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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

TV BLOGO - GAROTO-PROPAGANDA


No início do ano, Heikki Kovalainen fez um comercial em tons épicos (acima) anunciando a temporada da F-1 na tevê finlandesa. O trabalho acabou premiado no país e até que o piloto se saiu bem ao incorporar o personagem de um determinado homem do ártico. Em outro comercial feito mais tarde, o abaixo, dá para perceber que a veia para brincar de ator vem da família.

domingo, 28 de novembro de 2010

SUSTO

Foi um baita de um barulho no Esprit Arena de Düsseldorf. Aparentemente por uma quebra de suspensão (não houve uma confirmação oficial), Heikki Kovalainen bateu forte logo na primeira corrida do domingo. O dano foi além do material. Durante cerca de dez segundos, o piloto ficou inconsciente dentro do carro. Foi despertado pela passageira, sua namorada Catherine Hyde. Depois, o finlandês desceu andando do carro e foi levado a um hospital para exames, desistindo do resto da competição. Tudo certo com ele, ficou apenas o susto.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

CORRIDA DOS CAMPEÕES - DIA 1

A sexta-feira foi de treino na pista, um dia importante para os pilotos se acostumarem a carros que não conhecem e, o fundamental, entender as reações e os pontos de freadas distintos de cada modelo. Dos 16 participantes, apenas dois não treinaram: Michael Schumacher apareceu apenas para a coletiva e Sebastian Loeb nem deu as caras. Curiosamente, dois que estão na lista dos favoritos. Confira abaixo o que houve de mais relevante hoje aqui em Düsseldorf.

Vettel e Schumacher
Sebastien Vettel e Michael Schumacher apareceram bem humorados em uma concorrida entrevista coletiva em Düsseldorf, parte dos preparativos para a Corrida dos Campeões neste final de semana. A dupla defenderá no sábado o tricampeonato na Copa das Nações e vão se enfrentar no domingo na disputa individual.

“Estou animado para os dois dias. Amanhã, correremos juntos mas, no dia seguinte, me desculpe Sebastian mas estou aqui para ganhar”, brincou Schumacher, destacando a alegria de participar pela primeira vez do evento diante do público de seu país. “Vai ser especial”, afirmou.

Vettel, que se prepara também para se exibir com o Red Bull RB6 amanhã em Berlim e domingo no próprio estádio da “Corrida dos Campeões”, também acha a competição especial. Pedi a ele uma comparação e o piloto admitiu que gosta do clima relaxado, da chance de se divertir com os rivais na pista quando se está fora dela. Mas faz uma ressalva: nada se iguala à emoção de pilotar um carro de F-1.

“A Fórmula 1 é uma paixão. O carro é algo muito especial. Poderia até tentar explicar qual a sensação de pilotá-lo, mas não dá para transmitir a emoção. É um outro mundo. O desafio inacreditável poder desafiar a si mesmo, em primeiro lugar, e depois aos melhores pilotos em corridas por todo o planeta”, afirmou.

“Aqui, o desafio é enfrentar pilotos de diferentes categorias e países com carros que nenhum de nós está acostumado a pilotar. A base é completamente diversa, uma grande mistura, mas ainda assim o objetivo é ser o melhor e derrotar todo mundo. Por outro lado, o ambiente é muito mais relaxado, temos tempo de desfrutar juntos o tempo fora das pistas”, analisou o alemão.

Alain Prost
O tetracampeão mundial Alain Prost não economizou elogios ao piloto vencedor do título em 2010. Falando na entrevista coletiva da Corrida dos Campeões, em Düsseldorf, o francês destacou que a conquista de Sebastian Vettel foi merecida.

“Vimos dois Sebastian Vettel neste ano. Um até setembro, depois um novo homem. O que ele fez na parte final do campeonato foi excepcional”, destacou. “Pelo q ele aprendeu este ano, tem tudo para ganhar mais títulos no futuro”.

Prost também avaliou a temporada de Michael Schumacher, que classificou como “excepcional”. “Eu disse antes do início do ano, o quanto seria difícil voltar depois de três anos parado. Em cima disso, acho que ele fez um campeonato excepcional”, falou.

“O problema é que criaram expectativas altas demais. Ele jamais poderia atingí-las, tanto pelo carro como pela pausa das corridas. Vamos ver no ano que vem. Mas ainda assim acho difícil. Eu parei por sete meses entre 92 e 93, não é fácil voltar a ter o mesmo nível de concentração e todo o resto necessário para prevalecer num meio competitivo como é a F-1”.

Neste final de semana, o piloto participa pela primeira vez da Corrida dos Campeões, que será disputada na cidade alemã de Düsseldorf. “Sou um novato aqui, mas também acho que sou o mais velho, o que é engraçado. O problema é que desde 2003 eu só piloto no gelo. Estou com pouca experiência de asfalto”, divertiu-se o tetracampeão.

Heikki Kovalainen
O finlandês Heikki Kovalainen procurou não entrar na polêmica quanto ao futuro da equipe Lotus. No momento, seu time luta na justiça para correr na próxima temporada com o nome e o logotipo do lendário time de Colin Chapman, uma marca que é protestada pelos chefes da montadora Lotus Cars. Perguntei sua opinião sobre o tema e o piloto disse não há nada que ele possa fazer a respeito.

“Sinceramente, não me importo qual o nome a equipe terá no ano que vem. Só me interessa saber qual será o nível de downforce do carro. É por isso que eu mantenho um contato constante com a fábrica”, afirmou Kovalainen.

“Quanto a questão do nome, quem decide isso são os chefes. Meu trabalho é apenas o de estar em forma quando os testes da pré-temporada chegarem”.

O piloto está na cidade alemã de Düsseldorf para disputar a Corrida dos Campeões, evento do qual saiu vencedor da edição de 2004. “São boas memórias. É bom estar de volta. Temos pilotos de extrema qualidade, vai ser difícil repetir o título. Mas o formato da disputa é muito interessante, com vários carros à disposição. Gosto de todos, mas o Porsche 911 é o mais divertido”, afirmou.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

FORRÓ DE CABO A RABO

“Era poeira subindo/era aquele poeirão/e os cabras não deixavam o Zé aguar o chão/ele chamou um soldado/e o soldado chamou um cabo/e o forró continuou/e foi forró de cabo a rabo”. A letra da música do inesquecível Luiz Gonzaga (feita em parceria com João Silva) trouxe muitos dos elementos desde início de atividade do GP da Coreia: a poeira na pista, os soldados que trabalham duro para aprontar as arquibancadas. É uma F-1 forrozeira no lugar mais improvável.
A situação é curiosa em especial na chicane que antecede a reta, a sujeira impera, uma vez que os pilotos “cortam” levemente a zebra com a parte externa das rodas esquerdas para ganhar velocidade na reta. Foi ali que me postei para fazer imagens do primeiro treino e ilustrar um quadro que não tem como solucionar até domingo.No fundo, acho bacana. Os melhores pilotos do mundo vão enfrentar um desafio a mais e acho que todo mundo vai ganhar com o espetáculo. Pelo menos dá para fazer umas fotos diferentes - a da McLaren, focando nas pedrinhas, ficou especialmente bacana. Clique nas imagens para ampliar!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

ARRUMANDO A CASA

As palavras temerosas de Bernie Ecclestone apostando no naufrágio de algumas equipes antes do final do ano foram puro terrorismo. O diminuto dirigente chegou à conclusão que as equipes da Fórmula 1 podem se satisfazer com um pedaço menor do bolo dos lucros da categoria se tiverem que o dividir por dez ao invés de doze. Mas as notícias que eu trouxe de Hungaroring e estão publicadas na edição de hoje do LANCE! mostram que as novatas chegam à pausa com uma base boa para assegurar sua continuidade na categoria.

A Hispânia realmente já acertou que vai usar o know-how, staff e instalações que pertenciam à Toyota na cidade de Colônia para seu projeto do ano que vem. O anúncio só não foi feito ainda porque os japoneses esperam o pagamento da parte inicial do acordo estimado em 55 milhões de euros, o que está programado para acontecer até no máximo no final de setembro.

A presença de Sakon Yamamoto no time foi de ajuda fundamental para sacramentar a parceria, principalmente por ele trazer no bolso cerca de um décimo desse valor. Ainda não é oficial, mas já posso adiantar que o japonês vai correr todas as etapas ao lado de Bruno Senna até o GP do Brasil. Apenas a prova de Abu Dhabi permanece em aberto – o carro de número 20 pode ser ocupado por Yamamoto, por Karun Chandhok ou até mesmo pelo austríaco Christian Klien no encerramento da temporada.

Outra novidade que está nas páginas do jornal é do acordo sacramentado entre a Lotus e a Renault, revivendo a antiga parceria dos anos 80. Em Hungaroring, se falou até na possibilidade do time de Norfolk abrigar o russo Vitaly Petrov no ano que vem para ajudar em seu processo de amadurecimento e abrir um lugar na Renault para um piloto mais “pronto” (Heidfeld, Sutil, Glock e Kovalainen foram alguns dos nomes citados). Mas o russo impressionou no final de semana e pode voltar a ser uma aposta dos franceses se continuar nesse tom.

Ao contrário dos dois acima, um acordo que ainda não foi fechado mas cujas conversas estão bem encaminhadas é o de Peter Sauber e Carlos Slim. O bilionário mexicano entraria como sócio minoritário da equipe, exporia sua marca Telmex na carenagem e traria seus protegidos para o cockpit dos carros de Hinwil. No ano que vem, Sérgio Perez correria ao lado de Kamui Kobayashi. Em 2012, a dupla seria Perez e Esteban Gutierrez, o garoto que anda impressionando na GP3.

Para encerrar, a Virgin continua apostando no seu projeto de sucesso a médio prazo e parece ter mesmo a base financeira para isso. A ordem por lá e continuar desenvolvendo o carro deste ano ao máximo para continuar tirando lições para o modelo do ano que vem. E a intenção do time é pela continuidade da sua dupla de pilotos, com o qual os chefes estão muito satisfeitos.

(Foto Luis Fernando Ramos)

sábado, 15 de maio de 2010

POSTAIS MONEGASCOS

O Grande Prêmio de Mônaco é especial porque...

... tem uma paisagem inagualável...

... os iates são enormes...

... os carros lá soltam faísca...

... tem estrelas de mentira...

... e estrelas de verdade...

... esse é o visual do caminho do estacionamento até a sala de imprensa...

... manter o carro na pista lá é fogo...

... os motorhomes são incríveis...

... os carros passam debaixo do seu nariz...

... pilotar com um Fórmula 1 moderno em um traçado tão seletivo e apertado é surreal!!! Clique nas imagens para ampliar!


(Fotos Luis Fernando Ramos)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ESPECIAL 2009 – OS DEZ PIORES

A turbulenta temporada da Fórmula 1 teve pontos negativos de sobra. Aqui a minha compilação do que mais chamou a atenção nesse quesito. Infelizmente, os escândalos estiveram no topo de tudo e sobraram opções para uns quinze itens. Espero no ano que vem ter mais dificuldades para essa seleção.



10 – Adrian Sutil em Cingapura

Já cansei de ver esse tipo de manobra no Grand Prix Legends, mas não esperava isso na Fórmula 1. Depois de bater rodas com o errático Jaime Alguersuari e rodar, Adrian Sutil resolveu dar um cavalo-de-pau para voltar para a pista – bem no meio do tráfego. Arrebentou o carro de Nick Heidfeld e o respeito que os colegas tinham por ele. Foi o “Momento Paul Tracy” do ano. Da década, melhor dizendo.


9 – Coletiva de Lewis Hamilton na Malásia

Com a cara de um filhote expulso da ninhada e a voz hesitante, Lewis Hamilton encarou os jornalistas da Fórmula 1 para pedir desculpas públicas pelo chamado “escândalo da mentira”. Um momento constrangedor de tentar explicar o inexplicável. A mídia inglesa, para quem a maneira de se comportar de um campeão do mundo e tão ou mais importante que o feito, caiu de pau. Teria sido melhor ficar quieto. Michael Schumacher nunca teve que explicar porque transformou a Rascasse num estacionamento.


8 – Kazuki Nakajima

Se a Williams perdeu o sexto lugar no Mundial de Construtores para a BMW Sauber na última corrida, a culpa foi de Kazuki Nakajima. Afinal, os 34 pontos e meio conquistados pela equipe em 2009 vieram do outro lado da garagem, o do alemão Nico Rosberg. Como um autêntico zero à esquerda, o japonês chegou ao fim do ano sem ter seu nome ligado a nenhuma equipe, mesmo o pessoal na finada Toyota havia perdido as esperanças nele. E, o pior, ninguém no ambiente sempre cínico da Fórmula 1 perdeu tempo falando mal dele. Vai embora e ninguém vai perceber sua ausência.


7 – Giancarlo Fisichella na Ferrari

Claro, Luca Badoer foi a catástrofe do ano: irremediavelmente lento, completamente fora do ritmo e sem confiança no equipamento. Trágico, sim, mas a posterior participação de Giancarlo Fisichella com a equipe de Maranello salvou a imagem do pobre Luca. Afinal, além de limitado, Badoer não disputava uma corrida há mais de dez anos e não teve contato com um F-1 nesta configuração aerodinâmica e com pneus slicks antes da estréia em Valência. Era um naufrágio anunciado. Já Fisichella é um piloto mais competente e chegou na Ferrari depois de um resultado impressionante com a Force Índia. Sua missão era ajudar a Ferrari a se manter em 3° lugar entre as equipes, somando alguns pontinhos. Falhou fragorosamente. Seu sonho de pilotar pela equipe virou um pesadelo – e uma das maiores decepções da temporada.


6 – Romain Grosjean

Não precisa nem levar em conta a confusão que a decisão gerou: estava na cara que a chegada de Romain Grosjean na Renault era a troca de seis por demi-douzaine. Foi até pior, pois o desempenho do francês nas provas que disputou lembrou o Nelsinho Piquet do início de 2008: afoito, inseguro, com muitos erros, acidentes e nenhuma produtividade. Além de queimar seu nome para a categoria, as sete corridas que fez serviram para confirmar que as apostas de Flavio Briatore, na maioria das vezes, são furadas.


5 – BMW Sauber

Em 2008, a equipe bávaro-suíça abdicou do desenvolvimento de seu carro – e por tabela de brigar pelo título da temporada – para se concentrar no modelo deste ano. Também foi o time que mais insistiu no uso do KERS, apostando que seria a arma secreta para dominar o ano. Dois tiros n’água. O F1.09 foi um carro natimorto: o dispositivo não funcionou a contento e foi logo descartado, depois do projeto todo ter sido feito em torno dele. Depois do fracasso esportivo, veio o inesperado anúncio de que a marca estava deixando a categoria depois de apenas quatro temporadas como equipe própria. Com o rabo entre as pernas.


4 – Heikki Kovalainen

A McLaren começou o ano com um dos piores carros do grid, mas conseguiu virar o jogo a partir do meio da temporada e venceu duas corridas com Lewis Hamilton. Heikki Kovalainen? Bem, não subiu nenhuma vez ao pódio, um feito particularmente incrível em Valência, uma pista onde não há pontos de ultrapassagem, quando largou da segunda posição e terminou em quarto lugar. O finlandês não é nenhum novato e teve a partir da Alemanha um equipamento competitivo em mãos. Mesmo assim, terminou com o mesmo número de pontos que Felipe Massa, que só pôde disputar nove corridas no ano. Um desastre total.


3 – FIA versus FOTA

A briga pelo poder na Fórmula 1 neste ano lembrou a de tempos remotos, quando só algumas letras eram diferentes: Fisa versus Foca. E foi o motor de todos os outros escândalos do ano, tudo manobras políticas no complexo tabuleiro da categoria, onde o bem-estar da mesma não preocupou ninguém. O duelo só não ocupa o topo dessa lista porque (infelizmente) ainda não acabou. E a impressão que fica é que “casualidades de guerra” como Max Mosley e Flavio Briatore farão de tudo para voltar aos holofotes assim que possível. Embrulha o estômago só de imaginar...


2 – Falta de ultrapassagens

Novo pacote aerodinâmico, asas móveis, KERS. As novidades no regulamento técnico da Fórmula 1 visavam apenas um objetivo: melhorar as chances de ultrapassagem. Mas as corridas de 2009 foram, com raras exceções, uma procissão de monotonia com apelo reservado para os que se interessam em entender questões de estratégia. Se os difusores duplos foram o instrumento para o fracasso da idéia, a (proposital) indecisão da FIA na hora de esclarecer a regra manchou o início do campeonato e o trabalho de muita gente. Novas idéias para 2010, principalmente o fim do reabastecimento, podem causar algum impacto no problema. Resta ficarmos na torcida para que, desta vez, seja um impacto positivo.


1 – Cingapura 2008

É mesmo muito grave a conspiração de causar um acidente para favorecer um outro piloto da equipe e conseguir um resultado que salvasse a pele de todos? É óbvio que sim. A Fórmula 1 já viveu suas histórias de espionagem industrial e a flutuação de informações que acompanha as transferências de engenheiros é inevitável e mais ou menos aceita. Assim como pilotos que recebem ordens para ceder posição ao companheiro de equipe. Mas naquela noite de setembro os já frágeis alicerces do esporte foram completamente ignorados, assim como a segurança do executor, de seus colegas e também do público. Foi um golpe muito baixo, de gente sem escrúpulos e/ou força moral. E a motivação vingativa com que a história veio à tona mostra mesmo que se trata de um conto de desclassificados, ainda que o efeito colateral do episódio – a saída de Briatore do esporte – tenha sido positivo.