segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

RÁDIO BLOGO – JAZZ E FÓRMULA 1 (PARTE 1)

Johnny Claes tinha nacionalidade belga, mas nasceu em Londres em 11 de agosto de 1916. O pai era de Bruxelas e mãe, escocesa. Sua paixão, o Jazz, surgiu antes mesmo de completar 20 anos de idade, depois de aprender a tocar trompete com um conhecido músico da época, Nat Gonella. Não demorou muito para montar sua própria banda. A “Johnny Claes and his Clae Pigeons” é tida até hoje por especialistas como um grupo à frente do seu tempo, que o líder permitia e incentivava longos solos de seus colegas (sim, isso é muito antes de Miles Davis, John Coltrane, Charlie Parker, etc.).


Ao término da II Guerra Mundial (período durante o qual gravou a maior parte de sua discografia, em Londres), Claes voltou para Bruxelas para cuidar dos negócios de sua famíliamuito abastada, por sinal. Em 1947, ele visitou o GP da França em Lyon-Parilly e atuou como interprete dos pilotos ingleses que era fluente nos dois idiomas. Foi que a paixão pelo Jazz deu lugar à pela velocidade.


Claes comprou um Talbot Lago T26C, acima. A foto foi tirada no GP de Mônaco de 1950, no qual terminou em sétimo lugar. Foi seu melhor resultado em 23 participações na Fórmula 1. Mas venceu por duas vezes o GP des Frontières, em Chimay. E também o rali Liége-Roma-Liége de 1953 quando conduziu por 52 horas depois que o outro piloto da equipe ficou doente.


Aos 39 anos, depois de viver a vida de forma intensa, Claes sucumbiu à tuberculose. Em sua homenagem, ouça-o com seus Claes Pigeons em “How Am I To Know”, de 1941.


Amanhã, mais um capítulo do improvável encontro entre o Jazz e a Fórmula 1. Confiram!



5 comentários:

Ron Groo disse...

O próprio Claes cantava?
Costumo dizer que tudo na vida é um grande aprendizado. Este é um jazz man que eu ignorava completamente.
O tema é muito suingado, os sopros da parte central dele lembram Parker numa gravação para uma rádio, A WHDH em 1963 no clube Storyville Boston.
mal posso esperar pelo post de amanhã então, vou ficar ouvindo Woody Herman para aplacar a curiosidade.

Raul Costa disse...

Nossa, Ico. Meus parabéns. Muito obrigado mesmo!

Anônimo disse...

Jazz, Blues e Rock and Roll não há nada melhor na vida!

Dêem uma passadinha e confiram a cobertura da DAYTONA 500 no Blog AemD: www.automobilismoemdebate.zip.net

Ico (Luis Fernando Ramos) disse...

Groo, quem canta na gravacao é um certo Bill Lee. Claes comanda a trupe e o trompete, ao lado de seu mestre Nat Gonella.

Raul, de nada! :)

Abs!

Tuta Santos disse...

Ico, isso sim é a vida real! Dá um filme, não acha? Ou então, para poupar, uma história em quadrinhos. E aí aparece alguém para filmar...
Abs