terça-feira, 31 de março de 2009

POSTAIS DE MELBOURNE

Hoje é dia de ir embora da Austrália - e dia de viagem é sempre uma correria. Mastempo de deixar aqui uma série de imagens de uma cidade que cresce cada vez mais no meu coração (clique para ampliar). Se algum de vocês já visitou Melbourne, entende muito bem a vontade que eu sempre sinto de voltar prá cá. Até breve, mate!


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Não existe cidade mais fanática pela prática esportiva do que essa!

Muito bacana: a placa em um trem urbanolições básicas de cidadania.

Sim, eu estive na Austrália.

Domingo de sol, grama verdinha no parque: dia perfeito para uma “peladinha” de... cricket!

Eureka, o observatório mais alto do hemisfério sul. A vista vale muito a pena, mas eu não subi dessa vez.

A casa vitoriana, o Ford Falcon. O tempo também pode parar em Melbourne.

O gigante escocês e seu “cãozinho”: o GP é uma grande festa!

Dos meus também, Yvonne. Dos meus também...


Remando no rio Yarra.

Uma bela visão: a Flinders Street Station e o centro, à noite.

Pôr-do-sol em Albert Park.

E, para terminar, a festa da dupla da Brawn GP no pódio do GP da Austrália.

Até a Malásia!


segunda-feira, 30 de março de 2009

TV BLOGO – THE WHO: BABA O’RILEY

Se eu falar que fui a um show do The Who, seria um picareta. Não, não fui, ontem não deu nem para ver a cara de Roger Daltrey e Pete Townshend. Mas consegui ouvir algumas músicas de canto de ouvido enquanto eu circulava no paddock ao final da prova. Foi um momento especial de um final de semana idem. Para arrepiar, principalmente na música do vídeo acima. Uma audição inesquecível.

MOTO-CONTÍNUO

A Brawn GP se tornou a primeira equipe a vencer na estréia desde a Wolf no GP da Argentina de 1977; e a primeira a fazer dobradinha desde a Mercedes-Benz no GP da França de 1954. Jody Scheckter, o vencedor com a Wolf, hoje patrocina a Brawn com sua bio-fazenda Laverstoke Park. E a marca alemã fornece motores para a equipe de Brackley.

Mundinho pequeno, esse.

domingo, 29 de março de 2009

RÁDIO BLOGO – CREDENCIAL: GP DA AUSTRÁLIA

Novidade na área: completamente no improviso, estréia aqui um programa em áudio em que eu vou discutir e analisar o que aconteceu a cada corrida da temporada. Provavelmente não vai dar certo, até porque falar por meia hora sem parar definitivamente não é o meu forte. Mas sinto que pode ser o embrião de alguma idéia bem bacana. O programa está em duas partes. Escute, diga o que achou e a sua sugestão do que pode ser melhorado no formato. E, claro, discuta o conteúdo também!





GP DA AUSTRÁLIA: OPINE

Acabo de voltar à sala de imprensa, é hora de produzir, produzir, produzir. Rapidinho, reproduzo apenas a excelente impressão deixada pelo GP da Austrália. Como disse na transmissão da rádio: mais do que pela dobradinha de uma equipe estreante, Ross Brawn merece os parabéns por liderar o grupo técnico que comandou as alterações no regulamento. Ainda precisamos ver se o GP da Malásia confirma o quadro, mas parece que realmente acertaram a mão do pacote.

Quero ouvir a opinião de vocês nos comentários. Sobre todos os assuntos: a Brawn, a largada do Barrichello, a Ferrari, as corridas de Trulli e Hamilton, a batida de Vettel e Kubica, a nossa transmissão para quem ouviu. Não deixem passar nenhum detalhe! No final da jornada aqui, eu volto para comentar com mais calma todos os detalhes da prova e também sobre as opiniões e dúvidas de vocês. Confiram!

sábado, 28 de março de 2009

MINIATURAS – HONDA RA108

Quem diria que o sucessor direto de um dos piores carros na história da Fórmula 1 vai largar daqui a pouco na primeira fila do GP da Austrália? O Honda RA108 não tinha velocidade nenhuma de reta e os engenheiros de Brackley achavam que o pacote aerodinâmico causava muito arrasto. Com o surgimento da Brawn GP e o acordo com a Mercedes-Benz, descobriram que o motor tinha um déficit de 70 cavalos! Ou seja, se os japoneses ainda tivessem na categoria e o BGP001 fosse, na verdade, o RA109, Barrichello e Button estariam largando em torno da oitava posição. Bem melhor que o ano passado, é verdade, um sinal de que o projeto é realmente um primor. E uma demonstração do handicap que esta dupla de pilotos carregou nas costas nas duas últimas temporadas. Por isso, não se enganem: ninguém da Honda se arrepende de ter deixado a Fórmula 1, porque eles sabem que os resultados não seriam os mesmos.


A miniatura do canto de cisne dos japoneses, com o layout usado por Rubens Barrichello na quebra do recorde de GPs disputados, é da Minichamps, na escala 1:43, e foi enviada pelo César Pedrini.


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A hora da verdade está chegando pessoal, então conto com a audiência de todos vocês na transmissão da Band News FM e da Bandeirantes, que começa uma hora antes da largada, portanto às duas da manhã aí do Brasil. Até lá!

A REVOLUÇÃO QUE A F-1 PRECISAVA

Só para um rápido registro que a correria é grande como de costume: o paddock recebeu com satisfação essa nova ordem da Fórmula 1. Que acabou, inclusive, sufocando a polêmica envolvendo a questão dos difusores. Sim, a Brawn GP está voando baixo. Mas o Q2 mostrou que equipes com o difusor dito “legal” por algumas pode andar no mesmo ritmo de Williams e Toyota, que estão no centro da polêmica. Ainda que o circuito de Albert Park tem características particulares, se o quadro se repetir na Malásia, vai ficar difícil argumentar sobre a vantagem indevida do dispositivo.

Mas, não vamos nos iludir, a decisão será puramente política. E com os líderes da FOTA pressionando pela proibição da “filosofia dois andares”, a minha aposta é que a FIA vai deixar tudo como está. Elas, as grandes, é que corram atrás.

Até porque, e isso foi o mais relevante, esta “revolução das pequenas” fez um bem danado para a categoria. Isso foi sintetizado na entrevista coletiva depois do treino. Confira na gravação abaixo as brincadeiras entre Sebastien Vettel e Rubens Barrichello que levaram a sala abaixo de tanto rir. Não tenho tempo para traduzir tudo, mas dá para vocês terem uma idéia do clima.

E comente o que você achou dessa “revolução”.

AS MÃOS DE BERNIE

Pensando bem, não faz muito sentido: no final de fevereiro, Richard Branson parecia perto de comprar o espólio da Honda, mas o acordo não foi fechado por algum motivo. Na época, o dono da Virgin justificou dizendo que não pretendia entrar na Fórmula 1 até a categoria corrigir suasfalhas”. Capítulo encerrado.


? Hoje, ele apareceu aqui em Melbourne com sua cara de personagem de “Conan, o bárbaropara anunciar que a empresa é a principal patrocinadora da Brawn.


Ah, sim! A Brawn que era a Honda que Branson queria comprar. Não conseguiu porque, ao que tudo indica, os japoneses decidirem apostar no seu chefe de equipe para batizar e assumir o barco. Deixando o dono da Virgin a ver navios.


Como assim? É, não faria mesmo sentido até olharmos para a numeração dos carros. Como todos sabem, a Brawn não foi considerada oficialmente como sucessora da Honda, mas uma nova inscrita no campeonato. E por quê? Porque Ross Brawn abriu mão do apoio de Bernie Ecclestone, como o mesmo informou no dia 22 do mês passado. E por isso, o dirigente arrumou um jeito de não pagar à nova equipe os US$ 35 milhões que a Honda teria direito do bolo do campeonato passado.


Mas isso não minaria as chances da Brawn de participar do campeonato? Afinal, eles contavam com esse dinheiro para tocar a equipe. Sem problemas, disse Bernie, eu cuido de trazer a Virgin como patrocinadora e eles pagam 35 milhões para vocês. O Times, que deu a notícia primeiro, confirmou que foi o dirigente quem costurou o acordo.


E todos viveram felizes para sempre: Bernie embolsou uma grana preta que teria de pagar à Honda e viu a F-1 manter um grid com 20 carros; Brawn conseguiu manter a sua equipe ativa e com um nome de respeito ornamentando os carros; e Branson conseguiu se colocar como patrocinador principal de uma equipe que deve andar na frente.


Business, people.

sexta-feira, 27 de março de 2009

PROBLEMA É DE TRATAMENTO, NÃO DE FILOSOFIA

Os treinos livres desta sexta-feira em Melbourne deixaram claro que o desenho do difusor de Williams, Brawn e Toyota realmente faz uma diferença brutal na performance em relação às outras. E o problema de quem não tem é muito maior do que simplesmente copiar a peça e sentir o ganho. O difusor deles ditou a filosofia de criação de toda a parte traseira do carro: um câmbio mais fino, uma suspensão com centro de gravidade baixo e por aí vai. Para mudar o desenho, equipes como Ferrari e Renault teria praticamente que jogar seus projetos fora e começar algo novo. Isto custa muito tempo e dinheiro – algo de que nenhum time do grid dispõe no momento.

O assunto desta semana (e, certamente, o das próximas) dominou todas as conversas no paddock. Alexander Wurz, consultor da Brawn GP, usou o caminho da competência para justificar a clara diferença entre os dois tipos de difusores. “Os projetistas das outras equipes não leram o regulamento direito e agora precisam se justificar com seus chefes de equipe. Porque, para que eles possam seguir nesta direção agora, terão de rever muita coisa, o que sairá muito caro”.

Mas um membro da equipe Red Bull explicou para meu colega Gerhard Kuntschik, do Salzburger Nachrichten, que a questão não é de filosofia, é de tratamento. Segundo ele, sua equipe havia levado para a FIA uma solução parecida para o difusor polêmico já em 2007, mas os técnicos da entidade afirmaram na época que e peça contrariava o regulamento. No ano passado, a Renault também teria questionado o Technical Working Group se poderia usar um difusor com aquele formato. Foi advertida que a idéia não era de acordo com as regras.

Isso justificaria o fato delas realmente terem seguido uma filosofia mais ao pé da letra na hora de criar seus carros. Quando bateram o olho nas construções de Williams, Toyota e Brawn GP, imediatamente reconheceram o espírito de seus projetos barrados. E se espantaram quando o diretor-técnico da FIA, desta vez, acho tudo dentro dos conformes. Dois pesos e duas medidas? Um ato político para ajudar equipes em necessidade (de patrocinadores e/ou vitórias)? Postura confusa na hora de aplicar as regras (vulgo incompetência)? Ou mero choro de quem está perdendo?

Coroando toda a confusão está a postura da McLaren, que se manteve alheia a tudo e não quis protestar contra as equipes que estão dominando a ação – mesmo na situação que se encontram. Mas sempre há um motivo por trás de um ato. A equipe estaria com um difusor já pronto naqueles moldes. E só estava esperando o esclarecimento da situação para colocá-lo em prática – aqui mesmo em Melbourne, quem sabe até no treino de classificação amanhã. Uma alternativa que Ferrari, BMW, Renault, Red Bull, Toro Rosso e Force Índia não possuem.

O treino classificatório deve nos trazer algumas respostas à estas intrigantes perguntas!

O MUSEU DE ALBERT PARK

Uma das coisas mais legais de cruzar o planeta para chegar ao circuito de Albert Park é ver os carros antigos que ficam expostos em diferentes áreas do local. É sempre um prazer chegar perto dessas preciosidades, como o McLaren M23 que Denny Hulme usou em 1973. De estudar os detalhes de suas construções e esticar o pescoço para curtir o cockpit.


Mais: se isto aqui é legal, a grande notícia do dia é a que Bernie Ecclestone vai exibir algumas peças de sua extensa coleção particular no paddock do circuito do Sakhir durante o GP do Bahrein – o que deu um sentido completamente novo a uma viagem que não é das mais estimulantes.


Enquanto o final de abril não chega, curta abaixo as minhas preferidas de Melbourne.

Xodó: o mini Cooper e seu desenho inconfundível.

O Jordan 196 de Rubens Barrichello e Martin Brundle

Ford GT40

Xodó II: o Cooper T41 utilizado por Jack Brabham em 1956, seu início de carreira na Europa.

Bizarrice. Onde o piloto vai se sentar nessa coisa?

Um Brabham, mas qual? Você sabe?

Este é para homenaear o Pandini. Tenho certeza que ele gostaria de um Porsche assim. Eu também!