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domingo, 16 de janeiro de 2011

TV BLOGO - VISÕES DA MADONNA VI

Para encerrar as reportagens do Wrooom 2011, que terminou na sexta-feira, convido vocês a descer a montanha comigo. Em termos de mídia, o evento deste ano foi marcado pelo fato de Valentino Rossi ter roubado as atenções - a torcida por ele nas corridas no gelo foi incrível - e pelas frases de Luca di Montezemolo contra a Red Bull sublinharem que as feridas de Abu Dhabi ainda não cicatrizaram. Falando assim, “l’avvocato” não contribui muito para diminuir a imagem de má perdedora que marcou a equipe em 2010. Em termos pessoais, claro, o mais legal foi esquiar. Aperte o play e vamos juntos!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TV BLOGO - VISÕES DA MADONNA V

Hoje teve a corrida de esqui dos participantes do “Wrooom” e tive mais uma participação mais horrorosa que honrosa, superando apenas outros quatro participantes na categoria “jornalista estrangeiro” - sem contar alguns que não terminaram a prova. Talvez eu estava relaxado e confiante demais, como revela esse vídeo feito pouco antes da largada. Mas o importante mesmo foi se divertir em competir.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

TV BLOGO - VISÕES DA MADONNA IV

Esse vídeo é do ano passado e acho até que já o postei aqui, mas vale o repeteco. Quando se fala em esquiar, não há nada mais bacana do que uma “fiaccolata” ou “Fackellauf”: uma descida noturna à luz de tochas. No vídeo não dá para ver muito, na realidade também não, mas a sensação de integração com a natureza em confiar nas leis da física, nas luzes dançantes à sua frente e no fato da pista estar praticamente vazia é inigualável. Confira!

COMEÇAR DE NOVO

Tranquilo, relaxado, até mesmo um pouco sonolento depois de uma noite jogando pôquer com os amigos em Madonna di Campiglio: Felipe Massa mostrou que está lidando muito bem com a pressão de reverter a má impressão deixada depois de uma temporada ruim no ano passado. Até porque ele conhece muito bem a principal fonte de onde a cobrança vem.

- A pressão que eu sinto não vem de fora, mas é a que eu coloco em mim mesmo. Ninguém mais do que eu quer voltar a pilotar e a ter os resultados que eu já tive no passado. A pressão externa sempre vai existir, independente dos seus resultados, mas é a interna que realmente conta - falou o brasileiro.

Mas querer mudar não basta, é preciso concretizar este processo de dar a volta por cima. Para isso, Massa acredita que tem um aliado importante: o comportamento dos pneus Pirelli.

- O primeiro contato no teste em Abu Dhabi foi muito positivo. Claro que precisamos ver como estes pneus vão evoluir e como funcionarão no nosso carro novo. Mas encontrei uma facilidade maior na pilotagem. Os pneus dianteiros da Bridgestone no ano passado ofereciam muito pouca aderência, e eu gosto de uma frente do carro bem presa ao chão. Mas fiquei confiante depois desse teste. Parece que os pneus Pirelli vão seguir uma linha parecida ao que tinha a Bridgestone até 2009 - avaliou.

Além da questão técnica, Massa deve enfrentar também uma intensa disputa por espaço na equipe Ferrari. No ano passado, o brasileiro teve até que ceder uma vitória para atender aos anseios do time em cima das chances de Fernando Alonso.

- Minha postura sempre vai ser a de brigar pelo campeonato e de buscar o que é melhor para mim. Sempre corri pela equipe e respeitei as decisões dela, mas também corro para atingir meu sonho de um dia ser campeão. O mais importante nessa relação com a Ferrari é que sempre houve muito respeito de ambas as partes e sinto o quanto sou considerado e o quanto a minha opinião tem peso no momento do trabalho - garantiu Massa.


BATE-BOLA

Pelas declarações recentes de Helmut Marko, as pessoas de fora não acreditam que há espaço para dois pilotos de ponta na Ferrari com Fernando Alonso na equipe. Você concorda?

- De maneira nenhuma. Tem espaço para dois, sim. Vale lembrar que em 2007 o Kimi foi campeão e, no ano seguinte, era eu quem estava na briga pelo título. A Ferrari sabe trabalhar assim.

Em meio às dificuldades do ano passado, em algum momento você chegou a questionar sua capacidade?

- Não, até porque ainda estou jovem e também não acho que o acidente teve qualquer influência no meu jeito de pilotar. Só as vezes eu sabia que teria dificuldades para aquecer um pneu, dependendo da pista e do clima. Mas eu sabia as causas disso e nunca me vi de uma maneira diferente da que eu sempre fui.

A questão do uso da asa traseira móvel ainda não está completamente definida. Como você vê a novidade?

- Eu tenho certeza que mais do que os pilotos ou a equipe, a própria FIA vai observar com cuidado como o dispositivo vai funcionar na prática. Porque a regra tem que ser bem feita. O uso da asa móvel nos treinos é natural, mas precisa saber como vai ser na corrida, pois se tiver um trem de carros, só o da frente não vai poder usar? Temos que experimentar para avaliar melhor.

O PIRATA DE MARANELLO

O cavanhaque cuidadosamente cultivado lembra o do personagem Jack Sparrow da série de filmes “Piratas do Caribe”. E foi como um ator bem preparado que Fernando Alonso se apresentou na entrevista aos jornalistas presentes em Madonna di Campiglio: o discurso estava inteiramente afinado com o do chefe Stefano Domenicali. Em diminuir o impacto no moral da equipe da derrota na final do ano passado e também em apostar num Felipe Massa mais forte em 2011.

- O vejo bem, extremamente motivado. Nossa relação sempre foi muito boa, bem melhor do que muita gente pensa. Sabemos que ele está entre os favoritos ao título e, se a Ferrari tiver um carro bom, vai estar na briga - apontou o espanhol.

Mas Alonso é um típico “macho-alfa” e este seu lado aflora quando avalia seu papel dentro da Ferrari após um bom ano de estréia, em que pese a perda do título:

- Sou um dos líderes do time. Talvez não “o” líder, mas definitivamente um deles - disse.

Ao avaliar os outros adversários, Alonso cuidadosamente aponta Michael Schumacher como o mais temível. É a sua maneira de alfinetar os jovens e bem mais competitivos Sebastian Vettel e Lewis Hamilton.

- Ele não tem nada mais para provar e com certeza não desaprendeu como se pilota. É o nome que mais me dá medo - afirmou, esforçando-se para incorporar uma expressão merecedora de um Oscar, mas ainda com um ar canastrão.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

TV BLOGO - VISÕES DA MADONNA III

Agora sim uma bela visão: um lindo fim de tarde com céu claro e aquelas pistas branquinhas suplicando para que você vá esquiar sobre elas. O lugar é lindo demais!

TV BLOGO - VISÕES DA MADONNA II

Mais um miniclip do cotidiano em Madonna di Campiglio, dessa vez uma apresentação da Sala de Conferências do lugar, a base do nosso trabalho ao longo da semana. Confira!

O CAÇA-FANTASMAS

Stefano Domenicali demonstrou sua habitual tranquilidade e seu habilidoso discurso político na primeira entrevista coletiva da Ferrari na temporada de 2011, em Madonna di Campiglio. Deixou claro que sua tarefa inicial será a de caçar um fantasma: o do título perdido na última corrida do ano passado, em Abu Dhabi.

- O mais importante vai ser começar o campeonato de cabeça erguida. A sensação depois de Abu Dhabi foi a mesma de uma equipe que perde na final da Copa do Mundo. Mas minha preocupação foi dar um basta no desânimo da equipe logo no dia seguinte. Afinal, se ficarmos só lamentando, estaremos fortalecendo nossos adversários. Temos de olhar para frente - filosofou.

O futuro do time já tem data para começar. No dia 28 deste mês, a Ferrari vai apresentar em Maranello seu carro para a temporada. Por enquanto, muito segredo sobre as características dele. Domenicali apenas deixou claro sua confiança de que a experiência prévia com o KERS em 2009 vai ajudar o time a não sofrer problemas de confiabilidade no dispositivo durante os primeiros testes do ano.

Outro tema recorrente da coletiva foi em relação às expectativas de desempenho de Felipe Massa neste ano depois de um decepcionante 2010. Domenicali usou de um discurso otimista:

- Felipe é um piloto que sempre demonstrou um grande poder de reação e estou convencido de que fará isto da melhor maneira possível. Para ganhar o Mundial de Construtores, precisamos de dois pilotos fortes e vencedores. Espero vê-lo andando mais perto de Fernando Alonso, ou mesmo melhor. Esperamos que os problemas técnicos que ele sofreu no ano passado tenha sido resolvido e vimos sinais positivos no primeiro teste com a Pirelli. O equilíbrio que há entre os dois agora é muito bom - analisou o chefe da Ferrari.

De qualquer forma, Domenicali deixou claro que, em relação ao piloto espanhol, não há dúvidas que a Ferrari terá um nome na briga pelo título.

- Ele parte neste ano de uma base extraordinária que foi uma segunda metade de campeonato perfeita. Acima de tudo, ele criou um clima muito positivo dentro da equipe. É isto que esperamos ver novamente em 2011 - receitou o patrão.

(Foto Luis Fernando Ramos)

TV BLOGO - VISÕES DA MADONNA I

Um show de fogos, luzes e gelo em clima absolutamente épico. É a Ferrari começando o ano como quem se prepara para uma batalha, nesta brincadeira em vídeo para trazer vocês um pouco mais perto do ambiente do Wrooom 2011.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O DONO DA FESTA

Nos últimos anos, o Wrooom - tradicional evento que celebra o início da temporada das equipes Ducati e Ferrari - sempre teve no centro das atenções os pilotos da Fórmula 1. Em 2011, porém, o dono da festa em Madonna di Campiglio é outro. Recém-contratado pelo time italiano da Moto GP, Valentino Rossi causa um pequeno tumulto entre fãs e fotógrafos por onde passa. Todos querem acompanhar de perto o início do “sonho vermelho” do heptacampeão mundial da categoria.

Mas será uma união que começa em meio a muita dor. A recuperação do ombro operado em decorrência do tombo sofrido em Mugello no ano passado foi um tema recorrente da conversa que o italiano teve com os jornalistas. O Mundial em 2011 terá seu início na base do sacrifício.

- Esperava estar um pouquinho melhor a esta altura. Mas ainda há muito a fazer, estou deixando o tempo trabalhar a meu favor e acho que estarei 100% em forma em abril ou maio - avaliou o piloto.

Assim, o foco de Rossi foi de diminuir as expectativas. O ano vai ser para desenvolver a Ducati GP11 (que será apresentada oficialmente amanhã) e para consolidar sua recuperação física. Segundo ele, os favoritos ao título são o atual campeão Jorge Lorenzo (Yamaha) e Casey Stoner (Honda).

- Lorenzo fez um grande campeonato e praticamente não errou no ano passado. Stoner talvez precise ser um pouco mais constante, mas a Honda mete um pouco de medo agora, ela está com um motor mais potente - disse Rossi.

Aos 31 anos de idade e admitindo que terá uma temporada complicada pela frente, Rossi aponta que haverá tempo para ganhar títulos com a Ducati.

- O que muda com a idade é que as contusões demoram um pouco mais para melhorar. Mas a competitividade continua a mesma. Ainda tenho muitos anos para andar entre os primeiros - assegurou.

Nicky Hayden, o companheiro de equipe, recebe a presença de Rossi no time com uma tranquila resignação.

- A base do esporte sempre foi tentar bater o companheiro de equipe, quem quer que seja. Pelo menos, Valentino e eu temos gostos parecidos quanto ao rumo de desenvolvimento da moto - falou o norte-americano.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ARRIVEDERCI, WROOOM

Foram cinco dias de intensa atividade. Muitas entrevistas, algumas dentro do esperado, a de Bernie Ecclestone sensacional e divertida. Vários boletins para a rádio, análises e texto contando as impressões do evento. Este é o último, pois o Wrooom 2010 encerra as atividades nesta sexta-feira.

O
que marca o evento é o ambiente relaxado. A parte da manhã é marcada pelo intenso trabalho, com coletivas e, depois, produção do materialque invariavelmente adentra o período da tarde. Mastambém a chance de esquiar. E as refeições em conjunto, sempre com muita polenta, um bom vinho e a oportunidade de conversar com os pilotos e homens-fortes da equipe longe da tensão de um final de semana de competição. É impressionante o tanto de informações quepara apurar aqui, justamente por isso.

Mas o momento que eu mais gosto, e falei disso, é esquiar. Na noite de ontem, houve uma descida noturna, à luz de tochas. Deslizar na escuridão quase absoluta das montanhas, seguindo apenas pontos de chama ambulantes é uma das atividades esportivas mais divertidas que eu fiz. Dá gosto repeti-la todos os anos.

E há também a famosa corrida de sexta-feira. Ganhamos um número como nas provas profissionais. O meu foi o sessenta, e provavelmente eu terminei além do 60º lugar. Depois juntam-se todos os participantes, trocam os tempos marcados e impressões da corrida de cada um. Como no ano passado, senti que fui muito bem para o meu limite. E, ao ver a marca dos meus colegas, vi que o limite deles é bem maior que o meu.

Não importa. Saio daqui com a sensação gostosa da primeira cobertura intensa da temporada e com o objetivo de quebrar a marca dos 50 segundos na corrida do ano que vem – vou precisar melhorar muito. E, acima de tudo, feliz por saber que vou ficar um ano inteiro sem comer polenta!

O HOMEM DOS DESAFIOS

Felipe Massa sabe muito bem o tamanho do desafio que vai enfrentar dentro da Ferrari em 2010. O fato da equipe gastar mais de 20 milhões de Euros para Kimi Raikkonen ficar em casa e deixar o cockpit vago para Fernando Alonso sinaliza com clareza que o espanhol é a aposta deles para o futuro. Mas o brasileiro sabe também que, durante o trabalho, o comando de Stefano Domenicali oferece exatamente as mesmas oportunidades aos dois pilotos.

Por
esse motivo, o brasileiro não dá a menor bola para o fato da imprensa européia em geral não o colocar entre os candidatos ao título. Quem vai julgar isso, ele sabe, é o cronômetro. Por isso, o melhor a fazer é se concentrar totalmente no trabalho. É o que Massa está fazendo. Depois de dois testes com um carro de Fórmula 1, ele tem certeza absoluta que não carrega seqüelas do acidente da Hungria. E vem com fome redobrada para esta temporada, depois da pausa involuntária e do nascimento do filho.

Nesta
semana, em Madonna di Campiglio, deu para ver um Alonso muito preocupado em ganhar a simpatia de membros-chave da equipe e também da imprensa italiana. Essa era uma área onde Massa dava de goleada em Kimi (e na qual jamais pensou em enfrentar Michael, lembrando que era outro o comando na Ferrari). Isto já mostra que briga vai ser diferente e mais complicada.

Em
termos de velocidade, vejo que os pilotostop” da Fórmula 1 estão num nível muito próximo, Massa inclusive. No final de 2006, ele estava andando muito perto de Michael Schumacher. Depois, em duas temporadas e meia, andou mais na frente que atrás de Kimi Raikkonen. Agora, o nome da fera do outro lado da garagem é Fernando Alonso, que chega com o status de “centroavante do presidente”. Um osso duro de roer, mas Massa está pronto para o desafio. Vai ser um jogo interessante de assistir.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

TORO ROSSO

muito em comum entre Michael Schumacher, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso: são três talentos excepcionais, foram campeões do mundo e, desde hoje, juraram encerrar suas carreiras na Ferrari. Temos o alemão ostentando a estrela da Mercedes-Benz em seu capacete; o finlandês de contrato assinado com a Red Bull e, ao que tudo indica, vai se divertir um ano no WRC antes de assumir o cockpit de Mark Webber; e o futuro do espanhol, como o de todos nós, é incerto.

Eu
realmente não sei porque os pilotos (e também jogadores de futebol) insistem em fazer esse tipo de promessa. Deve ser por subestimar o fogo da competição que corre no sangue. Isto permanece. Um contrato, ou um ambiente de trabalho harmonioso, não. Acho que Alonso não deveria pensar que esta na última estação da sua carreira. Deveria sim insistir no outro lado do seu discurso de hoje, na motivação em ter uma trajetória vitoriosa na equipe que defenderá a partir desse ano. O torcedor fanático do Real Madrid até usou o slogan do rival Barcelona, se referindo ao time italiano comomais do que uma equipe”.

Para
a idéia de encerrar a carreira em vermelho dar certo, o sucesso terá de vir logo. Pilotos tão excepcionais e talentosos como o espanhol toparam o desafio de reerguer a Ferrari e chegaram em meio à muita festa, mas a falta de resultados comprometeu a relação com a imprensa e os tifosi. O final abrupto da relação foi inevitável. Mas, se chegar vencendo, Alonso tem tudo para se tornar um verdadeiroToro Rosso” e escrever uma história de sucesso parecida com a de Michael Schumacher. Seu objetivo, claro, é esse.

Para
isso, vai precisar de um bom carro. Nas conversas de bastidores do Wrooom, sinto que a expectativa é por um bólido competitivo, mas sinto também muita preocupação em relação ao consumo de combustível. Com o novo regulamento, quem conseguir aliar potência e economia terá uma vantagem significativa. E a Ferrari parece correr atrás do prejuízo nesse quesito. Vale conferir.

Talvez
por isso, Alonso tratou de baixar as expectativas e deixou claro que dificilmente vai chegar vencendo logo na estréia. “Vou precisar de umas três ou quatro corridas para me adaptar ao carro e à rotina da equipe”, falou. E explicitou também a importância que será trabalhar em conjunto com Felipe Massa neste início, que o brasileiro está indo para sua quinta temporada em Maranello e conhece muito bem como funciona a rotina ali.

A
primeira coletiva de Fernando Alonso vestindo o uniforme da Ferrari mostrou um piloto confiante e faminto pelo sucesso, como se imaginava. Mas muito ciente do tamanho da tarefa que vai enfrentar neste e nos próximos anos, e arrumando uma maneira de ganhar tempo para crescer naturalmente dentro da equipe. Porque as cicatrizes de 2007 lhe ensinaram que não adianta chegar tentando se impor.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ESQUIANDO NAS NUVENS

A terça-feira foi o dia da Ducati no Wrooom, com as entrevistas coletivas de Casey Stoner e Nicky Hayden. Nada bombástico, como esperado, o australiano confiando que vai brigar pelo título e o norte-americano apostando em seu crescimento dentro da equipe. Aliás, o dia que normalmente rende frases mais interessantes em Madonna di Campiglio é a quarta-feira, quando falam os Domenicali: primeiro Cláudio, da Ducati; depois Stefano, da Ferrari – e nãoparentesco entre eles, curiosamente.

A
tarde é reservada para esquiar, o esporte que eu mais gosto de praticar ao lado de kart e futebol. É sempre uma oportunidade para relembrar alguns grupos de músculos que ficam meio esquecidos ao longo do ano; e também que aquelas malditas botas apertam muito! Mas todo o sofrimento é recompensado pela sensação de velocidade, o vento no rosto, o desafio de coordenar os movimentos a cada curva para descer a montanha em equilíbrio e segurança.

Hoje
, aliás, foi preciso cuidado redobrado. Resolvi subir logo à montanha mais alta da região, uma pista que inicia a quase 2500 metros de altitude. Mas o tempo frio e fechado fez com que mergulhássemos numa nuvem antes de começar a descida. Esqui às cegas, num ambiente quase surreal, mas que exige muito cuidado e atenção para se manter sempre na pista.

Mais
tarde, numa altitude normal, encontrei um professor de esqui que havia me dado umas dicas no ano passado. “Você está indo bem. Vai participar da corrida de sexta-feira”, perguntou ele. É claro que sim! “Vou tentar ser o melhor brasileiro. Mas se for entre os jornalistas”, brinquei, sabendo que nenhum colega vai participar da prova e que contra Felipe Massa e seus amigos também pilotos de corrida, eu não teria chance – o ano passado me mostrou isso. “Imagina, você vai ganhar! jogar o centro de gravidade para baixo e atacar as curvas”, indicou.

Fiquei empolgado e resolvi
dobrar a velocidade da minha descida, ultrapassando com destreza bandeiras que marcavam um traçado imaginário, esquiando em busca da vitória de minha corrida particular. Não demorou muito para eu ser ultrapassado por um batalhão de gente de vermelho, que passava por todos os lados – eram diversos professores do lugar, mais Massa e Fernando Alonso. Deslizavam sobre a neve perfeita (como é comum em um dia nublado como hoje) com o triplo da velocidade que eu desenvolvia.

É. Acho
que nem se eu fosse de trenó tinha jeito.