quarta-feira, 30 de junho de 2010

OS TRÊS PILOTOS DA HISTÓRIA DA LOTUS

Mais uma enquete com um resultado de respeito. Sete títulos mundiais contam apenas metade da história. A verdade é que Jim Clark (83% dos votos), Emerson Fittipaldi (70%) e Ayrton Senna (44%) incorporam o espírito de verdade da Lotus em suas respectivas décadas. Colin Chapman, que venerava o escocês, teve suas diferenças com o “Rato” e nem chegou a conhecer o “Beco”, estaria orgulhoso dessa lista.

JIM CLARK
(Corridas pela Lotus: 72; Títulos: 2; Vitórias: 25; Poles: 33; Melhores voltas: 28)
A trajetória de um dos grandes pilotos da história se confunde com a da própria Lotus. Jim Clark começou em monopostos correndo de Fórmula Júnior sob a tutela de Colin Chapman. Logo estreou na Fórmula 1 e venceu os dois primeiros títulos na história da equipe. Poderia ter sido mais, mas também pagou o preço de desenvolver novas idéias do gênio inventivo de Chapman em alguns anos. E acabou perecendo num acidente em uma corrida menor de F-2, causado aparentemente por um pneu estourado. Ganhou um status de mito e deixou um grande vazio no esporte.


EMERSON FITTIPALDI
(Corridas pela Lotus: 42; Títulos: 1; Vitórias: 9; Poles: 4; Melhores voltas: 5)

O que seria da participação brasileira na Fórmula 1 se o olho aberto de Colin Chapman não apostasse naquele jovem piloto que vinha fazendo bonito em corridas de F-3 e F-2? Emerson Fittipaldi entrou na equipe no meio da temporada de 1970 e virou o número 1 natural do time depois da trágica morte de Jochen Rindt e de sua vitória no GP dos EUA daquele ano. Em 1972, fez uma temporada excepcional com cinco vitórias em doze corridas. Mas bateu cabeça com Chapman no ano seguinte pela divisão no time com a chegada de Ronnie Peterson. Pegou a mala e foi ser campeão na McLaren.


AYRTON SENNA
(Corridas pela Lotus: 48; Títulos: 0; Vitórias: 6; Poles: 16; Melhores voltas: 6)

Muita gente pode estranhar a presença de Senna nesta lista à frente de pilotos que foram campeões pela Lotus, como Graham Hill, Jochen Rindt ou Mario Andretti. Mas é uma ótima escolha: o brasileiro foi o responsável pelos últimos suspiros de sucesso da equipe, conquistando em 1987 a última vitória do time na corrida de Detroit. Seu sucesso na Lotus gerou inevitáveis comparações com Jim Clark, mas o brasileiro entendeu rápido que o futuro do time, sem Chapman e com a grana cada vez mais curta, era limitado e tratou logo de arrumar um lugar na melhor equipe daquele momento, a McLaren.

(Fotos Luis Fernando Ramos - topo - e reprodução Internet)

8 comentários:

98t - Érico disse...

O que você achou do comentário do Galvão durante a corrida domingo?? Ele disse que a família do Chapman dá sua benção à atual equipe Lotus apenas pelo muito dinheiro que recebe. Foi mais uma galvanice grosseira ou há verdade nisso?

Quanto à lista, é difícil escolher apenas três, mas ela ficou muito boa de qualquer jeito. A história da Lotus é mais rica que se pode imaginar, apesar de ter ficado tanto tempo fora da F1.

Leone disse...

Eu simplesmente adoro o Emerson, respeito o Senna, mas, a Lotus do Jim é fabulosa.

marconi disse...

Como comentei no post anterior: Que seleção Ico!
Foi muito difícil (ao menos pra min) escolher o terceiro piloto depois de ter escolhido Jim Clark e Ayrton Senna. Estava em dúvida entre Fittipaldi, Peterson e Rindt, mas acabei escolhendo o Rato. A história de Emerson e sua Lotus 72 é uma das mais fantásticas da F1.
Mas vendo essa lista de pilotos, dá para compreender um pouquinho mais o sucesso da verdadeira Lotus. Não esquecendo, óbvio, do gênio Colin Chapman, que a razão da Lotus ter se transformado nesse mito.

Luiz G disse...

...E Ronnie Peterson?

Anônimo disse...

Não lembro como eu votei!
Mas esse resultado é justo!
Três gigantes pilotos duma outrora gigante equipe!

Quanto a Jim Clark, ele morreu em 1968, em Hockenheim, numa prova de Formula 2, não?

um abraço
Renato Breder

Ico (Luis Fernando Ramos) disse...

Renato, é de F-2 mesmo, pensei numa coisa, escrevi outra. Valeu pelo toque!

Érico, eu não ouvi o q foi dito na transmissão. Mas o Galvão estava na África. Se estivesse em Valência e tivesse visto a emoção de Clive Chapman no grid, talvez tivesse reconsiderado sua colocação.

Abs!

TW disse...

Realmente uma seleção bem difícil. Afinal, a equipe é uma das de grande nome na F1 e escolher apenas 3 pilotos pra resumir sua importância na categoria é algo muito complicado.

Apesar de não ter conquistado nenhum título enquanto estava por lá, sem dúvida alguma a seleção de Ayrton Senna é fundamental, já que a Lotus alavancou sua carreira e possibilitou que a McLaren olhasse para o brasileiro.

Parabéns pelo post

João Carlos Viana disse...

Não é querendo criar polêmica, mas não acho Senna tão importante assim para a Lotus. Rindt e Hill tiveram muito mais! Agora se para a McLaren, a coisa mudaria de figura...