essa é a estimativa da diferença entre a primeira parada de Sebastian Vettel (acima, no clique do colega Beto Issa) que pára depois, e Rubens Barrichello, que pára antes – na mesma ou no máximo uma volta mais cedo que Mark Webber. Sinal de vitória fácil amanhã? Não necessariamente. Se for superado na largada, o peso extra vai penalizar bem os seus tempos de volta e Barrichello poderia abrir uma vantagem difícil de ser superada já no primeiro stint. Mas, ficando na frente, tem boas chances de confirmar a pole de hoje. Uma pole que, pela questão do combustível, foi sensacional.

Em cima disso, em quem você apostaria na vitória na corrida? Eu só dou um palpite: não vai ser o Button...

Pos  Driver                Weight (kg)
1. Sebastian Vettel 666.5
2. Rubens Barrichello 657.5
3. Mark Webber 659.5
4. Jarno Trulli 658.0
5. Kazuki Nakajima 652.5
6. Jenson Button 657.5
7. Nico Rosberg 661.5
8. Timo Glock 660.0
9. Kimi Raikkonen 654.0
10. Fernando Alonso 654.0
11. Felipe Massa 675.0 *
12. Robert Kubica 689.5 *
13. Heikki Kovalainen 695.5 *
14. Nelson Piquet 682.5 *
15. Nick Heidfeld 665.5 *
16. Giancarlo Fisichella 668.0 *
17. Sebastien Bourdais 687.5 *
18. Adrian Sutil 692.0 *
19. Lewis Hamilton 666.0 *
20. Sebastien Buemi 672.5 *

AS CURVAS DA ESTRADA DE SILVERSTONE

Sessenta e um anos de idade. Silverstone uma senhora que, embora tenha passado por algumas cirurgias plásticas, possui uma aura e um charme irresistível. A tradição do auto-intitulado “Lar do Automobilismo Britânicopassa e muito pelo nome de suas curvas (e uma das retas). Mas você sabe o que está por trás das alcunhas? Eu te ajudo a conferir:


SILVERSTONE – Há explicações controversas. Para alguns, o nome vem de uma antiga palavra inglesa paraárea de floresta”. Outros apontam que a origem está no genitivo de um antigo nome, Sæwulf ou Sigewulf.


COPSE – Batizada em referência à floresta de Seven Copses, localizada ali perto.


MAGGOTS – Em referência ao descampado de Maggott, também na região.


BECKETTS – Fica perto das ruínas da capela de Thomas à Beckett – provavelmente, referente a Thomas Becket (com um “T”), arcebispo de Canterbury assassinado por seguidores do rei Henrique II em 1170.


CHAPEL – Também ali do lado da capela do Beckett.


HANGAR STRAIGHT – Reta em frente a onde ficavam dois enormes hangares na época em que Silverstone era usada como base aérea.


STOWE – Originado da famosa “Stowe School”, uma escola independente da região fundada em 1923.


CLUB – Batizada em homenagem ao RAC Club, uma das sedes do Royal Automobile Club que fica ali perto.


ABBEY – A curva fica próxima à vila de Luffield Abbey.


BROOKLANDS – Em homenagem ao famoso circuito de Brooklands, sede de antigos GPs da Inglaterra e utilizado pela última vez em 1939.


LUFFIELD – também por causa da vila de Luffield Abbey.


WOODCOTE – por causa da cidade homônima em que fica o RAC Club no condado de Surrey.