O que era claro desde sábado foi confirmado de forma oficial hoje pela equipe Renault: Nick Heidfeld será o substituto de Robert Kubica neste temporada - pelo menos até uma eventual volta do polonês. Assim a equipe usa a carta da segurança, apostando num piloto sólido e experiente, capaz de minimizar o prejuízo com a saída de seu líder na pista. Uma escolha lógica.Para Heidfeld, é mais uma chance de reviver sua carreira. O alemão não é mau piloto, mas nunca conseguiu empolgar a ponto de ser a primeira aposta de alguém. Foi assim quando era piloto júnior da Mercedes: quando abriu uma vaga na McLaren, a marca apostou no imberbe Kimi Raikkonen, mesmo com Heidfeld tendo feito mais pontos que o finlandês quando correram juntos na Sauber.
No final de 2004, Frank Williams queria colocar o brasileiro Antonio Pizzonia do time, mas os alemães da BMW pressionaram e Heidfeld ganhou uma nova chance de reviver uma carreira que tinha entrado numa perigosa espiral descendente. Foi com a turma da Bavária que ele se manteve por anos na categoria com um carro mais ou menos competitivo, mas sem arregalar os olhos de ninguém.
Com a saída da BMW, lutou por uma vaga na Mercedes mas foi atropelado pelo retorno às pistas de Michael Schumacher e optou por ajudar a Pirelli no desenvolvimento dos pneus para este ano. Conseguiu assim uma chance de mostrar seu potencial por cinco corridas na Sauber. Novamente, não convenceu ninguém e ficou a pé. Até o infortúnio de Robert Kubica.
Ironicamente, era o piloto que o alemão superara em duas de três temporadas completas na BMW. E que ganhou a única corrida para o time, no ano em que tiveram o carro mais competitivo. A relação entre os dois era profissional, mas não havia a menor afinidade entre as personalidades. Não é por acaso que, segundo relatos, Kubica teria declarado sua preferência por Vitantonio Liuzzi como substituto. Mas Heidfeld ganhou uma nova chance.
Que demonstre ser mais que um piloto constante, eficiente e capaz de desenvolver um equipamento. Conseguir resultados além do que o equipamento permite seria a única maneira do alemão assegurar um futuro mais longo do que apenas o de uma eterna segunda opção.
(Foto Renault)

































