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quinta-feira, 10 de março de 2011

FOTO DO DIA - LE MANS 55

Falei ontem sobre a Mercedes 300 SLR que tinha um flap funcionando como freio e o Renato Breder garimpou essa pérola: Juan Manuel Fangio com o dispositivo em ação na caça ao Jaguar de Mike Hawthorn, pouco antes da tragédia que aconteceria na reta dos boxes. Os carros, o grande público, o visual do circuito... belíssima foto, clique para ampliar!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O DIFERENCIADO KIMI

Rápida e deliciosa conversa hoje com Jacky Eckelaert, engenheiro belga da Honda e que trabalhou com Kimi Räikkönen no ano de estréia do finlandês na Sauber, em 2001. Ele nos contou que Kimi parou nos boxes no meio da corrida de Mônaco, com um problema de falta de potência no motor.

“Ele entrou nos boxes com o motor falhando e desceu do carro. Fui olhar os dados da telemetria e percebi que um dos sensores tinha dado problema e estava acusando, de forma errônea, que uma das rodas estava girando em falso. Com isso, o controle de tração automaticamente cortava a potência do motor”, relembra.

Eckelaert sabia que podia simplesmente desligar o sensor e sugeriu que Kimi voltasse à pista – sem controle de tração. “Já havíamos perdido quatro voltas no processo, mas poderia ser que sobrassem poucos carros ao final da prova e, como era a primeira corrida dele em Mônaco, e ainda faltavam umas sessenta voltas, seria importante para ele acumular experiência. Só falei para ele ter cuidado, porque qualquer erro na hora de acelerar, resultaria num acidente”.

Neste momento, o belga faz uma pequena pausa para suspirar. E continua: “Ele foi até o final e ainda fez a sexta melhor volta da corrida, sem o controle de tração! É um grande piloto”, elogiou.

E quem seríamos nós para duvidar?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

MINIATURAS – JAGUAR R1

No início da temporada de 2000, Eddie Irvine era o vice-campeão mundial que havia deixado a Ferrari para ganhar rios de dinheiro na estreante equipe Jaguar. Apostar no playboy irlandês para liderar a nova aventura da Ford (dona da marca) na Fórmula 1 foi, sem dúvida, uma escolha obviamente errada. Irvine se esforçou, conseguiu até um quarto lugar no GP de Mônaco daquele ano, mas não era um motivador. Nem um desenvolvedor de projetos.

O fato é que a evolução da equipe a partir do R1 da foto acima foi lenta e gradual demais. Após cinco temporadas – marcadas por uma administração turbulenta e confusa, na qual chefes-de-equipe e pilotos eram trocados a cada dia –, a Ford vendeu o time para a Red Bull e foi cuidar da sua vida. Neste período, coube ao divertido Irvine conseguir os dois únicos pódios do time: Mônaco-2001 e Monza-2002. No fim daquele ano, o irlandês deixou a categoria. Reapareceu para uma visita neste ano, também em Monza, praticamente irreconhecível, de cabelo comprido e com alguns quilos a mais.

Para mim, a única saudade deixada pela Jaguar está na pintura do carro: gostei muito da adoção do British Racing Green com elementos em vermelho. A miniatura da foto foi enviada pelo Guilherme Rosa e é da Hot Wheels, na escala 1:24.