quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

FALA MOCO

O Alexandre Carvalho enviou por e-mail três páginas de uma entrevista de José Carlos Pace à revista Veja, publicada menos de duas semanas antes de sua vitória no GP do Brasil de 1975. Confira o material nas imagens abaixo, clicando para ampliá-las. Chama a atenção ele dizer que encontrou na F-1 um clima de camaradagem muito menor do que esperava. Falou também do medo de morrer e das suas chances de vencer uma corrida (que logo se concretizaria). Ótimo presente, Alexandre, obrigado!

8 comentários:

Daniel Médici disse...

Que documento! A Fórmula 1 estava naquele momento em que os adiantamentos de participação davam lugar aos direitos de imagem como principal fonte de receita da categoria. Ou seja, o poder dos donos de circuitos dava lugar ao poder dos detentores da transmissão (leia-se equipes, leia-se Ecclestone). Watkins Glen dava a maior premiação do ano, mas mesmo assim, não conseguiu segurar seu GP por mais cinco anos.

Interessante também esse desencantamento com o business que o entrevistado mostra, e todos achamos que só chegaria nos anos 80. E Pace também me pareceu confirmar que os pilotos viam Stewart mais ou menos como um oportunista, que só lutou pela segurança na Fórmula 1 para curtir uma aposentadoria precoce com sua conta bancária. Mal sabiam eles que os ganhos de Stewart seriam ridículos se comparados aos de Lauda ou aos de qualquer piloto atual...

De Gennaro Motors disse...

Olá Amigo

Desejo a vc um ótimo natal e um feliz 2009. Estarei saindo de férias e retorno em Janeiro de 2009.

Grande abraço, De Gennaro

Leonardo disse...

Alexandre, muito obrigado por nos disponibilizar essa entrevista, realmente MUITO interessante!

Paulo Coruja disse...

Ico, vou contar uma coisa para você: é impressionante este material... que achado! Sensacional! Realmente vc (e nós na carona) ganhou um belo presente...

Speeder_76 disse...

Excelente, a entrevista. Coloquei nas minhas bandas um link para que viessem para aqui ver em pormenor, este achado histórico...

Henry disse...

Ico,
Para aqueles que clamam pela volta do ambiente garagista, tão solicitado ultimamente, a máquina do tempo vai ter que voltar mais longe do que se pensava para achar um exemplo.

A entrevista é de 33 anos atrás e todos os elementos criticados atualmente já estão presentes no depoimento do Moco.

De diferente, as perguntas do jornalista e a sinceridade do Moco.

Isso reforça o meu pensamento da importância de Luca di Montezemolo na F1 atual. Em 74, ele já estava lá e tem vivido todas essas transformações:
http://www.youtube.com/watch?v=KFXOdm6sEFI

1abraço

Tohmé disse...

Belo presente de natal. Documento histórico. Parabéns a todos envolvidos.

Anônimo disse...

este material é arqueológico e mostra bem a evolução atual dos carros e a diferença dos pilotos: antes homens maduros a desafiar a morte dia a dia em banheiras de combustível com charutos acesos a boca (emmo); hoje garotos imberbes a desafiar os limites em carros que mais parecem simuladores de vídeo game, tal a tecnologia embarcada.