quarta-feira, 23 de julho de 2008

A CURVA TARZAN EM ZANDVOORT

Depois de tanto falarmos das retas de Hockenheim, que tal falarmos um pouco de curvas? Afinal, elas são o desafio máximo dos circuitos e, justamente por causa disso, costumam ser batizadas, ao contrário das retas. Muitas vezes, as origens destes nomes são divertidas, como é caso da curva do Laranja em Interlagos, onde os inexperientes (ou "laranjas") erravam o ponto ideal de sua tangência.

Outra história curiosa é a da primeira curva de Zandvoort, a da foto acima. Antes da construção da pista, o terreno era ocupado por uma série de hortas privadas. Um dos jardineiros se recusava a vender o seu lote, até que as autoridades propuseram batizar uma das curvas da pista em sua homenagem. O sujeito, um holandês alto e musculoso, aceitou. Desde que utilizassem o apelido pelo qual era conhecido: Tarzan.

7 comentários:

Anônimo disse...

São essas histórias que enriquecem a F1. Essa do laranjinha eu não conhecia. E sobre as outras curvas, voc~e tem mais dessas referências. Passa para a gentye, Ico.
Abraço a todos.
Paulo santos/RJ

Raul Costa disse...

nao sabia dessa do tarzan!

muito legal

zandvoort... preciso dar umas voltas lá

L-A. Pandini disse...

A história do Tarzan é ótima!

O Edgard Mello Filho me deu outra versão para a curva do Laranja. Segundo ele, no traçado antigo o modo correto de percorrê-la era abrindo a tangência progressivamente, para se posicionar corretamente na saída e estar no ponto de tomada da primeira perna do S. Edgard contou que os novatos/braços duros/laranjas faziam o ponto de tangência na metade, como se depois dela viesse uma reta longa. Quando saíam da curva, deparavam com a entrada do S e estavam no meio da pista, sem qualquer condição de fazer a tomada correta para o S.

- A "Subida do Café" tinha esse nome porque ali existia um quiosque onde se vendiam bebidas.

- A curva 3, até a década de 1960, era conhecida como "bacião". Não havia muro no lado externo: quem errasse corria o risco de rolar ribanceira abaixo. Teve gente que morreu ali, como o Américo Cioffi (1964).

Abraços! (LAP

Daniel Médici disse...

Em algum lugar da en.wikipedia, acho que no artigo sobre Hugenholtz, disseram que Zandvoort era pra ser uma espécie de anfiteatro das manobras militares nazistas. Aí o Hugenholtz fez acertos mínimos para transformar aquilo em uma pista de corrida.

Não é uma versão conflitante com o post, e nem tão curiosa assim. Mas eu não posso confirmar!

Ajzas disse...

Muito legal o comentario do Pandini, que fala sobre a época maravihosa de Interlagos nos anos 60/70. A curva do 'laranja' era isso mesmo, o ponto de tangencia enganava qualquer novato 'braço duro e pé redondo'. E o 'bacião' da curva 3 era um mergulho de pura emoção. Você fazia a tomada, dava uma aliviada no 'punta-taco', depois era pé em baixo e 'seja o que Deus quiser', o bacião e o torque resolviam tudo para uma saída de curva brilhante. Na minha opinião Interlagos ficou mais visível com as modificações, mas estragaram o que havia de melhor.

Ico (Luis Fernando Ramos) disse...

Boa Panda! Fui escrever "de memória" e saiu besteira. A história do Edgar, claro, é a correta e bastava uma pesquisinha básica para chegar a ela. O post agora está corrigido. Valeu! :-)

Anônimo disse...

em 1999 fui fotografar o F3 Marlboro Masters, e perguntei ao press officer do circuito a origem do nome dessa curva, e ele deu uma versão muito menos interessante, que tarzan era o nome da máquina usada na terraplanagem, ou no assentamento do asfalto, não lembro exatamente.
essa do horticultor, que já li sobre numa revista francesa, é mais rica.
a área foi mesmo de uso militar dos nazistas na Segunda Guerra.

em Interlagos, a curva do Sol (antiga) assim é chamada por causa do sol da tarde que se põe exatamente contra o sentido da tangência da curva, ofuscando a visão dos pilotos.
o mergulho, li nalgum lugar uma versão também divertida, que se alguém saísse muito forte da pista ali, mergulharia no lago lá embaixo (antes do muro que tem lá agora, dava pra ver parte do lago quando no meio da curva).

Fernando Amaral