terça-feira, 30 de outubro de 2007

A TAÇA DO MUNDO É NOSSA

Impossível ficar alheio à indicação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. A notícia, a princípio, é boa: principalmente pela tradição e pela paixão que temos no futebol. Resta saber o que vai se fazer com esta oportunidade. Vale dar o exemplo de Barcelona, que mudou completamente sua cara quando recebeu os Jogos Olímpicos de 1992 e soube investir com inteligência, investindo bem em sua infra-estrutura e renovando completamente pontos críticos e decadentes da cidade.

No Brasil, a meu ver, o ideal seria aproveitar o evento para também investir em infra-estrutura e, principalmente, apostar no evento para alavancar a indústria do turismo no País – para mim, a solução de todas as mazelas econômicas e sociais daqui. Hoje em dia, o planeta está vendo o surgimento de milhares de paraísos artificiais, como Dubai, e o pior é que a resposta do turista internacional (o que gera mais renda) está sendo positiva. Com tanta natureza exuberante, o governo tem uma chance de ouro de melhorar a estrutura para recebê-los, um enorme cartaz para divulgar nossas atrações e a obrigação de preparar o brasileiro em geral para receber bem o estrangeiro. Afinal, não há propaganda mais eficiente que a boca-a-boca – e é justamente esta que tem praticamente matado o turismo no Brasil, já que o turista assaltado em Copacabana virou parte permanente da paisagem do Rio de Janeiro, por exemplo.

Mas se for virar um enorme oba-oba da autopromoção e da roubalheira, temo que vamos perder aí uns sete anos importantes de desenvolvimento. Uma derrota que nenhum título mundial compensaria.

7 comentários:

Herik disse...

Já tivemos um aperitivo. O PAN do Rio deu apenas uma pequena dimensão do que deve ser a Copa do Mundo.
Teremos uma verdadeira nova orgia com o dinheiro público, com obras que custarão o quádruplo do valor real.
E o pior de tudo é perceber que, assim como tudo no Brasil, obras de infra-estrutura só saem do papel quando é para fazer bonito para os estrangeiros. O bem estar da população mesmo, pouco importa.

Gustavo Castro disse...

Olha, a briga política já começa agora nas disputas para cidades sedes. E vai começar a mesma gastança de sempre.

Anônimo disse...

Taí uma boa chance de detonarem com tudo de bom que foi feito nas finanças do país nos últimos anos. Imaginem, os caras em Brasília estão criando CPI do Coríntians - é simplesmente um caso de polícia, não? Pra quê?

E vem nosso presidente com mais uma frase estupidamente infeliz, ele e suas piadas. Vou torcer para os argentinos em 2014.

A frase na foto é naturalmente ambígua, claro, trata-se de uma criação publicitária, mas me faz pensar no já ganhou que vitimou o povo em 1950.
Aliás, já notaram que o Brasil foi o único até hoje a perder na finalíssima sendo o país sede do torneio? Corrijam-me se estiver errado.
abs
Fernando Amaral

Diego disse...

O que o Paulo Coelho fazia em Zurique? Foi apenas um papagaio de pirata do dono da CBF? Uma Copa do Mundo no Brasil é legal, o problema são as pessoas que irão organizar o evento. Reformaram o Maracanã para o Pan, e o Ricardo Teixeira fala em mais obras no estádio. Acho que o Nuzman fez a reforma errada no Maracanã.

P.S. A Suécia também perdeu uma final de Copa em casa, em 1958 para o Brasil.

renato mesa disse...

A intençao eh boa ao meu ver. Mas do jeito que as coisas sao no Brasil, metade dos ingressos serao distribuidos a vip's metidos a besta e as obras serão superfaturadas ao extremo.

E quanto ao Pan do Rio, foi um evento que superou minhas expectativas. Caso conseguissem uma estrutura daquele nível sem a robalheira tradicional, seria uma copa perfeita

Anônimo disse...

Concordo com o Herik !

o pessoal aqui tem de rezar para que algum evento importante ocorra para que alguma obrinha de infra-estrutura "sobre" para a população.

e mesmo assim muita coisa nem sai do papel.

Acho que a Copa, infelizmente, vai ser um PAN elevado a potência de 10.

A roubalheira vai correr solta.


Filipe W

Anônimo disse...

diego, obrigado pela correção.falha minha.

reitero o q disseram filipe w e herik, o q me causa medo pois vão calcar as despesas nos impostos de classes A,B e C, pois,é claro, os orçamentos iniciais vão sofrer transformações de gigantismo ao longo da execução dos projetos, e na proporção dita pelo filipe.

aí então antevejo, num futuro longínquo, aulas de história do brasil onde se ensinará como o país arruinou um certo nível econômico conquistado a duras penas por duas décadas antes da tal copa do mundo.
quero ver se países vizinhos não poderão botar defeito.

fernando amaral