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segunda-feira, 15 de março de 2010

FESTA IMODESTA

Uma onda gigantesca de nostalgia tomou conta do paddock do circuito do Sakhir no início da tarde de ontem. A festa dos 60 anos da Fórmula 1 teve o mérito de reunir no Bahrein dezoito dos vintes campeões mundiais vivos. faltaram mesmo os que eu havia adiantado em primeira mão aqui no blog. Kimi Räikkönen tinha um teste marcado com seu carro do WRC e Nelson Piquet, pelos comentários no local, não quis enfrentar o inevitável assédio dos jornalistas em cima do tema Cingapura.


Foi uma grande pena, mas a constelação era tão grandiosa que as ausências mal puderam ser sentidas. A festa começou com vários nomes consagrados pilotando carros históricos. Nigel Mansell pegou o túnel do tempo mais comprido e pilotou a Ferrari 375 Thin Wall Special de 1951 antes de assumir a F500 do ano seguinte – uma boa solução para encontrar cockpits que ele coubesse, afinal. Mika Hakkinen não deixou por dentro e deu suas voltas na Mercedes-Benz W196 de 1954. Desceu do carro com um sorriso enorme no rosto.


Mas nãocomo igualar a emoção de testemunhar o reencontro de lendas e suas máquinas. Quando eu poderia imaginar que veria John Surtees rasgar a reta numa Ferrari 1512, Jackie Stewart na Tyrrell 005 ou Mario Andretti na Lotus 79?


A
emoção de um cenário tão brilhante não ficou restrita apenas a fãs e jornalistas, mas se estendeu às estrelas do evento. “No sábado, estava pilotando quando encontrei no meio da volta o Jackie com a Matra MS80. Caramba, a última vez que eu tinha visto esse carro era na Corrida dos Campeões de 1969, em Brands Hatch, a primeira de F-1 que eu assisti depois que cheguei na Inglaterra”, vibrou Emerson Fittipaldi. “Jamais poderia imaginar que estaria na categoria no ano seguinte, quanto mais fazer parte desta festa maravilhosa aqui. Foi como entrar numa máquina do tempo”.


O
apelo dos nomes foi quase tão grande quanto o das máquinas. Terminadas as voltas, quem esteve na pista se juntou a outros campeões que não chegaram a pilotar. Liderados por um octagenário Jackie Brabham, além de Niki Lauda, Alan Jones, Alain Prost, Jacques Villeneuve e outros. “Black Jack” está obviamente com a saúde frágil, e praticamente surdo, mas agüentou com bravura o forte calor do sol a pino na hora da foto oficial do eventomomento da única escorregada de uma grande festa, depois que Jean Todt colocou sua namorada Michelle Yeoh entre os fotografados, o que não fazia nenhum sentido e pareceu uma baita falta de tato do presidente da FIA.


Mesmo assim, frisei e repito: foi um evento espetacular e uma rara oportunidade de ver a própria Fórmula 1 reverenciando sua história. Conversando com um colega jornalista, o sul-africano Dieter Rencken, surgiu a idéia de ressuscitar a GP Masters, colocando-a no programa dos finais de semana em algumas etapas da F-1. Tenho certeza que um punhado de ex-pilotos, campeões ou não, adoraria participar. E a resposta do público seria sensacional.


Provavelmente receberei um olhar cético e uma resposta atravessada. Mas vou sugerir isso para o Bernie na próxima corrida!

Confira abaixo outras imagens do evento. Clique nelas para ampliar!



sexta-feira, 24 de julho de 2009

DROPS MAGYARES

Dia corrido, opiniões curtinhas:

- Apesar do domínio das McLarens nos treinos de hoje, é consenso aqui que Brawn GP e Red Bull são as favoritas para a pole amanhã.

- Todo mundo esperava que os compostos macios (os mais resistentes aqui) fossem melhores, mas hoje os que funcionaram foram os super macios. Mas a pista aqui muda rápido. Amanhã, o indicativo pode ser outro.

- Clima entre Flavio Briatore e Nelsinho Piquet era reconhecidamente ruim. Hoje, na exclusiva que ele deu para mim, Tatiana Cunha, Felipe Motta e Livio Oricchio, sua insatisfação com o desempenho do brasileiro ficou clara. Depois, Nelsinho rebateu ponto por ponto as alegações do chefe, com um ponto de vista também válido. A relação ali está realmente muito desgastada.

- Muito legal o almoço na mesma mesa que Jacques Villeneuve, que foi muito amistoso conosco da imprensa. Sua presença freqüente no paddock é um indicativo de que negocia para estar na F-1 no ano que vem. Ele não nega o interesse, mas não dá muitas pistas se a possibilidade disso acontecer é grande. “Você só vai me ver no paddock no ano que vem se eu estiver correndo”, falou. Seria ótimo para a categoria se isto acontecesse. Concordam?

- A FIA anunciou hoje que o Pacto de Concórdia está para ser ratificado. Curioso um release oficial para avisar que um fato importante está para acontecer, mas ainda não aconteceu. Mas não vamos imaginar que a paz na Fórmula 1 e um novo presidente na FIA irá diminuir a força da FOTA. A entidade tem idéias para o futuro interessantes e pensa em reafirmar sua união realizando o lançamento de seus carros do ano que vem num mesmo evento para todas as equipes.

- Quem faz a pole amanhã? Eu aposto em Mark Webber.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

FOTO DO DIA – GP DO CANADÁ DE 2002

A foto acima ilustra como poucas a paixão da torcida canadense por Jacques Villeneuve (clique para ampliar). No ano passado, fui ao GP em Montreal pela primeira (e, possivelmente, última) vez e deu para perceber que, mesmo com ele não correndo, seu apelo perante o público permanece inalterado e suas aparições em matérias na televisão eram uma constante. Mas, em 2002, nem Jacques nem a Honda tiveram um grande ano. A tabela de construtores mostrou a Jordan-Honda emlugar, com nove pontos; e a BAR-Honda em 8°, com sete pontos somados. Mesmo assim, a turma de Brackley demonstrou mais potencial e, a partir do ano seguinte, os japoneses trabalhariam exclusivamente com eles.

sábado, 24 de janeiro de 2009

FOTO DO DIA – GP DA ALEMANHA DE 2001

Em 2001, a Honda (e não a Mugen-Honda) passou a fornecer motores também para a equipe de Eddie Jordan, além de continuar a parceria com a BAR. Os primeiros pódios nesta nova fase vieram com Jacques Villeneuve na Espanha e na Alemanha. Na foto acima, o canadense está numa das chicanes da velha Hockenheim (saudades) entre Jarno Trulli, da Jordan, e seu companheiro de equipe Olivier Panis. No geral, porém os resultados continuaram modestos: a Jordan ficou em quinto entre as equipes, a BAR em sexto.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

FOTO DO DIA – GP DA AUSTRÁLIA DE 2000

A Honda voltou a dar o ar de sua graça em Albert Park, no ano 2000, como fornecedora de motores da equipe BAR. E foi uma volta animadora, com seus dois pilotos terminando na zona de pontuação: Jacques Villeneuve (liderando o grupo) foi o quarto colocado e Ricardo Zonta, o sexto. Foram os primeiros na história da BAR. Num ano amplamente dominado por Ferrari e McLaren, a equipe conseguiu faturar umas sobras aqui e ali e encerrou o ano em quinto lugar.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O 27 EM CÍRCULOS

Jacques Villeneuve resolveu seguir os passos de Juan Pablo Montoya e vai correr na Nascar, para se divertir e engordar sua conta bancária. Deve comer o pão que o diabo amassou nas primeiras corridas, vai receber um monte de “totós de boas-vindas” dos adversários, quem sabe até depois consiga se estabelecer como um bom piloto da categoria.

Eu, que detesto corridas em ovais e acho que a Nascar vai contra tudo o que gosto no automobilismo, lamento mesmo a escolha do número 27 para estampar seu carro. Número imortalizado pelo pai Gilles em seus anos de Ferrari na Fórmula 1. Tudo bem, Jacques usava este número em seus tempos de Fórmula Indy, gosta de andar em ovais e venceu as 500 Milhas de Indianápolis. Mas eu associo o 27 sempre a derrapagens controladas nas curvas, a correções sobre-humanas de saídas de traseira. Na Nascar, o carro anda em círculos, em quarta marcha e com o acelerador a fundo. Não tem a cara do Gilles...