domingo, 28 de fevereiro de 2010

MINIATURAS – LOTUS 49B

Mario Andretti festeja hoje o seu 70° aniversário. O norte-americano nasceu numa parte da Itália que foi anexada pela ex-Iugoslávia e hoje pertence à Croácia. E sua carreira nas pistas apresenta a mesma diversidade: títulos na Fórmula 1 e na Indy; vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis e nas 500 Milhas de Daytona, as duas principais provas norte-americanas de monosposto e de turismo; sem contar vários sucessos no Mundial de Marcas, em ovais de terra e em provas de dragster.

A impressão que dá é que Mario venceu em qualquer coisa que tenha quatro rodas e um motor. Não é à toa que é reverenciado como um Deus nos Estados Unidos. Aqui também fica nossa homenagem à lenda com esta linda miniatura da Quartzo (escala 1:43), com a Lotus 49B com a qual ele disputou o GP da África do Sul de 1969, sua segunda prova na Fórmula 1.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

ASSIM NÃO, TIO!

que a Ferrari inaugurou a sessão de bordoadas na FIA neste semana, o sérvio Zoran Stefanovic pegou carona para bater também. Em uma carta aberta divulgada no site da equipe, notas fiscais comprovam o envio de material para a corrida no Bahrein. É a senha para afirmar quealguém” (leia-se um francês, baixinho, narigudo e com a cara redonda que nem o Yoda) vai ter de se explicar caso eles não corram e “alguma” das equipes inscritas (leia-se um time norte-americano que conseguiu fazer um bico) não compareça. Stefanovic foi além e disse que os sonhadores americanos também terão de se explicar, dizendo que o sucesso não chega com palavras, mas com ações e coragem. Para nós que estamos de fora, é sempre legal ver o circo pegar fogo em situações pitorescas como essa. Mas o sérvio está fazendo uma grande besteira em ir a público para bater na FIA. Em primeiro lugar, ele não desfruta de muita simpatia dentro da entidade depois de abrir uma ação na justiça contra ela depois que ficou fora do processo inicial de seleção. Em seguida, ele fez a asneira de chamar o polêmico Mike Coughlan para tocar o projeto, uma das pontas do escândalo de espionagem que vazou informações na Ferrari durante a administração de Jean Todt.

Stefanovic
não pode esquecer que a Ferrari tem suporte para encher o peito e comprar a briga. Ele, não. A carta mais me parece um ato desesperado de quem não tem nada a perder. E o ponto central dela acaba obscurecido pelos ataques. A nota fiscal fala emFormula One spare parts”. O que está no Bahrein são apenas peças de reposição. E por um motivo nada nobre, pelo que eu apurei. Embora tenha feito acordo com a Toyota, Stefanovic ainda não pagou aos japoneses – esperto, só pretende fazê-lo se e quando ganhar uma vaga no grid. Assim, os carros (só os chassis, na verdade) e motores comprados não estão no Bahrein, mas em um galpão na fábrica em Colônia. Fechado por um enorme cadeado até que o dinheiro caia na conta em Tóquio.

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EDIT: E, no dia seguinte, a Stefan GP publicou uma nota oficial mais conciliadora em seu site, reafirmando o desejo de correr no Bahrein e afirmando ter fé no bom-sendo da
família”, da Fórmula 1. Mais do que isso, tirou do ar a mensagem do dia anterior, aquela confrontando diretamente a FIA. Certamente, Zoran Stefanovic teve de ouvir um “Assim não, tio” dito por Bernie Ecclestone em pessoa.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

EL TIBURÓN

Ainda pretendo me aprofundar nos resultados de Barcelona ao final dos quatro dias, mas estes dois primeiros já mostraram como as equipes já avançaram do estágio básico e simulam agora o trabalho de classificação e, também, de corrida. O melhor tempo de Nico Hülkenberg hoje foi certamente com o carro leve, mas joga uma boa luz sobre o potencial do carro da luz e dos motores Cosworth.

E quem continua impressionando é a Ferrari. O ritmo de corrida é muito bom e o trabalho de Alonso hoje mostra como o carro pode ser muito veloz também numa volta rápida. O time ainda mostrou pela primeira vez o F10 com a “barbatana de tubarão”, uma solução importante para pistas com muitas curvas de alta como é o caso de Barcelona. Mas o que mais impressiona é o otimismo quase exagerado de Fernando Alonso. Pelo jeito, a Ferrari vai chegar em Bahrein como favorita. E a disputa interna entre Alonso e Felipe Massa começaria numa pista onde o brasileiro costuma se dar muito bem. Vai ser bem legal poder acompanhar isso de perto!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

TV BLOGO – GEORGE HARRISON

Dia lotado, mas deu tempo de fazer uma justa homenagem ao aniversariante de hoje. “Be Here Now” é uma inspirada reflexão de como devemos dar importância a cada momento de nossas vidas, sem se preocupar tanto com o que passou ou com o futuro. Uma filosofia que eu carrego comigo sempre e que, assim, faz com que ele – George Harrison – esteja sempre aqui, agora.


BE HERE NOW

Remember, Now, Be Here Now
As it's not like it was before.
The past, was, Be Here Now
As it's not like it was before - it was

Why try to live a life,
that isn't
real,
no how
A mind, that wants to wander,
'
round a corner,
is an un-wise mind

Now, Is, Be Here Now
and it's not what it was before,
Remember, Now, Be Here Now
as it's not like it was before - it was

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

FOTO DO DIA – GP DA ITÁLIA DE 1961

Das imagens contidas na coleção distribuída pela Shell no início do ano, acho esta a mais significativa. Phil Hill está recebendo a bandeira quadriculada pela vitória no GP da Itália, um resultado que lhe dava também o título mundial (clique na imagem para ampliar). Ele levanta o braço em júbilo, sem saber que a corrida tinha proporcionado a maior tragédia na história da Fórmula 1. A Ferrari de seu companheiro de equipe e rival na briga pelo campeonato, o alemão Wolfgang Von Trips, colidiu com a Lotus de Jim Clark e se projetou para fora da pista, num acidente que custou a vida do piloto e de outros 14 espectadores.

Não
houve muita festa para Phil Hill naquele dia e o norte-americano perdeu rapidamente a motivação para competir por conta do episódio. Pensando com a mentalidade de hoje em dia, é incrível imaginar que a prova prosseguiu mesmo com um acidente daquele tamanho. Mas eram outros tempos: as provas não eram televisadas, a categoria não tinha a dimensão que conhecemos e o perigo era aceito como um componente da disputa. As palavras de Jack Brabham na sua autobiografia ilustram bem o sentimento de tristeza conformada da época. “Phil ganhou a corrida e o campeonato, mas o que deveria ser seu grande momento acabou em desconsolo. Phil é um dos pilotos mais cuidadosos e sóbrios que eu conheci, e ele merecia algo melhorassim como Taffy, que era um cara legal. Foi mais um fim-de-semana triste”.

O mundo deu mesmo muitas voltas nos últimos 40 anos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

TREZE, DOZE OU ONZE?

O xadrez político da Fórmula 1 foi bem movimentado nesta terça-feira, um sinal claro de que o relógio dos jogadores vai chegando a um momento decisivo. É hora de um dos lados dar o cheque-mate, ou um acordo selar um empate.

Fazendo uma leitura de tudo o que aconteceu hoje, tudo indica que teremos doze ou mesmo apenas onze equipes disputando o GP do Bahrein – e o resto da temporada. Dos times incertos, a Campos é a mais próxima de confirmar sua presença, mas corre contra o tempo para aprontar dois carros, juntar uma equipe de engenheiros e mecânicos e mesmo um segundo piloto para correr ao lado do praticamente certo – mas ainda não confirmado – Bruno Senna.

Só que
a informação que me chegou hoje não foi boa para esta pretensão. Colin Kolles se encontrou com um representante de Chad Hurley, o dono do You Tube, numa ponte construída por Bernie Ecclestone. Mas as duas partes não chegaram a um acordo. Ao que parece, o conselheiro do bilionário norte-americano vai sugerir que ele invista seu dinheiro em outro lugar que não essa complicada F-1.

Por
outro lado, e do outro lado do Atlântico, o mesmo Hurley aparece como possível salvador da USF1 nessa entrevista de uma fonte anônima publicada na Autosport. O “garganta profunda” acusa Ken Anderson como o responsável pela tímida evolução do projeto, mas aposta no apoio do dono do You Tube e acredita que uma injeção de dinheiro resolveria os problemas. A mesma fonte ainda admite que o trabalho está muito atrasado e que ninguém na fábrica de Charlotte acredita que o time estará pronto para correr no Bahrein.

A
FIA confirmou que conversa com Ken Anderson, mas não revelou o teor da negociação em curso. É que a polêmica carta aberta da Ferrari publicada hoje ganha relevância. O pacto da Concórdia não permite que uma equipe falte a uma corrida. Caso a FIA queira mudar isso para ajudar a USF1 e, eventualmente, a Campos, precisaria da aprovação de todas as outras. Incluindo a Ferrari e os times que estão com ela nessa briga (que permanecem anônimos, mas incluem McLaren, Mercedes, Red Bull e Toro Rosso).

Outra
variante seria a da Stefan GP entrar no lugar da USF1. Aqui também seria necessária a aprovação dos outros timescomo foi no caso da Sauber. Alguém imagina Ferrari e outras acenando positivamente a estes cenários, depois de chamar um time de “vassalo”, um segundo de “escondido” e um outro de “abutre”?

O
ataque ferrarista foi um grito público de “xeque”. Acredito que os times de ponta podem até mudar de postura desde que algumas de suas reivindicações sejam atendidas. É um cabo-de-guerra, e no momento que está puxando mais forte são eles.

AS LIÇÕES DE JEREZ

Um quadro de equilíbrio muito grande: esta é a principal conclusão dos testes de pré-temporada até agora. Na avaliação de várias pessoas com quem conversei que estiveram em Jerez na semana passada, apenas meio segundo separam a turma da frente (McLaren, Ferrari, Red Bull e Mercedes) do pelotão intermediário (Sauber, Williams, Force Índia, Renault e Toro Rosso). Confira no Tazio, uma análise de cada uma das onze equipes que já foram à pista, um ótimo guia para acompanhar nesta semana os testes de Barcelona. Porque, com todo mundo tão próximo, quem chegar com uma boa solução nesta semana, pode dar o pulo do gato logo antes da abertura da temporada no Bahrein.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A CASA DE SCHUMACHER

Se você quiser encontrar Michael Schumacher quando não estiverem acontecendo corridas, melhor procurar no endereço acima. O Reynard Park, sem número, fica ao norte da cidadezinha de Brackley. É uma fábrica de Fórmula 1 e já foi sede da BAR, depois da Honda, Brawn GP (no ano passado, quando eu tirei essa foto) e agora da equipe Mercedes.

Estive conversando com diversas pessoas da F-1 para fazer uma análise dos testes de pré-temporada até agora, um material que deve ir ao ar amanhã no Tazio. E os comentários sobre o comprometimento do alemão com o trabalho chamaram a atenção. Desde o início do ano, Schumacher tem comparecido à fábrica de Brackley duas vezes por semana. A rotina é basicamente a mesma: ele passa em todos os setores da fábrica e conversa com cada funcionário, buscando saber como anda a evolução do trabalho e discutindo idéias para melhorar a produtividade.

Com
isso, Schumacher mata vários coelhos numa cajadada . Esta é uma maneira dele conhecer todas as etapas na construção e do desenvolvimento do carro, podendo ainda ajudar um pouco com sua experiência; ele também motiva cada membro da equipe a dar o máximo de si, melhorando a qualidade do trabalho em geral; e ainda conquista para si a simpatia dos funcionários, ressaltando o senso do sucesso coletivo conquistado pelo esforço individual de cada um.

O
efeito disso é claro. A temporada nem começou, mas todo mundo em Brackley já se derrete por ele e não esconde a motivação em tentar repetir o sucesso do ano passado, desta vez com Michael Schumacher. Em menos de dois meses, o heptacampeão conquistou sua nova equipe como havia feito na Ferrari, quando chegou até a morar em Fiorano para testar o máximo possível durante a pré-temporada.

Tem
gente que acha irrelevante todo esse esforço de visitar a fábrica e manter um estreito contato com a equipe. Fernando Alonso, por exemplo, foi bicampeão do mundo mesmo sendo fechado até a almaaté mesmo nos “track walks” de quinta-feira, ele não costumava acompanhar seus engenheiros da Renault, preferindo andar pelo traçado ao lado apenas de seu fisioterapeuta.

Mas
acho que sete títulos mundiais mostram como esta maneira de trabalhar de Michael Schumacher funciona muito bem.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

BATENDO CABEÇAS

Faltam apenas três semanas para o início do Mundial 2010 e é incrível olharmos para trás e vermos a revolução ocorrida na Fórmula 1 desde que Sebastian Vettel estourou a champanhe como vencedor da etapa de encerramento do ano passado, em Abu Dhabi. A Bridgestone anunciou que vai deixar o barco, a Toyota virou passado, a Sauber ressucitou, o grid ficou um heptacampeão mundial mais rico e o futuro de alguns participantes do Mundial ainda é nebuloso.

Do que chamamos de “salvação” da equipe Campos, pouco sabemos. O mais relevante do comunicado oficial dos senhores José Ramón Carabante e Colin Kolles é o agradecimento público à ajuda de Bernie Ecclestone para “apoiar nossos esforços e manter nossa equipe viável”. Eu não chamaria de apoio a série de declarações públicas do chefão da Fórmula 1 apostando no fracasso da Campos. Dentro desse contexto, a frase do senhor Carabante parece mais o agradecimento de um condenado a seu executor por atender a pedidos de clemência.

Do outro lado, temos uma USF1 que também foi dada como morta, mas que deixou claro no twitter que não será enterrada viva sem um mínimo de luta. Para o “New York Times”, Ken Anderson afirmou que vai consultar a FIA sobre a possibilidade de entrar no Mundial só a partir do GP da Espanha e soltou a maior pista para o que está acontecendo nos bastidores. “Não faz sentido nos darem uma franquia e tirá-la no primeiro obstáculo que surgir na estrada. E com certeza não é essa mensagem que estamos tendo deles. Eles querem nos ajudar, e não que fechemos as portas”, afirmou.

Vejamos. Na minha opinião, a longa incerteza sobre o futuro destas duas equipes (e, por tabela, da Stefan GP) foi acentuada pela aparente falta de sintonia entre as duas forças do esporte: Bernie Ecclestone e Jean Todt. Há pouco tempo, o presidente da FIA afirmou em diferentes entrevistas – uma para um jornal italiano, outra para uma revista francesa – que todas as equipes poderiam ficar de fora de três corridas, usando o documento conhecido como “Pacto da Concórdia” como base. Era um claro voto de confiança para que as novatas em dificuldades ganhassem mais tempo. No dia seguinte, porém, a mesma FIA soltou um comunicado oficial afirmando que isto não seria possível. Interessante, como se alguém de Londres tivesse ligado para alguém de Paris e explicado que a interpretação do mesmo documento na língua inglesa tem outro significado...

Foi a estaca no peito dos americanos de Charlotte, já que todo mundo sabe que não se faz um carro de corrida só com um bico. Abria-se então a vaga que Ecclestone queria ver para a turma de Zoran Stefanovic. O próximo passo consistia em impedir que a Campos caísse nas mãos do controverso Tony Teixeira. As reuniões se intensificaram e chegaram ao resultado anunciado ontem.

Vamos pensar juntos: quem assumiu a equipe e salvou o negócio foi Carabante que era... o próprio dono do negócio! Curioso não? Se ele tinha o tempo todo essa bala para garantir a saúde financeira da equipe de que era sócio, porque então todo o drama? A verdade é que há algo ou alguém por trás aí.

Fala-se na Volkswagen, mas eu não vejo o menor sentido numa marca daquele tamanho querer investir na F-1 agora. E, caso quisesse, não fariam isso em cima de uma equipe inteiramente nova, cujo desempenho é uma incógnita completa. Não muito longe da sede da Volks, existe um senhor chamado Peter Sauber que está mais do que aberto a propostas para quem queira tocar seu projeto de vida com seriedade. O idioma é o mesmo, o preço é barato e a estrutura é muito melhor. Posso me enganar mas, por tudo isso, eu descartaria essa hipótese.

O que pode ter acontecido é Bernie Ecclestone ter “adiantado a mesada”, também conhecido como “antecipar o pagamento dos direitos de imagem” da equipe. E talvez até ajudado no contato com potenciais patrocinadores. Com a condição de que Teixeira e o homem que foi atrás dele, Adrián Campos, dessem o fora. É a única explicação na qual vejo algum sentido.

Eu também não me preocuparia em demasia com a ausência do nome de Bruno Senna do acordo anunciado ontem. Se a Campos foi “salva”, ele tem contrato com a equipe. Pode-se argumentar que a mudança na estrutura da sociedade tenha eventualmente mudado a validade do acordo piloto-equipe. E que Carabante prefira agora quem pague pela vaga para ajudar a manter o negócio. É possível, mas eu duvido que Bernie assuma o risco da F-1 ficar com a imagem danificada depois que a Campos foi salva, mas o piloto que tinha contrato com ela (e, de quebra, sobrinho de Ayrton Senna) não.

Resta ainda saber quem será a 13ª equipe do grid. A USF1, Anderson deu a dica, aposta todas as suas fichas na boa vontade de Jean Todt. Como presidente da FIA, seria importante para ele a sobrevivência do time, já que um eventual naufrágio significaria que o processo de seleção executado pela entidade foi muito mal feito (sabemos que foi, mas ainda não temos como sustentar isso).

Por um lado, ele está de mãos atadas, já que o Pacto da Concórdia impede que a equipe perca as corridas iniciais da temporada. Em contrapartida, quem daria permissão para a Stefan GP disputar o Mundial de 2010 é a FIA. Se Todt quiser, os sérvios podem ficar de braços cruzados e só estrear no ano seguinte: a abertura de uma das treze vagas existentes só aconteceria oficialmente com a ausência dos americanos no Bahrein.

O que nos resta é assistir de camarote o desenrolar da queda-de-braço desses dois poderosos do esporte a motor. Tenha minhas opiniões e não tenho torcida por ninguém. Mas a história mostra que o Ecclestone sempre costuma ganhar suas disputas com a entidade reguladora do esporte. Os aposentados Jean-Marie Balestre e Max Mosley que o digam.