sexta-feira, 24 de outubro de 2008

SALVANDO "LULU"

Quando o colega Luiz Alberto Pandini me contou sobre o sobre o suposto diálogo entre a equipe e Rubens Barrichello durante o Grande Prêmio da Áustria de 2002, publicado no novo livro de Lemyr Martins, dei ótimas risadas com o conteúdo e fiquei espantado como alguém com a experiência dele tinha sido capaz de publicar isso como verdadeiro.


Hoje, li pela primeira vez o conteúdo completo do “diálogo”, transcrito no Lancenet, que trouxe também durante o dia a repercussão de todas as partes envolvidas. Lemyr Martins manteve a afirmação da história ser verídica. A irmã de Rubens Barrichello diz que é mentira. O colega Ivan Capelli fuçou na Internet e achou a transcrição do mesmo diálogo, em inglês, publicada em 2002. O título da mensagem: “funny”.


Eu ouvi o assessor da Ferrari, Luca Colajanni, e vivi o momento impagável de ver um sujeito normalmente sisudo e durão se esgoelar de tanto rir. Detalhe: Colajanni até hoje passa as corridas usando fones de ouvido e escuta toda a comunicação da equipe. Sua explicação é até óbvia: apenas três pessoas conversaram com Rubens Barrichello na prova: seu engenheiro Gabrielle Delli Colli, Ross Brawn e Jean Todt. A Ferrari também nunca teve um funcionário chamado Karl Scheister.


Barrichello e Colajanni vão procurar cópias do livro para verem com os próprios olhos o que foi escrito antes de saber se é o caso de tomar uma atitude. Vão rir, mas duvido que vão gostar.

11 comentários:

Francine disse...

Vou repetir o que já escrevi no Lance:

A inversão de valores no mundo é insuportável, enquanto fazem de tudo para enaltecer BBBs, artistas viciados, esportistas farristas e indisciplinados, destroem sem dó a imagem de uma pessoa literalmente do bem. Deus proteja o Rubinho, porque não é fácil aguentar o que ele aguenta. O povo brasileiro deveria estar apoiando o Rubinho nesse momento difícil de mais uma sacanagem contra ele, e no entanto só exploram o lado negativo. É muito triste, terminar a carreira sem valorizarem a importãncia que o Rubinho teve para o país. Tenho certeza que o Senna estaria do lado dele, e não fazendo chacota, como fazem os demais ex pilotos. Assinei a petição a favor dele, e nâo faria o mesmo pela maioria dos pilotos brasileiros atuais e aposentados.

Speeder_76 disse...

Obviamente, eu também rio-me desta situação, mas no fundo, no fundo, sinto-me desgostoso, por saber que alguém da minha (nossa) classe, capaz de fazer barbaridades destas. Eu, que ando a seguir isto desde que vi a noticia no Capelli (há uns dois dias), chego à conclusão que esse Lemyr Martins já teria há muito colocado compulsivamente na reforma.


Aliás, se fosse o Rubinho e o Montezemolo, punha esse senhor em tribunal, pedia uma indemnização brutal e suspendia a publicação. O mais surpreendente, é que falamos de alguém que esteve lá!

Ron Groo disse...

Eu também ri muito. Como se assistisse um filme de Monty Pyton.
Não consigo entender como alguém compra como verdadeira - experiente ou não - uma história onde uma empresa do porte da Ferrari age como se estivesse num filme da série "O Podereoso Chefão"
Acompanhei o blog do Capelli o dia todo, sempre rindo muito. E qual não foi a surpresa em ler a entrevista do Lemyr afirmando e reafirmando o que publicou como verdade...
Olha... Quase fiquei com dó da cachorrinha Lulu, que quase ficou presa num lugar qualquer de Maranello sendo obrigada a comer apenas massas italianas o dia todo.
Tadinha da cachorrinha...
Agora, de verdade, tava louco para saber sua opinião sobre isto. Vi que condordamos.

Santos disse...

Sacanagem com Rubinho!
Sempre considerei-o excelente piloto, apesar de ter o azar de pilotar junto com Schumacher.
Rubinho é o último piloto pra quem eu realmente torço!

Rubens Lisboa disse...

no momento em que li o texto, saquei que era uma enorma cascata, que o Lance! estava cometendo um grande erro em reproduzir, mas fazer o que?

Quem manda não sou eu, mas não deixo de ficar envergonhado em ver uma página de jornal desperdiçada com uma alucinação de Lemyr Martins e a ingenuidade do repórter que a publicou.

Anônimo disse...

O Ron Groo disse tudo !

O texto da conversa, mais parece uma transcrição de um diálogo do Monty Python !!! hahaha

Na minha cabeça até imagino o John Cleese, Michael Palin e o Eric Idle fazendo o sketche.

Sei lá a história é tão absurda que fico imaginando não ser um golpe de marketing.

Não sei não, talvez essa "piada" que o Lemyr publicou como verdadeira não acabe bem.

abs

Filipe W

16valvulas disse...

aposto que a Ferrari ameaçou que iria sequestrar a mãe do Rubens Barrichello enquanto ele gritava "eu vou ganhar", ele só deixou passar o Schummi quando eles disseram "vamos colocar cimento nas patas da Lulu e atirar para o Rio Alcântara"

Luiz G disse...

Olá Ico, já comentei demais esse assunto no blog do Capelli e, agora, só posso torcer para que o Barrichello tome providências quanto a questão.

Ele não foi apenas alvo de piada, mas também sua mãe, a relação deles e o posicionamento dele como profissional.

Lemyr Martins se fez de palhaço, faz os leitores de palhaço e tomou como palhaçada uma questão (sobre o esporte) que comoveu o país, na época.

Espero que alguma providência seja tomada.

Diga-se de passagem, o livro tem várias informações erradas.

Leo disse...

Como o título do livro é “Histórias, LENDAS e LOUCURAS da Fórmula-1″, acredito que deveria haver uma revisão editorial qualificando o Caso Lulu como lenda, ou loucura, ou pelo menos como loucura que alguém possa acreditar no relato.
Dessa forma, o relato ainda seria pertinente para ilustrar os excessos que a F-1 representa: o dinheiro gasto, o risco da profissão, o fanatismo dos torcedores. Esse útimo poderia ser exemplificado justamente com o Caso Lulu: fanatismo dos torcedores que, ao comentarem as corridas inventam as mais mirabolosas, bem como o fanatismo dos tocedores que creêm no inacreditável.

Luiz G disse...

Leo, nesse caso, o livro deveria se chamar, "Lendas, lorotas, cascatas e bobagens sobre a F1 - Por Lemyr martins".

Jorge Barata disse...

Lemyr Martins?!
Não, não o conheço... Mas o que os blogs do qual eu já li sobre o diálogo (desde o Capelli), parece-me que era um sujeito modelo no jornalismo automóvel brasileiro.

Mas um furo desses (no mau sentido) vindo de um poço de credibilidade cheira-me "tenho idéia para uma livro mas não tenho tempo para escrever". Logo existe o assessor (Pode ser que sim). E o que faz a garotada (por mais que não seja garoto mas a atitude é), hoje, em tempos de Internet? ctrl+c e ctrl+p.

Confiança de mais ou achou, por conta, que a internet é um poço de credibilidade. Nem tudo.

Um abraço moçambicano.