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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SEM CONDIÇÕES

Convencer um piloto a não entrar num carro de corrida para uma disputa é uma tarefa praticamente impossível para uma turma que preza velocidade e adrenalina acima de tudo. Assim, o fato dos pilotos da GP2 terem feito um abaixo-assinado pedindo o cancelamento da etapa barenita deste final de semana é um sinal contundente do clima no país.

Falei há pouco com Luiz Razia que descreveu a situação que viu nas ruas e o ambiente na cidade. Posso adicionar que é difícil imaginar que os protestos diminuam depois que quatro manifestantes morreram na noite de ontem - pelo contrário, é de se esperar mais revolta de uma população que é maioria no país, os xiitas. Razia aponta que não dá para imaginar uma corrida de F-1 por lá. Confira a entrevista abaixo nesse material exclusivo.


(Foto Divulgação)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

QUE SUPER-PODERES SÃO ESSES?

Romain Grosjean venceu hoje a principal atividade de pista hoje em Mônaco, a primeira corrida da GP2 no final de semana. Foi tão fácil quanto a pole conquistada ontem. Na classificação, três de suas quatro voltas lançadas foram mais velozes que a melhor do segundo colocado. É muito, principalmente numa categoria com igualdade de equipamento e com pilotos de bom nível. Não é à toa que o suíço-francês (ele nasceu em Genebra, mas corre com nacionalidade francesa) tem feito pose de super-herói para comemorar suas vitórias até agora. No campeonato, tem 31 pontos em 33 possíveis. E teve o seu companheiro Vitaly Petrov completando duas dobradinhas: a de hoje e a da abertura do campeonato na Espanha. Um início realmente impressionante da equipe Barwa.


Tão impressionante que o clima no paddock da GP2 é o de uma revolta resignada. Chefes de equipes, pilotos, mesmo jornalistas estrangeiros na sala de imprensa afirmam que se trata de um jogo de cartas marcadas. Mas sabem que é impossível provar qualquer coisa.


Segundo eles, a idéia seria garantir o título para o francês de qualquer maneira, o que garantiria sua promoção para a Fórmula 1. Grosjean tem sua carreira gerenciada por Flavio Briatore e Bruno Michel, os homens-fortes no comando da GP2. E o interesse que ele desperta na França é muito grande.


Este mesmo descontentamento dos adversários em relação a um possível tratamento diferenciado já havia sido registrado quando o piloto levou o título da GP2 Asiática em 2008. E há quem diga que ele só perdeu a série principal do ano passado por pura incompetência, porque também teria um carro “com super-poderes” à disposição.


Olhando de fora, fica realmente difícil de julgar. Mas eu confesso que, no treino de classificação ontem, realmente fiquei com a pulga atrás da orelha com a moleza que foi para Grosjean. Ele passou a maior parte da sessão com um segundo de vantagem para o resto. Fez tudo parecer fácil demais.


Mas não dá para uma suspeita virar uma verdade absoluta e acho que ninguém nunca saberá se o francês realmente teve sua vida facilitada. Melhor esperarmos sua entrada na Fórmula 1 para avaliar melhor sua real qualidade. Que ele vai entrar, eu tenho certeza.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

HORA DA DECISÃO

Daqui a nove finais de semana se encerra o campeonato da Fórmula 1, serão seis corridas até lá. Lewis Hamilton (70 pontos), Felipe Massa (64), Kimi Raikkonen (57) e, vá lá, Robert Kubica (55), farão agora uma espécie de mini-campeonato rumo ao título. Embora a vantagem de Hamilton especialmente sobre os dois últimos nomes seja relativamente confortável, minha aposta é a de que o piloto que mais somar pontos nestas seis últimas provas leva o caneco.

Já na GP2, o campeão sai em no máximo dez dias, com duas rodadas duplas no programa. Giorgio Pantano lidera com 71 pontos, mas Bruno Senna (58) e Lucas Di Grassi (51) ainda têm chances. Eu conversei com os dois sobre a expectativa deles antes da decisão e também sobre o futuro, o que vocês poderão ler na edição de amanhã do Lance!

É hora também de apostar. Fórmula 1, GP2: para você, quem ganha?

sábado, 23 de agosto de 2008

VEXAME

Para quem não viu: o final da corrida da GP2 foi muito bizarro.Giorgio Pantano, que largou na pole e comandou a corrida toda, ficou sem gasolina antes da última curva. Álvaro Parente, Bruno Senna e Karun Chandok, também – o brasileiro ainda conseguiu se arrastar até a linha de chegada para terminar em nono lugar.

Fontes diferentes do paddock apontam que um curto período de Safety Car no início da prova livrou a categoria de um vexame histórico. Sem ele, quase a totalidade dos pilotos não teria completado as 34 voltas previstas. Com a queda de temperatura hoje em Valência, o consumo aumentou muito em relação ao registrado ontem e os cálculos foram pro espaço. Quem terminou, foi no limite. Surpresas que uma pista nova no calendário pode provocar. Por mim, podiam colocar duas ou três a cada ano – desde que, claro, tirassem duas ou três também. Excesso de provas, aliás, levou a FIA a criar um sistema de rotação no Mundial de Rali, o que está dando muito pano pra manga. Mas isto é assunto pra outro dia.

Em tempo, dificilmente o mesmo quadro se repetiria com a F-1 amanhã. A prova deve ser com temperaturas em torno de 30°C e tempo seco. Foi o que o Berger me garantiu hoje. Mesmo assim, a corrida promete ser interessante, especialmente na largada. Não percam. Até lá!