quinta-feira, 18 de outubro de 2007

INIMIGOS ÍNTIMOS

O primeiro round da decisão do Mundial de 2007 começou hoje em Interlagos com uma entrevista coletiva na presença dos três postulantes ao título, além de Felipe Massa. Kimi Räikkönen, como de costume, foi o iceberg de sempre. Disse não estar nervoso com a disputa, não comentou sobre a renovação de contrato de seu companheiro de equipe “porque não é um problema meu”, falou que mal comemorou seu aniversário ontem porque “só se fica feliz nestas ocasiões quando se tem uns dez anos de idade”. Deu mesmo a impressão habitual: não está nem aí pra nada.

Novidade mesmo foi a proximidade demonstrada por Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Os dois riram juntos, juraram novamente que se dão bem e que a imprensa aumenta a rivalidade entre ambos. É possível que sim, como é impossível não notar uma tensão no ar entre ambos. A situação dos dois em relação à chefia da equipe – um é querido, o outro odiado – certamente não contribui para a relação entre eles. Ficou com pinta de fachada.

Talvez mais do que saber o campeão da temporada, a grande pergunta a ser respondida no fim-de-semana é em relação ao futuro de Fernando Alonso. Na McLaren, ele não fica. Perguntado sobre o que achou da frase de Ron Dennis no GP da China, de que Lewis estava disputando “com Alonso, e não com Kimi”, o espanhol foi direto: “Fiquei surpreso, mas não achei estranho”. Sobre a duração da temporada, com 17 corridas, mais um comentário curioso: “para mim, este ano foi longo demais”, respondeu após suspirar.

Se ainda não foi costurado, o futuro de espanhol deve ser acertado neste fim-de-semana. Tem gente na Williams e na Renault que não vê a hora disto acontecer.

Um comentário:

Milton M. Bonani disse...

O Raikkonen sempre "simpático", não? Quer saber? Não vou torcer para ninguém. Quem for campeão está bom.

Engraçado é que na foto os dois parecem bem espontâneos.