... e você está mais do que convidado para conhecer a casa nova! Este querido e estimado espaço migrou agora para o TotalRace, um site que traz no seu DNA muito do que eu sempre busquei imprimir aqui: um painel da F-1 com conteúdo diferenciado e objetivo.
O blog em si continua igualzinho, só com móveis novos, já que ele será a partir de agora feito no WordPress. Fiquem tranqüilos também que tudo o que está aqui, todo esse conteúdo bacana que criamos juntos nestes três anos e meio será migrado para lá.
O ano está acabando e mais uns dias a maioria de vocês estará desligando seus computadores para curtir um merecido descanso com os familiares e uma boa viagem de Ano Novo. Antes que isso aconteça, venho pedir a ajuda de vocês. Passei horas hoje olhando para o material produzido no blog e fiquei bem orgulhoso com o resultado final.
Sempre foi meu objetivo ter um espaço que fosse diferente e o objetivo foi atingido. Teve análise das notícias, mas teve notícia também, mesmo fatos em primeira mão. Teve muita música como convém mas teve também muitas horas de conversa e reflexão nas 19 edições do “Credencial”. Teve fotos exclusivas do blog, sem a qualidade dos incríveis papas do assunto no Brasil e no mundo, mas estamos aprendendo. Teve bastidores da cobertura e teve também de curiosidades culturais dos lugares em que estive.
Mas eu compartilho a visão das próprias equipes da Fórmula 1 de que é preciso sempre estar em desenvolvimento e que se acomodar significa ficar parado no tempo e no cronômetro. Por isso, peço que vocês usem e abusem dos comentários para me ajudar a saber em que direção a gente vai viajar juntos no ano que vem. Escrevam o que vocês gostam no blog e o que não gostam. O que acham imprescindível e o que está faltando.
Opinem sobre tudo: conteúdo, visual, sugiram plataformas, critiquem a falta de sessões mais ou menos fixas que sumiram, falem o que der na telha. Mesmo as pessoas que costumam passar aqui todos os dias e quase nunca comentam, peço que se manifestem para eu saber o que vocês pensam. Afinal, o que move a energia que eu emprego nesse espaço são e sempre foram quem o freqüenta.
Participe para deixarmos a casa mais ajeitada em 2011!
Uma das coisas da qual mais me orgulho desse blog é a audiência e a participação maciça de internautas portugueses. Quando comecei a brincadeira, nem passou pela minha cabeça que poderia estar falando também aos "irmãos da língua". O primeiro a me chamar atenção disso foi o Paulo "Speeder 76" fazendo uma citação ao meu trabalho no seu blog. Nada mais natural do que chamá-lo para encerrar a série de convidados a falar da temporada - algo que ele faz muito bem, apontando o lado humano dos titãs das pistas. Ao Paulo, ao Mike e a Julianne, fica público o agradecimento que já fiz por e-mail. E o desejo de um até breve aqui no blog.
O ANO DOS TITÃS Em 1984, eu tinha oito anos, quando se estreou no cinema o filme “2010 – O Ano Em Que Faremos Contacto”, uma sequela do filme “2001, Odisseia no Espaço”, realizada por Stanley Kubrick. Ambos os filmes tinham como base argumentos escritos por um dos mitos da ficção cientifica: Arthur C. Clark. Sendo criança, fiquei fascinado pelo filme, e nessa minha imaginação, sempre pensei que esse seria o mundo quando o verdadeiro 2010 chegasse.
Pois bem, agora estamos em 2010, e ao contrário do que se passou no filme, Júpiter ainda não virou outro sol, ainda não fazemos naves espaciais tripuladas para lá e agora existe tecnologia não pensada na altura, como portáteis, LCD’s, Ipad’s, Ipod’s e todos os gadgets tecnológicos que pouca gente poderia ter imaginado. E a Guerra Fria, bem como a União Soviética, acabaram há bastante tempo. Mas esta temporada viu a estreia do primeiro piloto russo de sempre na categoria máxima do automobilismo mundial…
Nesses anos 80 vivamos em pleno a era Turbo, com pilotos memoráveis: Alain Prost, Niki Lauda, Nigel Mansell, Nelson Piquet, Ayrton Senna… todos eles eram ultra-competitivos e acabaram por ser campeões do mundo. Os historiadores do automobilismo afirmam que essa foi mais uma “idade do ouro” da formula 1, depois dos anos 70, com as aerodinâmica, das asas e da liberdade total para experimentar. Pensava-se que esses tempos já estariam longe quando vivemos o domínio de Michael Schumacher no inicio da década, no seu Ferrari. Mas depois da sua retirada viu-se o desflorar de uma nova “idade do ouro”, com excelentes pilotos como Kimi Raikonnen e Fernando Alonso, mas também com as suas polémicas, controvérsias e politicas.
Voltando um pouco à analogia espacial, diria que este foi um ano onde se produziu uma rara conjugação de planetas. Foi como se o planeta Terra se tivesse alinhado com o Sol, a Lua, Marte, Vénus e Saturno, uma daqueles alinhamentos raros, quase únicos na nossa existência. Não era todos os dias que sabíamos à partida da existência de quatro equipas muito fortes, e um mínimo de seis candidatos ao título. Ainda mais, com um novo sistema de pontos que fazia com que o vencedor voltasse a ser valorizado. Em teoria, seria bastante mais beneficiado do que o segundo classificado, e quem entrasse no “top ten” ganharia pontos, pela primeira vez na história da Formula 1. E para finalizar, como se fosse a cereja em cima do bolo, tínhamos o regresso do piloto mais bem sucedido do mundo, Michael Schumacher, à competição, bem como o regresso de dois nomes famosos: Lotus e Mercedes.
Em suma, este era o “sonho molhado” de Bernie Ecclestone: as expectativas eram muitas. Foram cumpridas? Em boa parte, sim. Foi uma temporada disputada até ao fim. Até a três provas do final, na Coreia do Sul, tivemos cinco candidatos ao título, e na última prova, em Abu Dhabi tínhamos três candidatos e um “joker”, absolutamente inédito nos sessenta anos da história da Formula 1. Esta competição nos pontos compensou, por exemplo, a crónica falta de ultrapassagens, ou pelo menos, a facilidade de ultrapassagens que gostaríamos de ver, bem como o facto de termos um monopólio tilkeano de novos circuitos, que muitos dos fãs apontam como a causa da falta de ultrapassagens. Na realidade, isso vai um pouco mais além…
Ao contrário de muitos, gosto de ver o “factor humano” na equação. A agressividade de Lewis Hamilton, que lhe custou pontos e o título em duas provas seguidas – Spa-Francochamps e Monza – e que lhe custaram o título, ou a “salganhada” de Sebastien Vettel na Turquia e o acidente de Mark Webber em Valencia, podem ter sido erros que custaram caro, mas foi devido a esses erros que isto chegou onde chegou. Muitos querem ver pilotos certinhos e sem erros, mas acho que essas pessoas ficaram mal habituadas aos “anos Schumacher”… e sim, o veterano alemão também cometeu os seus erros, para além dos velhos truques que nos habituou ao longo da sua carreira.
E claro, das muitas frases que marcaram o ano automobilístico, não posso deixar de destacar uma: “this is ridiculous”. Não podendo deixar de lado a polémica alemã por parte da Ferrari, ficamos com a ideia de que a Ferrari pode fazer o que quiser dos regulamentos, pois a Ferrari tem um lugar especial no coração da FIA, ainda mais com Jean Todt, ex-director desportivo da Scuderia, na presidência. Mas para além da polémica, o que vimos foi a ideia de que o todo vale mais do que a soma das partes. E que ali, os pilotos são meros assalariados da marca de Maranello. Portanto, Felipe Massa, mais do que ter cedido o comando para o piloto das Astúrias, demonstrou a si mesmo, quem ainda tinha dúvidas, que não tem estofo para ser campeão. Sim, acham que contrataram Fernando Alonso pelos seus bonitos olhos e queixo ibérico?
Claro, muita gente deve ter ficado feliz por não ver a Ferrari ser campeã do mundo, com o bónus de ver o Fernando “paz e amor” Alonso ter explodido quando reclamou com Vitaly Petrov de que não o deixou passar. Espero que tenha tido a mesma atitude com Stefano Domenicalli, o homem que o colocou Alonso demasiado cedo nas boxes e não conseguiu descortinar o facto de Petrov e Nico Rosberg terem parado antes, quando da entrada do Safety Car, nas voltas iniciais. Mas são estes factores humanos que tornam o automobilismo maravilhoso.
Agora, temos 2011 pela frente. Só veremos as novas máquinas a andar em Fevereiro, antes de começarem o campeonato mais longo de sempre, com vinte corridas, e em principio, não haverão mudanças nas equipas da frente. Em teoria, a próxima temporada bem pode ser uma extensão desta última, provavelmente com mais alguns novos elementos. Se assim for, os fãs agradecem.
(*Paulo Alexandre Teixeira, o "Speeder 76", tem um fôlego incansável para escrever ótimas análises de diversas manifestações de automobilismo, sempre reservando espaço para a memória do esporte também. Seu Continental Circus faz jus ao nome e leva ao picadeiro um espetáculo completo, colorido e de qualidade, que nos faz querer voltar a cada dia)
Foi uma temporada marcante, essa de 2010. Drama, polêmica, comédia e muita disputa dentro das pistas fizeram dela a mais emocionante que eu me lembre desde 1986. Mas esse é um tipo de conclusão pessoal, então tomei a iniciativa de fazer algo que há muito tempo pensava fazer: pedir e trazer a colaboração de outros blogueiros. Escolhi três nomes, optei por pessoas que eu não conheça pessoalmente mas autores de trabalhos que eu admiro muito - todos em blogs mantidos de forma independente. O tema que coloquei à eles foi: F1 2010 - Por que uma temporada histórica? O mais legal é que as respostas vieram com a cara de cada um. Começamos hoje, com o trabalho da Julianne:
BONS ERAM OS TEMPOS DE ALONSO, HAMILTON, VETTEL... Seis líderes diferentes durante o ano. Uma equipe que, ao mesmo tempo em que consegue fazer 15 das 19 poles possíveis no ano, entra em ebulição por uma simples asa dianteira. Quatro pilotos divididos pelo equivalente a menos de um 2º lugar após 19 etapas. Um piloto 47 pontos atrás, depois de dois péssimos resultados, promete que lutará pelo título – e cumpre. Seja olhando pelo prisma dos números, seja valorizando mais as histórias, 2010 é daquelas temporadas que nos farão, daqui a 20, 30 anos, olhar para os tempos de Vettel, Hamilton, Alonso e companhia com ares de nostalgia.
A pressão Não coincidentemente, a marca de um campeonato tão apertado foram os erros cometidos sob pressão. Erros de estratégia, de pilotagem, inexplicáveis. Quem diria que veríamos as grandes McLaren e Ferrari serem barradas na primeira parte da classificação na Malásia por pura soberba frente à tempestade? Ou que assistiríamos a um bicampeão mundial queimar a largada, como nem os principiantes fazem hoje em dia?
A lição que fica é que, mesmo que os pontos tenham igual valor em qualquer momento da temporada, um gol aos 45' do 2º tempo faz diferença. E foram Vettel e Alonso, os que deixaram os tropeços para trás antes dos outros e afrontaram os momentos decisivos com precisão cirúrgica, que acabaram levando vantagem.
As atuações Mas este esteve longe de ser um ano de, quem menos erra, leva. Tivemos performances inacreditáveis. Como Button, duelando décimo a décimo com as bem mais rápidas Ferrari mesmo ostentando a maior asa traseira que Monza já viu. Ou Alonso, resistindo à pressão de um Vettel que havia comandado todos os treinos no calor da noite de Cingapura ou mesmo guiando uma corrida inteira com a embreagem pedindo água na Malásia. E o que dizer das poles de Sebastian, tirando aquele décimo de segundo que enlouquecia Webber?
O mesmo Webber que, ao construir uma vantagem de 22s fazendo durar por 43 voltas os pneus macios para fazer seu pitstop e ainda voltar na frente na Hungria, e vencer com ares de gênio em Mônaco, também deu show. Assim como Hamilton, passando por cima de um erro de estratégia da equipe, fazendo 13 ultrapassagens, por dentro, por fora, de qualquer jeito, para ser segundo na China. E, por que não, o que foi aquela pole quase milagrosa de Hulkenberg, lendo uma Interlagos nem seca, nem molhada, como um veterano?
O difusor, a asa e o jogo descarado Claro que qualquer temporada que se preze tem suas polêmicas. No campo técnico, tentaram de tudo para desmascarar o domínio da Red Bull, que aparecia de uma hora para a outra nos momentos finais da classificação. Primeiro, acreditava-se que havia um sistema ilegal que regulava a altura de acordo com a quantidade de combustível a bordo. Ninguém provou.Depois, o segredo era a configuração do escapamento, cujos gases eram direcionados ao difusor. Todos copiaram, e não chegaram muito perto.
Por fim, a briga mal resolvida das asas dianteiras. Mesmo que a FIA fosse mais e mais rigorosa nos testes, não conseguia colocar o dedo na ferida. Elas continuaram flexionando, a Red Bul seguiu voando nas curvas de alta, e ninguém sabe como.
Mas nada se comparou ao estardalhaço provocado pelas ordens de equipe da Ferrari. Enquanto tudo acontecia por baixo do pano, sem conversas mais que comprometedoras pelo rádio ou pilotos praticamente estacionando pela pista, a Fórmula 1 convivia bem com uma regra à qual ninguém dava muita atenção. Depois de tanto desgaste, quem sabe não encontrem um meio termo entre os interesses de uns e o faz-de-conta de outros.
Aos números Sebastian Vettel é o campeão mais jovem da história da F-1, reforçando uma tendência de queda na idade dos que chegam ao título. Ele é o terceiro desde 2005 a bater uma marca que durou 33 anos nas mãos de Emerson Fittipaldi – Alonso venceu com 25 anos; Hamilton estava perto de completar 24 e, hoje, o alemão tem 23.
Mas a conquista é marcada por estatísticas ainda mais interessantes, que mostram o atual equilíbrio da categoria: Vettel jamais havia chegado à liderança do campeonato antes da última etapa da última prova, sendo apenas o terceiro na história a vencer chegando na corrida final em terceiro na tabela, numa temporada que terminou, mesmo com a pontuação mais farta, com apenas 16 pontos de diferença entre o 1º e o 4º colocados.
Continuando a “maldição” do líder do campeonato, desde o GP da Turquia de 2009 o melhor colocado na tabela não vence a prova. E, pelo terceiro ano seguido, o atual campeão do mundo só venceu duas vezes na temporada em que defendia o título e não chegou à última etapa podendo chegar ao bi: foi assim com Raikkonen em 2008, Hamilton em 2009 e Button em 2010.
Por fim, talvez não na quantidade que gostaríamos – e a má impressão de Abu Dhabi ainda é muito forte –, mas, sim, as ultrapassagens voltaram. Em 2010 tivemos a melhor média – 28,8 por prova – desde 1991. Foram 547 no total, contra 244 de 2009. Ainda não é comparável às médias do início dos anos 1980, acima de 40 por GP, mas um alento para quem já viu temporadas com apenas perto de 10 ultrapassagens por etapa há muito pouco tempo, em 2005, e convivia, nos últimos anos, com pouco mais de 14 manobras a cada final de semana.
(*Julianne Cerasoli compartilha suas idéias sobre Fórmula 1 no seu blog Faster F1, com análises inteligentes e ponderadas, sustentadas por números e por uma visão bem realista de como funciona a categoria. Leitura obrigatória para os que querem ir além da notícia)
Encerrada a pré-temporada, chegou a hora de mergulharmos no Mundial 2010 da Fórmula 1. Serão 19 etapas e milhares de quilômetros percorridos peloplanetaparatrazerumolhar diferenciado sobre o circo. É o terceiroanoqueeste blog estará em todas as provas e espero aumentaraindamais a interatividade comvocês.
Paraisso, algumas novidades. Começando pelo banner, que vai mudar antecipando cadaetapa, num trabalhosensacional do amigoRicaRamos. Aindahoje vamos começar uma novasérieondevocê vai ajudar a contar a história de momentosespeciais do automobilismo, comdireito a prêmios. Aguarde!
Ainda tenho algumas idéiasque espero colocarempráticadurante o ano. E contotambémcom a colaboração de vocês. Noscomentários, façam sugestões/críticaspara o blog. E também as suasperguntaspara a primeiraedição do “Credencial”, que deve ir ao ar nesta 3ª feira trazendo informaçõesquentinhas dos bastidoresque cercaram a pré-temporada.
Os votossão os de sempre, mas do fundo do coração, comosempre: vamos curtir a família e aproveitarumraromomento de reflexãoquenos é permitidoparapensarsobre o quemelhorarem nossas vidas. Paz e amorparatodosvocês!
O final de semana será dedicado a curtir a famíliaantes do retorno ao gelado invernoeuropeu. Aproveitando esseclima de final de anoque convida à reflexão, deixo abaixo uma lista dos posts que, seja porqualmotivo, me deixaram lembranças positivas nesse contatocomvocês. Textosqueme enchem de orgulho e dão a certezaqueesteespaço traz ummaterialrico e diferenciado paradebater e pensarsobrenossamútuapaixãopelavelocidade. Obrigadopormeacompanhar nessa jornada. Cliquenoslinks, boa leitura e comente sobre as que você gostou mais - controle de qualidade para 2010!
Vocês escolheram! Com uma participação de 962 internautas, vocês filtraram seis nomes de uma respeitável lista de 24 grandes pilotos para eleger os seis melhores em seis décadas de Fórmula 1. Uma turma de respeito, que junta soma mais de 40% dos títulos disputados: Ayrton Senna (79%), Michael Schumacher (75%), Juan Manuel Fangio (66%), Nelson Piquet (57%), Alain Prost (54%) e Jim Clark (47%), todos inapelavelmente lançados ao panteão dos grandes heróis desse humilde blog, pelo menos nos próximos 60 anos. Obrigado à todos pela participação!
OS VENCEDORES: ALAIN PROST Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em Saint-Chamond (França) Títulos: 4 Vitórias: 51 Pole-Position: 33 Melhores Voltas: 41 Ico diz: Cerebral e inteligente, sabia ler as corridas como ninguém, o que lhe valeu o apelido de “professor”.
AYRTON SENNA Nascido em 21 de março de 1960 em São Paulo (Brasil) Falecido em 1° de maio de 1994 em Bolonha (Itália) Títulos: 3 Vitórias: 41 Pole-Position: 65 Melhores Voltas: 19 Ico diz: O rei das voltas rápidas, quando traduzia em velocidade seu comprometimento total com o esporte e com as vitórias.
JIM CLARK Nascido em 4 de março de 1936 em Kilmany (Escócia) Falecido em 7 de abril de 1968 em Hockenheim (Alemanha) Títulos: 2 Vitórias: 25 Pole-Position: 33 Melhores Voltas: 28 Ico diz: Quieto e tímido fora das pistas, dono de um estilo lindamente suave e, ainda assim, muito veloz dentro delas.
JUAN MANUEL FANGIO Nascido em 24 de junho de 1911 em Balcarce (Argentina) Falecido em 17 de julho de 1995 em Balcarce (Argentina) Títulos: 5 Vitórias: 24 Pole-Position: 29 Melhores Voltas: 23 Ico diz: O favorito pessoal desse blogueiro, um piloto completo e capaz de massacrar os concorrentes em qualquer tipo de automóvel.
MICHAEL SCHUMACHER Nascido em 3 de janeiro de 1969 em Hürth-Hermühlheim (Alemanha) Títulos: 7 Vitórias: 91 Pole-Position: 68 Melhores Voltas: 76 Ico diz: Aliou talento, eficiência e dedicação total para quebrar quase todos os recordes absolutos da Fórmula 1.
NELSON PIQUET Nascido em 17 de agosto de 1952 no Rio de Janeiro (Brasil) Títulos: 3 Vitórias: 23 Pole-Position: 24 Melhores Voltas: 23 Ico diz: Entendia de carros de corrida como poucos, conseguindo superar adversários fortes em carros melhores graças ao trabalho em seu equipamento.
Vocês definiram: 24 pilotos de 13 paísesdiferentes. E de todos os estilos: all-rounders, recordistas de precocidade, reis do arrojo, mestres da eficiência, gênios da mecânica, recordistas de tudo, líderes da classe, gentedesbocada, gentequasemuda, showmen, pilotos construtores, sortudos, azarados e, acima de tudo, grandespersonagens de seisdécadas da Fórmula 1.
Agora está em vossas mãos: reflitam com calma, pois esta é a finalíssima, a eleição definitiva. Para facilitar, lembrem-se que agora vocês devem votar em seis nomes. Afinal, teremos seis vencedores. Participe, a votação estará aberta até o final da sexta-feira! As linhas gerais da votação, para quem não sabe, está aqui.
De volta, meuscarosamigos, depois de umótimo e necessárioperíodo de descanso. Avirada do ano foi numa simplescabana de camponeses, isolada no interior da Áustria e tendo umvelhoforno à lenhacomoúnicafonte de aquecimento. Vivendo comonosvelhostempos, semcomputador, compromissos e responsabilidades.
Foi aconchegante e inspirador, da mesmamaneiraque espero que seja o 2009 de vocês!
É até óbvia a conclusão de que este 2008 vai ficar guardado como um dos anos mais especiais da minha vida. Concretizar um objetivo é sempre gratificante e foi o que aconteceu fazendo a cobertura de uma das temporadas mais legais da história da Fórmula 1. E vivendo um período de intensa harmonia na vida pessoal, que é algo a que dou muito valor e só tenho a agradecer todos os dias pela esposa, família e amigos que tenho.
Fica registrado aqui meu muito obrigado pela companhia nesta deliciosa jornada chamada vida. Aos leitores do blog (os que comentam, os que só visitam, os que também têm blogs), aos colegas do AutoMotor, da Band, do Lance, da Racing, do Tazio, do meio automobilístico, aos companheiros de corridas virtuais de GPL por todo o planeta, aos meus amigos de toda a vida, a minha querida e amorosa família, a minha companheira que me apoiou e suportou com a força de um Atlas ao longo de todas estas viagens.
Dentre os presentes que Papai Noel poderia me trazer, o mais legal veio de um sujeito que nunca vi na minha vida. Claudio Lessa escreveu esta coluna no site “Direto da Redação” no dia do GP do Brasil de Fórmula 1. Ao invés de comentar a decisão eletrizante que acabara de ocorrer, ele preferiu discorrer sobre a qualidade da transmissão das corridas pelas rádios do grupo Bandeirantes. Foi uma atitude espontânea, um atestado de um trabalho cujo resultado realmente ficou muito bom. Por isso, além de desejar boas festas para todos, encerro o ano reforçando a sugestão do Lessa de acompanhar a F-1 em 2009 por um ângulo diferente, mais informativo e emocionante.
Chegou a hora de recarregar as baterias. Nos vemos no comecinho do ano que vem, até lá!
Este é ummomentofestivo. O blog, quenem completou umano e meio de existência, chega a seumilésimo post. Milhistórias, brincadeiras, informações, sons, viagens, pensamentosqueeu, poralgummotivo, achei legaldividir. E você, poralgummotivotambém, achou porbementraraqui e ler. Nesse período, viajamos juntospeloplaneta acompanhando uma temporadainteira da Fórmula 1, compartilhamos nossas coleções de miniaturas (sim, elasnão sumiram e vãovoltarembreve), nossosálbuns de figurinha, gostos musicais, corridas no melhor simulador já criado (ah, GPL) e opiniõessobre os maisdiversosassuntos. Essencialmente, claro, sobreautomobilismo, nossapaixãomútua.
É curiosoque uma efeméridetãosignificativaparamim chegue num momentotão conturbado no esporte. A Fórmula 1 criou uma bolhaque julgava impenetrável e percebeu hoje, com a decisão da Honda, quenão é imune a esta crise. Mas, ora, se for para ficarmos preocupados, quenão seja com a Fórmula 1. É uma vitrinemuitogrande e comenormetradição, que vai se sustentar. Cara, mercantilista, blindada e arrogante nos últimos tempos? Sim. Masquando é dada a largada, quando o esporte vem à tona, o recado continua sendo dado. O campeonato de 2008 foi uns dos maisemocionantes de suahistória, comumfinalcinematográfico. Quemnão ficou com o coração palpitando comoum buscapé descontrolado naqueles minutosfinais da corridaem Interlagos, torcesse paraquem fosse? Não é porissoque amamos as corridas?
Aos queme escreveram nas últimas horas perguntando se a F-1 iria acabar: não, não vai. Pode perdercarros no grid, pode adotarmedidasimpopularesparadiminuircustos, mas a verdade é que, comdois, doze ou vinte carros no grid, oualgumnúmeroemtorno desses, milhões de pessoas estarão com os olhos vidrados nas telas de tevê do planeta aguardando a largada do GP da Austrália no dia 29 de março. Querendo sabercomo o tal do KERS vai se sair, como os slicks vãoinfluenciar a tática das equipes, como os estreantes suportarão a pressãoporresultadosinerente à categoria. E esse golpe profundo, no fundo, vai ser ótimo: uma chacoalhada necessária para quem estava rompendo de forma cada vez mais irresponsável com suas raízes.
No fundo, a únicacoisaqueme preocupa é o que está acontecendo no Brasil. O kartismo vai minguando, só há uma categoria de monopostos e a sucessão do poder na CBA segue emmeio a acusações sérias e umclimanadaconstrutivo. A Stock e a Truck vãobem, obrigado, massãocasos isolados de sucesso. No fundo, não fosse pelaação de genteíntegra e competentecomo a turma da Seletiva de Kart Petrobras (que dão umprêmioemdinheiro) e o pessoal da Fórmula 3 Sul-Americana (que garantem umteste na Indy Lights ao campeão), não haveria incentivonenhumpara os garotosque sonham umdiaemchegar na Fórmula 1. Issosim é grave. Afinal, tirando o futebol, o esportemaispopular do País é o automobilismo, simsenhor, bastairatrás de qualquerpesquisafeita nesse sentidorecentemente. Ver a estrutura do esportedar as costas a essa paixão é o quemetira o sono.
Portudoisso, quando corro os olhospelosoutros 999 posts deste espaço, abro umsorrisoenorme de satisfação. O blog não tem patrocínio, não é atrelado a nenhumportal, não tem complexo de negrito. É feito por puro amor e sua única pretensão é a de serumespaço no qual as pessoas entram, silenciosas ou comentando, pararelembrarempequenasgotasque gostamos mesmo é de umESPORTE chamado corrida (e de boa música, obviamente). E é essa satisfaçãoque garante o clima de festa.
Assim, um recado aos pessimistas: se umdianão tivermos maisFórmula 1, ouesporte a motor no Brasil, podem ficartranqüilos. Chegaremos a dezmil posts, nosquais trarei aquifotos e vídeos das disputas e corridas da Pipoca, este bichinho da fotoacima. Discutiremos a vantagem do poucopeso de um Pinscher na hora da largada e de como a orelhaenorme pode representar um enorme ganhoaerodinâmicoquando colocada paratrás. E de comoela, Pipoca, acelera prá cacete e ganhaseustroféussemperder a humildade. Viajei, masvocê entendeu o espírito, não é?
Queria agradecer a todosvocêspor terem entrado aqui (e a todos amigos e parceiros da blogosfera que abrem um canal em seus domínios até este aqui). Saibam que uma das coisasquemaisme diverte é pensar e executaresteespaço, parainteragircom uma audiênciatãobacana.E, emoutracoincidênciacuriosa, o blog chega ao milésimo post justo no dia marcado comenormeantecedênciapara uma pequena “segundalua-de-mel” comminhacarametade. Melhormotivoparafestejarnão há. O trempara Sereníssima parteembreve. Nos vemos na segunda-feira, rumo ao dezmil. Atélá!
Na pauta desse blog, discussõessobre a Fórmula 1 emtodos os seusaspectos: histórias do passado, análises do presente, bastidores da cobertura e curiosidades. E muitamúsicaparatemperar essa mistura de razão com a paixãoque o automobilismo desperta.
Repórter de Fórmula 1 do Grupo Bandeirantes de Rádio, do diário Lance e da revista Racing. Apreciador de boa música, viagens e velocidade. Guitarrista amador, corredor de rua e piloto virtual.