segunda-feira, 1 de outubro de 2007

FOTO DO DIA – GP DA FRANÇA DE 1979

Acima, o inesquecível duelo entre Gilles Villeneuve e René Arnoux nas voltas finais da corrida em Dijon-Prenois, na disputa pelo segundo lugar. Ontem, em Fuji, Felipe Massa e Robert Kubica protagonizaram cena parecida. Nas palavras do polonês, “foi um pouco arriscado, mas no fim a gente deu boas risadas”. Nós também demos, é sempre bom ver lampejos de corrida de verdade na F-1 atual.

4 comentários:

José A. Matelli disse...

Ico,

Cometi a sandice, lá no blog do Capelli, de dizer que a disputa Massa-Kubika foi até mesmo mais empolgante que a de Dijon-79. É sandice mesmo, mas sustento. Afinal, já chegaram a discutir se Carlos Lyra não era um melodista superior mesmo a Tom Jobim... Abaixo, meus argumentos. Procurei deixar o "se" de lado para não cairmos em hipóteses que não podem ser validadas.

1. Em Dijon não chovia. Em Fuji, mal se enxergava;
2. Em Dijon tanto Arnoux quanto Gilles sairam da pista -- em áreas em que era possível voltar -- e voltaram sem maiores problemas;
3. As velocidades EM CURVA naquela época eram certamente menores, mesmo no seco;
4. Os pneus eram slick, maiores e mais aderentes;
5. Tanto a Renault de Arnoux tinha problemas (o motor cortava) quanto a Ferrari de Gilles (pneus no osso). Sem isso, não haveria disputa. Em Fuji, ambos os carros estavam 100%;
6. A disputa roda-a-roda durou um bom tempo, talvez maior em Dijon, mas em Fuji há o agravante da chuva;
7. Em Fuji há as "comodidades" do controle de tração e do câmbio-borboleta, coisa que não havia em Dijon, mas, em contra-partida, as velocidades alcançadas são maiores;
8. Dijon ganhou contornos épicos pela disputa em si, mas também pelo fato da italiana Ferrari impedir o que seria a primeira dobradinha da francesa Renault, ainda mais na casa deles. É preciso ter em mente o que significa a rivalidade Itália-França (vide final da Copa do Mundo) e o que significava o 1-2 100% francês -- francês mesmo, pois a Renault era estatal -- na França;
9. Em Dijon, a disputa era na glamurosa faixa do pódio e envolvia o que descrevi no item acima, algo que vale mais a pena arriscar do que um sexto lugar;
10. Finalizo reconhecendo que as condições de segurança de carros e pistas da época de Dijon eram muito piores, o que faz dos protagonistas mais colhudos. Mas até pela carência desse tipo de coisa - e mesmo a quase impossibilidade - nos últimos tempos, penso que Kubika e Massa devem ser tão exaltados quanto foram Gilles we Arnoux;

Abraços,

Fleetmaster disse...

Comparaçõe a parte, ambos os episódios foram de " levantar" a torcida e ficar na memória. Tá certo, Massa e Kubica, nunca serão Arnoux e Villenuve, mas foi empolgante oque fizeram em Fuji.

Lucas Carioli disse...

Foi um dos melhores momentos da F1 nos últimos anos. O legal é que foi uma disputa encarniçada, com os pilotos tocando rodas, saindo da pista, e não "politicamente correta" como tem sido ultimamente. E o melhor de tudo é que os dois parecem ter se divertido do episódio, e não criaram clima desagradável como Alonso fez em Nürburgring.

Cowboy disse...

Foi muito interessante a disputa. Mas o que me pergunto é: Porque não disputam posições da mesma maneira com pista seca, onde parece ser mais seguro?Principalmente com as áreas de estacionamento construídas para evitar acidentes com consequências mais graves.