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sábado, 15 de maio de 2010

POSTAIS MONEGASCOS

O Grande Prêmio de Mônaco é especial porque...

... tem uma paisagem inagualável...

... os iates são enormes...

... os carros lá soltam faísca...

... tem estrelas de mentira...

... e estrelas de verdade...

... esse é o visual do caminho do estacionamento até a sala de imprensa...

... manter o carro na pista lá é fogo...

... os motorhomes são incríveis...

... os carros passam debaixo do seu nariz...

... pilotar com um Fórmula 1 moderno em um traçado tão seletivo e apertado é surreal!!! Clique nas imagens para ampliar!


(Fotos Luis Fernando Ramos)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

UM GRANDE CIRCUITO

Num dos treinos livres de hoje resolvi atravessar um escondido túnel subterrâneo que liga a área do paddock às arquibancadas principais do circuito de Sepang – aquelas cuja arquitetura dá a marca registrada do circuito. Por mais que nós, telespectadores, tenhamos mil ressalvas ao trabalho do senhor Tilke na Fórmula 1, é preciso dar vivas ao alemão aqui. O espaço reservado aos torcedores que vão à pista é extremamente funcional e dá a garantia de uma visão excepcional para vários pontos do circuito . algo no nível de Interlagos pré-hospitality centers. Não é à toa que é o ponto preferido para a ação dos fotógrafos profissionais – e também o de muitos amadores como eu. Hoje me juntei a uma centena que se divertia com suas lentes por lá. Confira abaixo um pouco do resultado obtido. Clique na imagem para ampliar!

(Fotos Luis Fernando Ramos)

terça-feira, 2 de março de 2010

TV BLOGO – PROPAGANDAS DO GP DO BRASIL 2010

Idéias simples, execuções excelentes. Pegar a turma da Fórmula 1 para murmurar o ronco dos motores (acima) ficou impagável. E colocar os gringos falando uma expressão em português ficou também divertido de se ver (abaixo). O alto astral que eles estão dá o charme final para as peças. A agência mandou muito bem aqui, parabéns!


Dicas do Kico Stone e do Bruno Americano.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PAPAI ME EMPRESTA O CARRO

A situação não está fácil e as equipes da Fórmula 1 estão vendendo vagas em seus cockpits. Não é o ideal para a categoria, que deveria ser o ápice do automobilismo e reunir os melhores pilotos disponíveis, independente de seus estofos bancários. Mas também não é uma novidade. Nos anos 50, as construtoras vendiam seus carros para barões endinheirados se divertirem em meio aos grandes ases da época, que corriam nas equipes de fábrica num esquema um pouco mais profissional. Dependendo da lente com que olharmos, o mesmo acontece agora.

Pelas informações que surgem, uma vaga na USF1 custa 8 milhões de dólares. José Maria Lopez conseguiu o lugar com a ajuda de dois milhões do governo argentino. E ninguém sabe, ninguém viu a quantia que falta. Já na Renault, o assento é mais salgado, 15 milhões – e de Euros. O preço veio à tona em declarações do pai de Vitaly Petrov, Alexander Petrovic (porque o sobrenome não é o mesmo, alguém sabe?), à imprensa russa.

A família pretendia contar com o apoio de empresas do país, mas deu com a cara na porta de todas elas. Foi falar com Vladimir Putin, que deu uma mensagem de apoio e nenhum tostão. O detalhe constrangedor: depois do fracasso na busca por dinheiro, Vitaly chorou, o que derreteu o coração do papai. Petrovic resolveu então pedir um crédito bancário na metade do valor pedido pela Renault, colocando suas propriedades como garantia. O diretor do banco, amigo da família, aceitou, mas seus superiores resolveram dar mais uma olhada na história e estão refutando em liberar a grana, o que deixaria Vitaly a ver navios nas águas frias do Mar Báltico.

Eu realmente não tenho nada contra um piloto que, mais por contatos que por merecimento, consiga angariar o apoio de uma ou mais empresas e traga um projeto fechado para garantir uma vaga em uma equipe. Há anos que o binômio marketing/patrocínio forma a base do esporte a motor e eles estão dentro desse conceito – por mais duvidosas que sejam suas qualidades técnicas – porque promovem marcas.

Mas quando a conta é paga pelo estado ou pelo próprio pai, é porque alguma coisa está muito errada. No passado, quando um piloto apresentava dificuldades técnicas, os outros do grid o alfinetavam com frases como “a Fórmula 1 não é a Fórmula Ford”. Mas os exemplos de Lopez/Kirchner e Petrov/Papito mostram que a distância entre as duas séries nunca foi tão tênue.