quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A VOLTA DA ÁGUIA?

USF1 é o nome da equipe norte-americana que, de acordo com matéria do site da Autosport, pretende entrar na Fórmula 1 em 2010. É o primeiro sinal de que o futuro da Fórmula 1 está em seu passado: times independentes que criam seus próprios chassis e correm com motores comprados a preços razoáveis. Como os custos no ano que vem devem cair ainda mais, a USF1 pode ser apenas a primeira de uma série de equipes novas dispostas a se aventurar na categoria. E um incentivo para montadoras claudicantes a se manter na F-1 nem que seja apenas para fornecer motores.

Sinais positivos, afinal. Só não gostei da falta de tato dos senhores Ken Anderson e Peter Windsor (meu colega de “cercadinho” nos circuitos da temporada). Para realizar um golpe de marketing perfeito, bastava colocar o lendário Dan Gurney como uma espécie de patrono simbólico e batizar o time de Eagle. Além de incrementar a captura de patrocínio, chegariam ao grid com uma história pregressa que inclui até uma vitória.

5 comentários:

Speeder_76 disse...

Pode de facto, Ico. Mas apesar de conhecer esta história desde o meio do ano passado, com a crise que anda por aí, há muitos cépticos, incluindo eu próprio.

Afinal, se ainda ninguém avançou para comprar as instalações da Honda, e não ouvi qualquer noticia sobre o abaixamento (ou mesmo a abolição) da taxa de inscrição da Formula 1 (que anda à volta dos 50 milhões de dólares, creio eu), como posso acreditar firmemente numa USF1 (ou numa Eagle F1)?

Ron Groo disse...

É exatamente o que penso Ico.
Bernie e Max podem ser tudo, menos loucos.
Se as montadoras estão debandando ou ameaçando e eles não se mexem é porque já tem um plano em mente. E este plano passa exatamente - na minha opinião - em fortalecer times pequenos e independentes.
Com a grana que eles levam na brincadeira, é só dividir um pouco mais o bolo que dá pra manter umas duas ou tres equipes destas e pronto. Estaria salva a galinha dos ovos de ouro deles...

Ylan Marcel disse...

A diferença, Ico, é que no passado, os independentes faziam isso de forma natural. Atualmente, é algo artificial, planejado pelos mesmos que tentaram, sem sucesso, vender a categorias as montadoras. Abração!
www.motorizado.wordpress.com

Smirkoff disse...

A equipe do Gurney chamava-se Anglo-American Racers (AAR) na F1, só o carro era Eagle. O motor Weslake era inglês, bem como o projetista do carro, o Len Terry. Quando o Gurney desistiu da F1 e fechou a fábrica na Inglaterra, convenientemente mudou o nome da equipe para All American Racers.

Com a presença do Peter Windsor, a equipe teria de ser chamada "Australian-American Racers"...

moises simoes disse...

Na terra de Phill Hill, não seria nada mal. Mas Eclestone está mais distante do que se imagina da América do Norte e os americanos não estão nada acostumados a assitirem filas indianas e vexames como em 2005.