Mostrando postagens com marcador March. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador March. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

MINIATURAS – MARCH 701 (JARIER)

Hoje completamos minha mini-coleção de Marchs 701. A última peça é especialíssima, trazendo o modelo que a equipe Arnold alugou para a estréia do francês Jean-Pierre Jarier na Fórmula 1, no GP da Itália de 1971. O carro é prateado porque pertencia ao alemão Hubert Hahne, que tentou classificá-lo para o GP da Alemanha do ano anterior, sem sucesso. Em Monza, Jarier alinhou na última colocação e terminou oito voltas atrás do vencedor. Foi uma participação esporádica e o francês só voltaria a correr na F-1 com regularidade a partir de 73.

A miniatura é mais uma da Quartzo na escala 1:43. Abaixo, a coleção completa apresentada aqui no blog nos últimos dias. Clique nas imagens para ampliar!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

MINIATURAS – MARCH 701 (SERVOZ-GAVIN)

Continuando com um terceiro March 701 da minha coleção, este da equipe Tyrrell e usado pelo piloto Johnny Servoz-Gavin no GP da Espanha de 1970. Foi um ano amaldiçoado para a Fórmula 1 e a prova em Jarama teve um incrível acidente no qual os envolvidos saíram ilesos. Servoz-Gavin se manteve na pista e terminou em quinto lugar, mas seria sua última corrida na F-1. Ele já estava sofrendo com problemas na visão decorrentes de um acidente no ano anterior e não se sentia mais seguro nas pistas. Depois de não se classificar para a prova seguinte, em Mônaco, o playboy francês pendurou o capacete e foi viver uma vida de alta sociedade em Grenoble, onde nasceu e onde morreria em 2006, aos 64 anos de idade. Viveu muito mais que muitos dos seus companheiros de corrida. Eram anos duros, os de então.

A
miniatura da foto é da Quartzo, na escala 1:43. Clique para ampliar!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

MINIATURAS – MARCH 701 (ANDRETTI)

Já que apresentei anteontem a March 701 de John Love, acho que vale a pena variar sobre o mesmo tema. Outro modelo que repousa nas minhas prateleiras de miniaturas é o que Mario Andretti pilotou no GP da Espanha de 1970, quando terminou em terceiro lugar e obteve assim seu primeiro pódio e primeiros pontos na Fórmula 1. O norte-americano, que estreou na categoria com uma pole-position no GP dos EUA de 1968, fez apenas participações esporádicas na F-1 até 1975, quando competiu em (quase) toda a temporada pela equipe de Parnelli Jones. Com o título de 1978 e doze vitórias, ele é o principal piloto do país a correr na categoria. Uma pena que os rumores iniciais da entrada do neto Marco Andretti na USF1 jamais se concretizaram. Seria legal ver a terceira geração da família fazendo a ponte EUA-Europa, mas pode ser que as incertezas do projeto assustaram o clã, que preferiu continuar se concentrando na Indy. A miniatura da foto acima foi feita pela Quartzo na escala 1:43 (clique para ampliar).

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MINIATURAS – MARCH 701

A história da equipe sul-africana Team Gunston foi contada pelo Daniel Médici neste e neste post do indispensável “Cadernos do Automobilismo”. História que me lembrou de uma das miniaturas que eu mais gosto da minha coleção, com John Love no March 701. Acho muito feliz a combinação de preto e laranja – e o design do carro é a mais completa tradução da transição dos charutinhos dos anos 60 para os bólidos com asa da década seguinte. O modelo da foto foi fabricado pela Quartzo na escala 1:43. Clique para ampliar!

terça-feira, 7 de abril de 2009

MINIATURAS – MARCH 721

O March 721 é inconfundível com seu aerofólio dianteiro que parece uma tábua de passar roupa. Além de exótico, o projeto de Robin Herd era também competitivo. Foi com esse carro que Ronnie Peterson conquistou o vice-campeonato em 1971, numa temporada amplamente dominada por Jackie Stewart.


A miniatura da imagem acima, bem com a cara dos anos 70, foi fabricada pela Politoys na escala 1:24. Quem mandou foi o Thomé, cujo blog completa hoje um ano de existência. Parabéns, grande!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

FOTO DO DIA – GP DA BÉLGICA DE 1977

O piloto belga Patrick Neve fica na história como o último a correr pela equipe de Frank Williams antes da fundação da Williams Engineering, que passou a fazer os seus próprios carros a partir de 1978. Com um March 761, Neve não conseguiu muita coisa na temporada, sendo um sétimo lugar em Monza o melhor resultado. Já Frank Williams contava pela primeira vez com o patrocínio da Saudi Arabian Airlines, uma parceria bem-sucedida que rendeu títulos mundiais e vai voltar no ano que vem.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

FOTO DO DIA – GP DA ALEMANHA DE 1970

Casa cheia em Hockenheim para acompanhar a primeira corrida de Fórmula 1 no circuito. Ainda no começo da prova, a briga estava acirrada entre Jacky Ickx, Jochen Rindt, Clay Regazzoni e Jo Siffert. Depois, foi uma guerra interminável de vácuo entre o belga e o austríaco, com a liderança se alternando várias vezes até Rindt prevalecer no final, com menos de um segundo de vantagem. Ninguém podia imaginar, mas era o último triunfo do inesquecível piloto da Lotus.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

MINIATURAS – MARCH 711

Belíssimas estas duas peças da coleção do José Ferreira, do blog 4 Rodinhas. Pode não parecer, mas trata-se do mesmo modelo, o March 711. À esquerda está o carro usado por Ronnie Peterson no Grande Prêmio da Itália de 1971, aquela famosa corrida em que cinco carros cruzaram a linha de chegada praticamente juntos. Na foto abaixo, Peterson está perseguindo Peter Gethin, da BRM, que o derrotaria no final por apenas um centésimo de segundo – isto mesmo, 0s01. À direita está o 711 utilizado por Niki Lauda duas semanas antes, no GP da Áustria. Foi a sua estréia na categoria.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

MINIATURAS – MARCH 761B

O “messieur” Caíque Pereira não se cansa de nos surpreender com as miniaturas mais raras e graciosas que existem. Uma delas é esta March 761B, utilizada por Alex Dias Ribeiro na temporada de 1977 da Fórmula 1. A passagem do brasileiro pela equipe dirigida por Max Mosley não foi das mais fáceis, basta constatar as enormes diferenças de personalidade entre os dois. A verdade é que o inglês estava muito preocupado em ganhar dinheiro e pouco em empregar o que seus pilotos lhe pagavam no desenvolvimento do equipamento. Como resultado, Alex não se classificou para a largada de oito das 17 corridas daquele ano. Das nove que correu, terminou cinco – tendo como melhores resultados dois 8°s lugares (Alemanha e Canadá).

A sensacional miniatura foi fabricada pela brasileira Orange, na escala 1:20. Caíque, ainda dá para encontrar uma preciosidade destas hoje em dia?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

MINIATURAS – MARCH 2-4-0

E vamos começar o ano com um bólido que termina com um “8” deitado. A tirada pode ser infeliz, mas talvez nem tanto quanto o projeto do March 2-4-0, de autoria de Robin Herd. Após observar o desempenho do Tyrrell P34 na temporada de 1976, o engenheiro concluiu que um Fórmula 1 de seis rodas seria mais eficiente com quatro delas no eixo traseiro – haveria mais ganho aerodinâmico e não haveria a necessidade do desenvolvimento de pneus especiais, já que seriam os mesmos utilizados nos modelos de quatro rodas. O primeiro teste ocorreu no final daquele ano, mas foi marcado por sucessivos problemas no câmbio. Como a March não tinha muito dinheiro (e economizar já era uma obsessão do senhor Max Mosley, o dono da equipe na época), o 2-4-0 foi deixado de lado. Sua única aparição oficial foi nos treinos para o GP do Brasil de 1977. Será que alguém por aí teria alguma raríssima foto deste carro em ação em Interlagos? Se tiver, me escreva!

A ótima miniatura da foto acima, do carro como foi apresentado à imprensa (abaixo), pertence ao Mário Bessa e foi fabricada pela Minichamps, na escala 1:43.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

FOTO DO DIA – GP DO BRASIL DE 1991

O Milton Bonani estava em Interlagos há 16 anos e fez este instantâneo de Maurício Gugelmin na saída do Laranjinha. Um retrato de uma época em que os carros deixavam muitas fagulhas pelo caminho. “Foi sorte de principiante”, escreveu-me o modesto Milton, sobre ter captado tão bem o momento. Ótima foto e ótima contribuição, obrigado!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

MINIATURAS – LEYTON HOUSE CG901

O André Dias mandou esta bonita peça fabricada pela Tamiya na escala 1:20. É o Leyton House CG 901, pilotado por Ivan Capelli e Maurício Gugelmin na temporada de 1990. O projeto tinha a mão de Adrian Newey (junto com Gustav Brunner e Chris Murphy) e, claro, se destacava pela excelente aerodinâmica. No GP da França, o italiano liderou a maior parte da prova, mas chegou em segundo lugar.

Adrian Newey que até hoje está na ativa. O projeto do RB4 já está adiantado e Helmut Marko, consultor da Red Bull, anda disparando rojões. “É um carro para disputar o título”, garantiu.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

FOTO DO DIA – GP DO JAPÃO DE 1987

Dependendo do ponto de vista, esta é mais uma “capellada do Capelli”. O italiano da equipe March estava desde o começo da corrida embutido na traseira da Ligier de René Arnoux. Na 13ª volta, sua paciência terminou e ele tentou uma manobra otimista no hairpin de Suzuka. O toque foi inevitável e causou danos em ambos os carros. Quando diminuiu a velocidade para entrar nos boxes, o bico do carro de Capelli se soltou e o acidente foi inevitável. Talvez com remorso, o piloto se apressou a ajudar os fiscais de pista a desbloquear o caminho para Arnoux entrar no pitlane (clique para ampliar).

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

MINIATURAS – MARCH 751

Tentar encontrar alguma coisa de positivo no GP da Espanha de 1975 é difícil. O descaso dos organizadores e a pressão dos homens fortes da categoria para correr em um circuito sem a menor segurança resultaram em uma tragédia que custou a vida de quatro pessoas em Montjuic.


A
interrupção da prova na 29ª volta, veio tarde demais, mas acabou garantindo a primeira (e única) pontuação de uma mulher na Fórmula 1. A italiana Lella Lombardi ficou em sexto lugar na classificação final, recebendo meio ponto já que a prova foi interrompida antes da metade. Seu carro era um March 751 retratado neste modelo 1:43 da Minichamps, enviado pelo César Pedrini. Eu adorava este bico do carro, ainda que ele pareça contrariar qualquer teoria aerodinâmica.


Lella Lombardi morreu
em 1992, com apenas 50 anos, de câncer. Parece continuar morta também a perspectiva de ver uma mulher na Fórmula 1 num futuro próximo. E não é de hoje. Confira abaixo uma coluna que escrevi no GP Total sobre o assunto, em março de 2004.

+++

Elas

17/03/04


Em meio à ressaca da etapa de abertura da Fórmula 1, esta notícia passou quase desapercebida na última semana: a Jaguar propôs à irlandesa Sarah Kavanagh um trabalho como piloto de testes. Seria um programa a longo prazo, com Sarah correndo neste ano na F-3, em 2005 na F-3000 e, finalmente, testando o Fórmula 1 da equipe em 2006. Meio caminho andado para, um ou dois anos depois, estrear na categoria como titular.

Seria uma boa
oportunidade de voltarmos a ver uma mulher pilotando na F-1, não fosse por dois detalhes. Primeiro: a irlandesa estaria com 33 anos em 2007, uma idade muito avançada para uma estreante. Segundo: a proposta da Jaguar exige que a piloto traga para a equipe um milhão de euros. Dá para ver claramente que a intenção da equipe não é exatamente de levar alguém do sexo feminino para a categoria máxima do automobilismo mundial. Trata-se na verdade de um golpe de marketing, ainda por cima faturando algum dinheiro com isso. Safados, estes ingleses.

+++

É uma pena. Em mais de 50 anos de Fórmula 1, apenas duas mulheres disputaram um Grande Prêmio: as italianas Maria-Teresa de Filippis, em 1958, e Lella Lombardi, em 1975. Para quem gosta de estatísticas, isto representa 0,3% entre todos os pilotos que já correram na categoria. A explicação mais comum para esta participação insignificante é sempre de ordem física: as mulheres são mais frágeis e têm dificuldades para suportar o esforço envolvido na pilotagem de uma máquina tão potente. Uma bobagem tão grande quanto achar que Alex Yoong é melhor do que Michael Schumacher.

Quem prova isto é a pioneira Maria-Teresa. No GP da Bélgica de 1958, a italiana cruzou a linha de chegada em décimo-lugar após completar 310 quilômetros num circuito exigente como Spa-Francorchamps – que tinha o dobro da extensão do traçado atual. Atingiu velocidades acima de 270 km/h com sua Maserati 250F (com pneus finos e sem cinto de segurança) e terminou a prova no mesmo estado de seus companheiros homens. “Nunca tive nenhum problema físico, apesar de ter na época os mesmos 49 quilos que tenho hoje”, comenta a senhora de 77 anos, que ainda participa eventualmente de corridas de carros antigos.

As
desculpas mascaram a falta de espaço que as moças disfrutam neste mundinho chauvinista chamado automobilismo. Se no Kart o preconceito já é latente, o que dizer da Fórmula 1, onde recepções calorosas só são reservadas à mulheres com meio litro de silicone nos seios? “Antes da minha estréia na África do Sul, não me deram a chance de fazer um único teste. Nem mesmo um molde de banco eles fizeram”, reclama Giovana Amati, a última a tentar se qualificar para um GP de F-1, em 1992 com a Brabham.

Quando a italiana chegou à categoria. era mais famosa por ter tido um caso com Niki Lauda do que por suas qualidades ao volante (olha o chauvinismo aí de novo). Marcou tempos ridiculamente piores que os do companheiro Eric Van de Poele, mas há quem acreditasse que faltou apoio para Amati. “É uma das mulheres mais malucas que eu conheci. Ele tinha a pegada necessária para se manter no circo, era mentalmente forte. Mas teve de sair da F-1 por motivos financeiros”, opina o ex-piloto e comentarista Christian Danner.

Como Giovanna, outras duas moças também tentaram sem sucesso se classificar para uma corrida. Ou melhor, uma delas até conseguiu, mas não entrou para a história. Desiré Wilson largou no GP da África do Sul de 1981 em 15° lugar, três posições apenas atrás do companheiro na Tyrrell Eddie Cheever e ao lado da McLaren de John Watson. Abandonou a prova após 51 voltas, mas a corrida acabou sendo desconsiderada do Mundial devido à briga entre a FISA (de Jean-Marie Balestre) e a FOCA (de Bernie Ecclestone – use a ferramenta de busca do GPtotal para saber mais).

Um ano antes, Wilson venceu uma corrida da série Aurora em Brands Hatch, batendo pilotos que estabelecidos na F-1 da época, como Eliseo Salazar e Guy Edwards. Para quem não sabe, esta categoria utilizava modelos que tinham acabado de ser descartados pelas equipes da Fórmula 1. O da piloto sul-africana era um Wolf WR3, utilizado por Jody Scheckter em 1978. Ainda em 1980, Desiré ficou em último no qualifying do GP da Inglaterra, mas apenas meio segundo atrás de um certo Keke Rosberg e a um segundo do então campeão mundial Scheckter.

Quem completa a lista feminina é Divina Galica, uma inglesa que veio do esqui e tentou três classificações nos anos 70, sem sucesso. Hoje, vejam só, ela é instrutora de pilotagem na Skip Barber Racing School, uma das mais conceituadas do mundo.

Os
pontos em comum na história destas cinco mulheres na Fórmula 1 são a falta de equipamento competitivo e a chance restrita que tiveram para mostrar suas credenciais. A única a marcar pontos foi Lella Lombardi, com um sexto lugar no confuso GP da Espanha de 1975. A prova foi interrompida no meio após um acidente com o piloto Rolf Stommelen que matou cinco pessoas. A italiana levou meio ponto para casa em sua segunda e última corrida na categoria. “Lella sempre ganhava o pior motor, o pior jogo de pneus. Ela era tecnicamente boa, entendia de mecânica, mas a March simplesmente a destratava”, relembra seu companheiro de equipe Hans Stuck.

Já é hora da Fórmula 1 rever seus conceitos. No início dos anos 80, a Audi deu um carro de fábrica para a francesa Michèle Mouton disputar o Mundial de Rali. Ela venceu quatro etapas e foi vice-campeã mundial em 82. Outro exemplo é o da alemã Jutta Kleinschmidt, campeã do Dakar em 2001, quando contou com apoio total da Mitsubishi. Um exemplo de que apostar no profissionalismo pode dar resultados, sem estas bobagens de “sexo frágil”.