sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

RESTA UM

Confesso que eu não acreditava na sobrevivência da Hispânia ao longo deste rigoroso inverno europeu, mas o acordo com Narain Karthikeyan joga uma luz positiva sobre o assunto. Foi uma tacada inteligente de Colin Kolles: pegar um piloto capaz de trazer um bom dinheiro e com disposição suficiente para topar pagar caro numa equipe com poucas perspectivas - e, ao mesmo tempo, satisfazer o desejo de Bernie Ecclestone de ter um piloto indiano no grid no ano em que a F-1 desembarca no país.

A outra vaga, a única que resta no grid já que a Force Índia tem três pilotos e um claro problema de ter somente duas vagas disponíveis, permanece em aberto. Mas a notícia de que a Hispânia recebeu uma injeção financeira deve facilitar um pouco as coisas. O carro novo (que ao que tudo indica será o remendo do velho com a traseira da Williams) deve ficar pronto de última hora e as perspectivas de competitividade são pequenas. Mas tudo aponta que o time estará no grid e isso é o que importa.

Mesmo assim, conhecendo Kolles, ela deve ficar com um piloto que ele já conhece e cujo gênio bate com o seu, o que não é sempre fácil. Me lembro da corrida em Suzuka, quando ele chamou João Paulo Oliveira, que circulava pelo paddock como convidado, para uma conversa. O brasileiro correu pelo time de Kolles na F-3 alemã e o romeno é conhecedor e apreciador do tamanho do seu talento, mas também do fato do brasileiro jamais ter sido um piloto pagante ao longo da carreira. Assim, a coisa ficou apenas numa amistosa e informal conversa.

Sakon Yamamoto e Christian Klien são opções claras. Vale lembrar também que o time correu com o italiano Davide Valsecchi e o tcheco Josef Král nos testes de jovens pilotos em Abu Dhabi. Com o cheque no valor certo, eles também têm chances. A negativa à presença de Bruno Senna no time dada por Kolles hoje a um jornalista inglês é uma não notícia: a relação entre os dois nunca foi das melhores e o brasileiro jamais considerou permanecer na equipe em 2011.

6 comentários:

Anônimo disse...

Convenhamos: correr na hispania não tem lógica e não faz sentido para um piloto profissional.

Blog do Júlio disse...

Pelas últimas notícias envolvendo o dono da Hispania, corre o risco de acontecer com o Narain o mesmo que aconteceu com o piloto argentino anunciado pela USF1 no ano passado: no car, no money, nothing.

Speeder_76 disse...

Nâo sou tão pessimista como os outros pintam por aqui. EStou cada vez mais convencido que eles conseguiram o "impossivel": encontraram o "louco" que aceitou pagar um tanto pela equipa para colocar o seu piloto. Ainda se desconhece quanto é que o Karthikeyan traz, mas não deve ser "patacos".

Adaptar um chassis do ano passado para 2011 não deve ser dificil, tanto que deverão apenas modificar a traseira para que se adapte à caixa de velocidades (câmbio) da Williams. E com um ex-projectista da marca como Geoff Willis, creio que se acertarem as coisas, pode ser que as performances melhorem um pouco. Portanto, creio que eles não só vão alinhar no Bahrein, como vão fazer toda a temporada, mais milhão, menos milhão.

Ron Groo disse...

Eu vou ser maldoso... Acho que a segunda vaga vai ser do Chandok e então a Hispânia será uma sucursal da Yellow Cab novaiorquina, só com indianos no volante. hehehehe

Tomás Motta disse...

Ico;

Penso que a chegada do Karthikeyan é uma boa. Primeiro dinheiro e depois a necessidade quase pragmática de se ter um piloto indiano para a estreia do GP da Índia nesta temporada.

Acho o Narain um bom piloto, sinceramente não sei porque ele é alvo de críticas e chacotas por aí. Tem uma carreira melhor que Chandhok fora da F1 e é o "piloto mais rápido da índia".

Quanto ao cokpit restante... Eu já apostei no Chandhok. Se um piloto indiano é bom, dois é ótimo. Só faltaria trocar de identidade com a Force India e estava fechado o pacote, rs...

Abraços.

Dé Palmeira disse...

Boa Groo! Adoro piadas politicamente incorretas!