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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

FOTO DO DIA – GP DO JAPÃO DE 2007

“Salvem o planeta”, bradou a Honda em 2007. No primeiro ano após a saída da British American Tobacco, os japoneses abriram mão de qualquer tipo de patrocínio e se engajaram numa campanha ecológica. A pintura do carro era linda (eu, pelo menos, adorei), mas o planetinha azul pesou e o RA107 não andava nada. E se não fosse a boa corrida de Jenson Button na China, penúltima prova do ano, o time passaria a vergonha de terminar a temporada atrás da rival Super Aguri. De quem chegou a apanhar nas primeiras corridas. E Rubens Barrichello passou o ano em branco.


Em pouco tempo, o que precisaria ser salvo era o que restou da própria equipe.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

CABEÇA QUENTE, PNEUS FRIOS

Além das punições incompreensíveis distribuídas na corrida de ontem – e muito bem analisadas por vocês no post abaixo – o grande assunto no paddock do circuito de Fuji foi o destempero de Lewis Hamilton na largada. Acho que como a maioria de vocês, minha opinião ao final da prova era a de que ele tinha sido estúpido ao não pensar no campeonato, especialmente depois de passar a semana jurando que o faria. O próprio inglês falou depois estar “arrependido” da tentativa estabanada de superar Kimi na primeira curva.


Fui colher depoimentos pelo paddock e me impressionei com uma coisa: não foi só Hamilton quem errou naquela freada. Na verdade, a maioria dos pilotos acabou surpreendida pela combinação da gana de ganhar posições, da temperatura amena do asfalto (bem menor em relação a sexta e sábado) e dos pneus médios da Bridgestone – os mais duros do final de semana – que todos estava usando.


Vejam, por exemplo, o que disse o vencedor da prova, Fernando Alonso (que, aliás, vive um momento fantástico). “Eu mesmo bloqueei os pneus dianteiros e escapei um pouquinho. Estava muito frio e quase todos tinha os pneus mais duros. Dei sorte de sair daquela curva já em segundo lugar”.


Mas a conversa que mais me fez refletir foi feita com Alexander Wurz, piloto de testes da Honda e uma das opiniões mais sagazes dentro da Fórmula 1. “Existem 30 centímetros entre o coração e a mente e parece que é no coração que ele trabalha. Nós, que estamos de fora, temos minutos para ver a cena e analisá-la. Já ele tem de tomar a decisão em uma fração de segundo. É inevitável que vá agir de forma instintiva”.


É uma opinião importante, por se tratar de alguém que é e sabe como pensa um piloto. Eu ainda acho que Hamilton foi afoito e que deveria ter abordado a situação com o campeonato em mente. Mas vejo agora com mais clareza como é complicado para um piloto ter este tipo de disciplina mental no momento da adrenalina de uma disputa.


No final das contas, acho o erro de Hamilton perdoável. Imperdoável foi apenas a sua atitude de classificar como “deliberada” a ação de Felipe Massa na curva 10. No calor da batalha, o brasileiro viu seu rival e decidiu que não iria aliviar. Num átimo de segundo, instintivamente. Como Hamilton havia feito pouco antes na largada.


Conclusão: coloquem Wurz como comissário de prova!

domingo, 12 de outubro de 2008

JULGUE VOCÊ MESMO

Ainda muito trabalho pela frente mas, antes de analisar uma corrida cheia de histórias, queria ouvi-los: das três punições, quais você aplicaria, quais consideraria lances normais?

Para lembrar (em negrito o punido):
a) Hamilton versus Raikkonen na Largada
b) Massa versus Hamilton na curva 10
c) Bourdais versus Massa na curva 1

sábado, 11 de outubro de 2008

ON AIR

Algumas das F1 Girls puderam visitar os estúdios da Rádio Bandeirantes na corrida passada, matando uma curiosidade que eu ainda tenho: como trabalham meus colegas de transmissão do outro lado da linha. Neste meu primeiro ano na rádio, só conheço a minha rotina de repórter in loco. Minha conexão é feita através do aparelho da foto acima, que funciona basicamente como um telefone, mas utiliza uma linha especial. Isto garante a excelente qualidade do áudio, não importa onde seja a prova.


Depois de feita a conexão com um modem também especial, no estúdio em São Paulo, posso ouvir a transmissão e fico com os microfones abertos, ou eventualmente fechados enquanto converso alguma coisa com a turma que cuida da parte técnica, uma zaga sólida que garante toda a retaguarda do que você escuta no seu dial. São eles que colocam no ar as sonoras pré-selecionadas e enviadas por mim para os minutos que antecedem a largada, onde o objetivo é deixar o ouvinte a par de tudo o que for relevante para acompanhar a corrida.


Dada a largada, é hora de se multiplicar: é preciso ficar atento ao monitor de imagens, ao de tempos de volta, à movimentação das equipes no pitlane (quando a sala de imprensa está colocada de forma a permitir isso, como aqui em Fuji), ao meu computador para trocar mensagens com os colegas de transmissão, às minhas anotações e, principalmente, ligado no que está sendo falado no estúdio, que tem o Odinei Édson comandando a transmissão com agilidade e sempre acionando alguém do grupo, formado ainda pela ordem alfabética de Alessandra Alves, Cacá Bueno, Fábio Seixas e Jan Balder. É preciso estar pronto quando for a minha vez, para trazer um lance da corrida que muitas vezes pode estar passando desapercebido pelo ouvinte que nos escuta ao mesmo tempo em que acompanha as imagens na tevê (o que, presumo, deve ser o caso na maior parte da nossa audiência). É tanta coisa junta que, às vezes, sai erro mesmo, não tem jeito. Mas é uma adrenalina gostosa de fazer ao vivo. A impressão que eu tinha dos narradores quando via a prova no aconchego do sofá da sala mudou completamente. Não é mole.


Um amigo meu que ouve a nossa transmissão diz que parece uma banda, onde cada um tem a sua hora para solar. E diz ele que o conjunto está entrosadíssimo. Se você nunca ouviu, não perca a chance de fazê-lo nas provas que restam, começando na de hoje, a partir de uma da manhã. É só ligar colocar o dial na rádio Bandeirantes ou na Band News FM. Ou escute direto pela Internet, no site de uma ou de outra. E conte depois aqui o que você achou!

COMPLICOU

Em corridas, tudo é possível, mas não será fácil para Felipe Massa minimizar na corrida o prejuízo que teve na classificação. Foi um resultado estranho e o piloto também não conseguiu achar a explicação certa para o quinto lugar no grid, apontando uma falta de aderência dos pneus no momento decisivo. No Q2, com pouca gasolina, Massa voou e registrou o melhor tempo, um indício de que o carro estava bom. A impressão que fica é a de que o piloto está com muito combustível, mais do que Raikkonen e Hamilton, mas isso é algo que só vamos conferir na prova.

O que mais me chamou a atenção foi a expressão de Massa nas entrevistas depois do treino, como alguém que vê a chance de realizar um sonho ir desaparecendo. E, curioso, quem pareceu tranqüilo foi Barrichello. Pelo jeito, a Honda vai esperar até o final da temporada antes de decidir sua dupla de pilotos e parece que a conversa que ele teve com a direção da equipe tenha lhe deixado a situação mais clara – e ele um pouco mais confiante na sua chance de ficar.

O DUELO DAS EQUIPES

Já que falamos de classificação, confira o placar do duelo interno das equipes até agora:


Raikkonen 5 x 11 Massa

Heidfeld 3 x 13 Kubica

Alonso 16 x 0 Piquet

Rosberg 12 x 4 Nakajima

Coulthard 2 x 14 Webber

Trulli 12 x 4 Glock

Bourdais 5 x 11 Vettel

Button 8 x 8 Barrichello

Sutil 8 x 8 Fisichella

Hamilton 11 x 5 Kovalainen


Comentários?

EFICIÊNCIA JAPONESA

Sempre me falaram da eficiência como uma característica do povo japonês. Curiosamente, onde eu mais senti isso foi no programa oficial da corrida aqui de Fuji. É obvio que eu não entendo nada do idioma, mas através da diagramação feita e das fotos, deu para ver que a revista é muito mais informativa que suas similares das corridas européias, mais quadradas e abusando do tamanho das fotos em detrimento aos dados. E o que mais gostei de tudo foi este quadrinho sobre o formato do treino de classificação. Para quem não entende de F-1, é sempre uma tarefa difícil explicar o funcionamento dele. Com o gráfico acima, fica mole.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

VAI SER AGORA?

De acordo com rumores que circulam pelo paddock, a Honda pode fazer um anúncio sobre os planos da equipe para o ano que vem ainda neste final de semana do GP do Japão, hoje ou amanhã. No final da tarde de ontem, Rubens Barrichello entrou numa reunião com a chefia da equipe. Seu semblante hoje no paddock era de intranqüilidade, aliás, como esteve em todo o final de semana. Muitos apontam que sua saída da equipe é praticamente certa, mas poucos arriscam a dizer quem entraria em seu lugar. O nome de Bruno Senna é muito cogitado, mas o de Nelsinho Piquet começa a ganhar força.


Para quem não sabe, há um petição online para a Honda renovar com Barrichello, contando com mais de 4 mil assinaturas até agora. Vai assinar essa também?

EQUILÍBRIO

E equilíbrio não só entre Massa e Hamilton, que terminaram as duas sessões de hoje com tempos muito próximos. Mas também entre o grid todo. À tarde, os dezessete primeiros colocados ficaram separados por menos de um segundo.


Deve chover no sábado em Fuji e deve ficar seco no domingo. Na classificação, vai todo mundo para pista molhada com o carro acertado para o seco. Vai ser um treino bem bacana, não perca!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

TUDO AZUL

As quintas-feiras costumam render muito material. Hoje aqui em Fuji foi um dia especialmente rico, com a conversa com Lewis Hamilton e o desabafo de Rubens Barrichello. Agora é hora de recarregar as baterias e sonhar com imagens como esta, proporcionado pelo circuito mais belo da temporada (em seu entorno, em seu ambiente, em seu astral), ao lado de Spa-Francorchamps. Uma ótima surpresa, esta pista de Fuji!

Até amanhã (hoje à noite para vocês)!