Mostrando postagens com marcador Abu Dhabi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abu Dhabi. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de novembro de 2010

“ELES ENTRARAM MUITO BEM NA F-1”

Encerrado o segundo dia de testes das equipes de Fórmula 1 em Abu Dhabi com os novos pneus da categoria, o trabalho se concentra nas fábricas daqui em diante. Apenas em fevereiro os motores voltarão a roncar na pista nos testes de pré-temporada e já com os modelos de 2011. Assim, como frisei ontem, o fundamental foi colher o maior número de informações possíveis, um teste no qual o número de voltas completadas vale muito mais do que o melhor tempo em si.

Para ajudar-nos a entender o trabalho, tive uma rápida conversa com Rubens Barrichello por telefone. As impressões positivas que teve, a revelação de um carro da Williams com mudanças radicais para o ano que vem e as férias em ritmo de velocidade, está tudo na conversa abaixo. Aperte o play, escute e comente!


(Foto Williams)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

COMEÇOU 2011

O primeiro dia de testes das equipes da Fórmula 1 com os pneus Pirelli marca o início do trabalho para o ano que vem. A principal lição que vem de Abu Dhabi é que não há nenhum grande problema com os compostos italianos. Não é fácil para uma nova fornecedora criar uma borracha que atenda as necessidades e responda ao esforço tremendo que um carro de Fórmula 1 impõe. Embora alguns repórteres no locais tenham apontado um problema num dos jogos de pneus com o carro de Sebastian Vettel, a sensação geral é de que a preparação feita nos testes anteriores, com o carro da Toyota, foram satisfatórias.

Curioso mesmo foi ver as diferentes reações para a mesma borracha. A McLaren aponta no seu press release que “o equilíbrio básico e a performance é similar aos pneus da Bridgestone”. Já o venezuelano Pastor Maldonado, que andou no início da semana com os pneus japoneses, disse que os Pirelli “têm características completamente diferentes”. Felipe Massa afirmou que “ficou à vontade desde o início”, mas apontou problemas no composto mais resistente durante um “long run”, uma série longa de voltas.

Falando aos repórteres em Abu Dhabi, Nico Rosberg se mostrou mais negativo, afirmando que o pneu se degrada rapidamente e previu problemas para o carro da Mercedes ganhar a aderência dianteira que tanto fez falta em 2010.

Mas são todas conclusões precipitadas. A tarefa de hoje e amanhã é simplesmente a de coletar dados. Depois, os projetistas de cada time terão tempo de sobra para confrontá-los com as características dos carros de 2010 para fazer as mudanças finais no projeto de 2011. Uma mudança nos compostos tem influência fundamental na performance dos carros e, no final das contas, o que vai fazer a diferença será a capacidade de quem os desenha. Dentro desse quadro, quem tem um Adrian Newey na fábrica tem bons motivos para esfregar as mãos num gesto de otimismo.

(Foto Ferrari)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

ESPECIAL 2010 - OS DEZ PIORES

Foi um dos melhores anos na história da Fórmula 1, mas ainda assim a temporada trouxe seus pontos negativos. Seja num momento específico ou no panorama geral de um piloto, equipe ou corrida. Como sempre, uma lista pessoal e despretensiosa. Para ler e discordar à vontade. Amanhã a gente volta com a lista dos dez melhores de 2010.

10 - A FOTO DOS CAMPEÕES

O trabalho de Jean Todt na presidência da FIA não é uma unanimidade, mas sem dúvida está sendo bem melhor visto na Fórmula 1 que o de seu antecessor, principalmente por sua postura discreta. Ainda assim, ele conseguiu marcar um belo gol contra ao levar a namorada Michelle Yeoh para a foto oficial dos 60 anos da F-1, ao lado de todos os campeões mundiais ainda vivos. Qual a justificativa? Estaria ela representando os ausentes Nelson Piquet e Kimi Raikkonen???

9 - O VÔO DO CANGURU
Todo mundo prendeu a respiração naqueles segundos. Na tentativa de recuperar terreno e fazer sua nova estratégia funcionar, Mark Webber foi para cima de Heikki Kovalainen como um touro desgovernado - e acabou surpreendido pelo fato da Lotus ter uma zona de freada bem mais longa que a sua. Um mal-entendido que poderia ter terminado mal, mas acabou representando apenas mais algumas milhas para o programa de vôos do australiano no cockpit de um carro de corrida.


8 - O MAU PERDEDOR
Ver um título mundial que parecia ganho escapar pelas mãos deve ser mesmo algo frustrante, especialmente se a derrota veio fundamentalmente por um erro estratégico da equipe. Mas Fernando Alonso perdeu pontos até mesmo com seus seguidores mais fanáticos ao sair reclamando do russo Vitaly Petrov em Abu Dhabi. Deveria era parabenizá-lo por não cometer nenhum erro num momento de pressão para o futuro de sua carreira. O “chega-prá-lá” que o espanhol levou foi uma bela resposta. Um grande piloto mostra sua estatura também no momento da derrota.

7 - BUEMI NA CHINA
Foi até cômico: na freada após uma das retas mais longas da temporada, a suspensão da Toro Rosso do suíço Sebastian Buemi simplesmente cedeu e as rodas saíram voando. Um baita de um susto sem maiores consequências para o piloto e para quem estava na beira da pista. Divertido mesmo foi ver Buemi virando o volante para tentar amenizar o impacto da batida.

6 - HISPÂNIA
Está certo que sobreviver até o final do ano era o único objetivo e isso a equipe Hispânia conseguiu. Mas a custo de algumas bizarrices. O carrossel imprevisível de pilotos até que foi pouco diante de um carro sem atualizações e que usou o mesmo pacote aerodinâmico em pistas tão opostas como Mônaco e Monza. Sorte que seus pilotos saíram ilesos de situações ingratas, como a quebra da suspensão em uma curva de alta velocidade em Spa-Francorchamps. O time fica na história desde já como um dos piores que já passaram pela categoria.

5 - CHOQUE DE TOUROS
O time campeão meteu algumas vezes os pés pelas mãos e envenenou completamente o ambiente entre seus dois pilotos. Na Turquia, acossados na corrida por uma valente McLaren, o comando passou a Vettel a informação de que Mark precisaria economizar combustível o que ele poderia ultrapassá-lo, enquanto o engenheiro do australiano falou o contrário e orientou seu piloto a se defender. Uma confusão dos boxes que resultou num desastre na pista. Pior foi na Inglaterra, quando a asa do alemão quebrou e Horner orientou que o modelo que estava no carro de Webber fosse transferido. Era uma questão de centésimos de segundo, mas algo que fatalmente causaria um mal estar interno. Esperto, Webber capitalizou em cima do incidente e jogou a opinião pública contra o time e seu companheiro. Foi o suficiente para lhe garantir tratamento igual até o final do ano, mas não para receber a ajuda de Vettel na reta final, algo que tanto ambicionava.

4 - FELIPE MASSA
O brasileiro sempre alternou numa temporada corridas brilhantes com atuações mais contidas, mas o brilhantismo ficou de lado em 2010. Com exceção do GP da Alemanha, ele jamais se colocou em posição de vencer - mesmo com um carro capaz disso em algumas ocasiões. Com problemas de aquecimento de pneus, classificou-se quase sempre em posições discretas. Pior, viu seu novo companheiro tomar as rédeas da equipe e liderá-la na disputa pelo título, o que parece ter encerrado sua motivação. Ele reconhece a temporada ruim, o que é um ótimo começo. Mas vai precisar de um 2011 radicalmente diferente, dentro e fora das pistas, para que não tenha sua vaga especulada via imprensa semana sim, semana não. Afinal, são dois anos de contrato pela frente.


3 - GP DO BAHREIN
Foi uma odisséia do sono. Em meio às expectativas de uma temporada sensacional, a prova de abertura foi uma das mais chatas para se assistir. Em especial, o novo trecho do circuito que os organizadores agregaram não funcionou - era apenas uma série de curvas muito lentas que só prolongaram a agonia. A coisa foi tão feia que a imprensa mundial até iniciou uma discussão sobre a qualidade das corridas e do regulamento. Felizmente, o tempo provou que era uma discussão precipitada.

2 - “THAT WAS HORRIBLE”
Pelas desproporcionais expectativas criadas, a temporada de Michael Schumacher já começou comprometida. Mas ninguém esperava que o vareio que ele tomou de um companheiro de equipe jovem e eficiente durasse quase o ano todo. Foi inevitável que seu desempenho em 2010 colocasse uma série de interrogações sobre sua história. E o ponto alto disso foi a manobra que fez sobre Rubens Barrichello em Hungaroring, quando ultrapassou de longe os limites do bom senso numa defesa de posição. Faltou pouco para uma batida feia demais. Aquilo foi horrível. Pelo menos ele pediu desculpas. Duas semanas depois. Por SMS.

1 - FERRARI EM HOCKENHEIM
Tudo bem que a Ferrari queira fazer prevalecer seus interesses. Mas a farsa que promoveram em Hockenheim foi exagerada. O chororô de Fernando Alonso pelo rádio rendeu uma ordem de equipe explícita que lhe rendeu a vitória e, ao time, a antipatia da maioria dos torcedores - afinal, o campeonato mal passara da metade. Passaram por cima do regulamento com a habitual arrogância, mas receberam uma multa pequena por isto. No final das contas, o episódio não surtiu o efeito desejado. Apenas serviu para matar a motivação de Felipe Massa. Dali para frente, o brasileiro só foi tirar pontos dos adversários de Alonso em Monza. Um tiro no pé involuntário que, na prática, acabou mais atrapalhando do que ajudando a campanha do espanhol.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CREDENCIAL - GP DE ABU DHABI

A festa sem fim da Red Bull, que começou em Abu Dhabi, passou por Salzburg e terminou em Milton Keynes, deu o tom desse “Credencial” de encerramento da temporada. O título para Sebastian Vettel não apenas premiou o que considero o melhor piloto do ano, mas castigou os que correram a final do campeonato jogando para empatar. O programa ficou longo e dividido em três partes, discute também o mercado de pilotos e as possibilidades para 2011. Mas calma que dá tempo de sobra para ouvir até o GP do Bahrein no mês de março... Aperte o play (ou baixe pelo link), escute, comente, divulgue!


PARTE 1


PARTE 2


PARTE 3

(Foto Red Bull)

domingo, 14 de novembro de 2010

OBRIGADO POR ESTE SORRISO

O melhor piloto do ano é o campeão do mundo. Apesar do ímpeto por vezes estabanado que resulta em acidentes ter-lhe outorgado o apelido de “crash kid”. Apesar de uma inacreditável série de infortúnios mecânicos que lhe roubou quase uma centena de pontos, incluindo uma perversa quebra de motor na Coreia, quando liderava com menos de dez voltas para o final. Apesar das críticas recebidas pela Red Bull por não praticar o odioso jogo de equipe a favor de Mark Webber e permitir que seus pilotos brigassem na pista livremente. Se tivesse feito isso em Interlagos, aliás, teriam perdido o título. Apesar da Ferrari fazer o contrário.

Quem lavou a alma no pódio em Abu Dhabi foi a própria Fórmula 1. O campeonato mais emocionante dos últimos quinze anos teve um fecho de ouro com o sorriso aberto do mais jovem campeão de todos os tempos. O nome dele é Sebastian Vettel. Um garoto de 23 anos da pequena cidade de Heppenheim, na Alemanha. Um sujeito bem-humorado, afável, pés-no-chão, sempre afeito a brincadeiras. Quando dá entrevistas, sempre solta uma risadinha antes de dizer uma coisa engraçada.

Quando coloca a balaclava, o capacete e a viseira, porém, Vettel se transforma. Que é diabolicamente rápido, suas dez pole positions e as doze vezes que largou na frente do companheiro em 19 corridas são um belo atestado. A corrida de ontem voltou a mostrar sua qualidade. A McLaren era uma sombra prateada ameaçadora em Abu Dhabi. E Lewis Hamilton já havia avisado que não tinha nada a perder na briga pelo título e que atacaria na largada.

Qual o que, Vettel manteve a ponta com autoridade e foi apenas controlando a vantagem para o piloto inglês. Este parou primeiro nos boxes e acabou perdendo tempo na volta com dois pilotos que estavam numa estratégia diferente, Kamui Kobayashi e Robert Kubica. O alemão aproveitou para sentar a bota para encontrar pista livre quando trocou os pneus de seu carro. Sua parte no dia estava feita.

Restava torcer para que Fernando Alonso não ficasse entre os quatro primeiros colocados. A Ferrari ajudou, naufragando justamente no dia da decisão. O time italiano se perdeu completamente depois que o companheiro de Vettel, o australiano Mark Webber, foi aos boxes na volta 11 com os pneus traseiros desgastados. A reação da turma de Maranello foi a de também mandar Felipe Massa e Alonso para trocar pneus nas voltas seguintes. Ficaram todos presos atrás de carros mais lentos, mas na mesma estratégia, e espanhol foi apenas o sétimo. Mau perdedor, reclamou com o russo Vitaly Petrov e se recusou a saudar o campeão no parque fechado. Foi feio.

Não poderia ser mais emblemática a presença do consultor da Red Bull Helmut Marko no pódio em Abu Dhabi. O austríaco recebeu muitas críticas ao longo do ano ao deixar transparecer uma suposta preferência por Sebastien Vettel em detrimento a Mark Webber dentro da equipe. O título mundial para o alemão provou que ele tinha razão.

A empatia entre chefe e piloto não é por causa de língua ou qualquer coisa do tipo. Marko foi o homem que viu num imberbe Sebastian Vettel o potencial para se tornar um campeão do mundo. Quando o alemão estreou na Fórmula BMW, a Red Bull já o apoiava. Dentro de dezenas de pilotos em diversas categorias, o consultor (que atuava na época como chefe do programa de jovens pilotos da marca) identificou as qualidades do alemão e foi lhe oferecendo cada vez mais espaço.

O sentimento de que Vettel era o nome a conduzir a Red Bull ao título prevaleceu mesmo nesta temporada em que houve muita pressão para que a equipe apoiasse a Webber, o piloto mais bem colocado na tabela. Mas o alemão parece ter conquistado a pequena dose de maturidade que faltava depois do GP da Bélgica, quando bateu na McLaren de Jenson Button e foi soterrado em uma avalanche de críticas. Desde então, jamais voltou a terminar uma corrida atrás do australiano.

O agora mais jovem campeão do mundo da história parece ter dado apenas o passo inicial para uma sucessão de títulos. Se a Red Bull tiver nos próximos anos um carro tão dominador quanto o que teve neste, pode ser o início de uma supremacia similar a de Michael Schumacher no início da década. De novo, um alemão. Mas um que esbanja humildade e simpatia. Obrigado por este sorriso, Sebastian!

Use o espaço dos comentários para participar do Crendencial!

(Foto Red Bull)

sábado, 13 de novembro de 2010

MAIS DRAMA NO ÚLTIMO CAPÍTULO?

Normalmente quem faz a festa depois de um treino classificatório da Fórmula 1 é o pole position. Mas ontem, no circuito de Yas Marina, quem saiu com um largo sorriso nos lábios foi o terceiro colocado no grid. Fernando Alonso vai para a prova de hoje com os carros de dois candidatos ao título à sua frente, a Red Bull do pole Sebastian Vettel e a McLaren do inglês Lewis Hamilton. Mas seu principal perseguidor na tabela, o australiano Mark Webber, andou mal e larga apenas um quinto. É uma constelação que, caso se repita ao final da corrida, garante o tricampeonato ao espanhol da Ferrari.

- Espero uma corrida chata, sem nenhuma troca de posições, daquelas que as pessoas dormem na frente da televisão. Não ter as duas Red Bull à minha frente foi muito importante, porque as coisas dependeriam apenas deles neste caso. Agora, a responsabilidade volta a ser nossa - festejou Alonso.

Curiosamente, o grid de largada acabou invertendo a discussão que permeou a semana toda em relação ao jogo de equipe da Red Bull. Agora, é Vettel quem tem as melhores chances. E ele precisa da ajuda de Mark Webber para tentar empurrar Alonso abaixo da quarta posição. Mas o alemão não quis comentar o assunto:

- Temos de nos concentrar cada um no nosso trabalho, é o que sabemos fazer. De certa maneira, é um final de semana normal, mesmo que a prova amanhã possa ser histórica para mim, Mark, Fernando ou Lewis. Vai ser uma longa corrida.

Webber, o grande perdedor do sábado, já falou em tom de auto-avaliação:

- Tive um grande ano. Se perder o título não foi apenas por ter ido mal hoje. Alonso também se classificou mal algumas vezes. Espero que ainda possa ter uma corrida incrível amanhã e colocar uma cereja neste bolo. No geral, foi um ano em que o positivo superou o negativo - analisou.

Se o grid aponta um caminho tranquilo de Alonso até o título, o quadro para a corrida mostra que muita coisa pode acontecer. O fato é que as equipes estão equilibradas e muitos pilotos teoricamente coadjuvantes podem ter um papel fundamental nessa decisão. A McLaren está forte no Bahrein e Jenson Button dispõe de um carro para ganhar uma eventual briga com Alonso, especialmente por ter uma excelente velocidade de reta.

Mesmo alguém como Robert Kubica, que sai em 11º mas pode optar por iniciar a prova com os compostos mais resistentes, aparece com alguma chance de se intrometer entre os primeiros com uma estratégia diferente. O desgaste da borracha, aliás, será o principal ponto a se observar: os compostos macios perdem rendimento rapidamente e, pelo que pude apurar, todo mundo tem um plano B na gaveta para a eventual necessidade de fazer duas paradas, o que poderia embaralhar bastante essa briga.

Embora tudo esteja convergindo a favor de Fernando Alonso, encerro o dia com a impressão de que ainda teremos muitos dramas amanhã. Convido a todos a acompanhar a decisão de um dos Mundiais mais emocionantes de todos os tempos a partir das 10h20 (horário de Brasília) no grupo Bandeirantes de rádio.

(Foto Ferrari)

O MAIOR TORCEDOR DA F-1

Encontrei Alex Snell por acaso no ônibus que ligava a estação de trem de Seul até o aeroporto de Incheon. Não sabia que ele era ELE, o cara que estava viajando o planeta realizando o antigo sonho de acompanhar todas as etapas da Fórmula 1 de perto. Para mim, era apenas mais um dos muitos ciganos que fazem parte do circo a trabalho.

Foi em Abu Dhabi que um colega apontou que Snell era “o maior torcedor da F-1”. Conversei dez minutos excusivamente com ele e encontrei um sujeito com excelente senso de humor, extrovertido e descomplicado. Um cara bacana mesmo. Lendo a íntegra do papo abaixo, dá para entender porque.

De onde nasceu essa ideia?
Nasceu do fato que eu não viajei muito quando eu era jovem. Então juntei minhas duas grandes paixões, que são a F-1 e o desejo de viajar. Começou depois de umas bebidas com uns amigos depois da transmissão do GP do Brasil de 2005, quando eu e um colega chegamos à conclusão que o mais queríamos fazer era ir a todas as corridas de uma temporada. Infelizmente ele acabou atrapalhado por um casamento e filhos, mas eu me mantive fiel à causa. (risos) E aqui estou. Estar perto de um mundo que antes só via pela televisão tem sido incrível.

Você precisou se sacrificar muito para conseguir?
Demorou cinco anos para juntar o dinheiro necessário. Deixei de lado férias, roupas novas, essas coisas. Mas o fundamental foi voltar para a casa dos meus pais. É uma situação diferente e agradeço a paciência deles, porque tenho certeza que eles também não queriam isso! (risos) Sem eles, não teria conseguido, porque isso me ajudou a economizar uma fortuna. Com o passar de cada ano, via o total crescendo e o sonho ficava próximo. Há dois anos, vi que era possível, então me concentrei em economizar cada centavo. Parece mais fácil falando do que fazendo.

E o dinheiro que você separou foi o suficiente?
É... veja bem... (risos) Meu orçamento inicial era de mil libras por corrida, mas acabei gastando uns 25 mil. Poderia ter gastado por menos, mas era uma experiência única. Já me sacrifiquei por muitos anos, então valia a pena gastar alguns milhares de libras.

A Virgin te ajudou de alguma forma? Você está com a camisa da equipe...
Não financeiramente, mas me deu credenciais e acessos que eu nunca pensei ser possível. Na Espanha, por acaso, chegaram e me ofereceram a chance de visitar o paddock. Aí em Mônaco eu resolvi comprar uma camisa deles, porque não tinha para quem torcer e achei muito legal o que fizeram. Aí, no vazio que é o circuito da Turquia encontrei um diretor de marketing do time que me perguntou da camisa. Contei minha história e, desde então, eles me dão a chance de entrar no paddock de vez em quando. Sei que há milhões de pessoas que matariam para estar aqui. É inacreditável.

Algo te surpreendeu, vendo a F-1 de dentro?
Todo mundo no paddock foi bem mais aberto que eu imaginava. Gente como você que me ajudou com dicas sobre São Paulo, o James Allen que falou no twitter sobre o meu blog, o Will Buxton que é um grande figura. Quando se vê na tevê se imagina um mundo muito mais fechado, que ninguém gostaria de falar com um “turista”. Mas foi bem o contrário. Todos foram muito abertos e dispostos a ajudar. Não poderia querer coisa melhor. Aconselho a todo mundo a tentar encontrar uma maneira de entrar aqui, que eu prometo que não é um clube exclusivo como parece. A F-1 tem um coração de ouro.

E você não poderia ter escolhido uma temporada melhor para acompanhar, não é?
Meu Deus! (risos) Não, não dava. Mesmo agora, não tenho ideia de quem será o campeão. Antes de começar, achava que a Ferrari tinha o campeonato no bolso, chegando no Bahrein, a Red Bull dominou na classificação e fiquei tentando imaginar de onde tinha vindo aquilo. Num ponto era a McLaren que iria ganhar, agora chegamos aqui com Fernando na frente e as Red Bulls favoritas à vitória. Incrível! Não dava para imaginar uma temporada mais intrigante e emocionante.

O que você achou de Interlagos?
Não é porque você é brasileiro, mas o dia da corrida foi a melhor experiência que eu tive o ano inteiro. Juro. O entusiasmo e o clima dos torcedores era contagiante, não dava para não pular e torcer junto. E o circuito tem tanta personalidade, é exatamente o contrário daqui de Abu Dhabi. Mas ao mesmo tempo tão impressionante quanto: você tem os muros delimitando o circuito, alguns com murais em homenagem a Senna, toda a cidade cheira Fórmula 1. Quando você chega no aeroporto, qual estrada você pega? Rodovia Ayrton Senna! Tem o túmulo a meia hora da pista. Fantástico. Eu estava nas arquibancadas, uma hora e meia antes da largada, só olhando em volta, absorvendo e pensando: “estes são os momentos pelos quais eu me sacrifiquei tanto”. Estar no paddock é legal, mas no final das contas eu sou um torcedor. E como um torcedor, aquele momento foi o melhor que eu tive, sem dúvida nenhuma.

Você citou Abu Dhabi. O que achou daqui?
A escala disso é impressionante. Não imaginava que haveria tanta coisa no entorno do circuito. E o Ferrari World parece uma aranha alienígena gigante. Quando cheguei no avião e vi isso por cima, o hotel brilhando, foi de tirar o fôlego. E pensar que tudo isto existe só por causa da Fórmula 1... Acho que mostra bem o poder da categoria.

Você tem um piloto favorito?
Eu torcia para o Raikkonen, mas agora ele se tornou um especialista em bater carros de rali! (risos) Falando sério, até que eu acho isso bom: posso vir para as corridas sem me preocupar se o meu cara vai bem ou mal, posso apenas aproveitar. E, das equipes, apoio a Virgin porque fizeram tanto para mim. Não dá para imaginar uma equipe que fizesse tanto por um torcedor. Você pode torcer para um time porque vencem corridas ou tem história. Mas para um fã, pelas coisas incríveis que eles fizeram para mim, essa é a melhor razão. A maioria das equipes está se lixando se você pagou um baita dinheiro por seu ingresso. Mas não a Virgin. Não só comigo, mas eles costumam trazer outros torcedores para perto do esporte também.

Para encerrar, o quanto esta experiência te transformou?
Vi muitas culturas e países diferentes e é claro que isso te muda. Você ganha mais autoconfiança. Também me sinto mais maduro do que há oito meses, o que é algo estranho de se dizer para um espaço pequeno de tempo. Mas acho que o principal é que estou mais à vontade com quem eu sou. Se você pedisse uma entrevista comigo há oito meses, eu entraria em pânico. Mas agora, ganhei tanta confiança por viajar sozinho o tempo todo. É algo que contribui muito para cada parte da sua vida. Cheguei mais perto do que eu jamais poderia imaginar da minha paixão, que é a Fórmula 1. É uma experiência que vou carregar pelo resto da minha vida e que me transformou de uma maneira muito positiva.

(Foto Luis Fernando Ramos; para mais fotos das viagens de Alex, confira a edição impressa de hoje do Diário Lance. E, claro, o blog dele: http://www.getjealous.com/alexjsnell)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O PARQUE DA VELOCIDADE

O que mais impressiona no Ferrari World é a arquitetura. A melhor definição veio de um inglês: uma gigantesca aranha alienígena. Estive lá na quinta-feira, tudo meio corrido, é verdade, mas deu para formar uma primeira impressão. Se você estiver em Abu Dhabi ou Dubai por algum motivo e gosta de Fórmula 1, a visita vale a pena.
Mesmo atrações mais simples como a reprodução do paddock de um GP da Europa atrai o interesse. O pessoal ligado em games vai se deliciar com os simuladores. Eu andei no que reproduz uma corrida do Ferrari Challenge. Embora falte realismo, o chacoalhar de uma plataforma que se move para todos os lados é muito legal.O simulador de um F-1 tem o triplo do tamanho e, vendo de fora, parece oferecer o triplo da diversão. Mas o grande destaque fica por conta do “Fórmula Rossa”, a montanha-russa mais rápida do mundo. Não pude andar mas vi gente andando. A graça está na saída, com os carros chegando à 240 km/h em menos de cinco segundos graças a um sofisticado sistema de impulsão. No resto, parece uma montanha-russa veloz sim, mas não das mais radicais em termos de quedas e viradas.
Assim, não vale a pena atravessar meio mundo para ir num parque do mundo bacana, mas não imperdível. Mas, repito, se os ventos da vida te levarem para estes cantos, uma passada por lá vai garantir um dia muito divertido.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MORA NA FILOSOFIA

Mark Webber e Sebastian Vettel estão muito próximos. Basta colocar os dados de telemetria de um sobre os do outro. Nesta curva um leva vantagem, o outro está mais veloz em outra mas, no final de uma volta rápida, escassos centésimos de segundo estão os separando. Uma nuance de tempo e espaço.

Mas os dois pilotos da Red Bull não são amigos - em que pese a foto produzida após o acidente entre ambos no GP da Turquia, quando um olha o outro sorridente, com os braços abertos e a palma da mão virada para cima, como quem aceita que contratempos acontecem. A verdade é que o paradoxo de um esporte que é, ao mesmo tempo, individual e de equipe os torna inimigos mortais. Melhor perder o título para qualquer um que não seja o seu companheiro.

Para o bem desse mesmo esporte, o time permitiu que seus pilotos lutassem entre si o tempo todo. O problema é que a corrida deste final de semana em Abu Dhabi pode ser a arena em que dois touros caiam mortos depois de um duelo de chifres, com um toureiro espanhol surgindo triunfante, sem precisar arrastar sua capa vermelha no chão cheio de areia.

Christian Horner, o chefe da Red Bull, já disse que deixará nas mãos de Vettel a decisão de eventualmente ceder a posição para Webber ser campeão, caso uma boa colocação de Alonso no desenrolar da prova elimine suas chances. Pode parecer ousado, mas Horner sabe que o alemão sabe da importância do título de pilotos para a marca. No final, talvez mesmo na última volta, os dois touros podem se unir para exterminar as chances de Fernando Alonso.

Na Ferrari, o mundo animal é outro. Como numa matilha de cães, Alonso chegou e clamou para si o direito de liderá-la. A Felipe Massa, vencido numa briga travada nas pistas e nos bastidores, restou o direito de aceitar a ordem das coisas, ainda que saísse rosnando da luta que definiu isso, no GP da Alemanha.

Mais que um título, o que estará em jogo em Abu Dhabi é uma filosofia: a do time que trabalha em torno de um cachorro-alfa contra aquele que deixa a briga comer solta. De um lado ou de outro, não há espaço para amizades.

+++

Alonso deixou Interlagos bradando estar “100% confiante” no título. Não convenceu a alguns preocupados jornalistas espanhóis que anteviam um possível jogo de equipe. O piloto os confortou. “Eles não fizeram dobradinha em provas seguidas nenhuma vez neste ano. Não será agora”.

+++

Já na Red Bull, Webber não escondeu que não entende, mas aceita, a filosofia da equipe em deixar Vettel vivo na briga ao invés de colocar todas as fichas nele. Talvez, a chance de perder o título o preocupe tanto quanto a possibilidade de ganhá-lo no final de mão beijada. Para sua imagem, ficaria mais feio do que uma inversão de posições feita antes.

(Coluna publicada na edição de quinta-feira do Diário Lance! Foto: montagem da Internet sobre original da Red Bull)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

VALORIZANDO A VITÓRIA?

No documento do Conselho Mundial da FIA de 11 de dezembro, a entidade anunciou uma mudança no sistema de pontuação da Fórmula 1, mas não especificou qual seria. No dia anterior, havia circulado na imprensa a proposta de premiar os dez primeiros na proporção 25-20-15-10-8-6-5-3-2-1. A idéia dividiu opiniões, a enquete aqui do blog terminou quase 50/50 e mostrou bem isso. Eu gostei, principalmente pelas colocações do pódio ficarem bem mais importantes que as intermediárias. Não era o ideal, mas um começo para uma F-1 que precisa se reciclar esportivamente.

Desde então, surgiram novas idéias, como um ponto extra para quem faz a pole-position e outro para o autor da melhor volta da prova. Mas, nas conversas de bastidores, surge um sistema de pontuação que realmente me parece o melhor compromisso entre a necessidade comercial de ampliar os que pontuam com a necessidade esportiva de se valorizar a vitória. Os pontos ficariam na proporção 25-18-15-12-10-8-6-4-2-1. A expectativa é que o Grupo de Trabalho Esportivo da F-1 chegue a um formato final ainda neste mês. Depois, a FIA ratificaria a proposta. Ou não, mas eu me surpreenderia se Jean Todt tomasse uma postura assim tão no início do seu mandato.

Será uma grande idéia se for adotada, atendendo ao desejo já antigo de muitos fãs de valorizar a vitória, o que – esperamos – aumentaria a disputa nas corridas. Um sistema que lembra também o proposto pela FOTA para 2009: 12-9-7-5-4-3-2-1. Uma idéia sensata, logo implodida pelo ego de Max Mosley, que quis introduzir um sistema de títulos por vitórias e tropeçou nos estatutos da própria FIA (lembram dessa?).

Resta torcer para que o diminuto e de estilo discreto Jean Todt acolha e ratifique essa nova proposta. Os fãs da Fórmula 1 agradeceriam, não acham?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

CREDENCIAL – ABU DHABI

Bem-vindos ao paddock de Abu Dhabi para o último Credencial do ano! Como sempre, muitas informações sobre os bastidores da corrida, esta a que encerrou a temporada. Completamos assim o ciclo das 17 provas de um ano em que o blog levou vocês à todas elas. Para saber o que está por trás da ida da F-1 para Abu Dhabi, para ver um “boletim” de final dos pilotos, para falar do mercado dos pilotos e projetar para 2010: está tudo aí, é só apertar play e boa audição!

LINK

domingo, 1 de novembro de 2009

ACABOU

E a temporada acabou com uma corrida modorrenta num cenário artificialmente lindo. A Red Bull mostrou hoje que encerra o ano com um carro melhor que o da campeã Brawn GP, Kamui Kobayashi levantou as pessoas na pista e em casa com uma decidida manobra sobre o campeão do mundo e este fez o favor de tornar as últimas voltas da temporada 2009 empolgantes com sua disputa com Mark Webber. Num ano marcado por tanta babaquice fora das pistas, foi bom para relembrar à todos que o esporte deve sempre ficar em evidência.

A
edição de amanhã do Credencial vai fazer um pequeno balanço do ano, falar desse GP inaugural de Abu Dhabi, debater o mercado de pilotos e trazer as primeiras perspectivas para 2010. Contando sempre com a participação maciça de vocês nos comentários!

Aproveito o momento “fim das aulas” para agradecer à presença maciça de vocês neste modesto blog, no twitter e à toda audiência das nossas transmissões pela rádio. O prazer dessa interação e a maneira inteligente e positiva que isso acontece é o melhor combustível para cruzar o mundo atrás dos carrinhos coloridos que se movem. Obrigado!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

EM BUSCA DE UMA IDENTIDADE

Os iates estão ancorados na marina, vários deles suntuosíssimos, com quatro andares e dezenas de empregados. As 225 toneladas de asfalto são da melhor qualidade, proveniente da Malásia e da Inglaterra, nivelado com máquinas trazidas especialmente da Alemanha. A iluminação ficou a cargo de uma empresa americana, a mesma responsável pelos holofotes do circuito do Losail, no Qatar, usado à noite pela Moto GP. O resultado impressiona, especialmente na arquibancada norte, que fica com cara de estádio de futebol.

A infra-estrutura também é inigualável. O complexo de imprensa tem três andares, com cafeteria, restaurante e um terraço com visão privilegiada da ação na pista. A sala de imprensa possui três telões enormes nos quais serão mostradas todas as informações necessárias aos jornalistas. Parece um cinema. Por todos os lados, um batalhão de mocinhas Filipinas (a mão-de-obra barata daqui) anda com seus paninhos cuidando que tudo fique um brilho, perfeito.

Os idealizadores do Yas Marina Circuit pensaram em todos os detalhes e criaram um cenário de sonhos para uma corrida de Fórmula 1. E cuidaram de integrar vários pontos singulares para dar uma identidade à pista: o hotel de arquitetura moderníssima cravado no meio do traçado; o prédio onde a prova é controlada, batizado de Sun Tower; as arquibancadas moderníssimas e cobertas; dois complexos de boxes, capazes de operar duas corridas diferentes ao mesmo tempo em variações reduzidas do traçado; a saída do pitlane subterrânea, criando um desafio extra aos pilotos.

É tudo tão perfeito que falta alma.

Falta a alma de um balneário chique e histórico como Mônaco, de uma floresta das Ardenhas, do traçado que flui junto com a natureza de um anfiteatro natural, como Interlagos. Tudo foi feito com tanto esmero que o Yas Marina Circuit ficou com cara de Shopping Center. Talvez o maior e mais sofisticado de todos, se compararmos com Sepang, Sakhir, Shangai, Istambul. Mas um shopping, como todos eles.

Eis que alguém (Bernie, o sheikh, o organizador, sei lá) teve a idéia de fazer uma corrida na hora do pôr-do-sol. E hoje eu fui correr bem nessa hora. No céu, entre as arquibancadas desenhadas por Hermann Tilke e as palmeiras mantidas por irrigação artificial, uma enorme bola de fogo incidia sua luz vermelha sobre o complexo de um bilhão de euros.

Em seu ciclo diário, a mãe natureza roubou o show que os petrodólares tentaram criar. E deu a identidade que o circuito precisava. Ainda não dá para saber que tipo de corrida o traçado vai oferecer. Mas o espetáculo que ela vai dar está garantido.

Que venha o GP dos Emirados Árabes, a corrida do crepúsculo!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

SEMÁFOROS DO DESERTO

Passam das 4 da manhã e acabo de me instalar na minha morada para a corrida que encerra o Mundial de 2009. Como a maioria da trupe que faz parte do “circo”, nunca tinha estado em Abu Dhabi. E ainda é cedo para uma reflexão mais profunda. O que vem a seguir é apenas um registro das primeiras impressões.


Yas Island é pertinho do aeroporto. O clima ainda é de canteiro de obras. Pontes e viadutos que levam à ilha estão ainda passando pelos últimos retoques, há máquinas por todos os lados, a paisagem é formada por areia e mudas de plantas que um dia crescerão com a ajuda de irrigação artificial, porque neva mais no Brasil do que chove aqui.


De todas as obras que um dia tomarão conta desse enorme aterro, apenas o circuito e o grupo de hotéis que inclui onde estou hospedado estão prontos. As estruturas do parque temático da Ferrari impressionam, mas ainda estão longe de serem terminadas como me informa o taxista, que aguarda nos sinais vermelhos na madrugada alta. Em volta, ruas totalmente desertas, mas um policial parado a cada cruzamento. Se furar, toma multa.


Lugar estranho, esse.

sábado, 24 de outubro de 2009

TV BLOGO – YAS MARINA CIRCUIT

O circuito de Abu Dhabi foi oficialmente aberto poucos dias depois do GP do Japão, com Bruno Senna e Martin Brundle levando alguns convidados para umas voltas em um Fórmula 1 de dois lugares. Pelas imagens do vídeo acima, meus temores aumentaram: a pista parece lindíssima, mas com um traçado um tanto enfadonho, repleto de curvas de baixa velocidade. Ainda quero conferir tudo de perto antes de proferir meu julgamento final, mas vou para lá com as expectativas lá embaixo. Tomara que eu me surpreenda. E você, o que achou?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

VOLTA ÀS RAÍZES

A Fórmula 1 se prepara nesta temporada para conhecer mais um lugar exótico, numa pista que vai esbanjar opulência. O Yas Marina Circuit (clique na imagem para ampliar) promete estabelecer um novo padrão de qualidade e pode até trazer algumas soluções curiosas, como uma saída do pitlane que inclua uma passagem subterrânea (pelo menos, é o que estava na maquete apresentada à imprensa no último GP da China).


Mas os fãs e também as equipes da Fórmula 1 já mostram descontentamento com os destinos atuais da categoria. A seleção natural dos contratos canibais de Bernie Ecclestone está extinguindo uma série de eventos que garantiam tradição ao esporte, atendendo a um público realmente apaixonado e entendido. Um movimento para reverter isso e resgatar algumas provas tradicionais ganha cada vez mais força.


A enquete dos próximos dias vai querer justamente medir quais. Destes países (os circuitos, você pode levar em conta ou não na hora de votar, use a imaginação), qual você mais gostaria de ver novamente no calendário da Fórmula 1? Vote e use os comentários para embasar sua opinião!