Será que é hoje? O mundo do automobilismo aguarda com ansiedade o anúncio da fusão entre IRL e Champ Car, que durante anos encantaram o mundo quando eram mesmo apenas uma categoria, a Fórmula Indy. A cisão aconteceu em 1996, quando o dono de Indianápolis, Tony George, resolveu fundar a IRL, levando consigo a prova das 500 Milhas e atraindo um bando de pilotos de segunda classe. O primeiro campeonato terminou empatado (!), com o título dividido entre os memoráveis (?) Buzz Calkins e Scott Sharp.
Mas Tony George sabe muito bem fazer negócios: nestes dez anos, casou a venda de ingressos de sua categoria com a Nascar, cresceu a receita do bolo e acabou minando a rival Champ Car ao tirar dela as equipes mais tradicionais, como Penske, Ganassi e Green. A última grande que resistiu foi a Newman-Haas, cujos donos devem ter se entediado com o domínio absoluto exercido nos últimos anos, correndo diante de arquibancadas vazias.
A torcida é para que esta nova categoria volta a ser o que era a Fórmula Indy: grande e fascinante, como na época em que a Newman-Hass tinha um “Red Five” reservado para Nigel Mansell – sim, que em 1993 era o campeão da Fórmula 1. O inglês e Emerson Fittipaldi proporcionaram um duelo histórico na pista de Cleveland e Mansell terminou aquele ano como campeão com a Lola T93, representada acima no lindo modelo enviado pelo Lucas Carioli e fabricado pela Tamiya na escala 1:20.
Mansell, Emerson, Mario Andretti, Raul Boesel, Bobby Rahal e Al Unser Jr. Esta era a turma que andava na frente na época. Junte as conquistas de todos para se ter uma idéia da grandeza que era a categoria. Será que com esta nova fusão, o quadro pode se repetir? Será que os Estados Unidos voltarão a ter uma categoria de monopostos capaz de rivalizar com a Fórmula 1? Espero que sim.