segunda-feira, 31 de agosto de 2009

CREDENCIAL – GP DA BÉLGICA

Sem muitas delongas, nosso papo habitual a cada corrida, dividido em duas partes. Na primeira, tudo sobre o GP da Bélgica, a briga pelo título e informações sobre a chamada “Silly Season”. Na segunda, a polêmica de Cingapura e os comentários e perguntas de vocês – foram 57, um recorde. Obrigado por isso!

Parte 1:

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Parte 2:

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domingo, 30 de agosto de 2009

SOBRE FERRARI E NELSINHO

O GP da Bélgica foi uma grande corrida que acabou gerando um grande problema para a Ferrari. Se há um mês a equipe tinha tudo encaminhado para correr com Fernando Alonso e Felipe Massa no ano que vem, agora parece contar com um excesso de candidatos para as duas vagas disponíveis. Além dos dois citados, Michael Schumacher ficou animado com a idéia de voltar; Kimi Raikkonen ganhou motivação e mostrou suas qualidades com a vitória de hoje; e Giancarlo Fisichella ganhou o apoio incondicional da imprensa italiana para assumir a vaga do quixotesco Luca Badoer para correr em Monza. A tarefa de resolver essa complicada equação está a cargo de Stefano Domenicali, que vai começar os cálculos de acordo com as notícias que vierem dos Estados Unidos sobre o prazo de recuperação de Massa.


Quanto ao caso Nelsinho-Renault-Cingapura, o fato de uma investigação estar em curso deixa claro uma coisa: nãomais lugar para o brasileiro na categoria. Ninguém confirma, mas não há muitas dúvidas que a denúncia partiu da parte do ex-piloto. Se optou por enfrentar um homem influente como Flavio Briatore nessa esfera, é porque esta batendo em retirada e queimando a terra que deixou para trás. Mas, dentro da idéia de prejudicar o dirigente italiano, suas chances são boas. O caso abre a chance para Max Mosley derrubar mais um desafeto. Depois de enxotar Ron Dennis da F-1, fazer o mesmo com Briatore seria um desfecho dos seus sonhos para deixar a presidência da FIA. A briga vai ser feia, podem aguardar.


A corrida de hoje trouxe também outros assuntos para explorarmos no Credencial: o caso de amor de Kimi com Spa, a força da Force Índia, os acidentes na largada, os problemas e a ultrapassagem de cinema de Rubens Barrichello, o quadro da briga pelo título. Como de costume, o espaço é de vocês: comentários e perguntas terão lugar no programa que deve ir ao ar no início da noite de amanhã. Até !

sábado, 29 de agosto de 2009

OS DEUSES DEVEM ESTAR LOUCOS

Uma Force India na pole position, os veteranos fazendo um trabalho excelente, os favoritos derrapando. O grid de largada para o Grande Prêmio da Bélgica faz antever a grande prova da temporada de 2009. E é muito interessante observar os pesos sinalizando as estratégias de cada piloto (confira aqui). Pensando na briga pelo título, achei inteligente a Brawn colocar Barrichello leve no Q3, minimiza a chance de dar alguma zebra na sempre complicada largada de Spa. A coisa está tão imprevisível que dá para projetar vários vencedores: algum dos quatro primeiros do grid, Raikkonen se fizer uma boa largada e mesmo a dupla da Red Bull, que tem um ótimo ritmo de corrida.

Mas vou jogar o abacaxi na mão de vocês: quem vai vencer o GP da Bélgica? Comente e aposte aqui, e não perca nossa transmissão amanhã, a partir das 8 da manhã. Até lá!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A LENDA DESNUDA

Ela é a curva mais famosa da Fórmula 1, um sinônimo de desafio e coragem. A Eau Rouge foi palco de acidentes espetaculares e também da fatalidade com Stefan Bellof, em 1985 com um protótipo. Hoje, fui ao da curva para fazer a foto acima, testemunhar o paredão que forma a segunda perna do trecho.


Depois captei, com a assistência da colega Vanessa Ruiz, o som dos carros passando por ali (confira abaixo). O barulho não mente: todos a fazem de embaixo. Até mesmo Luca Badoer. “Estava preocupado com a Eau Rouge, mas fazia de embaixo na segunda passagem. Ficou muito fácil com o Fórmula 1 de hoje”, falou.


Por mais que gostemos de mitos, a verdade é essa: com o aumento da aderência aerodinâmica e o advento dos motores V8, a Eau Rouge não é mais uma curva temerária. Claro que um erro ali causa uma bela pancada, mas os pilotos da F-1 poderiam fazê-la 100 vezes num mesmo dia sem maiores preocupações.


Toda lenda, um dia, envelhece.


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

DE VOLTA, DE NOVO?

Quando chega a hora de voar para as corridas, meu encontro com a turma da Fórmula 1 já começa nas salas de embarque do aeroporto de Viena: com o repórter da rádio Ö3, a repórter do canal Sky, o homem de marketing da Red Bull, enfim, a turma da cidade que acompanha o circo. Hoje pela manhã, uma figura diferente saltou aos olhos: Peter Windsor, repórter do Speed Channel e um dos chefes da USF1.

O inglês sorriu amarelo quando foi perguntado o que fazia em Viena. “Vim aqui de férias”, justificou. Só se o ócio foi feito no escritório do fundo de investimentos Superfund, na capital austríaca. Windsor negocia com Alexander Wurz para um dos lugares do time na temporada. O experiente piloto seria o responsável para desenvolver o equipamento do time norte-americano. Uma opção atrativa, especialmente se atrair junto o patrocínio da empresa que, junto com Wurz, chegou até a pleitear uma vaga na categoria.

Em Valência, o piloto já comentava que as conversas estavam avançadas e, pelo jeito, se intensificaram nos últimos dias. Mas uma confirmação oficial só deve sair mais para frente. Provavelmente com direito a uma coletiva de imprensa em Viena. Windsor já deve até ter escolhido um hotel para se hospedar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

FOTO DO DIA – GP DA BÉLGICA DE 1962

Mônaco tem um cenário imutável e inconfundível. Monza, o ar eletrizado pelos torcedores e pelas árvores do parque que filtram os raios solares. Mas o circuito que eu mais gosto nessas andanças atrás da Fórmula 1 é o de Spa-Francorchamps. Pela tradição de das corridas (na imagem, Jim Clark rumo à vitória em 62), a beleza da floresta, o charme das vilas cujos nomes batizam as curvas do circuito, o clima imprevisível, o traçado que é sinônimo de velocidade, as cervejas belgas, a casa alugada e dividida com os colegas, sede de jantares divertidos e muita risada.


É daquelas corridas que a gente marca com uma caneta vermelha no calendário. Legal que finalmente chegou. Amanhã a gente volta, direto do mais longo e belo circuito da temporada, até !

O IMPRONUNCIÁVEL

No último final de semana não faltaram piadas com a abreviação do nome de Badoer nos monitores oficiais da Fórmula 1: BAD. Não pensem que as brincadeiras ficaram resumidas aos torcedores. Mesmo nas outras equipes, o trocadilho com a performance do italiano na Ferrari gerou boas risadas entre engenheiros e mecânicos.

Por outro lado, Jaime Alguersuari (foto) causa dores de cabeça nas comunicações pelo rádio. Com exceção dos dois engenheiros de corrida da Fórmula 1 que são espanhóis – Antonio Cuquerella (Kubica) e Xevi Pujolar (Nakajima) –, o resto sofre quando precisa indicar a seu piloto algo sobre o novato da Toro Rosso. O contato tem que ser rápido, só que ninguém consegue pronunciar seu sobrenome. Assim, quando vêem a sigla ALG no monitor, alguns engenheiros ingleses optam por alguns apelidos divertidos. “Alligator” (jacaré) é o mais popular, mas houve um que exagerou na criatividade e se refere ao espanhol pelo rádio como “Al Jazeera”.

Além do sobrenome, o piloto também e tratado por nomes diferentes na imprensa espanhola. Aos catalães, sua terra natal, ele pediu para ser chamado de “Jaume” (e pronuncia-se como se lê, ao contrário de “Ráime”). Coisas da Espanha, o país dos nove idiomas.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

TV BLOGO – AUTORAMA

A frase do domingo em Valência foi proferida por Timo Glock. “A Fórmula 1 é como um autorama: os carros são comandados apertando botões e as disputas são praticamente inexistentes”. O alemão da Toyota não está sozinho nessa opinião. Gente como Flavio Briatore também anda preocupada com a falta de espetáculo nas corridas. O pacote aerodinâmico utilizado neste ano acabou não mudando muito a dinâmica das provas, que acabam sendo praticamente decididas na classificação e na largada.


Para inspirar os dirigentes e engenheiros, sugiro o vídeo acima, dica do Natal Antonini: um autorama cheio de ultrapassagens, disputas e variáveis. Bem legal mesmo!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

CREDENCIAL – GP DA EUROPA

Finalmente chegou, e acho que é a edição mais longa do “Credencial” até agora. Mas ficou um programa muito bacana, cheio de informações sobre a corrida em Valência. Principalmente, claro, sobre a contundente vitória de Rubens Barrichello e todos os seus significados: para as estatísticas do Brasil na F-1, para sua situação dentro da equipe, para o campeonato... Como sempre, deu para abordar vários outros assuntos também. Aperte o play (ou clique no ícone da corrente para salvar o arquivo em MP3) e venha também ao paddock de Valência para participar da festa!

EDIT: quem quiser baixar o programa, pode fazê-lo também através desse link.

EM TRÂNSITO

Pequeno recado para afirmar que o Credencial vai ao ar mais tarde hoje, provavelmente no inicio da noite no Brasil. Ainda estou em escala. Valeu!

domingo, 23 de agosto de 2009

A CENTÉSIMA!

E Rubens Barrichello venceu a batalha contra as McLarens. Executando com perfeição a estratégia riscada ontem, o brasileiro ganhou pela primeira vez no ano e na Brawn GP. Foi ajudado pelo erro da McLaren na parada de Hamilton? Sim. Mas a seqüência de voltas rápidas que emendou na seqüência o devolveu à pista com cerca de oito segundos de vantagem para o inglêsmais que o tempo perdido. O resultado final ainda foi muito bom para reacender suas chances no campeonato, que Jenson Button ficou apenas em sétimo (com esse carro que tava voando) e as Red Bull não pontuaram. Mas a corrida teve outros destaquespositivos ou negativoscomo Kimi Raikkonen subindo ao pódio, a estréia de Grosjean, a presença de Luca Badoer no circuito... enfim, comentem, opinem, perguntem: voltamos mais tarde com mais uma edição do Credencial com tudo sobre este dia histórico para o automobilismo brasileiro!

sábado, 22 de agosto de 2009

McLAREN VERSUS RUBENS

O treino de classificação do GP da Europa nos trouxe uma série de respostas para o sempre confuso cenário da Fórmula 1, vamos à algumas delas:

- O crescimento da McLaren desde a Alemanha tem base, já que o time tem se saído bem em pista em pistas com características diferentes. E o KERS é uma vantagem especial neste circuito de Valência, que une freadas bruscas, retas longas e pistas largas.

- Mas quem aparece com a melhor estratégia para a prova de amanhã é Rubens Barrichello (confira os pesos aqui). O brasileiro deve parar na volta 19, três (ou até quatro) depois de Hamilton e Kovalainen. Tive a rara chance de perguntar ao inglês no cercadinho da mídia eletrônica (rádio quase nunca tem vez) sobre sua estratégia para bater o brasileiro. Sua resposta denota: se não for no primeiro stint, vai ser difícil. “Vai depender da largada e de abrirmos uma boa vantagem no início. A Brawn está muito rápida, mais que a gente. Com o KERS a gente equilibra um pouco, mas ainda assim eles tem vantagem”, admitiu.

- Dá para depreender disso que o papel de Kovalainen amanhã será fundamental. Com a posição ameaçada no time (que tem Nico Rosberg liderando uma fila de candidatos), fazer o papel de “goodfella” e segurar quem vier atrás nas primeiras voltas pode ser um argumento importante para salvar seu emprego. Porque, na largada, é difícil imaginar alguém ultrapassando os carros prateados.

- A Brawn recuperou aqui um pouco da forma do início arrasador de temporada. Resta saber o quanto disso é relativo ao circuito estilo “stop & go” e ao clima muito quente valenciano. Christian Horner, da Red Bull, torce para que seja justamente isso. A resposta, neste caso, só na semana que vem em Spa, onde sobram curvas de alta e vai estar frio.

- Sobre Luca Badoer: o erro já foi constatado, resta tentar entendê-lo. O italiano foi uma solução de emergência para o problema que impediu a volta de Schumacher às pistas. E se tornou, ele próprio, um problema. Resta ir atrás de uma solução. O alemão está fora, não volta às pistas neste ano nem se quisesse – e virem a página se lerem o contrário. A esperança reside no tempo de recuperação de Massa, algo que só se decidirá em setembro. Badoer corre também em Spa, e dificilmente dará o salto de performance que a equipe precisa que ele dê. Se a volta do brasileiro for postergada para o ano que vem por motivos médicos, aí sim a Ferrari pode ir atrás de um substituto para o substituto do substituto.

- Em cima dessas informações, comente e aposte: quem vai vencer a prova de amanhã?

TV BLOGO – LED ZEPPELLIN

Um dia que começa com Led Zeppelin começa sempre bem. Há exatos 30 anos ocorria o lançamento do último álbum da banda, “In Through The Outdoor” – o “Coda”, de 1982, foi feito com sobras de materiais. O ITTO abre com a poderosa “In The Evening”, tocada aqui ao vivo no festival de Knebworth, na Inglaterra. Boa audição!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ABACAXI

A volta de Luca Badoer à Fórmula 1 se resumiu a um show de trapalhadas: as quatro infrações por excesso de velocidade nos boxes sinalizam que o italiano está sentindo o peso da responsabilidade que lhe foi dada. Errar uma vez é normal e até esperado. Mas incorrer nele outras quatro vezes mostra que a cabeça está em outro lugar. Os tempos de volta também deixaram a desejar. É certo que o italiano andou com o carro pesado e sua única preocupação foi a de entender o F60 antes de se aprofundar em um acerto a seu gosto. A própria Ferrari deu a ele esse final de semana como um presente, um grande teste para ele conhecer a máquina e se readaptar ao trabalho de um piloto num final de semana de competição.

Mas sua função é justamente a de estar pronto para substituir um piloto titular à altura quando a ocasião surgisse. Não foi o caso, para quem guiava uma Ferrari, os tempos deveriam ter sido melhores, mesmo com o carro pesado. A Fórmula 1 nunca foi palco para testes de luxo. A equipe assumir essa postura mostra que todo o rolo que envolveu o retorno não concretizado de Michael Schumacher acabou resultando num indigesto abacaxi de sobremesa.

Vendo os desempenhos de Jaime Alguersuari na Hungria e o de Romain Grosjean hoje, seria melhor se a Ferrari optasse pelo pragmatismo desde o início e pegasse um piloto que estivesse em atividade em alguma outra série. Como Marc Gené, por exemplo. Com a corrida em território espanhol, a notícia daria um ótimo retorno publicitário e o resultado, imagino, teria sido melhor.

Assim, Rubens Barrichello está coberto de razão ao afirmar que a Ferrari teria feito um ótimo negócio se tivesse escolhido Nelsinho Piquet. É claro que seria uma escolha impossível, já que o julgamento da Renault no início desta semana atrasou todo o procedimento da efetivação de Grosjean na Renault e, por uma política de cordialidade, os italianos jamais passariam por cima disso.

Luca Badoer é um cara bacana, leal à equipe Ferrari e pode até ter um crescimento de performance muito grande ainda neste final de semana. Mas a impressão deixada hoje depois de um dia tão desastrado é que sua escolha foi um erro. Em cima disso, imaginar como Michael Schumacher teria se saído se torna um exercício interessante. Na minha opinião, seria muito melhor que Badoer, mas muito abaixo da expectativa geral que seu retorno havia criado. E na sua?

TV BLOGO – RAUL SEIXAS

Há vinte anos, Raul Seixas morria em São Paulo de parada cardíaca, aos 44 anos. Nessa época, eu era um dos “violeiros” nas viagens de estudo de meio do colégio ou nas descidas à praia com os amigos. E era inevitável, quase um ritual, que alguém gritasse no intervalo de alguma música umtoca um Rauuuuuuul”. Canções de estrutura simples e temas complexos que invariavelmente elevavam o astral do ambiente. Em homenagem ao popularíssimo artista, toco aqui um Raulzito (para os íntimos): “Trem das Sete”. Boa audição!

FALA SEBASTIAN

Ele é o futuro da Fórmula 1, tanto que teve seu contrato renovado pela Red Bull por mais dois anos, com opção para um terceiro, o que foi anunciado hoje. Vettel falou comigo e alguns colegas brasileiros e espanhóis em Valência sobre a sua ligação com a equipe, seu futuro, a briga sobre título e as comparações com Michael Schumacher. Confira nessa entrevista e comente!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

CURTINHAS DE VALÊNCIA

Muito calor, ligeiramente aliviado com a brisa do mar que sopra nesta linda marina de Valência. Enquanto a tarde cai, vamos juntar algumas opiniões sobre um dia intenso no paddock mais extenso da temporada.


- Começando por Romain Grosjean: em sua primeira entrevista como piloto da Renault, ele tomou o cuidado necessário e apareceu sorridente e simpático com a imprensa do mundo que se acotovelou para ouvi-lo. No mais, usou exatamente o mesmo discurso de seu antecessor quando este estreou na categoria: sem grandes ambições para a corrida de estréia, quer apenas terminar a prova e aprender. Na Austrália no ano passado, deu tudo errado no final de semana de Nelsinho. Vale a pena acompanhar com especial atenção o desenvolvimento do trabalho de Grosjean neste.


- As mensagens de apoio a Nelsinho vieram em abundância hoje. Rubens Barrichello, que sempre recebeu críticas do pai Nelsão, vai ficar na torcida pela volta do filho deste. E fez a comparação famosa: “Nelsão era um grande piloto, mas que tem muito o que aprender como pessoa; Nelsinho é uma grande pessoa, que tem muito a aprender como piloto”. Mas a mais contundente e clara defesa veio justamente de Fernando Alonso. “A saída de Nelsinho foi triste pra mim; uma notícia um pouco surpreendente. Havia rumores, mas eu pensava que não eram verdadeiros. Ele é uma excelente pessoa, um grande companheiro e um piloto que tem muito talento. Ao chegar na F-1, teve alguns problemas para ser feliz com a equipe, mas talento ele tem, então espero que ele tenha outra oportunidade para mostrar tudo o que pode”.


- Luca Badoer também usou um discurso para diminuir as expectativas, dizendo que a prova deste domingo seria como um teste. Na desconfortável posição de substituir um substituto, se saiu bem nas entrevistas com a imprensa, assinalando a empolgação que viu no trabalho de Michael Schumacher para voltar às pistas e também elogiando a recuperação de Massa. Lamentou o problema no pescoço de um e vislumbrou uma volta às pistas em breve do outro. Parece ter assumido que vai mesmo fazer figuração no time. Muitos dos colegas da imprensa italiana acham que ele vai andar muito mal com o carro. Espero que não, mas é outro ponto a conferir.


- Interessante ouvir os pilotos da BMW admitindo como receberam a notícia da saída da F-1 com surpresa. Robert Kubica até falou que foi informado por e-mail. Um sinal mais do que claro que foi uma decisão: a) tomada de última hora; e b) feita totalmente pelos homens de cima, fora da espera esportiva da marca. O polonês e também Nick Heidfeld demonstraram confiança em permanecer na F-1 no ano que vem. O primeiro certamente fica. O segundo, poderia dançar.


- Falando em dança das cadeiras: Adrian Campos está dando uma entrevista para os colegas da rádio Marca, que estão aqui do meu lado, desmentindo a informação de que seu time terá Vitaly Petrov para o ano que vem. Aliás, preparem-se porque nas próximas semanas haverá uma chuva de rumores, não acreditem na maioria deles. A ida de Fernando Alonso para a Ferrari falta ser sacramentada oficialmente, nunca vi jornalistas do mundo todo concordarem sobre o mesmo rumor como neste caso. A partir daí, as vagas-chaves estão na McLaren (a de Kovalainen, que tem muito mais chances de sair do que de ficar) e na Renault, no lugar de Alonso. É atrás desses dois lugares, que vai cair o dominó.