sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O CHATO

Os sinais de que Sébastien Buemi correria na Toro Rosso em 2009 surgiram nos quatro últimos GPs do ano passado, quando os homens da Red Bull conseguiram que o suíço fosse escalado como piloto do Medical Car. O objetivo, claro, era que o piloto tivesse um primeiro contato com pistas em que a GP2 não corre – mesmo que fosse com um carro “de rua” (mas que anda rápido prá dedéu). Dali em diante, a coisa ficou óbvia: vieram inúmeros testes, as afirmações de Franz Tost e Gerhard Berger, até a confirmação de hoje.

Não tive a oportunidade de entrevistá-lo ainda, mas a impressão que fiquei dele é das piores. Nessa sua passagem pelas últimas provas do ano, Buemi costumava marcar presença na sala de imprensa para trocar figurinhas com jornalistas de seu país. O problema é que sua atitude (e a dos patrícios) não era exatamente das mais simpáticas. Lembro-me de um domingo (sempre o dia mais tenso, mais cheio de trabalho) na China, em que o grupo helvécio promoveu um verdadeiro carnaval, uma espécie de jogo que desembocou em gritaria e acessos de riso, como uma autêntica “turma do fundão” de colégio primário. Enquanto isso, o resto dos jornalistas tentava se concentrar para terminar o trabalho. Foi algo completamente descabido. Espero que tenha sido apenas um episódio isolado e que, no fundo, ele seja um cara aprazível no contato profissional. Mas fiquei com o pé atrás, não tem jeito.

De qualquer forma, fora o suporte total que recebe de Helmut Marko (o consultor de pilotos do chefão da Red Bull, Dietrich Mateschitz), não vejo outro motivo para a ascensão de Buemi à F-1. Ele foi apenas o sexto colocado na GP2. Mostrou flashes de talento, mas cometeu muitos erros também. Um segundo ano na categoria me parecia o caminho mais correto. Enquanto isso, os cinco que terminaram o campeonato acima dele, sem exceções, mostraram muito mais qualidades.

Mas o suíço foi bem nos testes, andou no mesmo ritmo dos experientes Takuma Sato e Sébastien Bourdais. Se a Red Bull aposta nele, deve ter seus motivos. Para garantir, porém, eu chamaria um piloto experiente para ser seu companheiro de equipe.

4 comentários:

Andrei Spinassé disse...

Sei que consegui falar com ele em Interlagos, uma rápida exclusiva. Ele fala bem inglês e me deu atenção. Ele parece ser daquele tipo de cara que fica horas conversando com seus conhecidos. Fiquei o esperando por 15 minutos, porque ele estava de papo com outro cara lá. Não me pareceu ser uma má pessoa, Ico. Abraço.

Pierre Cracovsky disse...

Achei-o arrogante em algumas declarações que deu durante os testes de novembro e dezembro no ano passado.

Ron Groo disse...

Eu achei que ele era francês, vai ver que pelo nariz..,
Ele não deve estar lá por acaso. Deve ter algum talento no qual Berger focou para traze-lo né?
Bom... Eu espero que confirmem logo o Burdais como companheiro dele e assim dar continuidade ao time de "Tiões" da Toro.
Como diria Nando Reis: "O mundo é bão Sebastião, o mundo é teu Sebastião..."

Arthur disse...

Eu achava um piloto médio,pior que muitos outros que correram na GP2 e não estão na F1.Porem os testes da pré-temporada me surpreenderam,acho que ele possa conseguir manter o bom ritmo da Toro Rosso e ser mais um jovem e bom piloto correndo pela equipe italiana.
E o Kubica vai ter um grande concorrente no titulo de cara mais esquisito da F1...