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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

MINIATURAS – SUPER AGURI SA06

A verdade é que as novatas da Fórmula 1 em 2010 estão tendo no seu ano de estréia um desempenho similar ao do último time que surgiu do zero na categoria antes delas. A Super Aguri chegou com motores Honda e dois pilotos japoneses, incluindo o bizarro Yuji Ide. Resultados mesmo, só a partir da segunda temporada, cujo ponto alto foi esta ultrapassagem de Takuma Sato sobre Fernando Alonso em Montreal. No ano seguinte, sem o apoio financeiro da Honda, o time fechou as portas depois de quatro corridas. Resta saber o destino das três pequenas de 2010. Pontos ou penúria?

A miniatura acima é uma recente aquisição da minha coleção (em oferta num shopping center de Milton Keynes), feita pela Minichamps na escala 1:43. Clique para ampliar!

terça-feira, 8 de julho de 2008

DOU-LHE UMA, DOU-LHE DUAS...

... dou-lhe três! No dia 31 de julho, o que restou da equipe Super Aguri vai a leilão, incluindo carros, caminhões de transporte e maquinário. “Não sobrou muita coisa por lá”, já avisou Nick Fry, comentando em Silverstone o triste final do time que era cliente da Honda. De qualquer forma, vale a pena ficar de olho nos compradores, se é gente interessada e com cacife para montar uma nova equipe da Fórmula 1. Se for este o seu caso, entre aqui e dê o seu lance!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

SEM PERDÃO

O cadáver mal esfriou e as equipes da Fórmula 1 já ocupam o espaço deixado pela Super Aguri. Literalmente. Inicialmente, ela, Force India e McLaren teriam apenas dois boxes à disposição, mas ganharam um compartimento extra com o fim do time anglo-nipônico. O espaço ocupado por seus modestos motorhomes no paddock também foi ocupado. E tem até jornalista inglês agradecendo a distância mais curta para ir atrás de Lewis Hamilton no longínquo motorhome prateado.

Na Fórmula 1, não há lugar para sentimentalismos.

terça-feira, 6 de maio de 2008

ACABOU. E AGORA?

O comunicado da Super Aguri anunciando que a equipe estava desistindo de participar do Mundial 2008 da Fórmula 1 foi distribuído logo nas primeiras horas desta terça-feira. Foi o fim de uma novela que começou na metade do ano passado, quando a então principal patrocinadora da equipe, a petrolífera de Hong Kong SS United, passou a não honrar seu compromisso. O dinheiro sumiu, a situação apertou e a Honda, que já gasta dinheiro suficiente com uma equipe própria que não dá resultados, resolveu que não dava mais para ajudar sua “caçula”.

Assim, a partir do GP da Turquia no próximo final de semana, a Fórmula 1 volta a ter um grid com 20 carros. É uma pena, sim, mas nada que vá afetar o futuro da categoria. Entre 2003 e 2005 foi este o número de carros, mas o nível de competitividade era o mesmo. Agora, abre-se mais uma vaga no limite imposto pela FIA de 12 equipes. Pode ser que apareça alguma montadora ou algum aventureiro milionário (Team Rússia, Team Sheikh ou algo do gênero) e estas vagas sejam preenchidas. O espólio da Super Aguri vai continuar existindo, pronto para dar suporte a uma eventual nova equipe.

Resta saber o que a Honda vai fazer com os dois pilotos. Anthony Davidson é um dos queridinhos da montadora. E Takuma Sato, uma peça fundamental na promoção da marca em território japonês. Acredito que um dos dois vai acabar contratado como piloto de testes e reserva da turma de Brackley, talvez ainda esta semana.

Já na Austrália eu conversava com Alexander Wurz sobre sua surpreendente volta à Fórmula 1 apenas dois meses depois de anunciar sua aposentadoria, e ele me explicou. “Na Williams, além do trabalho nos testes e nas corridas, haviam muitas viagens para fazer promoção dos patrocinadores. Isto tomava muito o meu tempo e eu mal encontrava minha família. Aqui na Honda, não há nenhum patrocinador fora a própria montadora. Na verdade, eu nem queria ter de vir à todas as corridas como piloto reserva, gostaria só de fazer os testes, que é a parte que eu mais gosto”.

Wurz já não vai ao GP da Turquia: estará testando pela Peugeot o carro com o qual vai disputar as 24 Horas de Le Mans. Assim, o fim da Super Aguri acaba ocorrendo em um momento propício aos interesses da Honda, abrindo a chance de colocar um Sato (ou um Davidson) como piloto reserva para a prova em Istambul.

Quem não gostou do fim da Super Aguri foi, sem dúvida a turma da Force India. Em Barcelona, eu conversei com o engenheiro de dados do carro de Adrian Sutil, o brasileiro Robert Sattler, que foi sincero. “Eu torço para que eles não acabem. Este ano, conseguimos evoluir mas, se eles forem embora, corremos o risco de voltar a ocupar o último lugar”, disse.

Pelo andar da carruagem, a briga pela lanterna vai ser entre Force India e Toro Rosso. Ou Jordan versus Minardi, se pensarmos em seus antecessores. Como foi em 2005, antes que a Super Aguri surgisse. No fim das contas, a Fórmula 1 volta exatamente ao ponto em que estava há três temporadas.

Não falei que não vai mudar muita coisa?

sábado, 8 de março de 2008

DEIXE SEU RECADO

E a Super Aguri, hein? Ontem e hoje tentei falar com a assessora de imprensa da equipe para saber, ao menos, se o time vai ou não correr na abertura da temporada. Pelo jeito, só teremos uma resposta lá pelo meio da semana. É o que sugere mensagem eletrônica que a moça deixou. “Estou de saída para a Austrália e não estarei disponível até o dia 12 de março. Em caso de urgência, mande um e-mail para o endereço tal, da fulana de tal lá na fábrica”.

Pelo jeito, ela deve ter ido para Melbourne de navio. De qualquer jeito, mandei o e-mail para a colega. Ainda não tive resposta.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

BATEU-SE O MARTELO NA SPYKER

E quem deu o lance mais alto foi o japonês Sakon Yamamoto, que disputa atualmente a GP2 pela BCN Competición. É o que noticia a Autosport nesta manhã de quarta-feira, normalmente uma fonte confiável. Pelo apoio de empresas japonesas que ele tem, deve ser verdade mesmo. Yamamoto, todos lembram, correu pela Super Aguri no ano passado a partir do GP da Alemanha. Eu estava lá e ouvi suas primeiras declarações como piloto titular. É um cara tranqüilo e simpático, aliás, algo bem comum nos pilotos nipônicos.

Mas n
ão é muito do ramo: nas sete provas que disputou, rodou algumas vezes, foi vítima de muitas quebras e seu grande momento foi ter marcado a sétima melhor volta da prova no GP do Brasil, aquele corridão do ano passado em Interlagos. Fama mesmo, ganhou quando tomou um pito e uns empurrões de Nick Heidfeld ao final do GP da China. Injustamente, diga-se de passagem, pois o verdadeiro alvo da fúria do alemão era o seu colega Takuma Sato. Tudo indica que o pobre Sakon só servirá mesmo para fazer a alegria de Adrian Sutil até o fim deste ano. O alemão vai sobrar nesta disputa.