terça-feira, 8 de junho de 2010

SE A MODA PEGA...

A DTM fará o encerramento da atual temporada num circuito de rua em Xangai, não muito longe de onde já fez uma prova de demonstração em 2004, a da foto acima. Um passo natural para a categoria, já que Mercedes-Benz e Audi estão esperando um crescimento de vendas no país da ordem de 25% neste ano, um oásis de sucesso em tempos bicudos para a indústria automobilística.

Mas o evento, marcado para o dia 28 de novembro, terá uma novidade: será feito sem a presença de torcedores. Ou algo parecido com isso: não haverá a venda de ingressos para o público em geral, apenas “arquibancadas corporativas” – terraços com boa visão para a pista e com buffet para diretores e clientes das empresas compradoras do espaço.

Vender a preços altos cada centímetro disponível foi a maneira encontrada pelos organizadores chineses para cobrir os custos com a prova. Se funcionar, a DTM vai involuntariamente mostrar o caminho para as normalmente deficitárias (para os organizadores) provas da F-1. Uma categoria exclusiva para empresas? Seria ridículo. Mas, dentro do sistema empregado por Bernie Ecclestone, talvez seja um modelo inevitável.

(Foto www.dindocapello.com)

9 comentários:

A. ROQUE disse...

Lembrando que a Stock aqui no Brasil faz praticamente a mesma coisa. E quando abre ingresso pra venda, o público pagante fica sempre nos piores lugares.

marconi disse...

Isso talvez caberia num GP como o da Turquia. Mas em Interlagos, Monza ou Silverstone isso seria uma tragédia!

Paulo Cunha disse...

Legal, faltava mesmo muito pouco para eu me sentir torcedor de polo.

Anônimo disse...

Isso ñ é nenhuma novidade aqui no rj.
Arquibancadas fechadas já ocorreram no estadual, onde só foi permitido a entrada pelo portão q leva aos boxes. Na porsche cup na corrida decisiva só foi permitido a entrada de quem tinha porsche ou fazia parte do clube.
No racing festival o publico de verdade ficou na arquibancada descoberta.

Somente na stock o publico realmente pode visitar os boxes, nas outras, mesmo nas q se gabam do contato com o público, só os "Vips" tem tal acesso.

Marcos Antônio disse...

não duvido mto que futuramente só dê pra ver F1 pela Tv mesmo...E Isso aí no RJ é pura verdade, pros convidados dos patrocinadores os melhores lugares, pra quem comprou o ingresso,o pior lugar.

Fernando Kesnault disse...

Ico será rentável com certeza mas será também a morte da categoria a nível de acompanhamento do público, podes ter certeza disso. E outro dado que não falastes é que um Audi lá na china custa 30 mil dólares e o mesmo modelo na Alemanha custa 120 mil dolares...Um abraço.

JCCJCC disse...

Infelizmente penso que isso pode vir a acontecer na F1. Se o público não fizer nada, dentro de muitos anos os grandes acontecimentos desportivos, sejam F1, sejam mundiais de futebol só irão ser assistidos ao vivo pelas classes alta/muito alta, o povo se quiser vê na TV.

Danilo disse...

Mudando um pouco de assunto... viram a largura da pista???? parecidíssimo com Ribeirão Preto né????? huahauhuahua

andreh disse...

Me passou uma coisa pela cabeça agora, posso estar viajando, mas, se essas empresas tem grana suficiente para fechar um autodromo e transformar isso numa festa particular, não seria nada difícil q elas queiram a festa do jeito delas, ou seja, que a equipe favorita(leia-se: a equipe q ela patrocina) fosse a vencedora da festa(leia-se: manipulação de resultado) Tô viajando?!?