quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

MAIS UMA CHANCE PARA NICK HEIDFELD

O que era claro desde sábado foi confirmado de forma oficial hoje pela equipe Renault: Nick Heidfeld será o substituto de Robert Kubica neste temporada - pelo menos até uma eventual volta do polonês. Assim a equipe usa a carta da segurança, apostando num piloto sólido e experiente, capaz de minimizar o prejuízo com a saída de seu líder na pista. Uma escolha lógica.

Para Heidfeld, é mais uma chance de reviver sua carreira. O alemão não é mau piloto, mas nunca conseguiu empolgar a ponto de ser a primeira aposta de alguém. Foi assim quando era piloto júnior da Mercedes: quando abriu uma vaga na McLaren, a marca apostou no imberbe Kimi Raikkonen, mesmo com Heidfeld tendo feito mais pontos que o finlandês quando correram juntos na Sauber.

No final de 2004, Frank Williams queria colocar o brasileiro Antonio Pizzonia do time, mas os alemães da BMW pressionaram e Heidfeld ganhou uma nova chance de reviver uma carreira que tinha entrado numa perigosa espiral descendente. Foi com a turma da Bavária que ele se manteve por anos na categoria com um carro mais ou menos competitivo, mas sem arregalar os olhos de ninguém.

Com a saída da BMW, lutou por uma vaga na Mercedes mas foi atropelado pelo retorno às pistas de Michael Schumacher e optou por ajudar a Pirelli no desenvolvimento dos pneus para este ano. Conseguiu assim uma chance de mostrar seu potencial por cinco corridas na Sauber. Novamente, não convenceu ninguém e ficou a pé. Até o infortúnio de Robert Kubica.

Ironicamente, era o piloto que o alemão superara em duas de três temporadas completas na BMW. E que ganhou a única corrida para o time, no ano em que tiveram o carro mais competitivo. A relação entre os dois era profissional, mas não havia a menor afinidade entre as personalidades. Não é por acaso que, segundo relatos, Kubica teria declarado sua preferência por Vitantonio Liuzzi como substituto. Mas Heidfeld ganhou uma nova chance.

Que demonstre ser mais que um piloto constante, eficiente e capaz de desenvolver um equipamento. Conseguir resultados além do que o equipamento permite seria a única maneira do alemão assegurar um futuro mais longo do que apenas o de uma eterna segunda opção.

(Foto Renault)

11 comentários:

Anônimo disse...

Ico, o carro da Renault parece promissor este ano. Você acha que caso Heidfeld corresponda marque bons pontos, ainda assim Kubica teria o cockpit de volta tão logo possa retornar?

Ron Groo disse...

Gosto dele, sei que não é um assombro, mas gosto.

Marcelonso disse...

Ico,

Mais uma vez Heidfeld tem uma boa chance em suas mãos, espero que saiba aproveita-la.

Ainda que não seja aquela maravilha de piloto,tem consistencia,e marca pontos.

Numa equipe que um dos pilotos é Petrov , é fundamental ter outro que ao menos pontue regularmente.

abs

Lucas disse...

Quem sabe esse ano ele consegue a primeira vitória da carreira? 172 corridas sem vitória, baita urucubaca!

Leonardo disse...

Achei este vídeo, do Heidfeld, Passou um vexame ao bater o carro da BMW em um evento publicitário, me parece que foi em 2008 isso.

http://www.youtube.com/watch?v=yIpi1OcFbCY&feature=player_embedded

Renato disse...

Ico, cadê o Credencial de pré-temporada hein? Sei que você não prometeu nada, mas é que o meu ipod ta com saudade de você hehehe.

JCCJCC disse...

Heidfeld para mim é um dos melhores pilotos da actualidade, já teve como companheiros de equipa: Kubica, Raikkonen, Webber e conseguiu andar ao nível ou melhor que todos eles.

Não o acho tão bom como Vettel, Hamilton ou Alonso (e talvez Kubica), mas a meu ver é melhor que Webber ou Button que com carros bons até foram campeões.


Heidfeld nunca ganhou uma corrida, mas também nunca teve um carro vencedor, só por uma vez o seu colega de equipa venceu uma prova, Canada 2008, vitória que seria sua sem a ordem de equipa...

Ico (Luis Fernando Ramos) disse...

Anônimo, quanto a uma possível volta de Kubica neste ano (torço muito para que isso aconteça), acho q o único desempenho de Heidfeld q justificaria uma manutenção do alemão seria estar na briga pelo título - e isto implicaria certamente em ter conquistado algumas vitórias. Não acho que a Renault vai ter carro para isso. Moralmente (e, provavelmente, por contrato), o dia em que o Kubica disser q volta e os médicos disserem q ele pode voltar, o cockpit teria que ser liberado.

Renato, deve rolar sim um Credencial de pré-temporada. Deixa ela acabar. :-)

Abs!

Marcelo Urânia disse...

Ico, o fato do Heidfeld ser uma "eterna segunda opção", pra mim, já é um argumento mais do que suficiente pra apostar no Senna ou tentar um Sutil/Kobayashi. Ou até um Hulkenberg/Di Grassi.

Qualquer um.

O Heidfeld já mostrou ser absolutamente mediano. Faltou gana de vencer a Renault - o quê nunca falta às equipes de ponta (nem ao Kubica).

Abs

Anônimo disse...

Não acho Heidfeld tão mediano assim. De fato ele não é excepcional, mas é um bom piloto, Melhor que muitos que estão na categoria ou que já passaram por ela. Ele foi melhor que o Webber e do que o Raikkonen quando dividiram equipes. Na disputoa com o Kubica ele deu pau no polonês em 2007 e tomou pau em 2008. Em 2009 ambos sofreram com o péssimo carro da BMW. Realmente acho injusto que ele seja hoje apenas uma segunda opção. Pelo menos nas equipes medias ele deveria ser o primeiro piloto. Mas acontece que o dinheiro fala alto, caso contrário, Maldonado, Perez e Petrov não estariam em boas equipes, tirando o lugar de bons pilotos como Senna, Hulkemberg, Glock, e o proprio Heidfeld antes do acidente do Kubica.

Pra encerrar, acho que a Renault fez a escolha certa, pois as opções que tinha eram todas piores: Liuzi, de la Rosa, Hulkemberg e Senna, sendo extes dois ultimos com potencial, porém inexperientes. Sobre pilotos como Sutil, acho que faltaria grana p/ pagar a Force India, pois, se eles tivessem com os cofres cheios, não venderiam a segunda vaga para um piloto mediocre como o Petrov.

Rodrigo

Edmilson Madureira Segundo disse...

Boa postagem. Mas é difícil dizer o que falta a um piloto reconhecidamente bom, que bateu Kubica em duas de três temporadas que fizaram juntos, e não consegue ganhar ou ser campeão.