sábado, 19 de março de 2011
TV BLOGO - JAMES HINCHCLIFFE IMITA KIMI
segunda-feira, 7 de junho de 2010
WEBBER FICA. KIMI SE FOI?
Fui um dos que esfregavam as mãos em animada antecipação ao imaginar a possibilidade de ver Kimi Raikkonen correndo ao lado de Sebastian Vettel na Red Bull em 2011. Como muitos, sou admirador da velocidade pura do finlandês e o via como uma ótima opção para a equipe no lugar de Mark Webber. Mas é preciso reconhecer que o australiano está fazendo a temporada da sua vida e a confirmação de sua renovação com a equipe hoje, bola cantada faz tempo, é absolutamente natural. Para mim, um dos pontos altos da temporada foi seu ritmo de corrida infernal imposto no primeiro stint da corrida de Barcelona, matando qualquer esperança de Vettel ali mesmo. Como o próprio Dietrich Mateschitz disse antes do início da temporada, “não faz o menor sentido especularmos sobre Kimi se Webber fizer um bom trabalho na pista”. E ele está na liderança do Mundial!E, verdade seja dita, Raikkonen nunca disse que queria voltar para a Fórmula 1. Neste final de semana o finlandês esteve na Áustria, fazendo uma demonstração com seu carro de rali na tradicional prova de motocross de Erzberg. E deixou claro numa entrevista ao jornal Kleine Zeitung que seu interesse no seu novo ofício é total. “O negócio agora é aprender. E meu passado na Fórmula 1 não me ajuda em nada. O passado é o que é: já passou. E eu não sinto falta dele”, falou.
Pelo jeito, o desejo meu e de outros fãs jamais se realizará. A confirmação de Webber por mais um ano na Red Bull deixou a hipótese de uma volta de Kimi à categoria cada vez mais improvável. Uma pena para os fãs da categoria, mas é bom ver o finlandês feliz e à vontade no ambiente do rali. Não nos espantemos se ele crescer rapidamente no WRC, lutando em breve pelas primeiras posições.
E você, acha que a história de Kimi na F-1 acabou mesmo ou vê que a categoria ainda é um capítulo em aberto na sua carreira?
(Foto Red Bull)
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
OS DEZ PILOTOS DA DÉCADA
1 – Michael SchumacherUma barbada: cinco títulos, um vice-campeonato e uma aposentadoria que não resistiu ao fogo pela competição. Quem diria que ele poderá ainda alcançar uma colocação entre os melhores da próxima década?
2 – Fernando AlonsoDesde os tempos da Fórmula 3000 escuto seus próprios rivais de pista o colocarem sempre como um piloto fora-de-série. Um bicampeonato mundial parece pouco para seu enorme potencial, mas o tropeço na McLaren apontou que a falta de mimo pode ser sua kryptonita.
3 – Lewis HamiltonA Fórmula 1 é repleta de estréias contundentes, mas poucas foram tão estelares como a de Lewis Hamilton. Não se tornou o mais jovem campeão do mundo por acaso e deve ser também um dos nomes da década que se aproxima.
4 – Kimi RäikkönenEntrou mudo e está saindo calado da Fórmula 1, mas brilhou com naturalidade na Sauber, na McLaren e na Ferrari. Campeão do mundo, rei de Spa-Francorchamps e dono de uma sinceridade desconcertante numa década marcada pelo politicamente correto.
5 – Jenson ButtonPode não ser o mais talentoso, o mais brilhante ou o mais carismático dos pilotos. Mas dêem um carro vencedor nas suas mãos que Jenson Button ganha uma força extra para extrair o máximo do equipamento. Como fez em 2004 e, notadamente, neste ano.
6 – Rubens BarrichelloForam quase 200 GPs disputados na década, mas daquelas vitórias memoráveis, só lembraremos de duas dezenas, no máximo. Muitas delas de Rubens Barrichello (ALE-2000, ING-2003, EUR-2009), um piloto capaz de nos fazer levantar do sofá quando é o seu dia.
7 – Felipe MassaA velocidade do brasileiro era óbvia desde o começo, mas sua capacidade ficou clara na Ferrari, quando passou a colecionar vitórias. O título só não veio por uma nuvem paulistana dois minutos apressada, mas o melhor de Felipe Massa, tudo indica, ainda está por vir.
8 – Juan Pablo MontoyaUma pena que o genioso superou o gênio, mas Juan Pablo Montoya trouxe um colorido especial para os primeiros anos da década, com uma pilotagem aguerrida nas pistas e um latente sangue latino fora delas.
9 – Sebastian VettelEm apenas duas temporadas e meia na Fórmula 1, o alemãozinho levou duas equipes às suas primeiras vitórias e já tem um vice-campeonato no bolso. Tem tudo para ser o grande nome da próxima década, mas já deixou a sua marca nessa.
10 – David CoulthardTalvez seria melhor se a lista tivesse apenas nove nomes, mas o escocês garantiu o décimo posto por duas ótimas temporadas em 2000 e 2001 e por sua longevidade na categoria, superando por um tiquinho de nada nomes como Ralf Schumacher, Jarno Trulli, Giancarlo Fisichella, Nick Heidfeld e Robert Kubica – que merecem pelo menos uma citação.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
BLÖDE SAISON
Seria essa a Nick Heidfeld é
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Mas
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
KIMI FORA

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
ESPECIAL 2009 – IMAGENS OBTUSAS
É quinta-feira e o clima nos boxes ainda é de incerteza e expectativa para a temporada que vai começar. Nos boxes da equipe que faz sua estréia na Fórmula 1, Ross Brawn e o diretor da equipe Ron Meadows ficaram cerca de meia hora repassando uma série de pontos. Podia ser sobre a questão dos difusores, que bombava nos bastidores antes mesmo da primeira sessão oficial do ano. Ou anteviam uma temporada de sucesso, enquanto apreciavam o vencedor BGP001 nos boxes.
Foi assim ao longo de toda a semana: por volta das 5 da tarde, um dilúvio caía sobre o circuito de Sepang, deixando o paddock deserto assim que o último incauto encontrasse um abrigo. Poças d’água enormes se formavam em todos os lugares, inclusive na pista, onde bólidos de corrida construídos rente ao chão deveriam rasgar o asfalto. A interrupção do GP da Malásia pela metade foi um fracasso anunciado e explicado por uma ambição por audiência tão grande que quis ignorar o ciclo da natureza.
CHINAA risada das mocinhas chinesas parece zombar do campeão mundial e de seu colega. Depois do “escândalo da mentira”, foi em Xangai que a McLaren anunciou o afastamento completo de Ron Dennis da equipe de Fórmula 1, a justificativa corporativa escondendo o cadáver da briga política com Max Mosley. O desempenho na pista não ajudava e a temporada prateada se anunciava um desastre. O tempo mostraria que não foi.
Sábado de classificação e o calor extremo do deserto pede por uma sombra. Mas a ocupação do espaço reservado aos torcedores para o ócio denuncia o que foi a tônica não só daquele final de semana, mas de praticamente toda a temporada. O ano de 2009 foi marcado também pelos enormes vazios nas arquibancadas. Culpa de todas as crises: a econômica, a política e a esportiva.
ESPANHAA segunda dobradinha da Brawn GP na temporada não teve o componente festivo da abertura do Mundial na Austrália. Depois de superar Jenson Button após uma largada sensacional, Barrichello acabou surpreendido pela mudança na estratégia do companheiro de equipe. Desceu do carro visivelmente contrariado, principalmente pelo fato de seu engenheiro não ter sido avisado dos planos para ter a chance de contra-atacar. O brasileiro precisaria esperar mais algumas corridas para celebrar sua primeira vitória no ano.
Para quem faz a cobertura da Fórmula 1, o que torna Mônaco especial é a possibilidade de ficar a poucos metros da ação, com visão privilegiada de como os pilotos lidam com um dos traçados mais difíceis do calendário, onde não há margem para erros. Foi o que fiz na quinta-feira, admirando cada vez mais o talento de gente como Kimi Raikkonen, que conquistaria em Monte Carlo o primeiro pódio de um ano difícil, para ele e para a Ferrari.
TURQUIASeis vitórias em sete corridas. Jenson Button continuou sua marcha colossal na Turquia, abrindo caminho na primeira volta como se fosse Moisés e a Red Bull de Sebastian Vettel, o mar. Deixei o autódromo de Istambul convencido que o Mundial de 2009 já estava decidido e seria um dos mais chatos de todos os tempos. Tremendo erro de julgamento. Muita coisa ainda estava por vir, na pista e nos bastidores.
Nelsinho Piquet interrompeu suas atividades na quinta-feira para um sessão de fotos, que acabaram utilizadas para os menus do novo game oficial da Fórmula 1. Com ou sem capacete, sua expressão era um tanto séria, mesmo nos momentos de pausa. Fruto da pressão por resultados que vinha do seu chefe e de uma cláusula do seu contrato. O clima na equipe era dos piores e a novela que culminaria na decisão de trazer o escândalo de Cingapura à tona já estava em marcha.
Foi o final de semana mais frio do ano, com temperaturas invernais em pleno verão europeu. Condições que permitiram o domínio completo da equipe Red Bull, mas com um protagonista inesperado. Não foi Sebastian Vettel, mas Mark Webber quem dominou na Alemanha, fazendo a pole-position e vencendo pela primeira vez na carreira, mesmo após receber uma punição por uma agressiva defesa de posição na largada.
Havia uma corrida para ser disputada, mas o clima no domingo em Hungaroring era realmente estranho. Em meio as incertezas quanto a recuperação de Felipe Massa, a única coisa que parecia fazer sentido era mesmo a homenagem do grupo da Ferrari que trabalha em seu carro. O acidente do piloto brasileiro, sério e bizarro ao mesmo tempo, marcou um final de semana e deixou completamente em segundo plano a volta da McLaren e de Lewis Hamilton às vitórias.
EUROPADepois de quatro semanas de pausa, a Fórmula 1 viu confirmado o renascimento esportivo de Rubens Barrichello depois de um inverno de incertezas e um início de campeonato com alguns contratempos. Em Valência, o brasileiro fez uma corrida perfeita para superar as duas McLarens quando parou nos boxes, num final de semana em que o companheiro Jenson Button jamais se encontrou. O grito solto na hora de comemorar foi mais que merecido.
Quando ocorreu o treino livre de sábado em Spa, quase ninguém sabia que uma investigação oficial sobre o episódio de Cingapura-2008 estava em curso. Mas tanto Flavio Briatore quando Pat Symonds já haviam sido interrogados pelos investigadores da FIA e podiam prever os dias tempestuosos que enfrentariam pela frente. Assim, a foto que eu fiz meramente para ilustrar o trabalho no pitwall da Renault ganhou uma nova cor à luz das evidências. As costas curvas e os braços cruzados são só indícios do turbilhão de pensamentos que deviam ocupar a mente do italiano naquele momento. Sua hora estava chegando.
Jaime Alguersuari parece desanimado nos boxes de Monza. Último colocado do grid de largada a sete décimos de segundo do piloto à sua frente, seu companheiro de Toro Rosso Sebastien Buemi, o espanhol foi um exemplo de uma geração de novos nomes que chegaram à Fórmula 1 em 2009 sem trazer nenhum tipo de empolgação ou frescor. Com uma única e gloriosa exceção, que chegaria mais adiante (nos sentidos temporal e espacial).
Depois de uma première controversa, o GP de Cingapura fez a segunda corrida noturna da história sem contar com o impacto da novidade. Foi uma das corridas mais aborrecidas do ano, dominada com facilidade por um inspirado Lewis Hamilton. Nem o espetáculo de luzes dos carros e dos moderníssimos prédios do centro nos salvou do marasmo proporcionado pelo traçado de Marina Bay.
Foi como em uma longa novela na qual os atores principais passam toda a trama se cortejando à distância para, depois de algumas reviravoltas, consumar o casamento no último capítulo. E o último capítulo aconteceu numa sexta-feira chuvosa em Suzuka, quando o espanhol Fernando Alonso foi confirmado como piloto da Ferrari para 2010. E, mesmo com o título da temporada ainda em jogo, a imprensa mundial passou o dia olhando com ansiedade para o ano que vem.
BRASILAcontece de vez em quando de um piloto estrear na Fórmula 1 com uma performance arrebatadora. Para pegar exemplos recentes: Nico Rosberg pontuou e fez a melhor volta da prova no Bahrein em 2006. E Lewis Hamilton subiu ao pódio e ultrapassou Fernando Alonso por fora na primeira curva de Melbourne, no ano seguinte. Em Interlagos foi a vez de Kamui Kobayashi, que endureceu o trabalho do campeão mundo Jenson Button e fez uma linda ultrapassagem no final sobre Giancarlo Fisichella. O show continuou em Abu Dhabi, mas pode ter tido um fim abrupto com a saída de cena da Toyota. Tomara que não.
ABU DHABIE a temporada terminou num autódromo limpo e polido como um novo shopping center, cenário para imagens plásticas como essa de Kimi Raikkonen. Um GP um tanto asséptico e sem brilho, marcado por uma série de despedidas. Muitas anunciadas, como a da BMW. Outras silenciosas, como a da Toyota. E algumas ainda apenas “possíveis”, como a do próprio Raikkonen, prenúncio de um período de muitas incertezas até que o Mundial de 2010 tenha início.
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Para quem ainda não viu, confira as outras partes do Especial sobre o Mundial de 2009:
- Parte 1: Os dez melhores
- Parte 2: Os dez piores
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
CREDENCIAL – GP DO JAPÃO
E aqui está o “Credencial” da antepenúltima etapa do Mundial 2009, falando sobre o caos da classificação, a vitória de Vettel, a situação na briga pelo título e o mercado de pilotos (tudo isso na Parte 1), além de responder às opinões e dúvidas de vocês na parte 2. Encomendem o Sushi e apertem o play (ou baixem os arquivos no link), boa audição! PARTE 1:
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PARTE 2:
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
NICO E O MERCADO DE PILOTOS
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