Mostrando postagens com marcador John Surtees. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador John Surtees. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

FOTO DO DIA - JOHN SURTEES

Continuando (literalmente) em cima do post abaixo, tenho de admitir que a manhã do domingo no GP do Bahrein foi um dos momento mais emocionantes da minha vida. No meio da concentração de tantas lendas das pistas, me impressionou ver um cara de muita idade (76 anos) que de frágil só tinha a aparência. John Surtees caminhou com firmeza para dar suas voltas na 1512 vermelha que tanto sucesso lhe havia dado numa época em que aquele deserto sobre o qual fizeram um autódromo era apenas um território sob proteção britânica.

A cada vez que o ronco dos doze cilindros rasgava a reta, eu pegava a câmera e tentava superar o nervosismo para clicar o herói no comando do bólido. Acabei pegando o momento em que ele passava uma Cooper, num instantâneo que teve de ser pós-produzido para captar o significado histórico do momento para mim. O resultado está aí: uma “foto do dia” moderna, mas artificialmente amarelada para trazer um delicioso cheiro de naftalina. Clique para ampliar!

(Foto Luis Fernando Ramos)

MINIATURAS - JOHN SURTEES

O José Ferreira mandou para mim essa excelente contribuição: John Surtees em todas as suas facetas. A moto, ao fundo, é a MV Augusta com a qual ele foi campeão do mundo em 1956 (modelo feito pela Altaya); à esquerda temos o Cooper T53 que Surtees usou na temporada de 1961 (da RBA); e à direita, a Ferrari 158 que lhe deu o Mundial da F-1 em 1964 (modelo da Brumm).

Uau, campeão de motociclismo e de automobilismo! Uma pena que Valentino Rossi só tenha ensaiado, mas jamais executado a mudança para vermos até onde ele poderia chegar.

Obrigado ao José Ferreira pela contribuição e parabéns pelos quatro anos do seu ótimo blog "Quatro Rodinhas"!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

FOTO DO DIA – GP DOS EUA DE 1967

O desejo da Fórmula 1 em voltar aos Estados Unidos é antigo e já faz algum tempo que Bernie Ecclestone procura um lugar para abrigar uma prova no país. Hoje surgiu a notícia de conversas com os responsáveis pelo circuito de Monticello, no estado de Nova York. O que leva à inevitável pergunta: porque não Watkins Glen? A pista também fica por ali, tem uma história de duas décadas na F-1 e seu uso pela F-Indy mostra que o nível de segurança está nos padrões exigidos pela categoria, ou muito perto disso. Numa época de resgate de valores do passado, como a equipe Lotus, a volta para o “The Glen” seria a cereja do bolo para trazer uma identificação importante do evento com um público desacostumado à ele. Fica a sugestão, Mister E!

segunda-feira, 15 de março de 2010

FESTA IMODESTA

Uma onda gigantesca de nostalgia tomou conta do paddock do circuito do Sakhir no início da tarde de ontem. A festa dos 60 anos da Fórmula 1 teve o mérito de reunir no Bahrein dezoito dos vintes campeões mundiais vivos. Só faltaram mesmo os que eu havia adiantado em primeira mão aqui no blog. Kimi Räikkönen tinha um teste marcado com seu carro do WRC e Nelson Piquet, pelos comentários no local, não quis enfrentar o inevitável assédio dos jornalistas em cima do tema Cingapura.


Foi uma grande pena, mas a constelação era tão grandiosa que as ausências mal puderam ser sentidas. A festa começou com vários nomes consagrados pilotando carros históricos. Nigel Mansell pegou o túnel do tempo mais comprido e pilotou a Ferrari 375 Thin Wall Special de 1951 antes de assumir a F500 do ano seguinte – uma boa solução para encontrar cockpits que ele coubesse, afinal. Mika Hakkinen não deixou por dentro e deu suas voltas na Mercedes-Benz W196 de 1954. Desceu do carro com um sorriso enorme no rosto.


Mas não há como igualar a emoção de testemunhar o reencontro de lendas e suas máquinas. Quando eu poderia imaginar que veria John Surtees rasgar a reta numa Ferrari 1512, Jackie Stewart na Tyrrell 005 ou Mario Andretti na Lotus 79?


A
emoção de um cenário tão brilhante não ficou restrita apenas a fãs e jornalistas, mas se estendeu às estrelas do evento. “No sábado, estava pilotando quando encontrei no meio da volta o Jackie com a Matra MS80. Caramba, a última vez que eu tinha visto esse carro era na Corrida dos Campeões de 1969, em Brands Hatch, a primeira de F-1 que eu assisti depois que cheguei na Inglaterra”, vibrou Emerson Fittipaldi. “Jamais poderia imaginar que estaria na categoria no ano seguinte, quanto mais fazer parte desta festa maravilhosa aqui. Foi como entrar numa máquina do tempo”.


O
apelo dos nomes foi quase tão grande quanto o das máquinas. Terminadas as voltas, quem esteve na pista se juntou a outros campeões que não chegaram a pilotar. Liderados por um octagenário Jackie Brabham, além de Niki Lauda, Alan Jones, Alain Prost, Jacques Villeneuve e outros. “Black Jack” está obviamente com a saúde frágil, e praticamente surdo, mas agüentou com bravura o forte calor do sol a pino na hora da foto oficial do evento – momento da única escorregada de uma grande festa, depois que Jean Todt colocou sua namorada Michelle Yeoh entre os fotografados, o que não fazia nenhum sentido e pareceu uma baita falta de tato do presidente da FIA.


Mesmo assim, já frisei e repito: foi um evento espetacular e uma rara oportunidade de ver a própria Fórmula 1 reverenciando sua história. Conversando com um colega jornalista, o sul-africano Dieter Rencken, surgiu a idéia de ressuscitar a GP Masters, colocando-a no programa dos finais de semana em algumas etapas da F-1. Tenho certeza que um punhado de ex-pilotos, campeões ou não, adoraria participar. E a resposta do público seria sensacional.


Provavelmente receberei um olhar cético e uma resposta atravessada. Mas vou sugerir isso para o Bernie na próxima corrida!

Confira abaixo outras imagens do evento. Clique nelas para ampliar!



sábado, 6 de março de 2010

FOTO DO DIA – GP DE MÔNACO DE 1965

John Surtees lutou muito pela vitória na corrida de Monte Carlo em 1965, numa briga tripla com seu companheiro de Ferrari, Lorenzo Bandini, e o vencedor Graham Hill, da BRM. Mas este último mostrou que não recebeu o apelido de “Mister Mônaco” por acaso. Com um quarto de prova, Hill liderava com uma certa folga quando encontrou um carro rodado na chicane após o túnel. Ele só conseguiu frear vários metros dentro da via de escape. Pulou do seu carro, empurrou-o de volta à pista e saiu acelerando para recuperar o prejuízo (outros tempos). Depois de uma intensa briga com a dupla da Ferrari, Hill abriu vantagem para consagrar aquela que considera a maior vitória da sua vida. Surtees tinha o segundo lugar assegurado, mas sofreu uma pane seca na última volta e acabou classificado em quarto.

Fazendo
um paralelo para a F-1 atual, vai ser interessante ver se esse tipo de problema pode aparecer no Bahrein. As equipes ainda não testaram muito o consumo em altas temperaturas e todo mundo deve operar no limite para chegar ao final da prova com um mínimo de gasolina. Será que alguém vai errar nos cálculos, deixando um piloto pelo caminho? Vale a pena ficar atento a isso.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

MINIATURAS – FERRARI 158

Grande contribuição do colega de GPL Caio Lucci para o blog: esta edição especial da Brumm traz duas versões da Ferrari 158 com a qual John Surtees venceu o GP da Itália de 1964, uma vestida e outra nua. Naquele final de semana em Monza, a equipe de Maranello já tinha preparado modelos com os motores de doze cilindros (o 1512), mas John Surtees e Lorenzo Bandini foram na segurança e correram com o carro que havia vencido as duas etapas anteriores. Boa pedida: o inglês ganhou com folga e o italiano completou o pódio em terceiro, com a Cooper de Bruce McLaren.

quarta-feira, 4 de março de 2009

MINIATURAS – SURTEES TS9

Da coleção da Corgi, esse é o modelo que eu mais gosto. O Surtees TS9 que disputou a temporada de 1971 marca a união de John Surtees com o lendário independente Rob Walker. O carro tinha algum potencial, mas os resultados no Mundial foram modestos para a envergadura da dupla e Surtees somou apenas três pontinhos com o modelo. Nas corridas não-válidas pelo Mundial, porém, “Big John” brilhou: 3° colocado no “Race of Champions” em Brands Hatch (com o número 16, o da miniatura) e ganhador do “Gold Cup” em Oulton Park. Aos 37 anos de idade, foi sua última vitória com um carro de F-1. Um que levava seu nome. Clique para ampliar!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

JOHN SURTEES, 75

Dos campeões mundiais ainda vivos, ele é o segundo mais antigo. Mas não pense que John Surtees vai comemorar seu 75° aniversário curtindo o sossego da aposentadoria ao lado da família. Depois de soprar as velinhas, ele se sentará numa mesa cuidando de um dos três projetos que toca paralelamente: a consultoria para a equipe chinesa Maxtra, que disputa o Mundial de Motociclismo nas 125 cilindradas; a gerência da carreira de seu filho Henry, de 17 anos, que vai disputar o campeonato da Fórmula 2; e o comando de uma empresa que administra propriedades para firmas de médio porte.

Pois o velho John foi assim a sua vida inteira: sempre trabalhando como 110% de sua capacidade. Foi assim que se tornou o único piloto da história a ser campeão mundial em duas e em quatro rodas. Era tido como uma pessoa difícil, meio turrona, e ele mesmo admite que nunca mediu suas palavras na hora de dizer o que pensava. Mas sempre encarou o esporte a motor com a mesma paixão de milhões de fãs no mundo todo. Com tudo o que conquistou, imagine só se este não é um homem realizado?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

MINIATURAS – FERRARI 158

Recém-chegada do correio, minha nova aquisição é também umas das mais bonitas da coleção: John Surtees comemorando o segundo lugar na corrida de Solitude de 1964, uma prova não válida pelo mundial daquele ano. A peça é uma edição limitada em comemoração aos 100 anos de corrida no antigo (e sensacional) circuito alemão, feita pela Brumm na escala 1:43. Clique para ampliar!

E porque Surtess comemora o segundo lugar? Bem, Jim Clark ganhou a prova. Perder só para o excepcional escocês é como se fosse uma vitória.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

FOTO DO DIA – GP DA ITÁLIA DE 1968

A temporada de 1968 marcou a primeira saída da Honda da Fórmula 1, iniciando um hiato de quinze anos. O motivo da decisão não foi nada nobre. No GP da França, o francês Jo Schlesser sofreu um acidente fatal na terceira volta, quando escapou da pista num dos trechos de maior velocidade do circuito de Rouen. O carro bateu no barranco e pegou fogo. Com os tanques cheios e a carroceria de magnésio, o piloto não teve a menor chance. Era a estréia da RA302. Surtees havia testado o bólido, mas não quis usá-lo por considerá-lo muito perigoso, além de considerar que ele não estava desenvolvido o suficiente para correr. Os japoneses insistiram e, com apoio da Honda francesa, colocaram o local Schlesser no carro, com resultados catastróficos.


Na foto acima, o único momento positivo da temporada para a Honda, a pole-position de John Surtees no GP da Itália. Mas a alegria durou pouco. Na oitava volta, o inglês bateu quando era o terceiro colocado e tentava desviar da Ferrari de Chris Amon, que havia perdido o controle do carro.

domingo, 14 de dezembro de 2008

FOTO DO DIA – GP DA ITÁLIA DE 1967

John Surtees supera Jack Brabham por dois décimos de segundo para dar à Honda a sua segunda vitória na Fórmula 1. Foi uma das corridas mais emocionantes já registradas, um show histórico de Jim Clark que recuperou uma volta de desvantagem, mas ficou sem gasolina no final. E um erro decisivo de Brabham na última curva. A torcida italiana fez festa para Surtees, campeão pela Ferrari apenas três anos antes. E a Honda demoraria quase quatro décadas para voltar a vencer com equipe própria na F-1.


Fica uma dica: clique aqui e baixe uma ótimo história em quadrinhos que ilustra esta prova, criada a partir do inigualável Grand Prix Legends.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SAYONARA HONDA! E AGORA?

- Já na época dos testes havia este rumor. Pelo jeito, o quadro se complicou desde então. É surpreendente. Justo a Honda, que parecia ser a equipe mais estável...

Foi o que me disse Lucas Di Grassi há pouco por telefone. O anúncio no Japão de que o time será colocado à venda é iminente. Muitas fontes já confirmam o fato. É uma bomba que tende a ter um efeito devastador na Fórmula 1. Porque a Toyota vem sofrendo as mesmas perdas nas vendas de automóveis nos mercados norte-americano e asiático. Porque o senhor Dietrich Mateschitz, apesar de vender bebidas e não carros, busca um comprador para a Toro Rosso. E ainda não sabe se vale a pena bancar sozinho o time em 2009 caso este não apareça. Porque corremos o risco de ter um grid com apenas 16 carros no dia 29 de março em Melbourne, Austrália. E contando...

Há pouquíssimo tempo, a categoria achava que passaria incólume à crise financeira. Bastaria fazer alguns cortes aqui e ali. Agora, é melhor todo mundo sentar junto, ver o que deu errado e arrumar alguma solução. E, numa hora dessas, vamos ser justos e dar razão a Max Mosley. Há anos ele defende as equipes independentes e avisou que, no dia que a situação ficar feia, as montadoras sairão da F-1 rapidinho. É o que está acontecendo.

+++

A foto é só para lembrarmos de uma F-1 mais bela e mais simples. Quem sabe não sirva de inspiração para os homens do poder atuais?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

LORENZO RAIKKONEN?

Na história da Fórmula 1, apenas em nove ocasiões um piloto que chegou na última corrida em desvantagem na tabela saiu dela como o campeão. Nelas, apenas Kimi Raikkonen conseguiu descontar uma diferença de sete pontos – a que separa, hoje, Felipe Massa de Lewis Hamilton.


Mas há uma decisão histórica que juntou Ferrari, um rival inglês, confusão e muita polêmica. Foi no GP do México de 1964. Lorenzo Bandini se enroscou com Graham Hill no hairpin disputando a terceira posição e o piloto da BRM rodou. Depois, perdeu muito tempo nos boxes para consertar o escapamento danificado pelo guard-rail e ainda teve problemas com o acelerador. Hill terminou em 11° lugar. Bandini era o segundo colocado até a última volta, quando abriu passagem para seu companheiro John Surtees, um resultado que garantiu o título para este. Se o mesmo resultado acontecer em Interlagos – Massa em segundo, Hamilton fora da zona de pontos – o título ficaria com o brasileiro.


A lenda diz que Hill jamais perdoou Bandini pelo que achou uma batida proposital. O inglês teria até enviado um livro de “lições de dirigir” como um presente de natal provocativo ao italiano. Mas o depoimento abaixo, no livro “Graham”, mostra que, no fundo, tudo foi encarado com o espírito esportivo típico da época:


“……….. But I lost the whole World Championship in 1964, one of the years when I was runner-up, through another driver making a mistake and running into me during the final Championship race in Mexico. You could say it was bad luck — but I suppose you could say I shouldn’t have been there at that particular spot at that precise moment. However, I was there and he was trying to overtake me in a hairpin. He’d had a couple of goes at it, but the last time he just overcooked it — went out of control and thumped me. It bent my exhaust pipes up and I had to come into the pits. I lost so much time that I finished well down in the race - which was won by Surtees with a one point lead.


That was that. It had happened and nothing I could do or say would alter it. That’s the way I tend to see things when they have gone wrong. There’s no point in worrying about it, or all the other things that happened time and time again to rob me of winning races. I don’t look back and, this way, I have few regrets. Hopefully, I learn from these setbacks but I apply them forwards. Basically, if you look forward things tend to get better. Because we all live in hope and if there’s no hope there’s no life and no point in living.”


Ah, outros tempos...


+++


AS VIRADAS NA ÚLTIMA CORRIDA

1950 – No GP da Itália, Giuseppe Farina tinha quatro pontos de desvantagem para o líder Juan Manuel Fangio.

1964 – No GP do México, John Surtees tinha cinco pontos de desvantagem para o líder Graham Hill.

1976 – No GP do Japão, James Hunt tinha três pontos de desvantagem para o líder Niki Lauda.

1981 – No GP dos EUA-Oeste, Nelson Piquet tinha um ponto de desvantagem para o líder Carlos Reutemann.

1983 – No GP da África do Sul, Nelson Piquet tinha dois pontos de desvantagem para o líder Alain Prost.

1986 – No GP da Austrália, Alain Prost tinha seis pontos de desvantagem para o líder Nigel Mansell.

1997 – No GP da Europa, Jacques Villeneuve tinha um ponto de desvantagem para o líder Michael Schumacher.

1999 – No GP do Japão, Mika Hakkinen tinha quatro pontos de desvantagem para o líder Eddie Irvine.

2007 – No GP do Brasil, Kimi Raikkonen tinha sete pontos de desvantagem para o líder Lewis Hamilton.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O HONDOLA

O grande Jonny’O encontrou estas imagens que explicam claramente porque o Honda RA300, de 1967, tinha o apelido de “Hondola”. A equipe japonesa abandonou o chassi pesadão que haviam produzido e equiparam seu potente motor em um chassi Lola – o mesmo que havia sido utilizado por Jackie Stewart nas 500 Milhas de Indianápolis (à esquerda na foto). Compare os recortes da carenagem na região da suspensão dianteira com os do RA300 (à direita na foto – clique para ampliar). Este carro “híbrido” correspondeu e conseguiu a mais famosa vitória da Honda e também de John Surtees na Fórmula 1, no GP da Itália de 1967.