quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

UMA NOVA FERRARI

De certa forma, Stefano Domenicali fez ontem, aqui em Madonna di Campiglio, o seu batismo oficial como chefe de equipe da Ferrari. Em uma concorrida coletiva que durou mais de uma hora, o italiano de 42 anos de idade já mostrou que, pelo menos no contato com os jornalistas, imprimirá um estilo completamente diferente do de Jean Todt. O francês, responsável pelo período mais frutífero na história da equipe, era direto e de poucas palavras. Já Domenicali impressionou pelas respostas longas, claras e completas.

Foi interessante observar como o caso de espionagem mexeu – e ainda mexe – com os ânimos da equipe italiana. “São feridas difíceis de curar. Mas minha responsabilidade como chefe de equipe é de olhar para frente. O que passou, ficou no passado”, jurou ele. Nem o fato da eletrônica padronizada da F-1 em 2008 ser feita pela McLaren o incomoda. “Mesmo que eles tenham alguma vantagem – e eu acho que têm já que conhecem todo o processo e a base de desenvolvimento do componente –, a Ferrari não vai usar isto como desculpa para nada. Cabe a nós trabalhar sem parar para entender como o componente funciona e tirar o melhor proveito disso”.

O fato é que uma nova era se inicia na Ferrari, que volta a ter uma cara mais italiana, sob o comando de Domenicali e com Mario Almondo (diretor de operações) e Aldo Costa (diretor técnico) em posições chaves. Se, no passado, isto foi sinônimo de bagunça, fica agora a expectativa de uma Ferrari eficiente como na era Todt. Pela determinação e, principalmente, inteligência demonstrada por seu novo chefe, é difícil imaginar a equipe saindo dos trilhos.

Um comentário:

Gabriel disse...

Eu acredito no trabalho de Domenicali e Costa, são profissionais competentes e o mais legal é que são bem diferentes de seus antecessores, quem sabe a scuderia se torna um pouco mais simpática?
A primeira impressão de Domenicali foi ótima.